Emparedaram o Bolsonaro. E ele fuzilou seus algozes

O Roda Viva de ontem à noite foi o mais eficaz cabo eleitoral de Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República.

O ex-capitão do Exército e deputado federal pisou na bola algumas vezes. Por exemplo: ao duvidar que Vladmir Herzog foi assassinado (e foi!), ao se embaralhar em relação ao auxílio-moradia que recebe apesar de ser proprietário de um apartamento em Brasília, etc.

Mas o nível de meus colegas jornalistas, incluindo o mediador Ricardo Lessa, foi abaixo do sofrível: perguntas mais que óbvias (extraídas de manuais petistas?), mal formuladas e sem retaguarda (opa, isso é termo militar!) para a réplica ou tréplica, conforme as circunstâncias.

Emparedaram Bolsonaro, do início (com uma pergunta idiota, se ele instituiria a tortura se ganhasse a eleição) ao fim.

Emparedaram mesmo. E foi ele quem fuzilou seus algozes.

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