O batom na cueca (opa!) que fulmina a líder do PT

A denúncia feita segunda-feira pela Procuradoria da República(PGR) contra a (nas horas vagas) senadora e (em tempo integral) presidente do PT Gleisi Hoffmann é a mais devastadora dos crimes que lhe são imputados – corrupção e lavagem de dinheiro.

A denúncia se refere à propina de 40 milhões de dólares da Odebrecht a Lula, Palocci, Gleisi e seu companheiro conjugal Paulo Bernardo pelos bons serviços prestados à empreiteira, sobretudo junto ao BNDES.

Gleisi – a cada dia mais colérica e destrambelhada e com surtos recorrentes de histeria – será julgada, salvo contratempo, ainda no primeiro semestre pelo STF por ter recebido R$ 1 milhão da Petrobras para sua campanha ao Senado, em 2010. A acusação envolve seu companheiro, apontada como autor do pedido, concedido pelo então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e operacionalizado pelo doleiro Alberto Youssef. Costa e Youssef confirmam a acusação, o entregador também – e ele mapeou a rota e etapas da entrega do dinheiro sujo.

A “Amante” – assim Gleisi era chamada no setor de propina da Odebrechert – também é investigada por se beneficiar do desvio milionário de R$ 100 milhões idealizado por Bernardo quando ministro do Planejamento – dinheiro surrupiado dos servidores federais via empréstimos consignados – e que abasteceu tanto o PT quando o casal. Escritório de advocacia destinatário do butim destinado a Bernardo e Gleisi mantinha planilha na qual constam pagamentos de despesas da madama.

A líder petista e o fiel companheiro de crimes contra o erário público também constam do “quadrilhão do PT” – denúncia feita pelo ex-procurador Rodrigo Janot com base nas delações da Odebrecht e que está no STF. E ela ainda responde a mais um processo por ter recebido da mesma Odebrecht dinheiro sujo para sua campanha ao governo do Paraná em 2014, da qual saiu humilhada: mísero terceiro lugar.

Voltemos agora à denúncia de segunda-feira. Pela primeira vez a Lava Jato obteve provas do envolvimento direto da petista: 13 (!) telefonemas para o diretor da Odebrecht que viabilizou a propina, quatro de seu chefe de gabinete ao mesmo destinatário e – o batom da cueca (opa, é apenas um eufemismo) – os registros do entregador do dinheiro na sede da agência que fez sua campanha.

Se a raivosa líder petista já estava com seu presente comprometido – futuro político ela não possui mais -, agora só lhe resta agonizar em praça pública – ou no acampamento Lula Livre, com seus companheiros de partido, com direito a alguns pitis na tribuna do Senado.

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