A “absolvição” de Lula e a contradição de seu advogado

Os advogados do ex-presidente Lula e “viva alma mais honesta deste país” comemoraram – é claro – o pedido do MPF para que ele seja inocentado da acusação de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró.

A denúncia foi feita pelo senador cassado Delcídio Amaral, do PT. Cerveró estava preso pela Lava Jato e havia sido colega de Delcídio na Petrobrás (ele foi condenado na semana passada, juntamente com o ex-presidente da estatal Sergio Gabrieli, a indenizarem em mais de 70 milhões de dólares a empresa pela compra desastrosa da refinaria de Pasadena.)

O MPF concluiu que Delcídio havia mentido sobre Lula e, portanto, os benefícios de sua delação devem ser anulados.

“A absolvição (de Lula) é prova de sua inocência”, sentenciou o empertigado Luiz Carlos Zanin. Nada mais óbvio uLULAnte do que essa constatação, que, no entanto, choca-se com sua defesa insolente da inocência de Lula em relação ao tríplex do Guarujá, pelo qual o ex-presidente foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Aplicando o mesmo princípio, a “condenação de Lula é prova de sua culpabilidade”, não é, doutorzinho?

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