Um presidiário presidindo o Brasil. Nem Kafka ousaria tanto

Suponhamos que, acatando o desejo do PT, a Justiça Eleitoral mantenha a candidatura de Lula à presidência da República, mesmo que impedido de concorrer por ter sido condenado em segunda instância..

Suponhamos que ele vença a eleição.

Suponhamos que seja diplomado pelo TSE.

Lula tomará posse na prisão, na presença de um representante do Congresso, e passará a despachar de lá por meio de “cartas” – como a que fez chegar ontem à sua porta-voz Gleisi Hoffmann, que a leu como se fosse Moisés recitando os Dez Mandamentos – escritas e entregues por seus advogados?

Estará impedido de receber visitas, exceto a dos advogados e familiares.

Estará impedido de usar celular.

Estará impedido de gravar em vídeo seus discursos mirabolantes e raivosos e mentirosos.

Estará impedido de receber chefes de Estado.

Estará, portanto, impedido de governar, impedindo o país de ser governado. Terá trancafiado com ele o país que o elegeu.

Tudo isso parece – e é – absurdo. Mas num país dos absurdos chamado Brasil, em que as leis são interpretadas conforme o humor, condições gástricas e alinhamentos políticos dos julgadores, tudo – e muito mais – é perfeitamente possível.

Nem Kafka seria capaz de imaginar um cenário tão surrealista, e escabroso, como este. Que, uma vez consumado, fará do Brasil um manicômio e dos brasileiros um amontoado de baratas tontas.

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