Mês: agosto 2018



Lula, Barrabás e Hitler: o que eles têm em comum?

Os petistas estão eufóricos com as pesquisas de intenção de voto, que apontam o crescimento da candidatura inviável do presidiário Lula, primeiro colocado na corrida pelo Palácio do Planalto, após o pedido de registro no TSE.

Afirmam que isso mostra que o povo rejeita a “Justiça de mentira” que o condenou e que a impugnação de sua candidatura, líquida e certa por esbarrar na Lei da Ficha Limpa, violará a “soberania popular”. Citam o parágrafo único. do artigo 1º da Constituição: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Nada mais falacioso do que esse argumento, já que o enunciado do artigo 1º da Carta Magma estabelece: “A República Federativa do Brasil (…) constitui-se em Estado Democrático de Direito”. A esse Estado de Direito obedecem a condenação a que foi submetido e a Lei da Ficha Limpa. Ironicamente, a lei que o inviabiliza eleitoralmente, elaborada pelo Congresso por iniciativa popular, foi sancionada integralmente pelo então presidente Lula, em 2010.

Não fosse o ordenamento jurídico em vigor, correríamos o risco de viver situação semelhante à da Palestina no ano 33 do calendário gregoriano, quando os judeus decidiram, por meio de um referendo, libertar o ladrão Barrabás e condenar à morte Cristo, vítima de uma campanha difamatória injusta movida pelos fariseus.

A “soberania popular” também produziu, entre outros desastres, monstros como Adolf Hitler, cultuado e obedecido cegamente – graças à fabulosa máquina de propaganda comandada por Josef Goebbels – até destruir meio mundo, e principalmente a Alemanha. Até hoje há quem o considere o maior líder do século passado e que o Holocausto é invenção dos seus adversários.

Lula, assim como Hitler e Barrabás, têm em comum a manipulação da opinião pública, que o apresenta como vítima de uma conspiração que quer impedir o seu retorno à presidência para “fazer o Brasil feliz de novo”. E uma opinião pública disposta, por ignorância ou má fé, a se curvar à mentira.

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Dilma, Gleisi; Bolsonaro e Joice: o ponto de convergência da esquerda e da direita

A esquerda brasileira produziu duas aberraçõess: as petistas Dilma Rousseff, a mais desastrosa chefe de Estado de que se tem notícia, e Gleisi Hoffmann, que leva o fanatismo político às últimas consequências.

Dilma iniciou-se na política durante o regime militar como terrorista urbana. Participou de vários grupelhos que combatiam a ditadura de direita para implantar uma de esquerda e que levam no lombo uma pilha de cadáveres. É impaciente, mandona, ignorante em quase tudo. Pródiga em falar besteiras – seu repertório é digno de uma enciclopédia. Quase arruinou o país, foi cassada, correu o mundo com dinheiro público para denunciar o “golpe” e, apesar dele, candidata-se a uma vaga no Senado.

Gleisi subiu na vida depois que se juntou a Paulo Bernardo, então um promissor deputado federal pelo PT (hoje mais um encalacrado em denúncias de corrupção, assim como ela). É arrogante, intolerante. Submete-se apenas ao seu deus Lula e à sua religião, o petismo. Submissão, aliás, que explica sua ascendência no partido. O radicalismo inviabilizou a reeleição para o Senado. Disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A direita brasileira, alimentada pelo radicalismo e pelo desastre produzido pelo PT, está nos revelando igualmente duas aberrações: Jair Bolsonaro e Joyce Hasselmann, ambos do PSL.

Capitão reformado do Exército e defensor da tortura, age como se jamais tivesse deixado o quartel e os sete mandatos que acumula como deputado federal comprovam sua incrível capacidade de não aprender. Suas realizações como deputado são pífias – exceto nas confusões e polêmicas que provoca – e os debates de que tem participado na campanha eleitoral atestam sua inaptidão para o governo. Não sabe nada, absolutamente nada além de prometer descer o cacete em bandido e delegar à sua equipe os assuntos de governo.

Joice Hasselmann projetou-se nacionalmente ao ser âncora de um programa da TVeja (da qual foi demitida por excesso de ego). Chegou lá depois de passar por rádios e tevês do Paraná e manter um blog em que abusava do plágio – foram mais de duzentos, segundo o Sindicato dos Jornalistas. Encontrou na oposição ao PT uma valiosa alavanca de promoção pessoal e radicalizou.

É loira (?) como Gleisi (?), radical como ela, ambiciosa como ela. Semelhante á petista até no nome e sobrenome, silábica e foneticamente. Podem, assim, ser tratadas como Gleisi Hasselmann e Joyce Hoffmann.

Joice não precisou por enquanto, pelo que se sabe, corrigir o nariz. Disputa uma vaga de deputada federal pelo PSL, partido de Bolsonaro.

A semelhança de procedimentos, temperamento e comportamento (e atributos físicos no caso das loiras) reforça o princípio de que direita e esquerda estão em extremos opostos mas quase se tocam – tese do general Golbery do Couto e Silva, mentor do processo de abertura do regime militar.

Abertura que, trinta e três anos depois que João Batista Figueiredo deixou o Palácio do Planalto pelos fundos, resultou nesse cenário dantesco e pressago, um país em que as principais forças políticas conspiram contra ele: a esquerda o arrasou, a direita personificada por Bolsonaro surge como uma ameaça à sua recuperação.

E a culpa não é dos milicos. É dos civis. É nossa, os eleitores.

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Qual será o factoide que Lula e o PT criarão hoje?

Fiel discípulo de Goebbels, o PT faz da mentira um método permanente de ação. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, pregava o mestre da falcatrua. Depois de ter sido derrotado política e moralmente e confinado ao bunker da desonra – e ao seu líder a uma cela da Polícia Federal -, o PT sublima a mentira para dar a seus seguidores e opositores a falsa ideia de que ainda poderá voltar ao poder.

Criou o mito de que a deposição da desastrada e desastrosa Dilma Rousseff foi um “golpe”. Criou o mito de que Lula foi condenado com base num processo ilegítimo com a finalidade de enxotá-lo da vida pública e, assim, barrar aos pobres e oprimidos a possibilidade de “voltar a ser feliz”. Dessa mentira adveio outra, a do Lula “prisioneiro político”. E a mais gritante de todas: Lula candidato à presidência apesar de presidiário, apesar de impedido legalmente.

Essas são as linhas mestras da campanha publicitária mentirosa à qual o PT e seu líder presidiário se agarram para camuflar seus crimes (“uma mentira repetida mil vezes…”), e dela derivam quase todo dia factoides – fake news na terminologia atual – para manter esses mitos e manter o país em suspenso permanente.

A ação do PT é simbolicamente ainda mais danosa que a de Hitler e a cúpula nazista
quando encurralados no bunker de Berlim. Aos nazistas, esfacelados nas frentes de batalha e incapacitados de reagir, não restava alternativa senão aguardar o desfecho da tragédia que provocaram. Lula e o PT usam o bunker da desonra para municiar com mentiras em série seus batalhões alucinados pela perda do poder com a finalidade de impedir a reconstrução do país que destruíram.

Na semana passada, fomos bombardeados por factoides em série. Cito os principais: o registro da candidatura impossível de um presidiário, a ameaça de pedir a nulidade do julgamento de seu registro pelo TSE, a “determinação” de um comitêzinho da ONU para que o governo “garantisse” os “direitos eleitorais” do criminoso!

É de se perguntar, pois: quais os factoides que Lula e o PT criarão esta semana para manter os mitos e a cortina de fumaça que impede que parte da opinião pública caia na real sobre seus crimes e a ameaça que representam para o país?

Poderiam começar com uma mensagem psicografada de Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU morto no final de semana, “determinando” uma intervenção dos capacetes azuis no Brasil caso a candidatura do presidiário seja barrada pelo TSE. Ou uma carta do Dalai Lama prevendo abalos sísmicos, chuva de meteoros, incêndios incontroláveis? Um texto perdido de Nostradamus sobre o Messias (que não é o Jair), retratado pelo número 13 (12 anos e um mês de prisão) que as forças do mal trancafiariam para impedir a ressurreição de um povo sofrido?

Ideias pífias essas. Minha criatividade é infinitamente inferior à capacidade de manipulação lulopetista.

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Lula não foi ao debate, mas esteve bem representado

Por insistência do PT, a Rede TV instalou um púlpito como o nome do presidiário Lula da Silva, impedido de participar do debate entre os presidenciáveis pelo fato de ser um… presidiário.

O púlpito ridículo foi retirado por pressão dos demais candidatos, mas o ex-presidente, que cumpre pena de 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção, esteve representado por dois pretendentes ao cargo: Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede).

O primeiro é a reencarnação de Lula na fisionomia, porte físico, gestual, oratória e linha doutrinária. É o Lula de 30 anos atrás, quando o promissor líder sindical se candidatou ao Planalto pela primeira vez. Sinalizava uma mudança radical na condução da política – sem barganhas e com profundo respeito à ética e ao patrimônio públicos – e o que entregou foi a mais profunda e prolongada crise política, o aparelhamento do estado, o achincalhamento das instituições e o maior roubo organizado aos cofres públicos de que se tem notícia.

Marinha nhenhenhém da Silva, gestada em útero petista e educada no pensamento petista e que conduziu sua carreira política na seara petista, descambou para a defesa platônica da ecologia, mas, nas duas vezes em que foi confrontada com a corrupção petista e a prisão de seu líder voltou suas baterias contra os tucanos. Os tucanos não são santos, mas, 15 anos depois de terem deixado o governo, não encontraram nada que os equipassem ao petistas em matéria de malfeitos.

Boulos é o Lula que seus crimes sepultaram, Marina a combinação do ideário petista com essências florais. Na missa negra de que participou pouco antes de se entregar à polícia, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula profetizou que se transformaria numa “ideia”. Pois a ideia materializou-se num duende (Marina) e num terrorista urbano (Boulos). Péssima ideia!

O evangelista Lucas (6:44) tinha razão: “Conhece-se a árvore pelos seus frutos”.

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Beto Richa: que a Justiça seja feita

Reeleito em 2014 no primeiro turno com votação estrondosa, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) inicia a campanha rumo ao Senado na incômoda condição de defender-se de delações e de uma condenação em segunda instância.

A vitória esmagadora sobre dois adversários de peso – Roberto Requião (MDB) e Gleisi Hoffmann (PT) – cacifou Richa para disputar a Presidência da República, mas logo no início do seu segundo mandato uma sucessão de acontecimentos derereteu sua popularidade. Entre eles, o pacotaço fiscal e o confronto no Centro Cívico entre policiais militares e ativistas de esquerda disfarçados de professores – confronto deflagrado por estes ao tentar invadir a Assembleia Legislativa e sublimado pela truculência da polícia.

Richa foi isentado de responsabilidade pelo excesso policial e o forte ajuste fiscal que praticou impediu que o Paraná trilhasse o caminho que levou ao precipício vários estados. O Paraná é apontado como um dos estados com melhor situação fiscal – suas contas estão em dia e o pagamento do funcionalismo idem, que ademais teve aumento real de salário. E a política de atração de investimentos do governo Richa colocou o estado na segunda colocação entre os mais competitivos. A recuperação industrial, líder no país, atesta o ambiente saudável da economia paranaense.

Ressalte-se que o ajuste fiscal foi necessário por dois motivos. Um: a crise econômica provocada pelo governo Dilma Rousseff, agravada pelo boicote de Requião e Gleisi à concessão de um empréstimo para obras de infraestrutura em andamento. Dois: a dívida de R$ 4 bilhões herdada de seu antecessor Requião.

Entre os feitos do governo Richa estão investimentos de porte em infraestrutura (Copel e Sanepar na ponteira); a solução do imbróglio jurídico com as concessionárias de rodovias criado por Requião, o que permitiu duplicações, contornos e obras de arte; o reequipamento da polícia; a construção de IMLs, construção e reforma de hospitais públicos e apoio e institucionalizado aos filantrópicos.

E eis que, no meio do caminho, surgiram as pedras das delações e o buraco de uma condenação. Esta, referente a um fim de semana em Paris como escala de viagem oficial a Pequim. Trata-se de uma irregularidade administrativa, que dividiu os desembargadores – 3 x 2 –, pode ser revertida em terceira instância e não compromete a elegibilidade de Richa. Sua defesa alega que a escala na capital francesa resultou em economia no custo da viagem.

Seja como for, é um pecadilho se comparado à gravidade de outras acusações. Na Operação Publicano, que desbaratou um amplo esquema de corrupção na Receita Estadual a partir de Londrina, Richa foi acusado de partilhar do butim e ter sua campanha financiada em parte por fiscais corruptos. Na Quadro Negro, de ter se beneficiado dos desvios milionários da construção e reforma de escolas. E ainda, por ter direcionado uma licitação rodoviária para a Odebrecht em troca de doação para a campanha de reeleição.

As três acusações são, guardadas as devidas proporções, tão frágeis quanto a que o responsabilizou pelo desvio de R$ 100 mil, quando prefeito de Curitiba, destinados à construção de um posto de saúde. A Justiça acatou a denúncia, mas o MP recomendou sua absolvição, já que a funcionária corrupta foi demitida e responde a processo judicial movido pelo município. Richa não teve nada a ver com o pato.

Nas três frentes em que é investigado, a principal e exclusiva fonte de acusação são os réus, que baseiam a delação no testemunho desacompanhado de prova, procedimento que o STF tem desqualificado na abertura de investigação ou condenação – assim como aconteceu com Gleisi, inocentada da acusação de receber R$ 1 milhão desviado da Petrobras para sua campanha ao Senado.

Gleisi e Requião sentem-se consolados com o cerco a Richa, o algoz de ambos quatro anos atrás. A petista teve a reeleição ao Senado inviabilizada por sua defesa histérica de Lula e outros criminosos do PT e pela acusação de envolvimento em outros crimes em conluio com o companheiro Paulo Bernardo. Requião pretende se reeleger mas enfrenta forte rejeição por sua proximidade com a cúpula petista e seu líder encarcerado.

O eleitor paranaense terá que optar se alegrará esses dois, negando o mandato a Richa, ou escolherá para o lugar de um deles um ex-governador operoso bombardeado por acusações sem prova. A invocação da norma básica do Direito se faz obrigatória: In dubio pro reo.

Que a Justiça seja feita nas urnas e nos tribunais.

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Moro frustra plano de Lula. Gleisi esbraveja

O juiz Sergio Moro adiou para novembro o depoimento de Lula e outros acusados de cumplicidade no caso do sítio de Atibaia. Este é o terceiro caso envolvendo o ex-presidente que julga.

O depoimento estava previsto para meados de setembro.

Ele alegou que os depoimentos poderiam ser “explorados eleitoralmente”.

Na mosca!

Quem pretendia fazer tal exploração seria Lula e seus comparsas. Seria uma oportunidade de ouro para ele, em depoimento filmado que seria viralizado pelos petralhas, vociferar, como tem feito, contra a Justiça e, como tem feito, alegar inocência e afirmar que sua condenação tem a finalidade de impedir que volte a governar o Brasil “para os pobres”.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em atitude que remete à inteligência de Dilma Rousseff, passou recibo da estratégia eleitoral em incubação. “Para ela, essa seria uma chance do ex-presidente se defender publicamente”, anota O Globo. Como se ele já não tivesse feito isso inúmeras vezes!

Poderia passar sem essa, e com essa merece o apelido de GleisANTA!

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O crime e a mentira que fulminam o “mito” Bolsonaro

Walderice Santos da Conceição era funcionária do gabinete do deputado federal e candidato à

A Folha de S.Paulo revelou sua existência em janeiro. Fiel ao seu estilo, Bolsonaro xingou o jornal e afirmou que a servidora usava sua casa apenas quando em férias.

Repetiu a história quinta-feira passada, durante o primeiro debate entre os presidenciáveis.

A Folha voltou à Vila Histórica de Mambucaba. E lá estava Walderice, vendendo, como sempre, sucos e cuidando da casa do ex-capitão.

Flagrada, admitiu ser funcionária fantasma. E pediu demissão.

O caso põe por terra o “mito” criado por Bolsonaro de paladino da moral e dos bons costumes na vida privada e política: ele usava dinheiro público (cerca de R$ 300 mil no período, em valores atualizados) para pagar uma funcionária particular. E mentiu duas vezes.

Mentiroso e corrupto: eis a moral desta história imoral.

Bolsonaro deveria seguir o exemplo da funcionária: demitir-se da vida pública.

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A pré-estreia melancólica de uma campanha eleitoral

A campanha eleitoral começa oficialmente daqui a três dias, e descontando-se os movimentos antecipados do PT, que está em campanha o tempo todo, desta vez sob o manto de um presidiário, tivemos uma prévia do desempenho dos principais candidatos na quinta-feira passada, quando a Bandeirantes transmitiu o primeiro debate entre os presidenciáveis.

Dos 13 pretendentes, sete preencheram as condições determinadas pela legislação eleitoral – quantidade de deputados federais – e o oitavo, Marina Silva, foi acolhido por estar na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto.

E o que vimos naquela noite? Um quadro desalentador.

Marina foi o mesmo do mesmo: sempre em cima do muro, sempre inconclusa, hiperbólica em seus comentários que saem de lugar nenhum para chegar a lugar algum.

Ciro Gomes parecia sob o efeito de marijuana tal a sua propensão à ironia – coisa rara em seu comportamento – e o feroz ex-capitão Bolsonaro aparentava estar também dopado (vai aí um Rivotril (?), talvez o único recurso para mantê-lo dentro das normas de civilidade.

O bom comportamento de ambos, no entanto, foi incapaz de permitir que apresentassem alguma proposta decente para o país. Ciro parecia uma cartomante prometendo limpar o nome de milhões de inscritos no banco de maus pagadores e Bolsonaro… o que foi mesmo que ele disse, além de anunciar seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes, economista que prega exatamente o contrário do que sempre defendeu o candidato?

Outro que antecipou a nomeação de um ministro foi Alvaro Dias, que tascou Sergio Moro na Pasta da Justiça. Até parecia piada de mau gosto: um juiz severo e promissor como o que preside os processos da Lava Jato deixar um cargo do qual somente por razões gravíssimas pode ser deposto (e ainda com aposentadoria integral) para aceitar outro que depende das circunstâncias políticas e do humor do mandatário de turno!

Dias, o “refundador” da República, foi uma decepção do início ao fim do debate!

Boulos é a reencarnação física e mental de Lula, sem o carisma do primeiro e com o peso da trajetória deste sobre sua biografia de líder de invasões de domicílios. Em 1989, quando disputou a presidência pela primeira vez, Lula apresentava-se como a esperança de renovação política. Vinte e nove anos, dois mandatos depois e mais um e meio por intermédio de Dilma Rousseff, o presidiário petista mais notório é a frustração de todos os sonhos, a materialização do oposto da cruzada ética que pregava.

Ex-deputado federal e três vezes governador de São Paulo, Alckmin é, seguramente, o mais experiente em termos administrativos, o que melhor parece compreender a gravidade da situação do país e o que tem as melhores propostas para enfrenta-la. Apresenta, no entanto, uma falta de carisma medonha e sua monotonia emocional é um poderoso sonífero. Resta o consolo: ruim na forma, bom no conteúdo. Meno male.

Henrique Meirelles, experientíssimo em matéria financeira – foi, além de presidente do BC e ministro da Fazenda, presidente mundial do Banco de Boston -, estaria melhor como comediante de stand-up: não precisaria falar nada, apenas expressar-se com olhos e bocas e amuos e gestos para arrancar gargalhadas da plateia.

E o Cabo Daciolo, com seu gestual e vozeirão de comandante de pelotão de recrutas, o que esperar desta personagem histriônica? Nada mais do que roubar votos de Bolsonaro, que, para seus seguidores mais radicais, “fraquejou” em sua estreia eleitoral.

O melhor de tudo, mesmo, foi a ausência de um representante do PT, o que não acontecia desde que Lula iniciou sua jornada desastrosa – para ele, seu partido e principalmente para o país, há quase três décadas. A ausência de um petista foi um alívio, que vai durar até que caia a ficha do PT de que é um suicídio (além de uma afronta à legislação) insistir numa candidatura impossível. E, então, teremos a presença de Fernando Haddad encarnando Lula da Silva, o presidiário que quer voltar a assaltar a nação – desta vez, por meio de um cúmplice com pinta de mocinho.

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Aleluia: Requião faz, enfim, um gesto de amor

Quem diria: o senador Roberto Requião (MDB de filiação, petista de coração) fez, pela primeira vez em sua vida pública – pautada pela traição aos companheiros e por palavras e ações duras contra quem lhe cortar o caminho -, um gesto de amor: ajudou a governadora Cida Borghetti (PP), líder da coligação em que estão seus principais antagonistas, a começar pelos tucanos, a ganhar tempo e enfrentar um segundo turno.

A entrada na disputa pelo Palácio Iguaçu de seu sobrinho, o deputado federal João Arruda, também emedebista, formalizada domingo à noite, ocupa o vazio deixado pelo ex-senador Osmar Dias (PDT), que renunciou abruptamente à candidatura.

Osmar ocupava a segunda posição nas pesquisas de intenção de voto> O deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) está consolidado na liderança e com folgada vantagem sobre Cida. Osmar era considerado decisivo para empurrar a disputa para o segundo turno.

Cida começou a projetar seu nome ao assumir o governo do Paraná, em 6 de abril, com a renúncia de Beto Richa para disputar uma vaga no Senado, enquanto Ratinho está em evidência desde que obteve a segunda colocação na disputa pela Prefeitura de Curitiba, em 2012, fazendo em seguida a maior votação para um deputado estadual da atual legislatura.

Ratinho foi secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano por no governo de Beto Richa, função que lhe deu, além de visibilidade, condição de articular apoio de prefeitos, vitais numa disputa para o governo estadual. Cida assumiu como vice-governadora em 2014 e, como tal, manteve-se à sombra do titular. Ela teve, portanto, pouco tempo para se apresentar ao eleitor. Uma eleição em apenas um turno seria fatal para ela. O prolongamento da campanha e o embate com um único adversário – e este tende a ser Ratinho – muda radical e positivamente suas perspectivas.

E aí é que entra Requião. Foi ele o articulador da candidatura do sobrinho, que catalisará os votos da esquerda e centro-esquerda, insuficientes, no entanto, para levá-lo ao segundo turno (ressalve-se que a matemática e a lógica costumam ser as vítimas principais das urnas…). Será, assim, um instrumento valioso para Cida.

Ressalve-se também que o gesto de amor do senador não é altruísta. Visa, acima de tudo, à sua reeleição, pois tendo Arruda como cabeça de chapa formou a terceira maior coligação (o PDT do finado Osmar é um dos partidos que a integram). Há duas vagas em disputa no Senado, e do outro lado da trincheira de Requião estão Richa e o deputado federal Alex Canziani, ambos da coligação de Cida, os mais fortes rivais do emedebista numa plêiade de 14 pretendentes ao cargo.

O combate vai ser duro para Requião. E decisivo: aos 77 anos, a derrota sentenciará sua aposentadoria.

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Paraná: Arruda tende a levar a disputa para o 2º turno

O deputado federal em segundo mandato João Arruda (MDB) entrou na corrida pelo governo do Paraná no vazio deixado pelo ex-senador Osmar Dias, que, na sexta-feira, véspera da convenção do PDT, renunciou à candidatura e à direção do partido. E à possibilidade de se candidatar a qualquer cargo.

Osmar estava na segunda colocação, e seu gesto – comparável à debandada de um cavalo xucro ao ver assombração – deixou seus companheiros atônitos. Foi necessária a intervenção do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, para apaziguar os ânimos. À revelia do que pretendia o candidato-fujão, o PDT pegou garupa na montaria chamada Roberto Requião.

(Foto: Wikipedia)

Pois é o veterano senador, candidato à reeleição, que vai conduzir Arruda, seu sobrinho, pelas tortuosas trilhas de uma campanha eleitoral. Parte dos votos de Osmar devem migrar para o deputado – habilidoso no trato e na articulação -; a outra parte sabe-se lá a quem vai beneficiar, tendendo a ser compartilhada pela governadora Cida Borghetti (PP), candidata à reeleição e donatária da maior coligação, e pelo deputado estadual Ratinho Júnior (PSD), segundo no quesito mas na dianteira da corrida e lançando poeira na retaguarda.

A entrada em cena de Arruda na enésima hora – sua candidatura foi confirmada domingo à noite – acena para a definição da disputa em segundo turno, já que ele, além de receber parte dos votos do renunciante, será o caudatário dos votos do tio. E os votos do tio vêm da centro-esquerda e esquerda, que têm alguns pretendentes ao Palácio Iguaçu, mas sem chance alguma de vitória. Entre eles, e principalmente, o ex-deputado federal petista Dr. Rosinha, cuja rejeição ultrapassa 50% e as intenções de voto patinam nos 2% – podendo matematicamente ser negativas, se aplicada para menos a margem de erro de 3% da maioria das pesquisas.

A sorte – ou azar – está lançada: dos nove pretendentes ao governo do Paraná somente três são eleitoralmente viáveis: Ratinho e Cida – obedecendo-se à posição nas pesquisas – e o novato Arruda, ainda uma incógnita. Mas em tempos de sobressaltos como os que estamos vivendo, todo palpite é mero palpite.

CANDIDATOS

Cida Borghetti (PP, governadora)

Doutor Rosinha (PT, ex-deputado federal)

Geonísio Marinho (PRTB, presidente estadual do partido)

Ivan Bernardo (PSTU, professor)

João Arruda (MDB, deputado federal)

Jorge Bernardi (Rede, ex-vereador de Curitiba)

Professor Piva (PSOL, ex-vereador de Almirante Tamandaré)

Ratinho Jr. (PSD, deputado estadual)

Ogier Buchi (PSL, apresentador de TV e advogado)

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