Mês: setembro 2017



Recibos forjados abrem a porta da cadeia para Lula. E seus advogados

A apresentação de recibos de “prestação de serviços” por empresas fantasmas controladas por Alberto Youssef – lembra O Globo – motivou a prisão e vários diretores de empresas enroladas na Lava Jato por obstrução à Justiça e fraude processual.

Lula e seus advogados podem ter o mesmo destino: os 26 recibos que forjaram para “comprovar” o “aluguel” da suíte contígua à dele em São Bernardo do Campo e, assim, livrá-lo de um das acusações a que responde na 13ª Vara da Justiça Federal de Brasília poderão se converter em 26 crimes de falsificação de documentos (pena de dois a seis anos cada), além de obstrução à Justiça e fraude processual.

Nem é preciso uma perícia para constatar que os recibos são uma falsificação grotesca: a mesma formatação, erros de digitação repetidos em série, datas inexistentes, a assinatura indicando um dia em que o signatário estava fora do país, etc.

Os “recibos” foram apresentados segunda-feira, quando está para se esgotar o prazo das alegações finais do processo a que Lula responde junto ao juiz Sergio Moro por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a compra de um terreno destinado ao seu instituto e do apartamento. Ambos os imóveis, acusa o Ministério Público, foram doados a Lula pela Odebrecht como retribuição por seus favores.

O apartamento foi comprado em nome de Glaucos da Costamarques, segundo o MP, numa triangulação que teve num vértice uma empresa controlada pela Odebrecht – a DAG Engenharia -, no outro o advogado e compadre de Lula Roberto Teixeira e no terceiro o amigo de Lula José Carlos Bumlai, condenado pela Lava Jato, e seu primo, Costamarques, a quem Bumlai delegou a missão de ser o “laranja” do negócio.

A finada Marisa Letícia, que canonizada em seu enterro por Lula foi transformada por ele na pecadora responsável por todos os imóveis derivados dos negócios escusos de que é acusado de fazer, assina o “contrato de aluguel” do apartamento, formulado no escritório de Teixeira, pelo qual somente começou a pagar em novembro de 2015, quatro anos depois da assinatura – coincidentemente um dia depois da prisão de Bumlai.

Costamarques assinou e diz não ter recebido os pagamentos retroativos.

E nesse dia ele estava internado no Sírio-Libanês de São Paulo quando foi procurado por Teixeira, que lhe informou que os aluguéis seriam pagos e exigiu que assinasse os recibos retroativos. Assim foi feito: os recibos são os apresentados pela defesa de Lula – comandada por Teixeira e seu genro, o mauricinho Cristiano Zanin. A apresentação obedece à ordem de Lula diante de Moro em seu depoimento, para que seus advogados providenciassem os recibos, até então não anexados no processo.

Ora, se a defesa de Lula estava em posse de parte dos recibos – são 59 meses em questão; 33 estão faltando, portanto -, por que não as apresentou antes?

Não encontro outro motivo que não esse: porque temia ser acusada com o cliente de falsificação de documentos, obstrução à Justiça e fraude processual!

E por que o fez agora?

Como medida desesperadora para salvar Lula de um dos crimes de que é acusado.

O risco é grande – e os espertos advogados da “viva alma mais honesta deste país” sabem disso. Sabem, mas têm adotado atitudes atabalhoadas ao longo do processo – como repetir e repetir ações julgadas improcedentes e recorrer a instrumentos processuais equivocados.

Nesse caso, no entanto, o passo em falso foi calculado: quando a fraude for comprovada, alegarão que estavam certos desde o início ao alegar que Moro é “parcial”, que comanda a “caçada judicial” da qual seu cliente se diz vítima, pois recusou a “prova incontestável” de sua inocência.

Vão espernear, e muito. Só que atrás das grades com seu cliente…

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A corrupção custou caro a Homero Barbosa: o presente e o futuro

Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso: melhor aluno do curso de jornalismo – que cursou enquanto dava duro para se manter -, comandou programas de tevê de cunho popular, projetou-se, elegeu-se consecutivamente deputado estadual e federal e prefeito de Londrina.

Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso. Preferiu trocá-lo pelo enriquecimento rápido e ilícito. Quando deputado estadual – ao se eleger tinha somente uma quitinete e muitas contas para pagar, era o que dizia -, comprou uma mansão e uma emissora de rádio. Quando deputado federal construiu uma sede portentosa para sua emissora. Elegeu-se prefeito de Londrina dois anos depois, e não concluiu o mandato: foi cassado por corrupção.

A corrupção custou caro a Homero Barbosa, que de tantose esquivar da verdade ao longo da vida pública ganhou o apelido de Barbóquio: responde pela suspeita de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa (Operação Gafanhoto) e na Câmara dos Deputados (Justiça Federa) e a um sem-número de processos por desvios que lhe são atribuídos quando prefeito. Foi condenado em vários e em alguns em segunda instância.

A administração (!) de Barbosa Neto foi a mais tumultuada e uma das mais perniciosas da história de Londrina – se não a mais!

Seu mandato foi interrompido em 2012. Impedido pela Lei da Ficha Limpa – para o bem geral da Nação – de continuar na vida pública, limitou-se a administrar a emissora de rádio, onde tem um programa matinal de cunho… religioso! A empresa, desde então, vai de mal a pior, pois não pode receber publicidade oficial ou de empresas públicas.

Todos os bens que acumulou estão embargados, alguns várias vezes, para garantir o ressarcimento de pelo menos parte do que é acusado de ter roubado.

O retorno de Homero Barbosa à tevê dois anos atrás, pela RIC, onde lhe foi dado o comando de um programa policial, foi uma das iniciativas mais temerárias e ruinosas de uma empresa: o programa perdeu audiência e anunciantes. Afinal, que credibilidade tem um condenado várias vezes por corrupção que brada contra os corruptos e aponta o dedo para os criminosos? Que empresa associaria sua marca a um elemento com ficha corrida tão volumosa?

O programa se chamava ‘Balanço Geral”. E balançou e balançou até o apresentador cair: está demitido!*

Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso. Trocou-o pela corrupção. Só lhe resta o passado, desonroso passado – e as muitas pendências com a Justiça!

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Defesa de Lula falsificou documentos? O passado a condena

São os mesmos que fizeram um projeto fajuto, copiado da internet, que pudesse justificar os R$ 6 milhões pagos por uma empresa de consultoria automobilística a Fábio Luís Lula da Silva, caçula de Lula, por “assessoramento” na área esportiva.

“Assessoramento” que coincidiu com a assinatura de medidas provisórias por seu papai em favor das empresas automobilísticas que pagaram o jovem talentoso!

O projeto era tão fajuto que bastou uma rápida navegação pelo Google para a Polícia Federal constatar que tudo o que havia ali era transcrito da internet.*

Pois os mesmos defensores de Lulinha – o escritório dividido por Roberto Teixeira e seu genro Cristiano Zanin, o engomadinho – apresentaram ontem “cópias” de “recibos” de aluguel para comprovar que a cobertura contígua à do papaizão em São Bernardo do Campo, utilizada desde 2003 pelo ex-presidente, não pertence à “viva alma mais honesta deste país”.

De 2003 a 2007, o aluguel do apartamento foi pago pelo PT, dessa data até 2010 pela presidência da República, que alegava a necessidade de um espaço para alojar os seguranças do então presidente. Quando Lula deixou o cargo, o apartamento – coincidentemente – foi “comprado” por Costamarques a pedido de seu primo José Carlos Bumlai, amigão do ex-presidente e condenado na Lava Jato por intermediar um empréstimo fraudulento em favor do partido – era doação e não empréstimo – que rendeu aos mecenas um contrato de 1,6 bilhão de dólares com a Petrobras.

A história desse imóvel é tão cabeluda quanto os jogadores de futebol argentino dos anos 70 do século passado. E encaracolada, também como eles.

Em resumo: foi “comprado” – e “alugado” para Marisa Letícia, a falecida – por Costamarques com dinheiro originário, por vias tortas, de uma subsidiária da Odebrecht – a DAG Engenharia -, a mesma que, também por vias tortas, comprou um terreno destinado ao Instituto Lula por R$ 12 milhões.

Esses imóveis são apontados pela Lava Jato como pagamento de propina a Lula pelo favorecimento dele à Odebrecht junto à Petrobrás.

O terreno acabou rejeitado e o “crédito” de Lula foi estornado, segundo Marcelo Odebrecht, mas o apartamento passou a ser usado pelo ex-presidente e sua família.

Tudo estaria bem não fosse um detalhe:não havia recibos, tampouco depósitos bancários na conta do “proprietário”. Os oagamentos só começaram a ocorrer a partir de novembro de 2015, quando Bumlai foi preso. E Costamarques admitiu, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que não havia recebido nada até então e que não protestara para não “melindrar” o primo.

(Estou resumindo ao máximo, mas a história está ficando longa. Peço um pouco mais de paciência, pois de agora em diante fica ainda mais intrigante.)

Vinte e seis “cópias” de “recibos” (exatamente a metade do período em que o proprietário alega ter ficado sem pagamento) foram entregues hoje pela defesa de Lula, quando está se esgotando o prazo para as alegações finais. Três de um ano, quatro de outro, três de outro, e assim por diante, até 2016.

A “Folha de S.Paulo” e o Jornal Nacional expuseram hoje algumas das “copias” dos “recibos”: excelente redação e formatação – o modelo, tipologia e espaçamento são os mesmos em todos, mudando-se apenas o valor, corrigido com o tempo, e a data. E o detalhe: a menção a “pagamento em espécie”, anotada em todos – o que justificaria a falta de registros bancários. (O recibo transcrito acima contém uma aberração: a data 31 de junho, inexistente!)

Pois é. É justamente aí que a porca começa a entortar o rabo.

Admitamos que raros são os que guardam recibo de tudo o que pagam.

Essa observação perde força por se tratar de um ex-presidente da República, que, por causa da responsabilidade do cargo, tem o dever (e a consciência do dever) de documentar tudo, absolutamente tudo, para a posteridade. Mas a relevemos.

A questão intrigante é: onde estavam essas “cópias” de “recibos”?

Não estavam entre os documentos apreendidos no apartamento de Lula e no contíguo – esse que é objeto da discórdia -; não estavam no sítio de Atibaia e tampouco na sede do Instituto Lula, pois tudo o que havia nesses locais foi filmado, catalogado e retido pela PF.

Onde estavam? No escritório do contador? Se estavam lá, por que não foram entregues antes? E por que o contador não estava em posse dos originais e sim das “cópias”, que são anexadas às declarações de renda? E por que as declarações de renda não continham esses documentos? (E não continham mesmo!)

Por que só foram apresentados alguns, não todos?

E por que estão redigidos corretamente e formatados com esmero, um iguazinho a outro, tal qual gêmeos univetilinos? Todos produzidos em computaodor; Somente a assinatura (evidentemente) é manual, permitindo supor, numa hipótese perversa, ter sido aposta por meios digitais.

Essas questões remetem ao caso envolvendo o caçula de Lula, sugerindo (ó mente poluída!) que o mesmo procedimento para tentar salvar o filhinho (infrutífero, pois o menino foi indiciado por corrupção e lavagem de dinheiro) foi adotado para livrar o papaizinho dessa enroscada, o que atenuaria a sua pena de prisão – pois a acusação do terreno destinado ao Instituto Lula é indefensável, tamanha a profusão de provas e testemunhos!

É claro que os documentos serão periciados, é claro.

E se os peritos atestarem que são falsos, o que acontecerá?

A pena de Lula poderá ser aumentada, seus advogados responderão por isso, mas espernearão, assim como seu cliente ilustre, pois espernear é a especialidade deles: o laudo – alegarão – é mais uma ofensiva golpista contra a “inocência” de Lula!

E tome recursos e apelações com ampla cobertura da tropa petralha na internet e nos meios de comunicação…

* Flagrados no crime, os advogados alegaram não dispor de registro eletrônico do documento, só em papel.

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Temer mantém o horário de verão. Golpista!

A última decisão do presidente Michel Temer convenceu-me: ele é um golpista!

Golpista! Golpista! Golpista!

Aplicou um duro, dolorido, profundo e inesquecível golpe em minhas esperanças de ver sepultado para os séculos dos séculos essa excrecência chamada HORÁRIO DE VERÃO!

Acordar quando ainda escuro e dormir quando há luz no horizonte: que coisa mais esquisita, artificial, desconfortável! Quando a maioria (não é o meu caso) está se acostumando a ele, pronto, acaba! E lá se vão semanas, meses para se acostumar à volta da normalidade.

O porta-voz do golpista das minhas esperanças, o ministro Fernando Coelho Filho, das Minas e Energia, alegou que não haveria tempo para a realização de uma “enquete” que pudesse basear a decisão do governo.

Enquete? Que coisa mais antiquada e imprecisa! Se as pesquisas de opinião – aplicadas com preceitos científicos e por profissionais qualificados – são vulneráveis à falsificação, imaginem uma enquete, aberta a todo mundo – especialmente aos robôs cibernéticos! Enquete é igual casa da mãe joana: todo mundo faz o que quer e não dá satisfação a ninguém.

E precisava de enquete? Era só baixar um decreto, e pronto: enterrado estaria o maldito horário de verão!

Ah, mas tem gente que reclamaria, prejudicando a imagem do golpista das minhas esperanças…

Que imagem tem o Temer, o presidente mais rejeitado na história brasileira, talvez do mundo?! Um ponto a menos, um ponto a mais para quem está próximo do zero à esquerda não faria a menor diferença.

Estou com o deputado Alfredo Kaefer e não abro: o horário de verão poupa quase nada de energia (merreca de meio por cento ao longo do período) e um prejuízo enorme na produtividade, por causa da indisposição que produz nos trabalhadores.

E ele sabe do que fala, pois comanda um dos maiores abatedouros de frango do Paraná, com milhares de humanos e milhões de galináceos envolvidos. Até o cocoricó sai com menos vigor nesse período.

Fora o horário de verão!

Abaixo o golpista Temer!

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A doce vingança de Palocci contra Gleisi

Almoço na casa da senadora Gleisi Hoffmann e de seu companheiro conjugal Paulo Bernardo – então ministro das Comunicações -, em Brasília, selou a saída de Antônio Palocci da chefia da Casa Civil, em junho de 2011, um ano e meio depois de sua posse como o ministro mais poderoso do governo desastrado e desastroso de Dilma Rousseff.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O convidado ilustre do almoço era Lula. Gleisi e Bernardo fizeram a caveira de Palocci, cujo aumento patrimonial vertiginoso acabara de ser denunciado pela Folha de S.Paulo. O casal aplicou a Palocci o Código de (anti)Ética petista: não valia a pena fazer o governo Dilma sangrar por causa de um ministro que havia enfiado a mão no jarro em benefício próprio.

O casal, na realidade, estava de olho na vaga mais cobiçada da Esplanada: Gleisi ocupava seu primeiro cargo eletivo, e parecia realizada, mas Bernardo sentia-se desprestigiado depois de ter comandado o podero$o Ministério do Planejamento na maior parte do governo Lula. Seus olhos brilhavam com a perspectiva de voltar ao topo das decisõe$.

Lula saiu do encontro convencido de que, para poupar Dilma e (saberíamos disso seis anos depois) a si próprio, Palocci tinha que deixar a Casa Civil mas manter-se ligado informalmente ao governo e ao PT. Palocci renunciou aos holofotes para submergir na sombra das propinas bilionárias (para si, para o chefe e para o partido).

Para surpresa geral da Nação, Gleisi, e não de Bernardo, o mais cotado, assumiu o seu lugar. Surpresa e decepção, pois Gleisi revelou-se ainda mais incompetente que a incompetente (e corrupta) Erenice Guerra, que ocupara o cargo por seis meses no final do segundo mandato de Lula.

Palocci jamais perdoou Gleisi pela conspiração que resultou na sua saída da Casa Civil.

Ele afirma que parte dos R$ 50 milhões que a Camargo Corrêa deu ao PT como “gratidão” pelo arquivamento da Operação Castelo de Areia abasteceu a campanha de Gleisi ao Senado.

A denúncia de Palocci faz parte de um dos anexos da delação que ele negocia com o Ministério Público e foi revelada na edição desta semana da Veja. Se formalizada e acompanhada de indícios consistentes, agravará ainda mais a já aflitiva situação jurídica da senadora e “presidenta” do PT: Gleisi é ré por corrupção na Lava Jato, indiciada pela PF pelo mesmo crime, investigada sob a suspeita de ter se beneficiado dos milhões desviados dos servidores federais por seu companheiro Bernardo quando ministro do Planejamento e incluída pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot no “quadrilhão do PT”, organização criminosa segundo ele comandada por Lula e da qual, além de Dilma e outros figurões do partido – entre eles Palocci – faz parte Bernardo.

Se a denúncia não se comprovar, o estrago político já está feito, diminuindo ainda mais as chances de Gleisi se reeleger, caso o STF, numa hipótese remota, a inocente do crime de corrupção. A hipótese é remota pois a denúncia foi aceita unanimemente pelos membros da Segunda Turma, que julga os casos relacionados à Lava Jato.

Gleisi pode ter se esquecido do que fez contra Palocci. Ele jamais: e se vinga agora (o que estará preparando para Paulo Bernardo, suspeito de como ele “operar” proprinas para o PT e si próprio?)

Como é doce a vingança para quem a pratica. Quão amarga é para quem a recebe…

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Decisão do Supremo equivale a inocentar Temer

A maioria do STF decidiu rejeitar o pedido da defesa do presidente Michel Temer, de devolver a segunda denúncia da PGR contra ele – desta vez por obstrução da Justiça, corrupção passiva, organização criminosa, etc. – sob o argumento de que a decisão de dar seguimento a ele compete à Câmara dos Deputados.

Dias Toffoli, num dos raros votos edificantes de sua carreira na Corte, aonde chegou graças à sua militância no PT, arguiu que os vícios contidos na denúncia eram suficientes para que o Supremo a devolvesse à PGR. Uma vez corrigidos, então a Corte a enviaria para a decisão dos deputados, aos quais compete autorizar ou não que um presidente da República seja investigado. Apesar da ressalva, Toffoli se juntou à maioria. Incrível!

A decisão do Supremo equivale a inocentar Temer.

Se a primeira denúncia era frágil por não apresentar ligação material ou testemunhal à ação criminosa atribuída a Temer (baseava-se na mala de dinheiro recolhida da JBS por Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança do presidente, mas sem qualquer indicativo de que agira a mando dele) foi arquivada com facilidade, o que esperar da segunda?

A mesma coisa, por ser ainda mais mambembe do que a denúncia anterior, entre outras por essas razões: inclui fatos atribuídos a Temer antes de assumir a presidência, o que viola a Constituição, e usa trechos da delação de Sergio Machado, ex-diretor da Transpetro, que baseou a acusação da PGR de que o presidente e caciques do PMDB haviam conspirado contra Dilma para “barrar a Laja Jato”. Ora, essa denúncia não pôde ser comprovada pela Polícia Federal, que recomendou seu arquivamento e o cancelamento dos benefícios do acordo de delação de Machado.

A inépcia de Janot, o algoz de Temer, é, neste caso, o mais trunfo de sua vítima preferencial.

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Gleisi, a coveira do PT, tem pressa em sepultar o defunto

A senadora Gleisi Hoffmann confirmou hoje meu prognóstico, feito assim que ungida por Lula para comandar o PT, de que sua missão era a de coveira do partido.

Em entrevista ao portal brasileiro do jornal espanhol El País, Gleisi disse que, se Lula for impedido, e nesse caso por ter sua condenação à prisão ratificada em segunda instância , de concorrer à presidência em 2018, o PT pode “boicotar” a eleição.

O partido, segundo Gleisi, não apenas deixaria de apresentar uma candidatura alternativa ao comando do país – o Plano B, personificado por Fernando Haddad -, como optaria pelo Plano C: deixaria de concorrer à Câmara dos Deputados e ao Senado. Plano C = Plano Caixão, Plano Cemitério!

A condenação de Lula em segunda instância é tão certa quanto o amanhã que sucede4rá o hoje. O PT não poderá, portanto, contar com ele.

Ora, ora, ora: partido sem representação na Câmara (que será renovada integralmente no ano que vem) e com quase nenhuma expressividade no Senado (a bancada, inexpressiva hoje, será reduzida à categoria de anã) perde a razão de ser! E, principalmente (no caso dos ávidos petistas), a fatia do milionário fundo partidário….

“Seria uma saída honrosa”, avalizaram alguns senadores do partido, segundo a BCC.

“Saída honrosa” nesse caso é a antecipação da morte (suicídio), inevitável com o impedimento eleitoral de Lula (certo e inevitável), cuja defesa indefensável o partido abraçou para se manter vivo até o desligamento dos aparelhos.

A coveira do PT tem pressa em sepultar o defunto!

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E a sombra da solidão se projeta sobre Lula

Onde estavam os 40% de nordestinos que, segundo as pesquisas, estão decididos a votar em Lula em 2018 para a presidência (se até lá ele não for preso)?

Onde estavam esses eleitores em potencial durante a caravana que ele acaba de realizar naquela região para consolidar e ampliar sua popularidade?

Não sei. Só sei que não estavam nos atos que o ex-presidente promoveu, atos dos quais participaram – as camisetas e bonés os denunciaram – somente os mortadeleiros financiados pela CUT e PT.

Onde estavam os apoiadores do ex-presidente hoje, antes, durante e depois do segundo depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro?

Se no primeiro, ao invés do prometido “exército vermelho”, compareceu a Curitiba cerca de cinco mil esfomeados, hoje nem um quinto desse número esteve na capital do Paraná para se solidarizar com a “viva alma mais honesta deste país”.

Os mortadeleiros o recepcionaram na Justiça Federal, mas, quando Lula terminou o depoimento, a turma havia debandado para comer – sanduba de mortadela com tubaína, é claro. E, então, o “maior líder popular da história do Brasil” teve de se recolher em um hotel até que o local previsto para seu discurso – a Praça Generoso Marques – começasse a receber a turma paga para aplaudi-lo. Demorou duas horas para isso acontecer, e quando aconteceu – ó tristeza, ó dor! – nem metade da claque estava no local. Barriga cheia, sabe como é… dá um sono!

Seu discurso durou… 15 minutos! Talvez o mais rápido discurso de Lula, o falador…

Lula, Lula: a sombra da solidão se projeta cada vez mais sobre suas esperanças!

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Gleisi “enforca” trabalho para apoiar Lula, o condenado

Às 13h46 o Estadão informou: A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), chegou há pouco ao prédio da Justiça Federal em Curitiba, onde Lula prestará depoimento, às 14h. A senadora está junto com os manifestantes numa rua próxima ao local.

Gleisi posou de bacana e ouviu o que não queria, segundo a Folha de S.Paulo: “Vai para a cadeia!”, gritou uma mulher que passava pela Justiça Federal. Gleisi é ré por corrupção e denunciada pela PF também por corrupção. Foi denunciada pelo procurador Rodrigo Janot como integrante do “quadrilhão do PT”.

Portanto, a petista – que deveria representar o Paraná – “enforcou” seus trabalhos no Senado, que tem expediente normal hoje, para apoiar um condenado pela Justiça e réu em seis processos.

Terá o dia descontado de seu salário polpudo? Se não, merece ser processada por apropriação indébita de dinheiro público.

Em tempo: também faltaram ao trabalho os senadores petistas Humberto Costa e Lindbergh Farias.

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Lula, que culpou a mulher morta, agora culpa Palocci

No primeiro depoimento de Lula a Moro, o ex-presidente responsabilizou sua esposa Marisa, que já havia falecido, pelo interesse o tríplex do Guarujá.

No segundo, agora sobre um terreno e um apartamento doados pela Odebrecht, a culpa é de Palocci, que na semana passada admitiu que o ex-presidente recebeu propinas da empreiteira.

Lula sugeriu que Palocci mentiu para se livrar da prisão. “Ele está preso há mais de um ano, tem o direito de ser livre”, disse.

“Eu fiquei muito preocupado com a delação do Palocci, porque ele poderia ter falado ‘Eu fiz isso de errado, eu fiz isso’. Ele, espertamente, disse: ‘não é que eu sou santo’ e pau no Lula. ‘Não é que eu sou santo’, que é um jeito de você conquistar veracidade na tua frase. Eu fiquei com pena disso”, afirmou, segundo o Estadão. E, segundo a Folha de S.Paulo, Lula classificou Palocci de “frio, calculista e simulador”.

Trinta anos juntos, e só agora, uma vez delatado, Lula descobre esses defeitos do companheiraço.

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