Onde está a multidão disposta a se sacrificar por Lula?

“Vai ter que morrer gente”, ameaçou Gleisi Hoffmann ao se referir à eventualidade da prisão de Lula, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

A ameaça da [email protected] do PT pressupunha a resistência armada do partido e seus aliados. Pressupunha uma guerra civil. Uma multidão de defensores do ex-presidente disposta a morrer para mantê-lo em liberdade.

A ameaça da líder petista não foi a única: seus companheiros de partido e aliados do MST, CUT e congênere a replicaram.

Esgotados os recursos – e foram tantos! -, a ordem de prisão de Lula foi expedida quinta-feira e… onde foi parar a multidão que se esperava para defender o líder de todos os pobres, injustiçados e perseguidos deste país e do mundo?

Lula isolou-se na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde iniciou sua carreira esperançosa e que se revelou a maior fraude da história política brasileira. Recusou-se a aceitar o “oferecimento” de se apresentar à PF de Curitiba para iniciar o cumprimento da pena de prisão. E está lá até este momento, negociando a “rendição”. Impondo condições para permitir que a ordem de prisão seja cumprida!

Escuda-se nos partidários que lotam a sede do sindicato e que, num primeiro momento, cercaram o prédio.

Não foi retirado à força para não dar a ele e ao PT as imagens que tanto anseiam – de violência – que justifiquem o novo papel que pretende encarnar, o de “prisioneiro político”. Sábia decisão da PF.

Mas a multidão, a multidão, onde está a multidão de indignados disposta a se sacrificar por ele?

Ela só existe no mundo irreal criado por Lula e seu séquito. Não fossem o bloqueio de algumas rodovias pelos milicianos do MST, manifestações raquíticas aqui e ali de seus partidários (em Londrina, que gestou Paulo Bernardo, André Vargas, Gleisi Hoffmann, Gilberto Carvalho – e os sócios de todos eles, José Janene e Alberto Youssef -, foi um vexame retumbante. E o seria ainda maior não fosse o engajamento de militantes LGBT, talvez predominantes).

E o cerco ao sindicato, é claro, mas ele foi desfazendo aos poucos, aos poucos. Em seu auge, teve o que teve de gente porque os petistas mantiveram o hábito de transportar, alimentar e remunerar manifestantes!

Ou seja: tiveram de pagar para demonstrar uma força que não possuem!

Estes três parágrafos da Folha de S.Paulo – insuspeita na defesa do PT – resumem a farsa:

“A multidão que se formou em frente ao sindicato ao longo do dia mal conseguiu reunir gente suficiente para preencher o quarteirão em frente e na lateral do prédio. Com a decisão de Lula de permanecer no local para negociar as condições de sua apresentação às autoridades, não houve confronto.

Organizações que assumiram a linha de frente da defesa de Lula, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), tiveram presença tímida. Liderado pelo presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), o grupo participou da vigília em São Bernardo do Campo com uma barraca na calçada do sindicato e duas dezenas de militantes.

A Apeoesp, o poderoso sindicato que representa os professores da rede pública no Estado de São Paulo, recrutou adolescentes pobres na periferia de São Paulo para engrossar sua representação no ato em defesa de Lula. Um homem que fazia parte do grupo e não quis se identificar disse à Folha que recebeu a promessa de um pagamento de R$ 30 para estar ali.”

Lula não foi abandonado por seus seguidores no momento em que mais precisava deles. Lula se deixou iludir pelas ilusões que tentou incutir – entre elas sua honestidade. Está só. O destino que traçou com seus atos o aguarda: a prisão.

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Um comentário sobre “Onde está a multidão disposta a se sacrificar por Lula?

  1. maso 7 de abril de 2018 16:11

    Temos de tomar cuidado nesse momento. Os mortadelas estao apimentados e agressivos.

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