Bora, Temer!

Noves fora, a absolvição da chapa Dilma-Temer, por mais questionável que seja do ponto de vista jurídico, foi uma decisão política acertada.

O país já tem problemas demais, instabilidade demais para suportar um presidente, cercado de acusações por todos os lados, enfrentando uma batalha jurídica para a manutenção de seu mandato.

Eventual condenação pelo TSE seria passível de recurso e, uma vez mantida, levaria Temer ao STF. Mais confusão, mais incertezas, e quando, finalmente, houvesse a decisão, o mandato dele já teria terminado.

Enquanto isso, menores seriam as chances de sairmos da crise econômica herdada dos governos Lula e Dilma, a mais profunda e prolongada da história recente (e esse recente abrange pelo menos 90 anos, já que o parâmetro de crise profunda e prolongada é a recessão de 1929).

Temer continuará na corda bamba, na mira da Lava Jato e pressionado pelo Congresso, tarimbado na arte (infame) de criar dificuldades para obter facilidades, cada vez maiores quanto mais frágil estiver o chefe de Estado.

Mas o presidente é um articulador hábil e tem a seu favor os indicadores econômicos, todos (com ressalvas ao desemprego, ainda exorbitante) passando de negativo para positivo, embora em ritmo lento.

Temer venceu a primeira batalha. Outras – árduas – o aguardam. E o Brasil, mesmo contrariado, precisa dele. Assim, sendo… bora, Temer!

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4 comentários sobre “Bora, Temer!

  1. maso 10 de junho de 2017 14:59

    Tudo bem que o judiciario se desmoralizou mais 2 graus mas foi isso mesmo. Juridicamente Temer nao escaparia, mas pensando que possivelmente o caos aumentaria, entao fizeram um arranjo. Um vergonhoso arranjo para uma situacao calamitosa que nos encontramos.

  2. Hugo 10 de junho de 2017 23:09

    Então o Sr. concorda que o papel dos Tribunais, em especial o TSE, seja o de tomar uma decisão política? Certamente o Sr. concorda que convicções também sejam suficientes para condenar qualquer cidadão? Faça-me o favor!

  3. melkizedeke menezes 12 de junho de 2017 10:52

    Se Dilma ainda estivesse na presidência, nem a decisão do TSE seria esse e muito menos sua “analise”. ou estou enganado?

  4. José Pedriali 14 de junho de 2017 10:47

    Como posso comentar uma hipótese que, para o bem geral da Nação (Dilma já se foi, e tarde demais!) não se praticou… PT, saudações, lembrando que dona Dilma era sócia (e vice-versa) de Temer…

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