Enfim, calaram o Boca Aberta

Por 14 votos a cinco, a Câmara de Vereadores de Londrina cassou neste domingo o mandato de Emerson Petriv, vulgo Boca Aberta, por quebra de decoro parlamentar.

Ele foi acusado de usar as redes sociais para levantar dinheiro para pagar uma multa eleitoral dizendo ter sido multado por “defender o povo”.

A Justiça Eleitoral o condenou por usar instalações públicas para fazer campanha.

Estava no primeiro mandato e foi o mais votado em todo o Paraná – cerca de 11 mil votos.

Onze mil votos desperdiçados, pois foram dados a um escalafobético criador de confusões, disposto a tudo para ganhar notoriedade. A tudo. E colecionador de casos com a lei.

Seu mandato se resumiu a isso: a uma sucessão de performances ridículas, agressivas aos colegas, ofensivas ao decoro, desonrosas para a cidade. Uma inutilidade.

A sessão de julgamento arrastou-se por nove horas. Seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, repetiu as mas acusações e artifícios do processo de julgamento – todos rejeitados pela Justiça -, atacou nominalmente os desaftos do cliente na Câmara e fez acusações graves contra o presidente da comissão processante, Rony Alves. Ou seja, aplicou fielmente o ditado de que “a melhor defesa” (já que não havia como defender o cliente diante da robustez das provas) “é o ataque.

A encenação de Boca Aberta ao se defender foi grotesca. Parecia ter ensaiado – e muito mal – para uma cena de filme crash.

Londrina, assim, livrou-se dessa excrecência pelos próximos oito anos, período em que Boca Aberta, agora Boca Silenciada, estará impedido de concorrer a cargo eletivo.

Mas a cidade continuará convivendo com eleitores que, nesse episódio como em outros – notadamente para o Executivo -, demonstram incontida propensão a destruí-la com suas decisões ruinosas.

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