O mito Lula está morto. Seu assassino é Lula

O político mais popular (e populista) desde Getúlio Vargas, que chegou ao topo do poder em 2002 prometendo uma cruzada ética, reelegeu-se, elegeu e reelegeu Dilma Rousseff, o mais estapafúrdio chefe de Estado, está preso.

Está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. E responde (por enquanto) a outros seis processos penais pelos mesmos crimes, tráfico de influência, obstrução da Justiça, etc.

E é apontado, com fartura de provas, como o idealizador e chefe da maior organização criminosa de que se tem notícia, especializada em saquear os cofres públicos.

Lula não chegou ao poder na condição de vestal, mas assim se apresentava, figurino que emoldurava seu perfil de pobre retirante nordestino, líder metalúrgico e do maior partido de esquerda do país, o PT. Sua chegada ao Palácio do Planalto fora precedida de uma série de ações pecaminosas em relação ao patrimônio público, que ele compartilhava com o partido – o caso de Santo André, que resultou na morte de Celso Daniel, é o mais emblemático -, mas então raros eram o que viam o lobo faminto por poder e riqueza em formação sob a veste de cordeiro da pulcritude.

Lula traiu não apenas os princípios que defendia publicamente. Lula traiu dezenas de milhões que acreditaram em sua sinceridade e na disposição de “mudar tudo o que está aí”, conduzindo (ou reconduzindo) o país ao encontro da moralidade e ética públicas. Teve tudo para construir uma das biografias mais edificantes da história brasileira – um país reorganizado pelos dois antecessores, cenário externo favorável à expansão da economia, o carisma, a boa vontade da opinião pública, a poderosa máquina de propaganda do PT, etc.. E a jogou na lata do lixo ao se vergar ao populismo mais relés, submeter as ações de seu governo e da sucessora ao projeto de poder vitalício e ilimitado e se possível hereditário, à corrupção. Corrupção que sistematizou e disseminou na máquina pública, que loteou para os companheiros, de forma e voracidade inéditas. Talvez no mundo.

Lula cindiu a sociedade ao pregar o “nós” contra “eles” e liderar uma continuada e implacável campanha de mentiras e ameaças aos opositores políticos, Ministério Público, Polícia Federal, as três instâncias do Judiciário. Contra todos os que se opunham ao seu projeto de poder. Nesse processo, o PT agiu – e com desenvoltura – à semelhança da lúgubre Gestapo, a polícia política de Hitler.

A decadência do PT, ferido de morte com sua prisão, começou não com o impeachment de Dilma, a Desastrosa – começou quando Lula e o partido lambuzaram-se com a corrupção. Todos os líderes do partido foram ou estão presos por corrupção!

Lula corrompeu (o Mensalão foi a ponta do iceberg) e se deixou corromper. Mentiu para se manter no poder, eleger e reeleger a sucessora. Mentiu e continua mentindo após ser desnudado pela Justiça, que age em relação a ele fiel ao ordenamento legal. Sua mentira consiste em proclamar-se a “viva alma mais honesta deste país” e se dizer vítima de uma “caçada judicial” que visa a impedir que retome a presidência para o bem dos “pobres”.

A mentira ultrapassou as fronteiras do Brasil, e é expressa nas dezenas de jornais que se apegaram à sua versão. Para ele, no entanto, é pouco: ele quer que essa mentira contamine a história e que ela o absolva.

Por mais que se debata, por mais que falseie a verdade, sua sentença está lavrada. Lula, o mito, está morto. O assassino é ele próprio.

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