Mês: janeiro 2017



Lewandowski, Toffoli e Mendes podem ser relatores da Lava Jato?

A presidente do STF Carmen Lúcia tende a repassar, por sorteio, o processo relativo à Lava Jato aos ministros da Segunda Turma, à qual pertencia Teori Zavaski, que são: Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli.

Poderão esses dois últimos se encarregar de um caso tão delicado e que envolve, entre os réus, o ex-presidente Lula e outros petistas, aos quais prestaram inequívocos serviços? A condição de ex-advogado do PT e assessor de José Dirceu já seria um impedimento para Toffoli ter chegado aonde chegou, mas na pátria petista isso constituiu uma virtude.

E ele não fez por menos: no julgamento do mensalão, votou na maioria dos casos em favor dos petistas, seus ex-patrões.

O mesmo comportamento teve Lewandowski no julgamento. A amizade de sua família com a de Lula fez com que se comportasse como o principal advogado dos petistas nesse julgamento. E, na sessão finalmente do julgamento de Dilma, avalizou a afronta à Constituição, que foi a manutenção dos direitos políticos dela, apesar de cassada.

E Gilmar Mendes? Além de falastrão, já demonstrou contrariedade com vários procedimentos da força-tarefa da Lava Jato. Fica, portanto, comprometida sua imparcialidade. (Os petralhas o acusam de ser capacho dos tucanos, mas isso faz parte da política de destruição de reputações conduzida por essa organização criminosa.)

Resta, portanto, nessa turma, o decano Celso de Mello, cujas decisões nem sempre agradam os opositores do PT – votou, por exemplo, a favor dos embargos infringentes, que possibilitou a revisão da pena dos réus do mensalão-, mas são rigorosamente fiéis ao ordenamento legal.

Mas essa turma poderá receber o reforço de Edson Facchin, membro da Primeira Turma e cotado para migrar para a outra, cuja indicação foi bombardeada de norte a sul, leste e oeste por causa de seu alinhamento com pautas da esquerda e sua adesão à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. Mas, uma vez lá, demonstrou uma postura republicana: o que é certo é certo, o que é errado é errado.

Para o bem geral da lavagem da Nação, Lewandowski, Toffoli e Mendes deveriam se declarar impedidos.

Mas não o farão…

Sem categoria
Comente aqui


Eike e Lula, unidos pela falsidade

O que une o ex-bilionário Eike Batista e o ex-presidente Lula, além da ambição ilimitada pelo dinheiro, no caso do primeiro, e pelo poder, no do segundo?

A falsidade, também conhecida por estelionato!

Eike tornou-se o empresário mais rico do Brasil e o oitavo do mundo blefando sobre suas potencialidades, realizações e informações para ludibriar fornecedores, acionistas e patrocinadores – entre os quais ocupa papel de destaque os governos de Lula e Dilma, que injetaram R$ 30 bilhões em suas aventuras. A simbiose de Eike com o petismo chegou ao extremo de Dilma o apresentar como “modelo” de empresário e “orgulho” do Brasil.

Lula chegou ao poder prometendo uma revolução ética e entregou, por meio de sua criatura Dilma, uma das maiores crises econômicas da história (se não a maior) depois de ter comandado o mais ousado e voraz assalto aos cofres públicos, como acusa – e acusa com fartura de provas – o Ministério Público Federal.

Eike integra o grupo de expoentes das “zelites” que Lula e o PT prometiam combater até chegar ao poder e uma vez lá a elas se associaram para assaltar o país.

Entre Eike e Lula há uma diferença que merece registro. O empresário, sobre o qual pesava uma ordem de prisão preventiva por corrupção ativa, entregou-se para “colaborar com a Justiça” e ser punido por seus crimes. “Se errei, tenho de prestar contas”, afirmou à Globo.

Lula é réu em cinco processos por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, organização criminosa e tráfico de influência (ufa!) e está na iminência de responder a outros mais (sítio de Atibaia, “palestras” que nunca foram dadas e pelas “doações” milionárias de empreiteiras à sua lavanderia de dinheiro apelidada de Instituto Lula). Apesar disso – ou por isso – proclama-se a “viva alma mais honesta deste país”, se diz vítima de uma “caçada judicial” e processa quem o acusa, de jornalista a promotor, de promotor a delegado, de delegado a juiz.

Dos dois embusteiros, que merecem o título de os maiores estelionatários da história do Brasil, Eike se revela o menos torpe.

Sem categoria
Comente aqui


A mentira de Belinati sobre “a pior crise da história” de Londrina

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), promete anunciar nesta segunda-feira – 30º dia de seu mandato – medidas “duras” e “impopulares” para enfrentar o que afirma ser a “pior crise da história” do município.

A afirmação consta da edição de sexta-feira da Folha de Londrina. Não foi desmentida, então se dê o escrito pelo dito.

O prefeito precisa ser melhor orientado para evitar afirmações escalafobéticas como essa, distorcida, sem amparo factual – e portanto mentirosa.

Qual a “pior crise” que Londrina enfrentou em sua história? O cerco dos grileiros que reivindicavam a sua posse, no início de 1930? A guerra civil de 1932, que bloqueou a divisa de São Paulo com o Paraná, impedindo a entrada de colonos e insumos e, assim, ameaçando o empreendimento incipiente da Companhia de Terras? A epidemia de malária em 1941? Os incêndios florestais do início da década de 196O, provocados pela longa estiagem? A geada de 1975, que exterminou os cafezais? Ou outra?

Certamente Belinati se refere ao estado das finanças do município. E é aí que sua afirmação torna-se ainda mais estapafúrdia, pois o déficit que ele projeta para este ano é de R$ 120 milhões, o equivalente a 6,6% do orçamento, que é de R$ 1,8 bilhão.

Qual prefeito enfrentou a maior escassez de recursos e desorganização administrativa no início da gestão? Certamente não é Belinati, que está em situação extremamente confortável em relação, por exemplo, a Wilson Moreira. Moreira assumiu em 1983, sucedendo Antonio Belinati, tio e mentor político de Marcelo. Belinati tio se descompatibilizara um ano antes do final do mandato para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados e quando seu vice, José Antonio Del Ciel, entregou o governo, a situação era esta: 14 centavos em caixa e uma dívida – um terço vencida, o restante a vencer nos quatro anos seguintes – de 29,2 bilhões de cruzeiros, o que equivalia a 3,3 vezes o orçamento daquele ano.

Não foi só: a Prefeitura não tinha crédito – gasolina, óleo diesel, pneus de uma frota sucateada, entre outros itens, precisavam ser pagos à vista, e cadê o dinheiro? As estradas rurais imploravam manutenção havia meses (a colheita se aproximava) e o estado da malha viária urbana era tão dramático que inspirou a campanha “adote um buraco”. E mais: todos os repasses estaduais e federais estavam bloqueados por decisão judicial por causa da inadimplência do município.

Lembremo-nos também do estado deplorável das finanças herdadas por Luiz Eduardo Cheida, então no PT, que em 1993 sucedeu… Antônio Belinati! Mas Cheida não pode se gabar de ter consertado as finanças públicas, pois deixou uma folha salarial inteira para ser paga por seu sucessor… Antônio Belinati, o próprio! Que, por sua vez, fez evaporar R$ 185 milhões derivados da venda de parte da Sercomtel em 1998 e não pôde terminar seu terceiro mandato – desta vez porque foi cassado. O petista Nedson Micheleti, que herdou o caos novamente deixado por Belinati tio, apontou um rombo de R$ 500 milhões nas contas públicas. O orçamento de 2001 era de R$ 421 milhões…

Antes tivesse sido apenas Antonio Belinati o demolidor das finanças do município! Seu afilhado político Homero Barbosa, também cassado por corrupção, anarquizou os serviços públicos, sucateou máquinas e equipamentos e só não deixou um rombo colossal no erário porque o vereador Gerson de Souza, que finalizou seu mandato (o vice foi preso e renunciou…) promoveu um Profis de grande êxito. Alexandre Kireeff, sucessor de Barbosa e antecessor de Marcelo, projetou um déficit de R$ 70 milhões no primeiro ano de mandato – mas o fechou no azul, assim como os dois consecutivos. E como foi o desempenho do seu último ano de mandato? Ainda não temos o balanço, que será divulgado no final de fevereiro, mas o atual secretário de Fazenda e Planejamento, Edson de Souza, estimou que fecharia com um buraco de R$ 5 milhões – o ex-prefeito nega. Aguardemos, pois.

Racionalizar os gastos, arregaçar as mangas e trabalhar para não apenas cobrir um déficit projetado (6,6% do orçamento, repito), mas para produzir superávit ao mesmo tempo em que se oferecem bons serviços. É o que se espera de Marcelo Belinati ao longo do seu mandato, que poderá ser histórico se ele cumprir pelo menos metade do que prometeu. Entre seus compromissos está o de “transformar Londrina na cidade mais transparente do Brasil” – e transparência é sinônimo de verdade -, compromisso que viola ao superdimensionar negativamente o estado das finanças do município. E sua administração mal começou…

Sem categoria
Comente aqui


Dívida pública triplica no governo petista. Aumentá-la é a receita de Lula para tirar o país da crise…

Em recente encontro com simpatizantes no Rio de Janeiro, entre os quais estavam seus advogados Roberto Teixeira e Luiz Zanin, Lula – copo na mão, e não era água o que continha, pois água é incolor – disse, como se estivesse anunciando a descoberta do milênio, que a saída para a crise seria recorrer a empréstimos externos. Aumentar a dívida, portanto, em pelo menos R$ 300 bilhões.

Esses recursos, segundo ele, seriam aplicados em crédito ao consumidor e em obras de infraestrutura. No primeiro caso, com efeitos imediatos sobre o comércio e a indústria (supondo-se que tenha gente disposta a aumentar ainda mais sua dívida); no segundo, na geração de empregos, na avaliação deles.

Pois é. O que ele apresentou como a saída infalível para a crise é a receita que combinada com outros desatinos, levou o país à mais profunda e prolongada recessão da história. A ampliação da dívida é uma das heranças malditas do PT.

Produzir dívida é, de fato, uma das especialidades de Lula e sua criatura Dilma. No final do segundo ano do mandato de Lula, a dívida pública brasileira era de R$ 1,1 trilhão; no final do ano passado, de R$ 3,1 trilhões, como informou hoje o Tesouro Nacional – 300% a mais! Descontada a inflação, que foi de 100% no período, temos portanto R$ 1 trilhão de dívida gerada pela dupla, sem que, com isso, o país melhorasse seus índices. Aliás, os piorou.

A maior expansão da dívida ocorreu em 2015, ano inicial do fatídico segundo mandato de Dilma, quando saltou de R$ 2,29 para R$ 2,79 trilhões.

Assim, o homem que se apresenta como o único capaz de “devolver o otimismo” e “recuperar a economia” – além de “tirar o país da lama”, logo ele!-, promete para o país o mesmo veneno que o levou à UTI.

Sem categoria
Comente aqui


Dona Marisa e a crônica de um AVC mais que anunciado

Quatro mulheres foram ao Sírio-Libanês, de São Paulo, onde está internada em estado crítico, vítima de um AVC causado pelo rompimento de um aneurisma, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, para protestar contra Lula, o PT e a corrupção inerente a ambos.

Estavam no lugar errado, na hora errada e fazendo a coisa errada. Pois a coisa certa, neste momento, é desejar que dona Marisa, ré em alguns processos a que seu marido responde, se recupere e, enquanto persistir seu drama, que a família seja amparada pelos amigos. Se o desfecho for outro, a família, por mais contestada que seja – e o é por motivos conhecidíssimos – deverá ser respeitada em sua dor.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, afirmou, ao deixar o hospital, que, embora hipertensa e portadora de um aneurisma detectado há dez anos, ”certamente” o “estado emocional” de dona Marisa, abalada pelas “denúncias sem fundamento” contra Lula, contribuiu para conduzi-la à UTI (*).

Okamotto estava no lugar errado, na hora errada e fazendo a coisa errada: pois não é concebível que o tesoureiro informal de Lula (pois é isso o que é e foi desde sempre) dê conotação político-jurídica a um problema de saúde.

Além de hipertensa e portadora de um aneurisma – que, pequeno ao ser detectado, desestimulou os médicos a corrigi-lo –, dona Marisa é sedentária e fumante. E não escondia esse vício, a ponto de surgir à janela de seu apartamento em São Bernardo do Campo com um cigarro nos lábios enquanto, no mesmo local, seu marido se recuperava da extração de um câncer na laringe, provocado pelo tabagismo.

O estado crítico de dona Marisa é a crônica de um AVC mais que anunciado. Usá-lo para finalidade política – tanto para estigmatizar a família e sobretudo seu chefe, como para transformá-la em mártir da Lava Jato – é explorar criminosamente um drama pessoal e familiar.

* O “Conversa Afiada”, do petralha Paulo Henrique Amorim, consegue ser ainda ser mais ignóbil, qualificando a doença de dona Marisa como um “AVC político”.

Sem categoria
Comente aqui


Lula, o principal beneficiado com a morte de Teori

Todos os denunciados em potencial pelos executivos e proprietários da Odebrecht, em acordo de delação com a Lava Jato, ganham sobrevida com a indefinição sobre o novo relator da operação no STF. Um deles em especial: o ex-presidente Lula, réu em cinco processos por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, obstrução da Justiça e nem sei mais o quê, e que, apesar disso – e outros processos estão em preparação – se proclama a “viva alma mais honesta deste país”.

E mais: que somente ele é capaz de “devolver a esperança” aos brasileiros, “retomar o crescimento” e – cúmulo do cinismo!– “tirar o país da lama”.

Se os argumentos são psicóticos, o que os fundamenta é mais doentio ainda: a tese, veiculado por ele, seus advogados e pela petralhada e afins, de que é “vítima” de uma “caçada judicial” que visa a “deslegitimá-lo” para a eleição presidencial de 2018.

Eleição que ele quer antecipar – e esta, segundo ele, deve ser a principal bandeira do PT neste momento. “Nós podemos suportar até lá, mas o Brasil não”, disse ele em recente encontro com petistas, em mais um surto disfarçado de altruísmo.

Lula quer antecipar a eleição porque estará condenado em 2018 em qualquer dos processos a que responde, tal a robustez das acusações, e então estará impedido de se candidatar.

O papel de “vítima” inclui o lançamento antecipado de sua candidatura para que, como teve a ousadia de admitir o presidente do PT Rui Falcão, qualquer condenação seja apresentada pela organização petista como uma artimanha para impedir que Lula retome a Presidência.

Lula corre contra o tempo, e agora o tempo lhe dá uma trégua preciosa, pois a morte de Teori Zavascki retardará, por quantas semanas/meses, a divulgação do conteúdo da delação dos executivos e proprietários da Odebrecht.

A Odebrecht é ré em dois processos a que Lula responde: tráfico de influência, de competência da Justiça Federal de Brasília, e, no âmbito da Lava Jato, a cobertura em São Bernardo do Campo em nome de um laranja e a compra de um terreno destinado à sede do Instituto Lula (falta ainda fechar as ações sobre as “palestras” e doações da empreiteira a esse instituto). As delações de Emilio e Marcelo Odebrecht farão pó da tese lulopetista da tal “caçada judicial”, pois confirmarão que Lula agia em benefício dessa empreiteira em troca de propina.

Esperava-se que as delações fossem tornadas públicas em fevereiro, daí a pressa de Lula e da cúpula do PT de anteciparem-se a elas, marcando presença na disputa eleitoral. Quando virão a público? Sabe-se lá.

Enquanto isso, o pentarréu, apontado pelo Ministério Público como o “comandante” da mais ousada organização criminosa de que se tem notícia – pois tomou posse do governo central e se acumpliciou com o poder econômico para saquear o país – continuará posando de “vítima” e jactando-se de sua “honestidade”.

Sem categoria
Comente aqui


A Lava Jato e a atitude republicana de Temer

O comportamento de Michel Temer em relação à nomeação do substituto do ministro Teori Zavascki revela que, enfim, temos (apesar de seus tropeções) um republicano no comando do governo.

Temer condiciona a indicação do novo ministro a que o STF decida quem será o novo relator da Lava Jato. Então, ele entrará em cena, deixando desde já claro que não interesse em interferir nos trabalhos para beneficiar eventuais aliados ou a si próprio.

A atitude desarma seus detratores, capitaneados pelos petistas que, ao mesmo tempo em que defendem a inocência de Lula apesar dos cinco processos a que responde (por enquanto), atribuem a Temer crimes de toda ordem – sem que ele ao menos tenha sido denunciado em nenhum. E Temer, ao que consta, é citado nas delações da Odebrecht, as mais explosivas até o momento e que envolvem mais de uma centena de políticos, delações que estavam para ser homologadas e tornadas públicas por Teori.

O que vazou até o momento sobre ele é o pedido de recursos para campanhas do PMDB, sem a oferta de contrapartida. Dois empreiteiros (se não me falha a memória) disseram que o dinheiro não foi “contabilizado”, mas isso é um pecado venial, pelo qual Temer nem venha a ser responsabilizado, já que a contabilidade do partido – e estamos falando em contabilidade eleitoral – não era de sua responsabilidade. Se o for, repito, será um pecado venial, pois se trata de crime eleitoral, diante da penca de pecados mortais cometidos por Lula e seus cúmplices da mais ousada organização criminosa de que se tem notícia.

Sem categoria
Comente aqui


A morte de Teori: fatalidade ou atentado?

Faltando poucos dias para se tornar pública a delação de quase 80 executivos da Odebrecht, além de seus donos Emílio e Marcelo, o ministro Teori Zavascki, relator do PeTrolão no STF e que mandou às favas as férias para examinar o conteúdo das revelações, morre em acidente aéreo na baía de Paraty.

A delação atingiria parlamentares de todos os partidos – a maior parte, ao que se sabe até agora, envolvidos no crime de caixa dois. Mas atingiria de forma fatal – pois os empresários conviveram intimamente com ele e são suspeitos de terem sido seu principal “patrocinador” – quem a força-tarefa da Lava Jato qualifica como o “comandante” do maior esquema de roubo de dinheiro público: Luís Inácio Lula da Silva, que, apesar de todas as evidências de seus crimes, insiste em posar como a “viva alma mais honesta deste país”.

A morte de Teori é, portanto, mera fatalidade ou atentado?

O fantasma de Celso Daniel – assassinado no ano em que Lula se elegeu pela primeira vez(*)-, quem sabe, poderá nos responder…

(*) O assassinato ocorreu em 18 de janeiro de 2012.

Sem categoria
6 Comentários


A intenção deliberada de Lula e Dilma de impedir a fiscalização de seus atos

Um dos episódios emblemáticos da “inocência” de Dilma Rousseff e do modo criminoso de atuação de um petista foi o que envolveu a então chefe da Casa Civil e a secretária nacional da Receita Federal Lina Vieira. A segunda, demitida por causa disso, acusou a primeira de tê-la pressionado a arquivar investigação envolvendo o clã Sarney, cujo patriarca José foi qualificado por Lula como “ele não é uma pessoa comum”. Dilma negou, Lina disse ter anotado em sua agenda o encontro em que foi feito o pedido, Dilma também negou tal encontro e o desempate somente seria possível recorrendo-se às câmeras de vigilância do Palácio do Planalto.

E o que respondeu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), criado para comandar as ações de inteligência nacional e dar segurança ao presidente da República? Que as fitas do Palácio do Planalto eram apagadas a cada 30 dias e, portanto, não havia como resolver o impasse.

Isso foi em 2009, um ano antes de se consumar a primeira etapa do estelionato Dilma Rousseff – a segunda foi sua reeleição -, que Lula apresentava como a “gerentona”, a mulher mais capaz do mundo, aquela que sublimaria ao infinito seu legado maravilhoso.

Descobre-se agora, por meio do general Sergio Etchegoyen, chefe da GSI desde a posse de Michel Temer, que não havia mesmo como satisfazer a curiosidade resultante daquele imbróglio: as fitas não foram apagadas – elas simplesmente não existiam, porque todo o sistema de monitoramento interno do Planalto foi desativado ainda no primeiro mandato do presidente Lula.

E isso aconteceu a pretexto da reforma do palácio – sim, os petistas são os “únicos” defensores dos “pobres e desvalidos”, apresentam como seus maiores inimigos a “elite”, mas gostam de viver como nababos: a reforma do palácio foi ampla, geral e irrestrita. E acompanhada de uma similar no Palácio da Alvorada, residência oficial do chefe de Estado, e outra na Granja do Torto, onde Lula aplicou literalmente a denominação desse lugar bucólico, bebendo todas a que tinha direito a cada vez que lá ia.

Uma vez finda a reforma do Planalto, nada de as câmeras voltarem. “O palácio passou anos em que, convenientemente, não se registrou nada”, disse Etchegoyen à Veja. Nada mesmo, nem mesmo as visitas do “amigão” de Lula José Carlos Bumlai, de cuja presença no palácio somente se soube por um descuido do destino: uma foto com seu nome foi afixada na portaria para que o plantonista reconhecesse o homem que tinha livre acesso ao gabinete presidencial sem necessidade de agenda.

Bumlai é um dos réus do PeTrolão (agiu como laranja na liberação ao PT de uma doação, travestida de empréstimo, feita pelo grupo Schain, recompensado por sua generosidade com uma sonda de exploração de petróleo no valor de 1,6 bilhão de dólares…). E está envolvido também na reforma do sítio de Atibaia.

O apagão na vigilância do Palácio do Planalto é mais uma prova de que Lula era, de fato, o comandante da mais ousada organização criminosa de que se tem notícia – pois se instalou no topo do poder político e econômico. E que Dilma, a “inocenta”, era uma das mais eficientes agentes desse bando, pois ela foi a responsável pela desativação do GSI, em 2015, que subordinou à secretaria de Governo, então comandada pelo petista Ricardo Berzoini. O PT tomou, assim, o comando efetivo de toda a inteligência e segurança nacional, etapa decisiva em seu projeto de perpetuação no poder… até que o impeachment fez pó disso tudo!

E Lula ainda insiste que é vítima de uma “caçada judicial”. Merece a muda de pau-brasil plantada pelo prefeito paulistano João Dória em homenagem ao “maior cara de pau do Brasil”.

Em tempo: por ordem de Temer, o Planalto está reinstalando as câmeras de segurança.

Sem categoria
1 Comentário


PT quer “tribunal de honra” para punir corruptos. E lançar Lula, o chefe dos corruptos, à Presidência. Pode?

Como alguém pode acreditar que um dia o PT possa admitir seus crimes, punir os criminosos e endireitar sua conduta?

Pois tem gente que tem. Dias desses, um experiente jornalista paulistano, que não é petista, escreveu nas redes sociais que “Lula merece uma nova chance”. Assim, ser-lhe-ia dado um novo mandato para que, de acordo com esse jornalista, pudesse demonstrar a disposição de não cometer os crimes dos quais é acusado…

Sem querer querendo, esse jornalista encontrou a fórmula mágica para descarregar definitivamente o sistema carcerário brasileiro: soltem-se todos os presos para que eles possam ter uma “segunda chance”! (Sim, todos – há exceções – merecem uma segunda chance, desde que tenham cumprido a pena e demonstrem arrependimento e o firme propósito de não reincidir no crime.)

O PT sabe, como nenhum outro partido, ludibriar os incautos – até um jornalista experiente. Afinal, é a imagem e semelhança de seu criador, o pentarréu por corrupção Lula, da Silva, que se apresenta – e são muitos os que acreditam nele – como a “viva alma mais honesta deste país”. E que está percorrendo o Brasil para prometer que, se voltar à presidência da República,vai “tirar o país da lama”, como disse em Salvador, e “devolver o orgulho nacional e retomar o crescimento econômico”, como disse em Salvador. (Seria hilário se não fosse trágico que um pré-condenado à prisão percorresse o país para prometer tirá-lo do buraco em que o enfiou).

Duas notícias desta segunda-feira mostram como o PT não desiste da estratégia de confundir corações e mentes. Ao mesmo tempo em que uma corrente propõe a criação de um “tribunal de honra” interno (e outras sandices) para julgar seus membros acusados de corrupção, o presidente do partido escreve no site da legenda que seus membros deveriam pressionar Lula a se lançar de vez candidato à presidência da República. O que esperar, portanto, do tal “tribunal de honra” de um bando que considera “heróis do povo brasileiro” todos quantos roubaram embenefício do partido e, ao mesmo tempo, quer na presidência da República o “comandante” – como afirmou o Ministério Público – do maior esquema de corrupção de que se tem notícia na história do país?

Sem categoria
4 Comentários