O homem público Osmar Dias está morto; Causa mortis: suicídio

“Reorganizar o Estado, acabar com o loteamento de cargos, romper com um modelo de governo em que impera o compadrio, a nomeação de pessoas sem qualificação, sem capacidade, libertá-lo dos vícios do patrimonialismo e combater com rigor a corrupção que contaminou as instituições públicas, recuperando o respeito e a confiança da população nas autoridades.”

Assim o ex-senador Osmar Dias (foto) iniciou sua carta-testamento, a carta que deixou para justificar seu suicídio político, divulgada sexta-feira, quando, ao mesmo tempo, renunciou à candidatura ao Palácio Iguaçu e a qualquer cargo eletivo e à presidência do PDT.

A decisão de Osmar provocou um rearranjo das forças políticas, ainda inconcluso, a poucas horas do fim do prazo das convenções partidárias. O PDT ficou num mato sem cachorro, e o MDB perdeu um aliado precioso para catapultar a candidatura do senador Roberto Requião à reeleição.

Que Osmar estava em maus lençóis era público e notório diante de sua incapacidade de formar alianças (esnobou Requião e foi esnobado por todos quantos assediou), e até se especulava que jogaria a toalha. Mas a saída de cena dessa forma abrupta e melancólica, e na véspera da convenção de seu partido, apanhou a todos de surpresa.

O homem público Osmar Dias acabou!

E acabou justamente por contrariar o que afirmou no início de sua carta, pois o que propunha era justamente o contrário do que havia praticado nos últimos anos. Aliara-se ao PT após perder, em 2006, a disputa pelo governo do Paraná, partido que aparelhou a administração pública com pessoas incompetentes (não é o caso dele, que foi vice-presidente do Banco do Brasil). Partido que mais corrompeu as instituições e que promoveu o maior saque aos cofres públicos de que se tem notícia. Ele jamais emitiu um pio sobre isso!

Lula insiste na tese falaciosa de que é inocente e que sua prisão e a impossibilidade de disputar novamente a presidência da República por causa da Lei da Ficha Limpa fazem parte de um complô para impedir que retome os programas sociais que “tiraram o país da miséria” e combata os privilégios das “elites” (que forneceram bilhões ao PT e seus cúmplices e ao próprio Lula e líderes petistas).

Osmar arranjou a desculpa, entre outras, de que “o sistema político sem reformas não aceita na prática o discurso de mudança que todos os políticos pregam em época de eleição.” E esbravejou: “Não aceito fazer parte disso!”

Na tentativa de posar de injustiçado para justificar a renúncia ao que jamais seria – governador do Paraná -, Osmar equiparou-se a Lula, arquétipo do homem público inescrupuloso e corrupto.

Requiescat in pace.

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Um comentário sobre “O homem público Osmar Dias está morto; Causa mortis: suicídio

  1. maso 6 de agosto de 2018 18:53

    Justissimo! Foi o que aconteceu mesmo. Osmar chorar pitangas com desculpa de etica. papo furado.

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