Mês: novembro 2017



Saravá: Gleisi encarna o espírito da Dilma. Saravá!

Em visita a Porto Alegre no final da semana passada, a senadora e “presidenta” do PT Gleisi Hoffmann encarnou o espírito de Dilma Rousseff.

Teria sido a proximidade geográfica?

Teria sido a afinidade ideológica?

Teria sido consequência do longo convívio que ambas mantiveram em Brasília?

Teria sido efeito do universo paralelo que as une?

Teria sido a manifestação de que o guru indiano que as orienta obteve, enfim, a fusão de suas moléculas cósmicas derivadas de Pan?

Que o leitor conclua o que quiser!

O fato é que, ao defender a possibilidade de o PT se coligar no ano que vem com setores do PMDB – do golpista Temer! -, Gleisi falou como se fosse a própria Dilma – com a clareza da Dilma, objetividade da Dilma, profundidade da Dilma. E sapiência da Dilma.

Fez, assim, jus ao conceito que lhe impingiram quando [email protected] da Casa Civil – a “Dilma da Dilma”

Eis suas palavras, transcrita da Veja:

“No meu Estado, o Paraná, o PMDB golpista é o Requião, que não é golpista, que esteve junto com a gente. A possibilidade do PT fazer aliança com o PMDB no Paraná é muito grande e nem por isso vai ser uma aliança com golpista. Porque ele [Requião] não foi golpista. Assim também como a Katia Abreu, que é lá do Tocantins, do PMDB.”

O Requião, afinal, é golpista ou não é golpista?

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Lula, o ingrato, quer atirar Gleisi às feras da Lava Jato

Ela faz de tudo por ele: sacrifica o convívio com a família, a reputação, a biografia, tudo, tudo. Serve-lhe café e enxuga o suor de seu rosto em público. E o que recebe em troca? A mais perversa das sentenças: a perda do mandato e, consequentemente, do foro privilegiado, indispensável a uma ré por corrupção na Lava Jato.

Ela é Gleisi Hoffmann, ele o ex-presidente e “viva alma mais honesta deste país” – sendo assim, dispensa ser nominado.

Rejeitada nacionalmente e ainda mais em seu estado, o Paraná, Gleisi não tem chance alguma de reeleger-se senadora. Apesar de viver no universo paralelo petista, ela está ciente disso, a ponto de ter tornado público o desejo de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, muito mais fácil de ser obtida.

Mas Lula, o ingrato – aquele que não poupa sequer a reputação da finada esposa, a quem atribui os crimes do qual é acusado –, quer que a Gleisi se ferre, disputando o Senado novamente, como informa a coluna “Expresso”, da revista “Época”.

Lula argumenta que, se deixar de concorrer, Gleisi estará admitindo previamente a derrota dela e do partido.

Muy amigo este Lula: é melhor que, para salvar a pele, Gleisi, a fiel, admita com antecedência a derrota inevitável, e se agarre à boia salvadora da Câmara, do que atestá-la depois, quando não terá mais ao que apelar.

Quanto a Lula, que personifica a derrocada do PT, bem, não há como se precaver como Gleisi. Pois, uma vez condenado – e isto é tão certo quanto o dia que precede a noite (ou será a noite que sucede o dia?) –, não terá em que se agarrar para escapar do xilindró.

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Procura-se um estadista. Quem se habilita?

O ex-presidente Lula personifica a mentira, a fraude, o descalabro administrativo e financeiro (iniciado em seu governo e aprofundado por sua sucessora), a corrupção institucionalizada. Foi condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, é réu em seis ações penais e investigado em pelo menos meia dúzia de casos cabeludos.

O deputado federal Jair Bolsonaro encarna o que de mais abjeto o regime militar produziu – intolerância, truculência, despotismo. É um milico com trajes civis, um parlamentar que se destaca pela arrogância, agressividade e ausência de conteúdo programático.

Lula e Bolsonaro lideram a corrida eleitoral de 2018 para a presidência da República. Se um dos dois vencer, teremos um enorme retrocesso: moral e administrativo-financeiro no primeiro caso (pois o único que pode oferecer é refazer os erros), civilizatório no segundo.

Ocorre que Deus é brasileiro, e não há de permitir tamanho descalabro. Pois Lula, cujo apoio se limita às camadas mais pobres da população e a uma classe média lobotomizada pele ideário petista, caminha a passos firmes para a inabilitação eleitoral – será condenado em segunda instância. E Bolsonaro se alimenta dele. Com o ex-presidente fora do páreo, o milico de terno perderá a razão de ser.

Pois Bolsonaro é o que é por representar, até o momento, a antítese moral de Lula e do PT. Peço atenção ao termo “representar”, sinônimo de aparentar. Ser é outra coisa. Ressalva feita, Bolsonaro canaliza a rejeição do brasileiro ao lulopetismo, a mais nefasta, agressiva, perdulária e corrupta corrente política desde (pelo menos) a instauração da República. (Corrente política é um termo brando para definir o lulopetismo: o correto é organização criminosa!)

O Brasil enfrenta uma das mais profundas crises de sua história – econômica, política e moral. As instituições, embora funcionando livremente, foram contaminadas pela corrupção e tornaram-se desacreditadas pela opinião pública. Acabamos de tirar o poder o PT, mas seu braço direito na organização criminosa que formou, o PMDB, está na presidência. Michel Temer é um presidente-zumbi, o mais rejeitado da história, e cujo único mérito é ter formado uma equipe econômica que está retirando o Brasil do fundo do poço.

O caminho da recuperação – econômica, política e moral – será longo, doloroso, sinuoso… e requer um estadista no comando da nação e um Congresso purificado. A purificação passa necessariamente pela renovação e depende de quem colocaremos no lugar dos atuais (alguns merecem a recondução).

Um estadista… mas quem?

A conduta ilibada é conditio sine qua non para merecer o título, que exige tirocínio político, experiência administrativa, capacidade de negociação – pois governar é administrar conflitos – e sensibilidade para as questões sociais. Exige também desprendimento, o que subentende a disposição de sacrificar a popularidade se as circunstâncias impuserem; visão de longo prazo, coerência nas ações. Liderança!

Três presidentes se encaixaram nesse perfil. Cada um no seu tempo e circunstâncias, cada um com seu estilo, cada um com suas vitórias e derrotas: Getúlio Vargas, JK e FHC. O primeiro enfrentou o desafio de um país que se urbanizava, o segundo levou a modernidade e o Estado ao interior e iniciou o processo de industrialização; o terceiro reergueu a economia e o Estado devastados pelo regime militar e por dois presidentes eleitos desastrosos – Collor e Sarney.

Um estadista, com urgência, por favor!

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