O presidente Michel Temer deve ser investigado sob a acusação de corrupção passiva para o bem da sociedade, concluiu o relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Sergio Sveiter.

(Caberá ao plenário endossá-la ou não.)

E por que Temer deve ser investigado e, se o for, afastado do cargo por 180 dias, ao qual somente voltará se, até então, sua culpa não for comprovada?

Porque recebeu no Palácio do Jaburu, sua residência oficial, e na calada da noite (termo antigo, mas apropriado) o empresário e criminoso confesso Joesley Batista, o todo-poderoso da J&S, maior processadora de proteína animal do mundo, e teve sua conversa gravada.

A conversa é mais do que conhecida – a Globo a repete à exaustão, de manhã à noite – e, portanto, dispensa reprodução. Mas o teor não é conclusivo, a tal ponto que, em sua acusação, o procurador-geral Rodrigo Janot pede ao STF que investigue o que ele interpretou como indício de crime.

Pois bem. Voltando ao passado recente – passado do qual o Brasil jamais se esquecerá -, o que seria de Lula e Dilma, que recebiam empresários fora de hora e da agenda, tal como Temer, no Planalto e no Alvorada, se tivessem suas conversas grampeadas?

Sabe-se lá…

Esse “sabe-se lá…” é algo que não será esclarecido nem quando se esgotarem as calendas gregas, pois, para a felicidade de Dilma e Lula – e de seus apoiadores, ávidos para retomar o poder – esses encontros não foram gravados.

Não foram gravados nem em áudio nem em vídeo, pois Lula mandou desligar e Dilma ordenou que assim ficassem as câmeras de segurança interna dos palácios em que trabalhavam e moravam…

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