Mês: junho 2018



Eles saíram do armário de vez

Não dá mais para colocar panos quentes: o triunvirato que forma maioria na 2ª Turma do STF – Toffoli, Lewandowski e Gilmar – escancarou sua condição de advogados de criminosos de alta linhagem.

Ontem, numa só tacada, libertaram o petista José Dirceu, João Paulo Genu (PP) e Milton Lyra, apontado como operador do MDB, e trancaram a ação penal contra o deputado estadual por São Paulo Fernando Capez (PSDB). E, para coroar a desfaçatez, anularam as provas contra o ex-ministro Paulo Bernardo obtidas no apartamento funcional da senadora petista Gleisi Hoffmann, sua companheira conjugal, refúgio do casal em Brasília. Bernardo é réu em ação desmembrada da Lava Jato que o acusa de ter comandado o desvio de R$ 100 milhões, por meio de uma operadora de crédito consignado, dos servidores federais quando ministro do Planejamento. Quando a operação de busca e apreensão foi feita, Gleisi não era investigada – agora se tornou ré como o companheiro. Somente objetos e documentos pertencentes a Bernardo foram confiscados, segundo os investigadores.

A libertação de Dirceu, por “ato de ofício” (isto é, por iniciativa da Corte) proposto por Toffoli, e a anulação das provas contra Bernardo e Gleisi eram o objetivo principal do triunvirato que, para disfarçar, concedeu indulgência a membros de três outros partidos. A pauta da sessão foi feita por Lewandowski, presidente da Turma. Com exceção de Capez, acusado de receber propina de fornecedores de merenda escolar, os demais são réus (Bernardo e Gleisi) ou foram condenados na Lava Jato.

A aliança de Toffoli – ex-assessor de Dirceu e ex-advogado do PT – e Lewandowski na defesa dos criminosos petistas ficou patenteada no julgamento do mensalão, em que fizeram o diabo para desconstruir a peça acusatória, robusta e impecável, do relator Joaquim Barbosa. À época, Gilmar era um crítico do PT – agora, aliou-se à dupla para reforçar no STF a defesa dos criminosos, seja de que partido for.

Toffoli é o mais desinibido dos três: libertou Paulo Bernardo sem que o pedido tivesse tramitado nas instâncias inferiores, abriu a divergência que resultou na absolvição, na semana passada, do ex-ministro e Gleisi no processo envolvendo desvio de R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado, anulou as provas contra o casal no caso do desvio de recursos dos servidores e propôs o habeas corpus a Dirceu, seu ex-chefe e responsável por sua nomeação como advogado-geral da União. E, depois, para compor o STF.

Tivesse entrado em pauta o pedido de libertação de Lula, ou sua conversão em prisão domiciliar, o triunvirato da vergonha nacional o teria atendido. Não o fez por zelo de Fachin, cada vez mais isolado e que espertamente o encaminhou para análise do plenário – no qual o trio tem como coadjuvante o ministro Marco Aurélio. Os quatro, contrários à prisão após condenação em segunda instância, não se intimidam, sempre que acionados, em contrariar a decisão da maioria da Corte, que a autorizou. Agem como espadachins dos barões da criminalidade em luta permanente contra a Justiça.

A esperança sobre a 2ª Turma recai sobre Cármen Lúcia, rigorosa na punição de corruptos e que em 12 de setembro delega a presidência do STF para Toffoli, assumindo seu lugar nesse colegiado. O combate ao crime será, portanto, fortalecido na Turma, mas, em compensação – e como nunca antes na história desse país – os bandidos terão um defensor incansável e despudorado na presidência da mais alta Corte do país.

E, então, o PT, que nomeou a maioria dos ministros, poderá comemorar: seu projeto de se apoderar da Justiça em seu benefício próprio – com fez com o Executivo e o Legislativo – estará consumado.

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Datafolha revela: maioria dos eleitores é sadomasoquista

O governo Lula tratou a economia da mesma forma que os militares de 1964: aproveitou-se da bonança internacional para investir prioritariamente em projetos sociais (Lula) e infraestrutura (os segundos). Terminada a bonança – a crise de 2008 com Lula e a do petróleo, em 1973, com os milicos – foi um deus-nos-acuda.

Dos militares herdamos estatais fortes, obras de infraestrutura de porte concluídas – e uma baita inflação, déficit público descomunal, dívida externa; de Lula, sua maior herança foi o desastre chamado Dilma Rousseff, que concluiu a obra do padrinho: uma crise econômica sem precedentes, dívida pública colossal, desemprego histórico e o desmonte das estatais por má gestão, uso político e corrupção.

Os militares, descontados casos avulsos, nos legaram o respeito ao patrimônio público. O lulopetismo, uma crise ética sem precedentes baseada no princípio de que o patrimônio público deve ser usado para a perpetuação no poder e enriquecimento individual.

A comparação é superficial, evidentemente, mas sintetiza as conquistas e heranças malditas dos dois períodos políticos mais emblemáticos da história recente, o militar e o dito “popular”, este o primeiro a ser comandado por um retirante nordestino, sem formação acadêmica, mas PhD na arte da malandragem.

O regime militar – ou ditadura militar, como queiram os leitores – desperta nostalgia em consequência do desastre lulopetista. Seus adeptos expressam-se em duas correntes: a dos que defendem o golpe de Estado e os que se dispõem a eleger o ex-capitão de Exército Jair Bolsonaro (que se comporta como instrutor de recos) para militarizar as ações de governo.

A distância cronológica do Brasil de hoje com o dos milicos de 1964 explica em parte a adesão ao neomilitarismo. O tempo de encarrega de embotar, ou mesmo apagar, as más recordações e ressaltar as boas, ou vice-versa, conforme a perspectiva de quem o analisa. Os defensores dos militares conservam apenas a lembrança da bonança econômica e omitem as consequências da farra promovida com empréstimo externo e a face mais perversa do regime: a violação aos direitos humanos, a tortura, os assassinatos.

Não se pode aplicar esta atenuante aos que defendem a volta de Lula ao poder. Dilma foi deposta em 2016, mas o ciclo lulista permanece (melancolicamente) com Michel Temer, seu sucessor. Ele participou da conspiração que a retirou do cargo, alterou radicalmente – para o bem geral da nação – a condução da política econômica, mas fez parte – e importante – de seu governo, ao levar o PMDB para apoiar e se locupletar dos desmandos e do saque promovidos pelo PT.

É escalafobético, portanto, que o ex-presidente Lula, que cumpre pena em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro, além de responder a outros seis (ou sete) processos penais, lidere as pesquisas de intenção de voto para voltar à presidência da República.

Está impedido legalmente de participar de tal aventura, mas sua imagem está impregnada na consciência dos que o apoiam – que são os desesperançados do Nordeste e a “elite” acadêmica e sindical – a ponto de surgir para estes como o Messias, o único capaz de devolver o país ao caminho da prosperidade. Pesquisa recente do Datafolha mostra que 32% dos eleitores o apontam como o detentor da fórmula da salvação nacional, embora o que ele prometia antes de ser preso é repetir o mesmo procedimento que conduziu o Brasil ao fundo do poço.

Segundo a pesquisa, Bolsonaro, o instrutor de recos, que não tem experiência administrativa – além de gerenciar seus bens e supervisionar a folha de servidores de seu gabinete, que inclui funcionários particulares -, é considerado por 15% dos eleitores a boia da prosperidade.

Esta pesquisa revela que, além de desmemoriados ou cegos diante dos fatos, esses 47% de eleitores são sadomasoquistas: adoram sofrer e impor sofrimento aos outros. E a eles se somam 7% que veem a luz do fim do túnel na silvícola Marina Silva, a incógnita em constante evolução.

Diante deste diagnóstico, só nos resta esperar – e torcer – para que os 46% restantes impeçam o suicídio coletivo.

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Prisão domiciliar para Lula? Porque sim e porque não

Condenado a 12 anos e um mês em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro (e respondendo a sete ações penais), o ex-presidente Lula é o prisioneiro mais caro do país – talvez de sua história e, provavelmente, um dos mais caros do mundo, desde que o mundo é mundo.

(Nesse último quesito, perde seguramente para o nazista Rudof Hess, que ficou décadas como prisioneiro solitário no enorme presídio de Spandau, demolido após sua morte, em 1987.)

O custo da prisão de Lula é estimado pela Polícia Federal, que o alberga a contragosto em sua superintendência de Curitiba, em R$ 10 mil por dia. O de um prisioneiro comum é de R$ 2,4 mil por mês. Assim, a prisão de Lula consome o mesmo que a 125 detentos.

Não bastasse isso, sua condição de ex-presidente o beneficia com uma entourage de motoristas e assessores, veículos e cartões corporativos ao custo de R$ 1 milhão por ano. Esses benefícios foram mantidos, pois o decreto que os instituíram não prevê a suspensão em caso de prisão do titular.

(Ganha um doce quem adivinhar quem assinou o decreto. Para não deixar os leitores ansiosos – um doce não vale tanto! -, lá vai: o próprio Lula, dois anos antes de deixar o poder.)

As despesas com a prisão de Lula são debitadas do orçamento da PF, que enfrenta outro percalço: a alteração de sua rotina com a supervisão dos visitantes do ex-presidente e o transtorno em suas imediações por causa da presença de petistas – o acampamento foi desmontando, mas os militantes se abrigam em casas alugadas e promovem manifestações diárias e o enervante “bom dia, boa tarde e boa noite, presidente Lula” a todo pulmão.

Por que essas considerações? Porque a defesa do ex-presidente apresentou quinta-feira um novo pedido ao STF: em caso de a 2ª Turma – a dos libertadores-gerais da nação – recusar sua liberdade, prevista para ser julgada terça-feira, que conceda a prisão domiciliar.

Os dois pedidos são estapafúrdios. Como suspender a prisão se o próprio STF autoriza a prisão após condenação em segunda instância e como mandar Lula para casa se ele está bem de saúde, tem regalias na PF inconcebíveis a outros presos e sua idade é compatível com o regime fechado?

O histórico da atual composição do STF, especialmente o da 2ª Turma, permite receber com naturalidade qualquer decisão ainda mais estapafúrdia que esses e os pedidos. Mas, convenhamos: se a decisão for por sua prisão domiciliar, o país estará economizando R$ 3,2 milhão por ano!

O regime carcerário deverá ser mantido (e garantido por tornozeleira eletrônica), é claro: restrição a visitas, impedimento de gravar áudio e vídeos, dar entrevistas e outros quesitos. E os seguranças e assessores, que recebem sem fazer nada desde que Lula foi preso, há dois meses e meio, terão a responsabilidade de zelar pelo cumprimento das normas, sob a supervisão de um agente penitenciário. Câmeras controlarão o acesso ao prédio e áreas de uso em comum, elevadores, o hall da cobertura pertencente a Lula (que nega a propriedade do apartamento contíguo, mas a Lava Jato garante que é dele). E o que fazer com o consumo de bebida alcoólica? A restrição perdura e será verificada em visitas surpresa de agentes.

Os vizinhos não deverão temer as manifestações de apoio e menos ainda os “bons dias, boas tardes, boas noites, presidente Lula”, pois, ao contrário do que acontece na PF de Curitiba, Lula as ouvirá. E depois do terceiro, quarto dia, não aguentará mais! Para evitar transtornos, no entanto, o alvará de transferência de Lula deveria incluir a proibição de manifestações no em torno do prédio dele.

Há um porém que compromete essa elucubração: a economia que se fará transferindo Lula para sua casa compensa o simbolismo da prisão do responsável pelo maior saque aos cofres públicos de que se tem notícia e pela ruína econômica do país?

Casa ou prisão? Eis a questão.

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Absolvição de Gleisi prenuncia libertação de Lula na semana que vem

A absolvição de Gleisi Hoffmann pela 2º Turma do STF – que desprezou as delações e coleta de dados, incluindo o farto e incriminador registro de telefonemas entre os envolvidos na operação que resultou no aporte de R$ 1 milhão em sua campanha para o Senado, em 2010 – é um recado claro, contundente, inequívoco: Lula será solto na próxima terça-feira.

É quando essa mesma turma, composta em maioria pelos libertadores gerais da Nação e malabaristas impudicos da jurisprudência – Toffoli. Lewandowski e Gilmar -, analisará o pedido da defesa do presidiário para suspender os efeitos de sua condenação (por unanimidade) pelo TRF4. O trio é contrário à prisão após condenação em segunda instância. Nesse quesito tem o apoio de Celso de Mello, que, no entanto, tem seguido a jurisprudência da corte, que autoriza a prisão. Fachin é defensor da prisão nessas circunstâncias.

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro.

A defesa quer Lula livre e solto até que os recursos – cuja procedência sequer foi analisada pelo TRF4 – sejam julgados pelo STF e STJ, assim como os inevitáveis embargos dos embargos dos embargos dos embargos embargantes. Quer também que, uma vez suspensos os efeitos da condenação, ele possa, à revelia da Lei da Ficha Limpa, participar da campanha presidencial como um arcanjo que soa a trombeta da redenção nacional se sua volta ao poder for chancelada nas urnas.

Lula está preso desde 7 de abril. No dia do julgamento, estará completando dois meses e 19 dias no xilindró – um aposento exclusivo, sem grades, tevê e ar-condicionado. Um luxo para poucos!. Lula já pode, portanto, ir arrumando as malas e encomendar as cachaças de sua preferência.

Que tal uma nova missa sacrílega, ponto alto de sua despedida dos “companheiros” e “companheiras”, para comemorar a libertação e consagrá-lo para a batalha das trevas contra a luz, da injustiça contra a lei, da mentira contra a verdade? Opa, tudo ao contrário, na visão dos petistas…

Não faltará “religioso” para esta meritória tarefa!

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STF concede indulgência plenária a Gleisi

Por motivos semelhantes, guardadas as devidas proporções, a 2ª Turma do STF condenou por unanimidade, no final de maio, o deputado federal Nelson Meurer (PP) e dois filhos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Por motivos semelhantes, guardadas as devidas proporções, a mesma 2ª Turma do STF absolveu ontem (o julgamento terminou no final da noite) a senadora e presidentA do PT, seu companheiro conjugal, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o empresário curitibano Ernesto Kugler das acusações de corrupção, lavagem de dinheiro.

Para a maioria dos membros da Turma, não havia provas que atestassem a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de que Bernardo pediu e recebeu R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. O dinheiro, segundo Costa, foi repassado pelo doleiro Alberto Youssef (que confirma a informação), assim como o emissário do dinheiro. Os inúmeros telefonemas trocados entre Bernardo, o emissário e o empresário nos dias em que o dinheiro teria sido repassado foram desprezados pelos ministros.

O relator Edson Fachin e o decano Celso de Mello condenaram Gleisi por crime eleitoral (caixa 2), absolvendo-a, no entanto, da acusação e corrupção e lavagem de dinheiro sob o argumento de que ela não ocupava cargo público à época dos repasses. Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski – o trio parada dura e caneta generosa – a absolveram integralmente.

Na postagem “Haja Rivotril para conter Gleisi, a megera indomada”, de ontem, este blog advertia que “a condenação dela só não se efetivará se algum ministro maluquete (e isto temos em abundância) apelar para algum malabarismo jurídico (e isto temos visto igualmente em abundância). Sem querer querendo, o blog acertou…

Gleisi se safou desta, mas responde a mais três ações por corrupção e lavagem de dinheiro. Uma, em conjunto com Bernardo, pela acusação de ter se beneficiar de dinheiro desviado de servidores federais quando o companheiro chefiava o Ministério do Planejamento, outra por integrar o núcleo político do PT que recebeu dinheiro desviado da Petrobras e BNDES e outra por ter recebido parte da propina derivada de um empréstimo do BNDES a Angola.

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Haja Rivotril para conter Gleisi, a megera indomada

Ficarei surpreso se a senadora Gleisi Hoffmann, presidentA do PT, se comportar como se comportam os demais réus de ação penal quando são julgados pelo STF: em silêncio, e isto quando comparecem – o costume é manter distância do tribunal.

Gleisi não é de desperdiçar chance, qualquer que seja, de atrair os holofotes. E, nos últimos tempos, tem mostrado uma característica que incubou ao longo de sua trajetória política: o radicalismo extremado e a apologia à violência, dignos de um militante do Estado Islâmico (por enquanto ela não cortou nenhuma cabeça, mas perdeu a dela várias vezes).

Chefe da Casa Civil medíocre do medíocre governo Dilma, senadora que se destaca apenas em defender as causas de interesse do PT, que abraça como uma religião, Gleisi ganhou o estrelato nacional durante o processo de impeachment de Dilma. Submeteu, em conluio com colegas do partido Lindbergh Farias e Fátima Gópi Bezerra e a associada Vanessa Grazziotin, do PCdoB, a comissão processante a um estado de tensão permanente, obstruindo o processo ao estilo das assembleias estudantis. E, uma vez levado ao plenário do Senado o pedido de impeachment, constrangeu os colegas com a acusação de que “ninguém aqui tem moral para julgar uma presidenta inocenta” (mal sabia ela que levaria um tranco de Ronaldo Ciado, que jogou em sua cara a acusação, pela qual se tornou ré, de se beneficiar de dinheiro desviado de servidores federais por seu companheiro conjugal Paulo Bernardo quando ministro do Planejamento).

A virulência de seu discurso atingiu o paroxismo no processo que levou à condenação de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro (ela afirmou que, para prendê-lo, ”vai ter que morrer gente”) e revelou efeitos contundentes de alucinação após a prisão do chefe, que cultua como um deus.

Nesse processo, ganhou a presidência do PT, o partido que acumula o maior número de ex-dirigentes na prisão e que, se prevalecer o Direito, terá mais dois na galeria dos presidiários a partir deste julgamento: ela e Paulo Bernardo, que responde a este processo com ela.

Se foi tão extremada ao defender a “presidenta inocenta” e o presidente “mais inocente na história deste país”, os antecedentes de Gleisi permitem supor que, quando sua causa estiver perdida no STF – a condenação dela só não se efetivará se algum ministro maluquete (e isto temos em abundância) apelar para algum malabarismo jurídico (e isto temos visto igualmente em abundância) – ela vai dar piti. Ah, vai, vai, sim senhor!

Afinal, companheiros, “quem aqui” (nestre tribunal) “tem moral para julgar uma senadora inocenta?”

O narizinho arrebitado, o indicador em riste, os saltos de seus sapatinhos Louis Vuitton servem, afinal para quê, a não ser para dar ênfase à sua personalidade autoritária e rancorosa, incapaz de admitir qualquer erro de conduta e predisposta a desconjurar um adversário por mero indício de culpa – ou mesmo sem ele?

Haja Rivotril para conter a megera indomada!

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Exclusivo! O primeiro comentário de Lula sobre a Copa: “É górpi!”

Este blog conseguiu com exclulsividade o primeiro comentário do presidiário e ex-presidente Lula da Silva sobre a Copa do Mundo. Ele foi contratado pela TVT (Tevê do Trabalhador), mantida pela CUT, para comentar, por escrito, de sua cela na Polícia Federal, os jogos do Brasil. Eis o comentário:

Cumpanheiros e companheira, torcedores e torcedora.

Iscrevo aqui da minha çolitária em Curitiba na condissão de preso políticu qui está preso para não poder voltar a governar para us pobre, mas vai voltar com a ajuda do STF. A, si vai.

Este é meu primeiro comentáriu como comentarista da Copa que fasso para os telespequitador da tevê do nosso sindicato.

Então lá vai:

Foi górpi! Foi górpi!

Um górpi mais qui mereçido.

O Braziu extreiou nesta Copa du Mundo com as coris qui us paneleiro profanaram ao pedir o górpi contra a companheira Dirma: não podia dar outra!

O verde i amarelo já era! E o Braziu dos paneleiro levou uma invertidia justo com uma selessão que vestia vermelho!

Empatá com os çuísso é a mesma coisa que perdê!

Rá rá rá!

E não era pra melhorá depois que a cumpanheira Dilma foi gorpeada? A gasulina aumentou, treze milhão estão dizempregado, o dólar tá quase quatro reau. E o Braziu comessa batendo cabessa na Copa do Mundo!

De novo: Rá rá rá.

Pra mim, que sou este que está inscrevendo, os paneleiro sentiram o quanto é doídu ser vítima de um górpi, como a companheira Dilma e eu fumo – nesse casu, são dois górpi, mas deicha issu pra lá.

O juiz mechicano agiu em campu como o Moro nos tribuná: não cobrou dois pênalti pro Braziu: o Moro me condenou no casu do tipréx sem prova. E vai me condená de novo no caso do sítio que nunca foi meu nem do apartamento lá em São Bernardo (ai que çaudade!) que também nunca foi meu.

O Braziu dos paneleiro si fudeuse com a Çuíssa! Ra ra ara!

Não estou falando palavrão: esse fudeuse é por causa da cumida típica dos çuíssos, o fundi!

O resurtado também prova que a derrota do Braziu pra Alemanha dos alemão na copa passada de sete contra um foi o início do górpi que deponhou a cumpanheira Dilma e me trouche pra cá. O Méxicu que é muito mais pior do que nóis ganhou dos alemão da Alemanha no jogo de extreia hoje!

I o Neimau com aquele cabelinhu, heim?

Só caiu em campo.

Ninguém mandou ele colocá miojo no topete!

Inté a próchima.

Assinado:

Presidente Lula, a viva alma mais onesta i injustissada deste paíz

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A última da “Crazy” Hoffmann: manter candidatura de Lula mesmo com veto do TSE

A Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de condenados em segunda instância.

O PT quer desafiar a lei, forçando a barra para que Lula, condenado pelo TRF4 a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro (além da meia dúzia de processos a que responde), dispute a presidência este ano.

Esta tecla já está gasta de tanto ser acionada, mas o PT, a julgar pelas declarações de sua presidente Gleisi Hoffmann – na iminência de ter o mesmo fim que o líder -, se dispõe a pulverizá-la, repetindo o mantra de que o presidiário Lula é candidato e ponto final.

No mais recentemente “lançamento oficial” da candidatura de Lula, feito sexta-feira à noite na região metropolitana de Belo Horizonte – em que Lula apareceu na forma de um espectro em terceira dimensão -, a ‘crazy’ Gleisi inovou: anunciou que ele poderá disputar a eleição mesmo que o TSE barre sua candidatura!

A Agência Estado registrou: “Nós poderíamos definir inclusive que ele faça a disputa sem o registro”.

Ora, como é possível que Lula dispute a presidência sem o registro, se o registro é indispensável para que seu nome e o número eleitoral surjam na urna eletrônica e para que faça uso da propaganda eleitoral no rádio e tevê?

Se a tese despirocada de Gleisi prevalecer – e não é de se duvidar, tal o grau de alucinação que domina o PT desde que o partido perdeu a perspectiva de retomar o poder com a prisão de Lula -, assistiremos a uma campanha que terá um candidato clandestino, fantasma, derrotado de antemão e caixa 2 no sentido amplo da expressão!

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Com o “centrão” em coma, surge o espectro o “esquerdão”

Nem Alckmin, nem Alvaro, menos ainda Meirelles, cuja candidatura é natimorta: nenhum dos candidatos – e tampouco outsideres – do dito “centrão” tem conseguido decolar até o momento, como comprova o Datafolha de domingo. Assim, os que não suportam a vida fora do poder estão propensos a dar a maior guinada de sua história.

DEM e PP, que jamais têm um nome com cacife suficiente para disputar a presidência da República, mas abocanham, braços dados com o PMDB, nacos consideráveis do poder, estão flertando com o pedetista Ciro Gomes.

Ex-ministro de Itamar e FHC, Ciro é um caso raro de direitista que se converteu à esquerda – se por motivos ideológicos ou por conveniência somente ele pode responder. A conversão fez dele a única opção viável, até o momento, para unir a esquerda na disputa pelo Planalto após o impedimento legal de Lula, o presidiário.

Ciro oscila em 10% das intenções de voto, no Datafolha e outros levantamentos. Ocupa a terceira posição na corrida eleitoral, liderada – excluindo-se Lula por causa de seu impedimento – por Bolsonaro, ex-capitão do Exército que jamais abandonou a caserna mental, e pela silvícola indecifrável Marina Silva (o instituto paulistano considera-os tecnicamente empatados).

Há resistência no PT em se coligar com Ciro Gomes, já que o partido, ensandecido por ter sido apeado do poder e em convulsão permanente após a prisão do chefão, tem dado sinais de se dispor a morrer abraçado a Lula. Não abre mão de sua candidatura, inviabilizada pela Lei da Ficha Limpa, e ameaça surtar de vez mantendo-a mesmo que o TSE não a registre!

Se insistir nessa alucinação, o PT sairá da eleição como um partido nanico (moralmente já é). Por isso, é forte a resistência da base do partido para que sua direção recobre parcialmente a lucidez, ainda que momentaneamente, e se coligue com Ciro, ao menos no segundo turno, lançando no primeiro um boi de piranha como Haddad ou Wagner.

O enlouquecimento do PT contagiou o eleitor, que menospreza os candidatos com experiência administrativa e ficha limpa – os três citados no início deste comentário -, inclinando-se em apoiar (depois do presidiário) um troglodita como Bolsonaro, Marina, que não consegue explicar o que pensa e muito menos o que quer, e Ciro. Este, apesar da experiência como ministro e governador do Ceará, é um boquirroto e de temperamento tão explosivo quanto o do militar à paisana que lança fogo pelas ventas.

O quadro, convenhamos, é negro para o dito “centrão”, que quanto mais pede união em torno de uma candidatura viável, mais vê surgirem interessados em encampá-la. Em vez de diminuir, os pretendentes deste setor político só aumentam…

A paquera do DEM e PP com Ciro tornou-se pública na semana passada, desgostando o Planalto (que ameaça retaliar, mas não tem força para isso) e sendo comemorada por Ciro em visita a Buenos Aires. PT e aliados devem estar salivando (às escondidas) com essa possibilidade, pois ela abre as portas para uma ampla coligação.

Se a paquera evoluir para o namoro (e não duvidemos que, uma vez consumado, o PMDB se associe a ele), assistiremos em breve ao enterro do “centrão” e nascimento do “esquerdão”.

Os dois acontecimentos selarão a morte do futuro.

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Osmar Dias e a Síndrome de Kátia Abreu

Osmar Dias (PDT) apressou-se a negar, na terça-feira, por meio de um blogueiro amigo, ter selado a aliança com Roberto Requião (PMDB) para as eleições deste ano: ele, para governador, o outro para renovar o mandato de senador.

Mas o acordo fora sacramentado na véspera, na casa do deputado federal João Arruda, sobrinho de Requião, e com dezenas de testemunhas.

O acordo parira até um filho biônico, Maurício Requião (irmão do senador; eita família grande!), ungido vice na chapa de Osmar.

Osmar está praticamente sozinho na disputa pelo Palácio Iguaçu – só dois partidecos insignificantes resolveram fechar com ele até agora -, então como explicar a hesitação em assumir o caso com Requião, que lhe dará não apenas amor, mas um partido forte e estruturado e com bom tempo na tevê?

Não foi a primeira vez que ele se fez de difícil, recusando trocar publicamente alianças com Requião. O senador, pouco tempo atrás, chegou a anunciar o casamento, mas Osmar o deixou só no altar. Seu desmentido não teve a ênfase necessária para sepultar o casório, sinalizando que o amor perdura, mas, por enquanto, uma das partes não está disposta a formalizar a relação.

Ocorre que Osmar e Requião, principalmente este, carregam um peso morto nas costas: o apoio a Lula e ao PT e, consequentemente, à mulher mais odiada no momento, a presidente nacional do partido e conterrânea Gleisi Hoffmann (o ódio a Dilma minguou depois de sua deposição e hoje ela é mera figura caricata). Gleisi está na iminência de ser condenada pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro e em breve terá a oportunidade de se solidarizar de corpo – de mente e alma é o que tem feito até o momento – com seu líder e guru Lula.

O apoio que deram (no caso de Osmar) e dá (no de Requião) é muito bem quisto pelos petistas – mas só por eles e o magote de aliados, sindicalistas sobretudo. O restante do eleitorado – beirando 90% segundo as últimas pesquisas – rejeita visceralmente o PT e todos os que abraçaram ou abraçam o partido.

Se disputar sem Requião, Osmar terá de enfrentar essa rejeição; se sair ao lado dele, terá mais tempo de exposição, mas acumulará a rejeição do seu apoio ao PT com a rejeição do eleitorado a Requião pelo mesmo e outros motivos.

A segunda negativa de Osmar em admitir a aliança com Requião ocorreu dois dias depois do fim da eleição no Tocantins, onde a ex-senadora Kátia Abreu, favorita a conquistar o mandato-tampão de governadora, despencou do primeiro ao quarto lugar após Gleisi divulgar vídeo em que lia carta de apoio de Lula à candidatura dela.

No caso de Osmar, nem é necessário que a presidente do PT e seu guru repitam a estupidez: basta que, no transcurso da propaganda eleitoral, sua vinculação ao PT seja exposta para reavivar a lembrança do eleitor. E se estiver de braços dados com Requião, o abalo sísmico em sua candidatura será ainda mais intenso.

Eis o dilema de Osmar: caminhar só ou (mal) acompanhado para o cadafalso?

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