Gleisi xinga juíza que poupou sua reputação

“Prepotente, arbitrária, ilegal”.

Assim a presidente do PT Gleisi Hoffmann reagiu ontem à decisão da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, que a proibiu de visitar o presidiário Lula da Silva na condição de “amiga”.

Embora a Lei de Execução Penal preveja essa possibilidade (prioritariamente a advogados e parentes), a juíza baseou-se em regra da Polícia Federal, onde Lula está preso, que a rejeita por motivos de segurança e ordem interna.

Em vez de xingar a juíza – no caso da petista, um ato que corresponde à sua índole -, Gleisi deveria é agradecê-la por ter impedido que sua reputação, severamente desgastada por seus arroubos sectários, piorasse ainda mais. Afinal, o que pensar de um encontro a sós da “Amante” – como era tratada pelos operadores de propina da Odebrecht, da qual é acusada de ser freguesa – com um presidiário há mais de duas semanas sem mulher e que se diz que, apesar dos 70 anos, tem “um tesão de 20”?.

A decisão da juíza poupou não apenas a reputação de Gleisi. Poupou também, talvez principalmente, a do seu companheiro conjugal, o ex-ministro Paulo Bernardo, réu como ela na Lava Jato por corrupção – que, assim que Gleisi pediu tal encontro, passou a merecer, entre outras insinuações, a charge que ilustra este comentário.

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