STF legalilza propina disfarçada de doação eleitoral declarada

A 2ª Turma do STF produziu ontem mais uma pérola do já vasto relicário de decisões esdrúxulas que tem caracterizado a atual composição da Corte: considerou que a propina (benefício financeiro com contrapartida do político beneficiado) em forma de doação eleitoral declarada na prestação de contas não pode ser considerada corrupção passiva nem lavagem de dinheiro.

Essa excrecência contribuiu não apenas para diminuir a pena atribuída ao deputado federal Nelson Meurer (PP), condenado a nove anos de prisão – é o primeiro parlamentar punido na Lava Jato -, como indulta os demais políticos que respondem a acusação semelhante.

E ensina o caminho das pedras aos corruptos: registre a propina como doação eleitoral e considere-se um homem de bem. Para todo o sempre, amém.

Os autores de mais esta aberração jurídica são os de sempre: Lewandowski. Mendes e Toffoli – os meninos da porteira da liberdade para os corruptos!

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