Mês: janeiro 2018



Fake Hoffmann ataca novamente

Em 14 de janeiro, a [email protected] do PT, Gleisi Hoffmann, postou foto de uma faixa exposta durante um jogo do campeonato de futebol alemão. A faixa dizia “Forza Luca” em homenagem a um rapaz hospitalizado após confronto de torcidas. A veneração (ou adoração) que tem por Lula a fez interpretar a faixa como “Forza Lula”. Era, segundo Gleisi, prova de que seu guru, às vésperas de ser julgado pelo TRF, tinha apoio até entre torcedores alemães.

Alertada sobre a gafe, xingou os que a criticaram por difundir uma “fake news” (notícia falsa) e retirou a postagem.

Treze dias depois (13…), Gleisi volta a dar vexame, ao informar (no sábado) que o secretário-geral da ONU – que ela chamou de “presidente da ONU” –, Francisco Guterres, ameaçou impor sanções ao Brasil por causa da retenção do passaporte de Lula, o Deus. E tascou: “Mais repercussão internacional negativa ao Brasil por causa da perseguição a Lula”.


Era outra “fake”: a assessoria de imprensa da ONU negou que o secretário-geral houvesse feito tal ameaça, incompatível com aquele órgão.

Dizem que o amor é cego. Gleisi atesta a veracidade deste princípio: de tanto amor que dispensa ao seu guru – amor incondicional, sem limites -, deixou de enxergar a realidade. Seu líder, que ela apresenta como paradigma da honestidade, é um corrupto condenado em segunda instância, em processo conduzido rigorosamente dentro da lei. E responde a mais seis processos por esses e outros crimes.

Gleisi não apenas espalha “fakes news” – os dois casos citados são meramente folclóricos. Sua postura em relação aos crimes atribuídos a Lula e ao PT – e a ela também -, crimes que estão sendo comprovados um a um, é uma sucessão de “fakes”, falsidades, mentiras, alucinações, acusações sem fundamento, ameaças.

Gleisi é a encarnação do ‘fake”, mental e fisicamente. Além de esculpir a realidade segundo suas conveniências e objetivos políticos, contratou cirurgiões habilidosos para esculpir um novo visual para si. A Gleisi Hoffmann de nariz achatado e outras deficiências faciais de antes da conquista do poder foi substituída pela Fake Hoffmann de nariz arrebitado e outras intervenções pontuais.

Antes fosse falso apenas o seu visual…

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Que decepção, senhor Takahashi

“Moderado no gesto e na fala, mas habilidoso nas intervenções, o vereador Mario Takahashi (PV) ocupa a terceira colocação na preferência dos londrinenses para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem.”

Assim abri, em 21 de dezembro, comentário elogioso ao presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, ao citar pesquisa do Instituto Multicultural. E acrescentei: “Para quem está no segundo mandato, é uma conquista e tanto, já que os dois primeiros colocados são os veteranos deputados federais Luiz Carlos Hauly (PSDB), no sétimo mandato consecutivo – 12% das intenções -, e Alex Canziani (PTB), no quinto – 9,5%.”

Um mês e três dias depois, a surpresa: Takahashi e seu colega de Legislativo Rony Alves foram acusados pelo Gaeco de participar de uma organização criminosa especializada em alterar a lei de zoneamento em troca de propina. Os 11 acusados estão usando tornozeleira desde então. Os vereadores foram afastados por 180 dias.

Assistimos, assim, a mais um capítulo da longa novela da corrupção na Câmara de Vereadores – microcosmos da corrupção endêmica que assola o país em todas as instâncias -, desta vez atingindo pessoas até então tidas como honestas.

Que decepção!

O título do meu comentário, no entanto, não estava errado, apenas incompleto: “O habilidoso Takahashi consolida sua liderança”. Liderança, segundo o Gaeco, de uma organização criminosa…

Apesar da contundência das provas, torço para que Takahashi (e estendo o voto a Alves) convença-me e à Justiça de sua inocência.

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Crônica de uma fuga anuncida

Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, informou em 19 de dezembro, que Lula viajaria à Etiópia para participar de um encontro promovido pela FAO, órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação. Poucos dias antes, o TRF havia agendado o julgamento do recurso de Lula para 24 de janeiro. A viagem aconteceria dois dias depois.

Coincidência, mera coincidência, tranquilizou o Instituto Lula. O convite fora feito, segundo o instituto, antes de o tribunal marcar o julgamento.

E nada mais se falou até que, faltando duas semanas para o julgamento, o tesoureiro nacional do PT, Emídio de Souza, disse temer que o passaporte de Lula pudesse ser confiscado antes da viagem, criando um novo embaraço para o ex-presidente. Ele reafirmou que a viagem era a convite da FAO, que promoveria um evento em Addis Abeba, capital da Etiópia, para tratar do combate à fome.

O que Lula faria num encontro sobre o combate a fome é uma incógnita, pois a única coisa que ele fez, logo que assumiu a presidência, foi criar o Fome Zero, que resultou em nada. Mas a fama ficou e o responsável por esse programa, José Graziano, foi alçado à presidência da FAO.

(O Fome Zero foi trocado pelo Bolsa Família, que juntou todos os programas implantados por FHC e foi ampliado por dois motivos: porque a situação econômica do Brasil era favorável e, segundo José Dirceu, garantiria “40 milhões de votos” para o PT.)

Voltemos à viagem de Lula. A indiscrição do deputado petista eriçou a galera que não sabia ou não havia lido Josias de Souza. O site O Antagonista pesquisou no site da FAO e não encontrou nenhum atividade do órgão prevista para Addis Abeba na data informada pelo Instituto Lula.

E então, eis que entram em cena a defesa de Lula, que informou ao TRF que Lula viajaria à Etiópia a convite da União Africana! Ué, onde foi parar a FAO nessa história? Cristiano Zanin, o Doutor Explicadinho, advogado de Lula, deve ter a explicação…

A União Africana é uma instância consultiva dos chefes de Estado daquele continente, inspirada por Muamar Khadafi, o sanguinário, a quem Lula tratava como “meu irmão, meu líder” (Antonio Palocci explicou o motivo da veneração de Lula pelo ditador – que teve a morte que merecia, foi linchado: ele doara um milhão de dólares para uma das campanhas de Lula à presidência.)

Duas versões para o mesmo fato, uma viagem dois dias depois da reiteração da condenação de Lula, com o agravamento da pena, pelo TRF, a insurgência de Lula e do PT contra a decisão e a campanha sórdida – e mundial – de ambos contra o Judiciário, Acusado por eles de instrumento dos “golpistas” para inabilitá-lo eleitoralmente. Parêntese de novo: o advogado de Lula junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU, Geofrey Robertson (quanto custa um profissional desse nível!), acompanhou, com tradução simultânea, o julgamento do TRF.

A decisão do TRF escancarou as portas da prisão a Lula, além de fulminar sua pretensão de disputar a presidência da República.

Coloquem-se todas as peças no tabuleiro e temos desenhado o roteiro de uma fuga anunciada. A pobre, caótica Addis Abeba seria apenas o ponto inicial de um exílio financiado pelos recursos que acumulou riminosamente (acredito piamente que ele tenha dinheiro ocultado no exterior.) Seja onde pretendesse se estabelecer (o plano foi abortado temporariamente pelo confisco de seu passaporte) Lula encarnaria o papel que mais sabe desempenhar: o de vítima de suas virtudes.

A realidade o apresenta, de forma inquestionável após decisão do TRF, como vítima dos crimes – muitos crimes – que se nega a reconhecer.

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Lula, o cadáver à frente de um exército de zumbis

Devido à atualidade do tema e acerto de meu prognóstico (O TRF manteve a condenação e Lula e ampliou a pena de prisão paa 12 anos e um mês), republico postagem de 18 de dezembrosobre o destino de Lula e do PT

Lula se elegeu presidente da República em 2002 por encarnar o desejo do eleitorado de expurgar da vida pública os corruptos. Ao tomar posse, garantiu:

“Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”

Pelo andar da carruagem – e considerando-se certa a confirmação pelo TRF, devido à robustez das provas, da sentença do juiz Sergio Moro – teremos Lula como a antítese do que prometia ser uma vez conquistada a presidência da República. A julgar pela decisão do Diretório Nacional do PT, Lula não desistirá da candidatura, aconteça o que acontecer. Assim, o paladino da ética há 16 anos surgirá diante da opinião pública como um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro debatendo-se inutilmente para voltar ao comando do país. Inutilmente, pois a lei é clara ao impedir a posse de um apenado que teve a sentença confirmada em segunda instância, mas deixa brechas para permitir que o criminoso dispute a eleição. São as idiossincrasias (ou idiotices mesmo) da legislação brasileira.

Assistiremos, portanto, a um cadáver político perorando, provavelmente com mais virulência do que antes, contra a Justiça, jurando a inocência que não possui e insuflando a opinião pública contra seus algozes. E prometendo fazer o mesmo que fez para conduzir o país ao desastre pelo qual é o responsável moral e político.

Triste, melancólico, trágico fim para um político que personificava a esperança e protagonizou a maior desilusão e traição da história política brasileira. Uma fraude de proporções dantescas: o arauto da ética de 2002 revelou-se o chefe da maior organização criminosa de todos os tempos, que fez o Estado refém e instrumento de seu poder diabólico. Nunca se roubou tanto, nunca se mentiu tanto, nunca se enganou tanto. Parodiando o discurso de posse de Lula, nunca se “privou tanto a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”.

Em 1099, o nobre Rodrigo Dias de Viva, o lendário El Cid, foi amarrado morto na cela de seu cavalo com a espada presa numa das mãos para fingir que continuava no comando do intrépido exército castelhano em sua campanha contra a dominação muçulmana. Assustados, os invasores se dispersaram. Em 2018, o espectro de Lula estará amarrado na cela de sua candidatura e à frente de um exército brancaleone, caricatura de partido político que se mostrou uma voraz organização criminosa. Ao invés de dispersar os inimigos – que são a Justiça, a Verdade, a Ética –, o finado Lula os terá como nunca unidos contra a continuidade de sua farsa.

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Lula, o primeiro ex-presidente presidiário

“O combate à corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes do meu governo. É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade que prevalece em certos setores da vida pública.

Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”

As afirmações acima foram feitas por Luís Inácio Lula da Silva ao assumir a presidência da República em 1º de janeiro de 2003.

Quinze anos e três semanas depois, o paladino da moralidade pública tem a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro reafirmada em segunda instância, que aumentou sua pena de prisão para 12 anos e um mês.

A condenação em segunda instância abre-lhe as portas da cadeia, assim que foram esgotados os recursos nessa mesma instância.

E quando isso ocorrer, terá obtido a façanha de ser o primeiro ex-presidente da República a ser preso.

Sua foto na galeria de presidentes do Palácio do Planalto merecerá ser adornada com uma sobreposição de grades sobre seu rosto. AleLula!

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A Justiça não se curvou aos canalhas

A decisão do TRF da 4ª Região demonstra que, apesar da campanha da difamação, das ameaças – inclusive de morte – contra membros do Judiciário, do esforço publicitário empreendido pelo PT, com a adesão de seus simpatizantes mundo a fora, para mentir que seu líder Lula é vítima de uma “caçada judicial”: a Justiça não se curvou aos canalhas.

3 x 0: o placar mais temido por Lula e pelo PT.

E a pena aumentada para 12 anos e um mês de prisão!

24 de janeiro, que o presidiário José Dirceu pretendia caracterizar como o “Dia da Revolta”, passa a ser o Dia da Justiça!

O Estado de Direito prevaleceu sobre o Estado da Força desejado pelo PT.

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3 x 0: a derrota do impostor, a vitória do Brasil

3 x 0 – e com elevação da pena de prisão. O placar mais temido por Lula e o PT. O placar mais esperado pelos brasileiros que não compactuam com a corrupção, a mentira, a ameaça.

A decisão unânime do TRF sobre a lisura da sentença do juiz Sergio Moro, que condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão para corrupção e lavagem de dinheiro, é um consolo para a grande maioria dos brasileiros, subjugados, desde o início do processo, por uma campanha de desinformação empreendida pelos sequazes do condenado. E espoliados, desde a ascensão de Lula à presidência, longínquos e nefastos 15 anos atrás, da esperança que o levou ao cargo – a esperança de que promoveria, como prometera, a mais intensa e eficaz campanha contra a corrupção da história.

O que assistimos, e isto custou bilhões de dólares ao país – para nos limitarmos apenas ao aspecto financeiro -, foi ao maior saque de que se tem notícia, empreendido pela mais voraz e estruturada das organizações criminosas de que se tem notícia. Organização estruturada e chefiada por Lula e da qual participaram seu partido e as “elites”, que apresentavam como seus inimigos, personificadas pelas maiores empreiteiras do país.

O placar fulmina os planos eleitorais de Lula e o sonho dos petistas de reaverem o poder, suas benesses e comissões fabulosas. Haverá, sim, uma árdua, tensa e cansativa ofensiva no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral para manter sua candidatura, mas o resultado está escrito nas estrelas: a derrota.

O futuro político de Lula e do PT sucumbiu a este placar. O que resta é apenas o passado. E um passado desonroso.

A decisão do TRF encerra um ciclo político, sepulta um mito e desnuda uma organização criminosa travestida de partido político. E consola a nação por demonstrar que a Justiça prevalece sobre os poderosos, corruptos e mentirosos. Como nunca antes na história deste país, um homem poderoso como Lula foi condenado. Como nunca antes na história deste país juízes souberam impor à lei às ameaças. Como nunca antes na história deste país podemos viver o Estado de Direito em sua plenitude.

O homem que mais prejuízo causou ao país, que o traiu com mais despudor e o decepcionou em maior intensidade está destinado à prisão.

O Brasil livra-se, assim, de um algoz impiedoso e recobra a liberdade. Mesmo que tardia e por mais que lhe tenha custado.

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Marcelo Belinati, o prefeito sem coração

Não soube, senhor prefeito
Do desastre que se deu?
O IPTU saiu do seu jeito
E o povo todo se f…

Com essa provocação (grosseira no último verso, admito), abri no dia 11 um comentário em forma poética para exortar o prefeito Marcelo Belinati a rever o aumento da planta de valores que reajustou vioilentamente o IPTU dos londrinenses. Os versos parodiam uma poesia de mais de 60 anos do vereador Mario Romagnolli, dirigida ao prefeito Hugo Cabral a pretexto de um buraco em via pública no qual morrera um trabalhador.

Belinati já soubera do impacto causado pelo reajuste a ponto de evitar aparições públicas. No primeiro encontro com jornalistas – inevitável numa solenidade de assinatura de termo de compromisso com uma multinacional disposta a investir na cidade –, rejeitou qualquer possibilidade de rever o aumento. O máximo de esperança que permitiu foi analisar caso a caso a nova tarifa, desde que o inconformado procurasse a prefeitura.

Desde então, escafedeu-se. Delegou a inglória tarefa de enfrentar a opinião pública ao secretário de Fazenda e Planejamento, Edson de Souza, servidor de carreira.

Seja rico, remediado
O pobre principalmente
Todos foram esfolados
Pelo imposto inclemente.

O pretexto para o reajuste da planta de valores foi a incompatibilidade da tarifa cobrada na Gleba Palhano, bairro de classe média alta que teve grande expansão nos últimos 15 anos, em relação ao valor venal dos imóveis. Além disso, não havia correção da planta desde 2002 porque a Câmara rejeitou a proposta de dois profeitos. Belinati estava entre os vereadores que se insurgiram contra o reajuste..

Não houve atualização da planta de valores, de fato. No entanto, o IPTU foi reajustado anualmente e acima da inflação. A atualização desconsiderou a grave crise econômica pelo qual passa o país, que tem reflexos dramáticas no orçamento e qualidade de vida das famílias.

O aumento foi amplo, geral e irrestrito, contrariando postura de Belinati quando vereador e muito mais expressivo do que previsto e anunciado por ele. Em entrevista no final do ano passado a um programa de televisão de grande audiência – Tribunal da Massa, comandado por Carlos Camargo, na Rede Massa –, criticou os que alertavam para a contundência do aumento e garantiu que seria suave, consequência do ”consenso”.

Não era só para corrigir
As injustiças da Palhano?
O pagamento vai consumir
A economia de todo o ano

A praça de atendimento da prefeitura está repleta desde o anúncio do reajuste: são pessoas sem condições de pagá-lo, idosos em busca de isenção, contribuinte ansiosos ao menos por uma redução. As queixas nas redes sociais são expressivas – e documentadas: há casos de reajuste de mais de mil por cento! OK, isso é a minoria (o aumento médio foi de 80% a 100%), mas como não se sensibilizar pela velhinha que mora numa casa há 50 anos, estava isenta do pagamento e, de repente, recebe um carnê no valor acima de qualquer possibilidade de pagamento!

O que fazer?

O secretário Edson de Souza é claro: pagar; do contrário a senhora será executada, correndo o risco de ter o imóvel confiscado. Para evitar a perda da casa, que a venda! Disse isso, assim mesmo, sem o menor pudor, a menor complacência, em entrevista à Rádio Paiquerê AM.

O secretário fala em nome do prefeito, e jamais foi corrigido. Expressa, portanto, o pensamento do chefe.

Ainda há tempo de anular
Essa dura, cruel taxação
O povo vai comemorar
E o senhor ter a reeleição

Os vereadores estão perplexos com a enormidade do aumento. Alegam que não tiveram meios de prevê-lo durante a discussão do projeto (!) e pressionam o prefeito a voltar atrás. Ou que pelo menos congele a alíquota de 0,6% do valor venal atribuído ao imóvel, utilizada como referência para a cobrança do IPTU. Ela subirá gradualmente nos próximos quatro anos até atingir 1%. Se está insuportável agora, dá para imaginar em 2022!
.
O Tribunal de Justiça concedeu liminar a três contribuintes, autorizando-os a depositar em juízo o valor do IPTU do ano passado reajustado pela inflação. E o Ministério Público prepara ação direta de inconstitucionalidade, alegando que o aumento foi abusivo por exceder a capacidade de pagamento de muitos contribuintes e, portanto, é confiscatório.

Mas se disser que não
E na cobrança persistir
Saberemos que há uma pedra
No lugar do seu coração.

Belinati tem sido insensível aos muitos dramas provocados pelo reajuste exorbitante pelo qual é responsável, que combateu quando vereador e uma vez no cargo de prefeito garantiu que não aconteceria.

“Para melhorar Londrina de verdade, tem que ter razão, vontade e coração”, dizia um dos comerciais de sua campanha eleitoral. O aumento abusivo do IPTU atesta a falácia da propaganda, pois ele impõe a vontade à razão (que recomenda, com aval da Justiça e do Ministério Público, que recue) e é insensível aos dramas que causou.

Ainda há tempo de rever o desastre que cometeu e, assim, evitar uma derrota jurídica e consequentemente política. E, acima de tudo, passar para a história como o mais enganoso e cruel dos prefeitos de Londrina. O prefeito sem coração!

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Paulo Bernardo sai das trevas para conspirar nas sombras

A última vez que se registrou sua aparição pública foi ao lado da companheira conjugal Gleisi Hoffmann, num museu em São Petersburgo (foto), em outubro passado. Estava magro, o rosto, outrora bochechudo, macilento, mais careca do que nunca e o que sobrara de cabelo, mais branco do que nunca. Envelheceu.

Paulo Bernardo evita aparições públicas desde o final do primeiro mandato de Dilma Rousseff, que não renovou sua permanência no comando do Ministério das Comunicações. Chefiou o Ministério do Planejamento Planejamento desde o segundo ano do primeiro mandato de Lula. Foi um homem poderoso, portanto.

Nesse período, sua aparição pública mais estrepitosa foi a condução, documentada pela imprensa, para a prisão preventiva ordenada pela Operação Custo Brasil, da qual saiu por obra e graça de seu amigo Dias Toffoli, do STF. Acusação: desvio de R$ 100 milhões para o PT, ele e cúmplices resultado do contrato fraudulento com uma prestadora de serviços à custa dos proventos dos servidores federais, da ativa e aposentados.

Crime de lesa-trabalhador, portanto, imperdoável por ser praticado por um expoente do Partido (que se diz) dos Trabalhadores! Crime agravado pelo fato de que parte, mesmo que insignificante diante do volume, do dinheiro desviado tenha pagado despesas pessoais de sua companheira, senadora pelo também Partido (que se diz) dos Trabalhadores. O pagamento foi documentado pelo intermediário da transação, um advogado de Curitiba que se juntou à quadrilha.

Bernardo é réu também na Lava Jato. Responde junto com Gleisi pelo desvio de R$ 1 milhão da Petrobras para abastecer a campanha dela ao Senado. O julgamento é o primeiro da fila no STF.

E eis que uma matéria do Estadão da semana passada revelou que Bernardo saiu das trevas para conspirar nas sombras. Ao lado de Aloizio Mercadante, dará o texto final a uma paródia da Carta ao Povo Brasileiro, documento em que Lula e o PT renegavam seu passado e que os levou à conquista da Presidência, em 2002. A carta, tal qual a anterior, é a síntese do programa de governo que o PT se propõe a aplicar caso Lula volte ao Planalto.

O partido levará a candidatura dele até o fim, mesmo que Lula tenha (e terá!) sua condenação reafirmada pelo TRF na quarta-feira que vem. A decisão demonstra a insurgência do PT e de Lula contra o Estado de Direito, que estabelece o respeito à lei. E a lei determina que condenado em segunda instância inicie o cumprimento da pena e fique inabilitado eleitoralmente.

Nada mais coerente com a trajetória do PT, e dissonante de sua proposta original de promover uma cruzada sem tréguas contra a corrupção: seu líder Lula é um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, está na iminência de ter a sentença reafirmada e é réu em (por enquanto) seis ações penais por crimes correlatos, obstrução de Justiça e tráfico de influência. Ao longo dos 13 anos e quatro meses no poder, o PT revelou-se uma organização criminosa, a mais voraz e inescrupulosa de que se tem notícia. E Lula a liderou.

A retomada do poder à revelia da lei é, portanto, uma conspiração, uma ameaça ao Estado de Direito, uma agressão ao princípio da moralidade pública e dignidade pessoal que se exige de um candidato à presidência. E a essa conspiração e seus derivados Bernardo se associa, reforçando o rol de criminosos ou acusados de crimes que compõem a cúpula do PT e a coordenação de um esforço eleitoral afrontosamente ilegal.

A minuta do programa de governo utópico (não acontecerá, pois as urnas derrotarão Lula caso ele leve em frente a afronta) foi feita por Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo indiciado há poucos dias pela Polícia Federal por usar dinheiro desviado da Petrobras em sua campanha.

Haddad estava cotado para comandar a campanha de Lula; o indiciamento o inabilita. Ele é a segunda baixa do partido para essa função. A primeira é Fernando Pimentel, governador de Minas, réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

O companheiro de Bernardo na tarefa de elaborar o texto final do documento é Mercadante, ex-ministro de Dilma e réu por obstrução de Justiça e tráfico de influência.

E lembremos: a Carta ao Povo Brasileiro foi redigida por Antonio Palocci, ministro de Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma. Condenado por corrupção, acusou Lula de possuir uma conta corrente na Odebrecht, resultado de sua intermediação para facilitar os negócios da empreiteira. A empresa registrou os repasses ao ex-presidente, confirmado a acusação de Palocci. O idealizador do documento original foi José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, condenado no mensalão e na Lava Jato. Pena, no segundo caso: 40 anos de prisão. Está em liberdade enquanto aguarda o desfecho dos recursos.

Palocci bandeou para o inimigo, pois é candidato à delação, mas Dirceu continua instigando as fileiras petistas, que o saúdam como “guerreiro do povo brasileiro”. É dele uma das provocações mais acintosas à Justiça, feita assim que o TRF marcou o julgamento do recurso de Lula. O dia do julgamento, segundo ele, será o “Dia da Revolta”, quando os petistas deverão manifestar “fúria” e “ódio”.

Feliz retorno ao covil, Bernardo.

(André Vargas, ex-presidente regional e ex-diretor nacional de Comunicação do PT, e João Vaccari Neto, tesoureiro, não puderam ser recrutados para a conspiração porque estão presos por corrupção…)

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Este é o Brasil de Cristiane Brasil

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB), indicada por seu pai Roberto Jefferson para chefiar o Ministério do Trabalho, luta ingloriamente na Justiça para tomar posse do cargo. Tem ao seu lado um importante aliado, o governo federal, que, como ela, está amargando derrotas judiciais.

Cristiane está impedida de tomar posse por decisão de um juiz de Niterói, referendada nas instâncias superiores, que considera incompatível o exercício do cargo com sua condenação na Justiça do Trabalho em processo movido por um ex-motorista, que não tinha carteira assinada, não recebeu horas extras, férias, etc. Depois de várias derrotas na Justiça, ela conseguiu, enfim, autorização do STJ para assumir a função. A posse foi marcada para a manhã desta segunda-feira, a portas fechadas para evitar confusão, e eis que… a presidente do STF, Cármen Lúcia, acata recurso de advogados trabalhistas e cancela a solenidade!)

Tem lógica a decisão.

Por que não aplicar essa lógica a Lula?

Apesar de condenado em primeiro instância e na iminência de ser também na segunda, além de colecionar outras seis ações penais, Lula pretende, com o apoio cada vez mais histérico do PT, candidatar-se à presidência da República nas eleições deste ano. “Eleição de Lula é fraude” – eis o lema do PT, que afronta a Lei da Ficha Limpa, pela qual condenado em segunda instância está proibido de disputar cargo eletivo.

Ora, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro e os demais processos a que responde são por esses crimes e outros, tais como obstrução de Justiça e tráfico de influência. E tudo indica que, no segundo processo nas mãos de Sérgio Moro, a sentença será igualmente condenatória com a agravante de ter falsificado documentos…

O crime pelo qual Cristiane foi condenada é um pecadinho venial comparado aos pecados mortais de Lula. Cristiane não pode tomar posse. Se Lula não puder concorrer, é “fraude”.

Este é o Brasil!

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