2018: o ano do Juízo Final

2017 foi um ano histórico: a jararaca Lula da Silva levou a pancada na cabeça com a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro; Aécio Neves, que quase se elegeu presidente da República baseado numa plataforma anticorrupção, teve a máscara rasgada pela delação da JBS; os brasileiros se espantaram com os R$ 51 milhões encontrados no apartamento de Geddel Vieira Lima, símbolo da prostituição da classe política; alguns ministros do STF encarnaram a função de legisladores, outros (ou os mesmos) despiram-se da toga para vestir a sunga de lutadores de MMA.

Foi também o ano do início da recuperação econômica do país – os indicadores econômicos são contundentes -, arrasado por Dilma Rousseff sob as bênçãos de Lula e do PT para permanecerem no poder e enriquecer a si e aos aliados da “elite”. O ano em que o presidente mais impopular da história, Michel Temer, sepultou dois pedidos de investigação, auxiliado pela fragilidade da acusação, e, no mais desbragado fisiologismo, tenta levar adiante as reformas estruturais imprescindíveis à reconstrução nacional.

2018 será o ano em que o Brasil decidirá se quer ir adiante ou retroceder. Essa oportunidade será dada em outubro, quando elegeremos o presidente da República (além de governadores, senadores, deputados federais e estaduais). As eleições serão decisivas. As mais importantes dos últimos 60 anos, a contar da posse de Juscelino Kubitschek, em 1956.

Tamanha responsabilidade esbarra no dilema que o alvorecer do Ano Novo nos apresenta: os dois líderes mais populares no momento são justamente os que personificam o passado. Lula – um ciclo de governo nefasto que legou uma pesadíssima herança maldita, pautado pela traição aos princípios, o relativismo moral, a corrupção, a mentira, a ineficácia administrativa. O ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro – um regime marcado pela truculência, o autoritarismo, a inapetência ao diálogo e conciliação.

Os crimes, no entanto, conspiram contra o projeto político de Lula: o Tribunal Regional Federal deve reafirmar sua condenação, o que não apenas o inviabilizará eleitoralmente como lhe abrirá as portas da cadeia. A isso se somarão outras condenações no decorrer do ano – ele responde seis ações penais. Lula deve fazer uso de todos os instrumentos para retardar esse desfecho, mas seu destino está selado. Enquanto isso, deambulará pelo país como um cadáver rebelado contra a morte, posando de vítima da Justiça, perorando contra as “elites” com as quais se acumpliciou e prometendo as mesmas medidas que arruinaram o país.

Tomara que os recursos que venha a impetrar o mantenham na disputa até o segundo turno para que experimente a mais dolorosa das derrotas – as urnas. Mas, ao que tudo indica, Lula assistirá à proclamação do vencedor numa cela da Papuda, talvez em companhia de Paulo Maluf, inimigo no passado, aliado no presente. E esse desfecho, além da derrota pessoal de Lula, será a do seu partido, corrupto como ele, mentiroso como ele, inescrupuloso como ele. Agigantado com a conquista do poder, o PT sairá desse embate como um anão ferido e desnorteado.

Bolsonaro encanta os jovens que não conheceram o regime militar e os adultos que sentem saudade da “ordem e progresso”. O regime militar fez vultosos investimentos em infraestrutura e seus programas sociais, entre eles o Fundo de Garantia, contribuíram, ao bafejo da expansão econômica, para uma sólida ascensão social e melhoria na qualidade de vida da população. Melhoria expressa, entre outras conquistas, pela disseminação do ensino superior e acesso a bens de consumo, como os automóveis e eletrodomésticos. Isso tudo, no entanto, esboroou com a crise do petróleo e o custo da dívida necessária para financiar os investimentos, que deflagrou a hiperinflação e a corrosão das finanças públicas. A ignorância e inapetência administrativa e econômica de Bolsonaro o distanciam do lado positivo do regime militar; seu discurso e ações o associam ao que de mais obscuro esse regime promoveu: a censura, a perseguição, o atropelo dos direitos civis, enfim.

O passado assombra o presente e se projeta no futuro por meio desses dois líderes. Um está inabilitado para comprometer o futuro, outro é uma ameaça latente que deverá esmaecer quando – e finalmente – surgir um candidato que galvanize as aspirações da maioria da população: ordem e progresso, sim, mas com liberdade e respeito ao contraditório. Esse candidato, evidentemente, terá de apresentar um currículo sem nódoas e uma plataforma modernizante que contemple as reformas estruturais, entre elas do Estado mastodôntico – uma das heranças malditas do PT -, e a racionalização e eficácia dos gastos públicos. Aventureiros surgirão aos montes para assumir essa condição, e os eleitores terão a responsabilidade de separar o joio do trigo.

Teremos, assim, um ano em que julgaremos definitivamente o passado, condenando-o ou absolvendo-o. 2018 será, portanto, o ano do Juízo Final.

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10 comentários sobre “2018: o ano do Juízo Final

  1. Hudson 3 de janeiro de 2018 11:43

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Babaca

  2. maso 3 de janeiro de 2018 18:36

    Alvaro Dias encarna as virtudes necessarias. Pena que nao tem projecao nacional.
    Creio que quem for contra Lula num segundo turno leva! E que Lula seja candidato e ganhe ou perda, que se nao deixarem competir virara um tipo Mandela, Tche Guevara das esquerdas. E que houve golpe, as zelites conspiraram……….
    E se ganhar…. jisuis……. Poderemos virar uma grande e miseravel Cuba em poucos anos.

  3. Carlos 3 de janeiro de 2018 22:14

    O objetivo do ‘colunista’ e das elites brasileiras, juntando MPF, juízes mal intencionados, opositores, etc, é realmente inviabilizar a candidatura do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva às eleições de 2018. É o único argumento de quem não possui argumento nenhum na vida. LULA CANDIDATO, LULA PRESIDENTE DISPUTANDO COM QUALQUER VIVENTE CANDIDATO JÁ NO 1º TURNO!!!

  4. José Pedriali 3 de janeiro de 2018 23:17

    Todo xingamento de um petralha é um elogio. Portanto, obrgado, “Hudson”!

  5. José Pedriali 3 de janeiro de 2018 23:18

    Prender Lula não é objetivoo das “elites”, pois elas foram as mais favorecidas pelo governo dele e da Dilma, e sim dos que defendem a Justiça. E a Justiça clama que o maior ladrão da história seja preso, candidato ou não a presidente da república. Saudações, petralha!

  6. Hudson 4 de janeiro de 2018 10:37

    Todo acusador com esse nível de intelecto tão baixo que mal consegue escrever, além desse ódio gratuito ao maior líder popular do país é a certeza de estar do lado certo. Obrigado babaca!

  7. Wilson 4 de janeiro de 2018 11:04

    Pedriali é o maior humorista da cidade de Londrina kkkkkkk, eu me divirto com suas sátiras insanas, divertidas e alienadas kkkkkkkkkkkk.

  8. maso 4 de janeiro de 2018 12:38

    Acho que o maior foi Orestes Quercia. Lula teve a maior quadrilha, e com o apoio de varias quadrilhas. Todos roubaram . O trensalao do Alquimim-Serra deu 20 trem pagador ingles. Aecinho , meu candidato, um merda nojento. Salva nada! Cansei!

  9. Julio 5 de janeiro de 2018 8:56

    Sr. Hudson, o blog do Jornalista José Pedriali é um blog democrático onde os leitores comentam com urbanidade e respeito, independente da tendencia politica que possui, debatem no campo das idéias sem agressão, vejo que o Sr. é muito mal educado e parte para ataques verbais com palavras de baixo calão, tipico de pessoa sem educação, sugiro que reveja imediatamente seus conceitos, senão pode ficar parecendo que o Sr. é um porra loca.

  10. José Pedriali 9 de janeiro de 2018 11:16

    Sempre gentil, carinhoso e profundamente intelectual esse sr. “Hudson”…

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