Mês: julho 2018



PT convoca jejum nacional. Acredite quem puder

O PT pretende convocar um jejum nacional para o dia 4, quando será realizada a convenção que vai oficializar a candidatura presidencial de Lula. O ato será em solidariedade aos militantes que farão greve de fome pela liberdade do ex-presidente.

Haverá um pedido para que os petistas levem alimentos a famílias das periferias do país dizendo que “foi Lula quem mandou entregar”.

O PT produziu 1 milhão de folhetos para convocar militantes de todo o país para o ato de registro da candidatura de Lula no TSE, dia 15 de agosto. O partido acredita que pode reunir de 30 mil a 40 mil pessoas em Brasília. (Painel – Folha de S.Paulo)

O blog comenta: a proposta petista é do tipo pedir para apanhar – insere-se desde já na crônica de um fracasso anunciado, pois 1: sem mortadela e tubaína na convenção, não haverá pelego disposto a comparecer; 2. Seus opositores – maioria absoluta da nação – aproveitarão a deixa para se fartarem de comida. Dia 4 será um sábado: e tome churrasco com cerveja!

E mais: a tal distribuição de alimentos em nome de um candidato (e ainda por cima um candidato ficha-suja) fere a lei eleitoral.

Para finalizar: a autora desta ideia escalafobética deve ser a presidentA Gleise Hoffmann, a mesma que convocou as mulheres para fazer greve de sexo para impedir o impeachment de Dilma Rousseff.

Sem categoria
3 Comentários


Emparedaram o Bolsonaro. E ele fuzilou seus algozes

O Roda Viva de ontem à noite foi o mais eficaz cabo eleitoral de Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República.

O ex-capitão do Exército e deputado federal pisou na bola algumas vezes. Por exemplo: ao duvidar que Vladmir Herzog foi assassinado (e foi!), ao se embaralhar em relação ao auxílio-moradia que recebe apesar de ser proprietário de um apartamento em Brasília, etc.

Mas o nível de meus colegas jornalistas, incluindo o mediador Ricardo Lessa, foi abaixo do sofrível: perguntas mais que óbvias (extraídas de manuais petistas?), mal formuladas e sem retaguarda (opa, isso é termo militar!) para a réplica ou tréplica, conforme as circunstâncias.

Emparedaram Bolsonaro, do início (com uma pergunta idiota, se ele instituiria a tortura se ganhasse a eleição) ao fim.

Emparedaram mesmo. E foi ele quem fuzilou seus algozes.

Sem categoria
Comente aqui


Delazari, mais um fantasma no caminho de Osmar

Se não bastassem os fantasmas de Lula, Dilma, Gleisi, Paulo Bernardo, André Vargas – do exército de petistas encalacrados com a justiça, enfim, aos quais Osmar Dias se alinhou nos últimos anos – eis que surge outro a ameaçar seu projeto de conquistar o Palácio Iguaçu: Fernando Delazari
.
O ex-secretário de (in)Segurança Pública do Paraná – o título é inspirado no desastre que foi sua presença no comando da Pasta na administração Requião– é o espectro que o senador Roberto Requião quer como vice de Osmar caso o pedetista resolva rumar para o patíbulo, que é a aliança com o MDB.

Delazari bateu de frente com as polícias civil e militar, teve a demissão exigida pela Assembleia Legislativa (foi preservado por obstinação do então governador) e, como era promotor público, desafiou determinação do Conselho Nacional da categoria para afastar-se da Secretaria de (in)Segurança. Por isso, foi exonerado. Em 2010. o sucessor de Requião, Orlando Pessuti, o demitiu. Seu padrinho o acolhe desde então em seu escritório político.

Quando disputou o governo do Paraná em 2010, sendo derrotado por Requião por dez mil votos, Osmar provou o sabor amargo de um vice complicado. Sua derrota é atribuída ao companheiro de chapa Deril Donin, ex-prefeito de Toledo, que acumulava processos na Justiça.

Se disser não a Delazari, vai para o vinagre a aliança com o MDB – ruim por um lado, por somar à rejeição de Osmar e seus companheiros petista a de Requião; boa por outro, por agregar tempo de rádio e tevê, grana e uma coligação proporcional robusta.

Para Requião, a presença do ex-secretário e advogado particular na chapa de Osmar é a garantia de que o pedetista será vigiado de perto – e cobrado – para manter os acordos que permitirão a eventual aliança eleitoral. Mais do que um vice, portanto, Delazari será o fiscal das ações de Osmar. Um buldogue treinado para morder seu pescoço a um simples comando de Requião.

Que presente de grego!

Sem categoria
Comente aqui


Por que os petistas têm fascinação pelo ânus? Explico

A socióloga Márcia Tiburi é a aposta do PT na disputa para o governo do Rio.

Ela se tornou a intelectual queridinha do partido com o declínio de Marilena Chauí provocado por suas desastrosas declarações contra a classe média. “Eu odeio a classe média”, esbravejou Marilena, porque esse estamento social é “retrógrado, conservador”, etc. e tal.

Foi ovacionada pela plateia. Estava ao lado de Lula, que a aplaudiu.

A nova estrela do partido afirma que o assalto é uma reação natural do oprimido contra o opressor; os defensores da prisão e Lula têm problemas sexuais – e bolo da cereja – “o cu é uma coisa muito boa na vida das pessoas”.

Ela fez a afirmação em encontro literário no ano passado e, para dar um ar de intelectualidade a este disparate, acrescentou: “O cu sobretudo é laico, é das coisas mais laicas que há nesse mundo”. Socióloga que é, encontrou a fundamentação para o conceito: “Nesse país em que tudo está ‘ultraneofundamentalista’, neopentecostal, neoliberal, o cu é precioso. A gente tem que libertar o cu”.

Foi nesse sentido de “libertação” que um grupo de “atores”, homens e mulheres, apresentou em 2015 a performance “Macaquinhos”, que se limitava a rodopiarem nus enfiando o dedo do ânus do companheiro da frente. O “espetáculo” escatológico foi financiado com recursos da Lei Rouanet – teve o aval, portanto, do Ministério da Cultura no (des)governo Dilma Rousseff. Mas não pensem que o objetivo dos atores era simples tara anal. O objetivo do “espetáculo” era “ensinar que existe ânus, ensinar a ir para o ânus e ensinar a partir do ânus e com o ânus”. Ah, bom!

E eis que, na investida mais recente, os cultuadores do ânus – próprio ou alheio – promovem a exposição “O cu é lindo”, patrocinado pelo governo da Bahia, comandado – puxa, que coincidência – por um petista, o Rui Costa. O governo da Bahia gastou R$ 131 mil com essa coisa (daria para comprar uns 50 mil litros de leite), cujo objetivo é “retratar a jornada de aceitação e cura do corpo de um homem gay que venceu o preconceito e lutou contra violências físicas.”

Esses fatos atestam com eloquência a fixação que os petistas têm pelo órgão excretor, do qual, aliás, saiu grande parte de suas “realizações” quando no governo. E prenunciam o temor – e ao mesmo tempo servem de consolo psicológico – de que venha a acontecer com eles, e as eleições estão batendo às portas, o mesmo que praticaram com os brasileiros nos 13 anos e quatro meses em que estiveram no poder.

Lula, Zé Dirceu, João Vaccari Neto, André Vargas que o digam!

Sem categoria
5 Comentários


Alckmin, o come-quieto, consolida-se como opção aos extremos

Quando era considerado fora do jogo, pois patina nas pesquisas como carro velho de pneu careca em lamaçal, eis que o tucano Geraldo Alckmin desponta como catalisador dos que querem impedir a vitória dos extremos na eleição presidencial de outubro.

Com apenas um aliado de peso conquistado ao longo de seu desempenho agônico – o PSD -, o ex-governador de São Paulo está na iminência de receber o apoio do bloco decisivo, o “centrão”, composto por PR, DEM, PP, Solidariedade e PRB. O mesmo “centrão” que pescoçou daqui e dali, ora inclinando-se por Rodrigo Maia, ora por Henrique Meireles, ora pelo parlapatão Ciro Gomes, ora em busca de outro noivo – qualquer que fosse.

E esse noivo é Alckmin, que, mais uma vez, comprova o talento para jogar parado, na moita, mineiramente – um perfeito come-quieto!. Ele foi derrotado por Lula em 2006, mas os tempos são outros: Lula é um mito sepultado pela volúpia de apropriar-se do alheio – das mentes, corações e principalmente do dinheiro -, o PT desmoronou sob o próprio ego e pelos crimes que acumulou.

A aliança com o “centrão” dará a Alckmin mais três valiosos minutos diários de propaganda eleitoral e um exército de deputados federais imbatível na quantidade – 212. E isolará, definitivamente, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o primeiro pretendente a ser o queridinho da esquerda, o segundo consolidado como a esperança da direita saudosista do regime militar. E mais Marina Silva, uma incógnita em constante evolução. O trio terá modestos segundos de propaganda eleitoral.

A formalização do apoio do “centrão” a Alckmin sepultará, ainda, o plano presidencial de Alvaro Dias (Podemos), que até o momento tem rejeitado os convites para se juntar ao tucano e, se insistir no voo solo, terá míseros segundos de rádio e tevê e apoio parlamentar ínfimo. E constituirá uma barreira sólida contra o candidato a ser ungido pelo presidiário Lula – e este não deve ser outro que não Fernando Haddad, o prefeito mais medíocre da história de São Paulo e o único membro da elite petista que não está encalacrado com a Justiça. Além do mais, não se comporta, veste e fala como petista e sim como uma pessoa civilizada…

O tempo passou, as eleições se aproximam, e o “novo” tão reivindicado pelos eleitores não vingou: os que se apresentaram como tal duraram tanto quanto o brilho de uma estrela cadente – Luciano Huck, Joaquim Barbosa, Datena. Ainda bem que não vingaram, pois são vazios como pastel de vento. E o Amoêdo, cujo partido se denomina “Novo”? Será consagrado como aquele que foi sem jamais ter sido.

E a culpa do “tudo como dantes no quartel de Abrantes” é de quem? Do eleitorado, que reivindica o “novo” mas insiste em apoiar o velho, como atestam as pesquisas de intenção de voto. E a insistência em manter o velho se estende à preservação do modus operandi mais repudiado pelo eleitor, a corrupção. É o que explica a liderança nas pesquisas do presidiário Lula da Silva, chefe da organização criminosa que promoveu o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. E lidera apesar disso e do fato de ser inelegível em consequência da Lei da Ficha Limpa!

Foram-se os sonhos de renovação. Fica a esperança de que, uma vez na presidência da República, se lá chegar, Alckmin mantenha-se fiel ao estilo e histórico de vida: discreto, conciliador e eficaz. E – até prova em contrário, que insiste em não aparecer apesar do cerco do Ministério Público a seus homens de confiança – honesto.

Sem categoria
3 Comentários


Intervenção no Rio avisa: Forças Armadas são incapazes de redimir o país

O “intervencionismo”, movimento que defende o golpe militar, tomou corpo em consequência do desastre político, econômico, administrativo – moral, sobretudo – do lulopetismo, desastre com reflexos severos na área social e de segurança pública.

Para os “intervencionistas”, somente as Forças Armadas são capazes de moralizar o país, reconduzi-lo ao caminho do desenvolvimento e acabar, entre outros males, com a violência, que faz do Brasil um dos campeões mundiais de crimes de toda ordem – estupros, sequestros, assassinato, etc.

Os “intervencionistas” deveriam olhar com atenção os números da violência após a intervenção militar, ordenada pelo presidente Michel Temer, na segurança do Rio de Janeiro. Cinco meses depois de iniciada, conclui-se: a intervenção é um fracasso retumbante! E sangrento. A violência aumentou!

Sem querer querendo – o que pretendia era tirar o foco da derrota na votação da reforma da Previdência e turbinar a alucinação de se candidatar à reeleição -, Temer contribuiu para demolir o mito de que as Forças Armadas são a redenção nacional.

Se elas não conseguem resolver a questão da segurança no Rio de Janeiro, objetivo elementar para uma corporação treinada e equipada para sufocar a violência, o que esperar em áreas mais complexas, como a economia e a política, temas sobre as quais seus membros não têm formação?

Moral da história: “intervencionaistas”: meia volta, volver!

Sem categoria
2 Comentários


12 de setembro. O dia em que o PT voltará ao poder

Foi necessário esperar nove anos, mas o plano, urdido e executado com primor de desfaçatez, está na iminência de atingir seu objetivo: devolver o PT ao poder.

José Antonio Dias Toffoli, o funcionário petista que Lula colocou no STF para servir aos seus interesses e do partido – e ele deu mostras inquestionáveis da fidelidade que lhe era exigida – assumirá o comando do Poder Judiciário em 12 de setembro, quando expira o mandato da comedida Cármen Lúcia.

O PT foi apeado da presidência da República, na qual pintou, bordou e roubou sofregamente durante 13 anos e quatro meses, por excesso de volúpia no assalto aos cofres públicos e pela sucessão de desastres – administrativos, políticos e econômicos – cometidos por Dilma Rousseff. Perdeu, assim, o comando executivo da Nação, mas conquistará a primazia sobre os demais poderes por intermédio de Toffoli, (O equilíbrio de poderes é algo que ficou para trás desde que o Judiciário pasosu a atuar como Poder Moderador, condição que o faz superior aos demais).

A volta cabotina do PT ao poder ocorrerá dois anos depois de Dilma descer, abobalhada, a rampa do Planalto escoltada por um Lula de olhar turvo e cabelos revoltos. Lula está preso e inelegível, pois condenado em segunda instância, mas da cela em Curitiba estenderá sua influência ao Judiciário, poder que hoje se limita às agressões e chicanas do PT e, graças a elas, ao estamento político.

Toffoli não estará só: terá ao seu lado, afoitos para demolir o que resta de combate à corrupção, o que resta de pudor no Poder Judiciário, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski, quarteto secundado em questões cruciais por Celso Mello, cada vez mais prolixo, cada vez mais confuso em seus votos. E condescendente, quando se trata de maneirar a barra para os criminosos de colarinho branco.

Caberá a Toffoli conduzir – e ele o fará com sofreguidão, militante que é da causa contrária à prisão em segunda instância – a retomada deste tema pelo plenário da corte, cerca de dois anos depois de reafirmada a jurisprudência (que vigorou por mais de meio século) que a autorizou.

O principal beneficiado pela mudança de entendimento será seu padrinho Lula da Silva. Seu ex-chefe na Casa Civil José Dirceu, este o próprio Toffoli encarregou-se de libertar. Condenado em segunda Instância a trinta anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – e reincidente na prática destes crimes –, Dirceu foi solto sob a alegação de “plausibilidade” de ter sua pena diminuída…

… e liberado tem ter pedido: libertado por iniciativa de Toffoli!

Caberá ao STF julgar o recurso final da candidatura Lula, que será barrada pelo TSE por infringir a Lei da Ficha Limpa. De que lado estarão Toffoli e seus fiéis escudeiros? A resposta é dispensável.

Uma das consequências nefastas do aparelhamento petista que se esperava estancado com o impeachment de Dilma, o controle do Judiciário, assim como ocorre na Venezuela e demais países onde os “companheiros” estão no poder, deverá se consumar tardiamente. Mas antes tarde do que nunca, para gáudio dos petistas.

E Toffoli não faz a menor questão de disfarçar o interesse de se curvar ao desejo dos responsáveis pelo poder que passará a deter. Segundo Lauro Jardim, de O Globo, ele está negociando a contratação de Franklin Martins, ex-secretário de comunicação do governo Lula e coordenador da guerrilha que o PT empreende nas redes sociais, para responder pela comunicação do STF.

Não estranhemos se convocar José Dirceu para secretário-geral, Delúbio Soares para diretor-financeiro, Dilma Rousseff para chefiar o cerimonial e Celso Amorim as relações públicas. E, por fim, quando obtiver a libertação de Lula com a participação de seus pares, se nomeá-lo presidente honorário e vitalício da Suprema Corte e substitua a estátua da Justiça pela de Lula, o “Injustiçado”.

O último parágrafo é mera provocação: Toffoli não precisará nomear nenhum dos citados acima – e os demais petistas encalacrados com a Justiça. Todos serão (in)dignamente representados por ele.

Sem categoria
1 Comentário


Cida veta absurdos da lei que incorporou TIDE à aposentadoria de professores

O TIDE (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) é um regime de trabalho dos professores das universidades estaduais do Paraná que estejam envolvidos, além do ensino, com pesquisa e atividades de extensão. Prevê o acréscimo de 55% sobre o salário de professores com carga horária de 40 horas semanais, desde que se dediquem exclusivamente (é óbvio) a elas. No dia 3, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que incorpora integralmente essa remuneração à aposentadoria dos professores que tenham cumprido o regime por mais de 15 anos. Resolveu-se, assim, impasse criado pelo Tribunal de Contas, que em 2016 havia autorizado somente o pagamento dessa remuneração proporcionalmente aos anos em que o regime foi cumprido.

Estava tudo bem até que o projeto chegou para a sanção da governadora Cida Borghetti, que descobriu a inclusão de emendas absurdas contidas no substitutivo aprovado pelos deputados – foram 40 votos a favor e apenas um contrário (o restante se absteve). As propostas mais absurdas, vetadas pela governadora, são duas:

Primeira: permite ao docente ser remunerado, além do salário e TIDE, por atividades extracurriculares até um total de 1984 horas anuais, que, divididas por uma jornada de oito horas, correspondem a 248 dias. Além de ser inviável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, a autorização violenta a essência do regime de TIDE, que é a remuneração extra condicionada à dedicação exclusiva a atividades de ensino, pesquisa e extensão numa jornada semanal de 40 horas.

Segunda: autoriza que o detentor do regime de TIDE desempenhe funções comissionadas em órgãos do estado, acumulando as duas remunerações. “O cargo em comissão”, afirma a governadora, “não pode ser exercido concomitantemente com outra atividade ordinária”, pois (…) está-se diante de dois cargos passíveis de regime de tempo integral e dedicação exclusiva”.

(Abaixo, o parecer técnico que motivou os vetos da governadora)

Sem categoria
1 Comentário


Quem resgatará o Brasil da caverna em que se encalacrou?

O mundo acompanhou com apreensão o drama dos 12 meninos e o treinador de futebol que se meteram nas profundezas de caverna alagada da Tailândia e com alívio e admiração ao resgate do grupo.

Foi um dos resgates mais impressionantes da história. As dificuldades aparentemente intransponíveis foram vencidas pelo planejamento, técnica, zelo, ousadia e desprendimento dos mergulhadores – todos voluntários. Um deles morreu na véspera do início do resgate.

O Brasil se meteu numa caverna ainda mais profunda, perigosa e insalubre do que a que quase tirou a vida dos meninos e do técnico imprudente, que os levou além do limite permitido.

Vivenciamos uma crise econômica, política e ética que atinge toda a sociedade e as instituições. Crise deflagrada pelo lulopetismo, que, defenestrado do poder, mantém-se encastelado em corações e mentes de milhões – do pobre nordestino ao empresário bem-sucedido, do estudante de ciências sociais ao desembargador ou ministro do STF – e em constante conflito com a verdade, o ordenamento jurídico, a estabilidade social, a moralidade pública. A prisão do seu líder por corrupção e lavagem de dinheiro e a aproximação das eleições exaspera os membros do Partido dos Trabalhadores, que promovem verdadeira guerra de guerrilhas em várias frentes para impedir ser dizimado pelas urnas.

Para serem retirados com êxito da caverna, os meninos e o treinador foram sedados. Os brasileiros foram dopado pela propaganda massiva do lulopetismo, a ponto de milhões deles nem se darem conta da gravidade do estado em que se encontram.

Estamos a menos de três meses de uma decisão histórica e decisiva, a escolha do novo presidente ra República, que nos retirará da caverna ou nos conduzirá ainda mais para o interior de suas entranhas. E ao que assistimos? A um espetáculo de horrores: um presidiário e inabilitado legalmente a concorrer é o preferido dos eleitores – a camada da população em estado de dopagem mais profunda -, o segundo lugar é ocupado por um ex-militar que pensa e age como zelador da caserna, o terceiro por uma silvícola de pensamento indecifrável, o quarto pelo estereótipo do coronelismo, símbolo do que de mais atrasado pode haver na cultura política nacional. Os políticos ou técnicos com experiência administrativa e ficha limpa são os lanternas na preferência dos eleitores!

O brasileiro pede por mudança, pelo “novo”, mas, como as vítimas da Síndrome de Estocolmo – patologia que induz o sequestrado a criar vínculos afetivos com o sequestrador – querem continuar dependentes daqueles que sequestraram seu presente e ameaçam o seu futuro.

Quem – quando e como – conseguirá livrar o Brasil do estado letárgico em que se encontra para conduzi-lo a salvo – numa ação ainda mais espetacular do que a da Tailândia – para fora da caverna em que se encalacrou?

O tempo urge. As águas turvas da eleição estão se aproximando…

Sem categoria
Comente aqui


Os bandidos processam os que impediram o assalto

Teria cabimento uma quadrilha mover ações judiciais contra os agentes da lei e da ordem que impediram a consumação de um ato criminoso praticado por seus membros?

Absurdo se o fizessem, não é?

Mas no Brasil, onde o absurdo tornou-se rotineiro e interpretado como ato banal, isso não seria apenas possível: é o que está sendo praticado pelo PT!

O ato ilegal pretendido pelo partido foi a soltura de seu líder Lula da Silva, que cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Foi condenado em segunda instância, e esmo assim – pois a Lei da Ficha Limpa o torna inelegível – insiste em disputar a presidência da República.

Na dúvida sobre a charge seria mais adequada, usei duas
E foi justamente sua condição de pré-candidato o argumento centra (e furado)l do pedido de habeas corpus impetrado por três deputados petistas e acolhido pelo desembargador plantonista Rogério Favreto, que durante duas décadas militou no partido, do qual se desfiliou por imposição do cargo sem jamais deixar de obedecer, como vimos no domingo, seus postulados e determinações.

A pré-candidatura de Lula foi acolhida pelo magistrado como o “fato novo” gerador de sua ordem “teratológica” (absurda), na expressão da presidente do STJ Laurita Vaz, já que essa condição é pública e notória deste o ano passado. Além do mais, a condenação de Lula esgotou-se no TRF-4, ao qual pertence o desembargador petista, sendo, portanto, os recursos cabíveis somente no STJ. E nunca poderia ter sido concedido por um plantonista, conforme ordenamento desse tribunal de terceira instância.

Os detalhes do episódio são conhecidos. Vamos aos absurdos que se seguiram a este absurdo: o PT promete uma enxurrada de ações contra o juiz Sergio Moro, o desembargador Gebran Neto, relator do processo de Lula, e o presidente do TRF-4, Thompson Flores, que impediram a consumação do golpe jurídico.

O PT promete acionar também o ministro de Segurança Nacional, Raul Jungmann, que, consultado pela PF de Curitiba, ordenou aos agentes que, diante do embate jurídico travado no Domingo da Vergonha (um ato ilegal movido por uma organização criminosa acolhido por um desembargador ideologicamente afinado a ela) aguardassem a palavra final do desembargador Thompson. Para a presidente do PT e ré na Lava Jato Gleisi Hoffmann, a ação do juiz, dos desembargadores, dos agentes federais e do ministro é a prova cabal da existência de um “complô” para impedir a candidatura de Lula, o que, segundo ela, é um atentado ao Estado de Direito!

A atitude da chefa petista comprova, mais uma vez, que o PT pertence a um universo paralelo no qual os códigos e posturas são diametralmente opostos aos do universo real. Quem promoveu um complô contra o Estado de Direito foi justamente o PT, tentando, de forma cabotina e sem embasamento jurídico, libertar um réu condenado em segunda instância.

Não estranhemos que a próxima vítima da fúria do PT seja a presidente do STJ por causa de seu parecer, emitido ontem – e com o qual negou mais um pedido de habeas corpus ao presidiário mor petista -, no qual condena a ação do desembargador petista e elogia à do cada vez mais odiado (pelos petistas) juiz Sergio Moro. Disse ela:

“Causa perplexidade e intolerável insegurança jurídica decisão tomada de inopino, por autoridade manifestamente incompetente, em situação precária de Plantão judiciário, forçando a reabertura de discussão encerrada em instâncias superiores, por meio de insustentável premissa.

Assim, diante dessa esdrúxula situação processual, coube ao Juízo Federal de primeira instância, com oportuna precaução, consultar o Presidente do seu Tribunal se cumpriria a anterior ordem de prisão ou se acataria a superveniente decisão teratológica de soltura.”

Se não for desta, será logo, logo: sua vez chegará, ministra Laurita. Pois a senhora ousou condenar o golpe judicial desferido pela maior organização criminosa de que se tem notícia na história brasileira – a única que ocupou a presidência do país, e o assaltou, por 14 anos e tenta retomá-la todas as formas, principalmente as mais vis.

Sem categoria
2 Comentários