Alckmin, o come-quieto, consolida-se como opção aos extremos

Quando era considerado fora do jogo, pois patina nas pesquisas como carro velho de pneu careca em lamaçal, eis que o tucano Geraldo Alckmin desponta como catalisador dos que querem impedir a vitória dos extremos na eleição presidencial de outubro.

Com apenas um aliado de peso conquistado ao longo de seu desempenho agônico – o PSD -, o ex-governador de São Paulo está na iminência de receber o apoio do bloco decisivo, o “centrão”, composto por PR, DEM, PP, Solidariedade e PRB. O mesmo “centrão” que pescoçou daqui e dali, ora inclinando-se por Rodrigo Maia, ora por Henrique Meireles, ora pelo parlapatão Ciro Gomes, ora em busca de outro noivo – qualquer que fosse.

E esse noivo é Alckmin, que, mais uma vez, comprova o talento para jogar parado, na moita, mineiramente – um perfeito come-quieto!. Ele foi derrotado por Lula em 2006, mas os tempos são outros: Lula é um mito sepultado pela volúpia de apropriar-se do alheio – das mentes, corações e principalmente do dinheiro -, o PT desmoronou sob o próprio ego e pelos crimes que acumulou.

A aliança com o “centrão” dará a Alckmin mais três valiosos minutos diários de propaganda eleitoral e um exército de deputados federais imbatível na quantidade – 212. E isolará, definitivamente, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o primeiro pretendente a ser o queridinho da esquerda, o segundo consolidado como a esperança da direita saudosista do regime militar. E mais Marina Silva, uma incógnita em constante evolução. O trio terá modestos segundos de propaganda eleitoral.

A formalização do apoio do “centrão” a Alckmin sepultará, ainda, o plano presidencial de Alvaro Dias (Podemos), que até o momento tem rejeitado os convites para se juntar ao tucano e, se insistir no voo solo, terá míseros segundos de rádio e tevê e apoio parlamentar ínfimo. E constituirá uma barreira sólida contra o candidato a ser ungido pelo presidiário Lula – e este não deve ser outro que não Fernando Haddad, o prefeito mais medíocre da história de São Paulo e o único membro da elite petista que não está encalacrado com a Justiça. Além do mais, não se comporta, veste e fala como petista e sim como uma pessoa civilizada…

O tempo passou, as eleições se aproximam, e o “novo” tão reivindicado pelos eleitores não vingou: os que se apresentaram como tal duraram tanto quanto o brilho de uma estrela cadente – Luciano Huck, Joaquim Barbosa, Datena. Ainda bem que não vingaram, pois são vazios como pastel de vento. E o Amoêdo, cujo partido se denomina “Novo”? Será consagrado como aquele que foi sem jamais ter sido.

E a culpa do “tudo como dantes no quartel de Abrantes” é de quem? Do eleitorado, que reivindica o “novo” mas insiste em apoiar o velho, como atestam as pesquisas de intenção de voto. E a insistência em manter o velho se estende à preservação do modus operandi mais repudiado pelo eleitor, a corrupção. É o que explica a liderança nas pesquisas do presidiário Lula da Silva, chefe da organização criminosa que promoveu o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. E lidera apesar disso e do fato de ser inelegível em consequência da Lei da Ficha Limpa!

Foram-se os sonhos de renovação. Fica a esperança de que, uma vez na presidência da República, se lá chegar, Alckmin mantenha-se fiel ao estilo e histórico de vida: discreto, conciliador e eficaz. E – até prova em contrário, que insiste em não aparecer apesar do cerco do Ministério Público a seus homens de confiança – honesto.

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3 comentários sobre “Alckmin, o come-quieto, consolida-se como opção aos extremos

  1. fugengio 20 de julho de 2018 9:43

    JAMAIS. SIMPLES ASSIM E REPETIÇÃO DOS MESMOS, OU MUDA TUDO AGORA O E MELHOR ACEITAR A CORRUPÇÃO E A ANARQUIA QUE ASSOLA O PAÍS COMO NORMAL, E COMO DIZIA UM ANTIGO JORNALISTA SALVEM AS ALMAS.

  2. sebastião moreira da silva 20 de julho de 2018 10:15

    jose um pucha saco do PSDB escancarado kkkk

  3. Jose Marcos Marques 20 de julho de 2018 10:29

    Não votaria nesse chuchu nem para ganhar dinheiro. O sujeitinho ruiinzinho…

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