Quem resgatará o Brasil da caverna em que se encalacrou?

O mundo acompanhou com apreensão o drama dos 12 meninos e o treinador de futebol que se meteram nas profundezas de caverna alagada da Tailândia e com alívio e admiração ao resgate do grupo.

Foi um dos resgates mais impressionantes da história. As dificuldades aparentemente intransponíveis foram vencidas pelo planejamento, técnica, zelo, ousadia e desprendimento dos mergulhadores – todos voluntários. Um deles morreu na véspera do início do resgate.

O Brasil se meteu numa caverna ainda mais profunda, perigosa e insalubre do que a que quase tirou a vida dos meninos e do técnico imprudente, que os levou além do limite permitido.

Vivenciamos uma crise econômica, política e ética que atinge toda a sociedade e as instituições. Crise deflagrada pelo lulopetismo, que, defenestrado do poder, mantém-se encastelado em corações e mentes de milhões – do pobre nordestino ao empresário bem-sucedido, do estudante de ciências sociais ao desembargador ou ministro do STF – e em constante conflito com a verdade, o ordenamento jurídico, a estabilidade social, a moralidade pública. A prisão do seu líder por corrupção e lavagem de dinheiro e a aproximação das eleições exaspera os membros do Partido dos Trabalhadores, que promovem verdadeira guerra de guerrilhas em várias frentes para impedir ser dizimado pelas urnas.

Para serem retirados com êxito da caverna, os meninos e o treinador foram sedados. Os brasileiros foram dopado pela propaganda massiva do lulopetismo, a ponto de milhões deles nem se darem conta da gravidade do estado em que se encontram.

Estamos a menos de três meses de uma decisão histórica e decisiva, a escolha do novo presidente ra República, que nos retirará da caverna ou nos conduzirá ainda mais para o interior de suas entranhas. E ao que assistimos? A um espetáculo de horrores: um presidiário e inabilitado legalmente a concorrer é o preferido dos eleitores – a camada da população em estado de dopagem mais profunda -, o segundo lugar é ocupado por um ex-militar que pensa e age como zelador da caserna, o terceiro por uma silvícola de pensamento indecifrável, o quarto pelo estereótipo do coronelismo, símbolo do que de mais atrasado pode haver na cultura política nacional. Os políticos ou técnicos com experiência administrativa e ficha limpa são os lanternas na preferência dos eleitores!

O brasileiro pede por mudança, pelo “novo”, mas, como as vítimas da Síndrome de Estocolmo – patologia que induz o sequestrado a criar vínculos afetivos com o sequestrador – querem continuar dependentes daqueles que sequestraram seu presente e ameaçam o seu futuro.

Quem – quando e como – conseguirá livrar o Brasil do estado letárgico em que se encontra para conduzi-lo a salvo – numa ação ainda mais espetacular do que a da Tailândia – para fora da caverna em que se encalacrou?

O tempo urge. As águas turvas da eleição estão se aproximando…

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