Data venia: temos o pior STF da história

Se Rodrigo Janot foi o “pior procurador-geral da história”, como o definiu o ministro Gilmar Mendes, a atual composição do STF o faz merecedor de igual título.

Janot, de fato, foi um péssimo procurador. O fim de sua passagem pelo comando do Ministério Público foi melancólico: duas denúncias ineptas contra o presidente da República baseadas numa delação malandra e retribuída com a indulgência plenária ao delator, um criminoso confesso.

Essa aberração foi precedida da delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que continha informações do mesmo teor e obtidas com a mesma finalidade.

Um ministro sem qualificação, nomeado para o cargo para proteger o PT, que lhe dera emprego.

Outro com laços de amizade familiar com o então presidente da República.

Ambos – Dias Toffoli e Lewandowski – retribuíram a nomeação agindo, no julgamento do mensalão, como eficientes advogados de defesa dos réus. E, no julgamento de Dilma pelo Congresso, Lewandowski avalizou a aberração jurídica de manter os direitos políticos de uma cassada!

Uma ministra advinda do Ministério do Trabalho com a qual a “presidenta” tinha simpatia e afinidade ideológica. Rosa Weber soube – e sabe – retribuir.

Não apenas a voz remete a um ator de filme de terror: suas decisões parecem seguir o mesmo padrão. É Marco Aurélio, reiteradamente voto vencido. Um sadomasoquista assumido!

Gilmar Mendes: o mais falastrão e espalhafatoso, dado nos últimos meses a decidir uma coisa hoje e revogá-la amanhã. Assumidamente antipetista, descaradamente aecista: um militante de toga!

José Roberto Barroso: tido como um dos maiores constitucionalistas do país e que não se vexa de submeter a Constituição à sua militância judicial.

Mendes e Barroso protagonizaram ontem um bate-boca em plenário, exigindo a intervenção da presidente Carmen Lúcia, que por pouco não estendeu a mão entre ambos e ordenou cuspisse primeiro o mais valentão!

Por sorte temos o provecto Celso de Mello, que não joga para a plateia, Fachin – que põe as leis acima de suas simpatias políticas -, a equilibrada Carmen e o roqueiro Luiz Fux: esfuziante no falar e vestir, mas ponderado e didático nas decisões. Alexandre Moraes, o neófito, reluz não apenas por sua lustrosa calvície, mas pela limpidez de seus argumentos.

São maioria os que se afinam com a missão do STF, que é zelar pela observância da Constituição. Mas o grupo dissonante refulge pelo espalhafato, contaminando todo o grupo.

O STF, infelizmente, não é uma banda de rock. Se o fosse, teria o desempenho mais cacofônico e ruidoso das bandas de rock, cuja especialidade é justamente essa: cacofonia e ruído!

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Um comentário sobre “Data venia: temos o pior STF da história

  1. maso 27 de outubro de 2017 17:00

    O problema do STF e esse tipo de indicacao pelo executivo e aprovacao pelo legislativo. Os dois primeiros poderes elegem seus iguais pra o Supremo. Gilmar Mendes e cara da maioria do Congresso. sujo! Levandowiski, Toffolli, e o pt de toga. Mellho e Collor, e assim vai.

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