Aécio absolvido. Quem indenizará o país pela farsa?

Aécio Neves fez 51 milhões de votos na eleição de 2014, vencida por Dilma Rousseff por três milhões de votos de vantagem graças ao poder financeiro do PT e sua brutal campanha de difamação contra o senador tucano (antes dele, contra Marina; antes dela, contra o finado Eduardo Campos).

A campanha revelou-se um autêntico estelionato eleitoral, pois tudo o que Dilma tentava ocultar de ruim em seu governo revelou-se verdadeiro e tudo o que prometia jamais executar ela pôs em prática assim que tomou posse do seu segundo e desastroso mandato.

A ofensiva difamatória contra Aécio incluiu a acusação de agressor de mulheres, cocainômano, bêbado e corrupto – acusações que Lula verbalizou em discurso irado na Praça Sete, de Belo Horizonte.

Esta última acusação tinha como ponto central uma denúncia, forjada por um falsário notório e ligado ao PT, de que Aécio teria recebido propina de Furnas por meio de um diretor indicado por ele (o diretor foi nomeado no governo petista, sendo, portanto, difícil conceber que o tucano teria tamanha força junto a seus adversários.)

Laudo da PF afirmando que não pudera atestar a veracidade do documento no qual se baseava a denúncia (e não poderia mesmo, pois era falso) foi incapaz de conter a voragem acusatória dos petistas.

Qual o efeito desta acusação sobre o resultado das urnas? Difícil de aferir, mas certamente contribuiu, associada às demais, para minar o prestígio do tucano.

Três anos depois, conversa gravada entre o diretor da J&S Joesley Batista e Aécio revelou que o tucano lhe pedira R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro, escamoteada em parcelas, foi filmada. Se não havia contrapartida à generosidade, que comprovaria o pagamento de propina, a forma como o dinheiro chegou ao senador e suas desculpas esfarrapadas para justificar a motivação do pedido e o modus operandi da entrega fulminaram sua credibilidade.

Os eleitores de Aécio comportam-se de forma diferente da dos de Lula e demais petistas condenados (desde que não se transformem em delatores): os primeiros o abandonaram assim que surgiu a suspeita consistente de seu procedimento ilegal; os segundos aumentam o fervor do culto ao chefão da organização criminosa e a seus membros ilustres quanto mais proliferam e se comprovam as denúncias contra eles.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, pôs fim na semana passada à suspeita de que Aécio recebeu propina de Furnas: mandou arquivar a denúncia a pedido da PF, que não conseguiu comprovar sua veracidade.

Que a Justiça também se faça em relação aos outros casos cabeludos envolvendo o senador tucano, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela suspeita de ter recebido recursos ilícitos da J&F. Ele também é investigado em mais sete inquéritos, cinco deles baseados na delação de executivos da Odebrecht.

Foram necessários quatro anos para a absolvição de Aécio no caso de Furnas. Justiça tardia não é justiça, pontificou Rui Barbosa. O prejuízo moral – e possivelmente eleitoral de Aécio (e neste caso do Brasil) – jamais será indenizado. Mas a sentença teve o mérito de estabelecer a verdade.

E esta é a essência da Justiça: o estabelecimento da verdade, seja para punir ou inocentar o réu.

Que a Justiça se faça também em relação aos que montaram a propagaram a farsa, que contribuiu para manter na presidência da República o chefe de Estado mais desastroso da história do país, cujo legado compromete praticamente toda uma geração.

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Um comentário sobre “Aécio absolvido. Quem indenizará o país pela farsa?

  1. JOSÉ MÁRIO NOWAK 6 de julho de 2018 7:06

    Você é muito burro, COXINHA!!!! A APARECIDA e o RATO é que são joia!!! BURRO!!!!

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