Barroso quer pôr fim à malandragem eleitoral de Lula. Tarde demais

Ao impugnar a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa, o STF cometeu a bobeira (estou sendo condescendente) de permitir que o PT usasse o tempo destinado à candidatura presidencial para apresentar o vice Fernando Haddad.

Haddad teve o registro autorizado, mas na condição de vice. Não de titular da chapa (o óbvio é ululante, mas necessário ser anotado).

A decisão do TSE foi errada. Primeiro, porque o tempo destinado a um partido para divulgar seu candidato à presidência (ou ao governo estadual ou ao municipal) é para isso mesmo: apresentar o candidato ao cargo em disputa. Se o candidato que o partido registrou no TSE for barrado no baile, o tempo do partido deve ficar suspenso até que o substituto seja homologado.

Segundo, porque o PT, malandro que é, pois feito à imagem e semelhança do chefe, burlou o quanto pôde essa determinação, misturando de tal forma as coisas que Lula surja na propaganda como o titular da chapa e Haddad como bobo da corte.

Terceiro: ao liberar a propaganda do PT, que afrontou a Justiça ao registrar um condenado em segunda instância, o TSE premiou a malandragem e puniu os demais partidos, que agiram corretamente ao registrar seus candidatos.

O TSE caiu de pau em várias inserções do PT na rádio e na tevê, e de nada adiantou: o partido retira a propaganda impugnada e veicula outra, quase idêntica e com a mesma finalidade: enganar o eleitor, fazendo-o o crer que o candidato é Lula e não o poste que ele pretende eleger.

O vice-presidente do TSE e relator do pedido de registro da candidatura de Lula, Luiz Roberto Barroso, enfim decidiu: ameaça suspender de vez a propaganda do PT se o partido continuar insistindo em confundir as bolas – tanto no espaço reservado aos candidatos à presidência quanto na publicidade regional para governador e deputados estaduais e federais.

A medida é bem-vinda, mas tardia: o estrago está feito. E o que Lula e o PT vierem a fazer será uma adaptação à malandragem que tem pautado sua propaganda eleitoral.

E se Lula obtiver a prorrogação do prazo para oficializar a candidatura de Haddad, o Bobo, como pede sua defesa em novo recurso ao TSE, aí então é que a farra – e a afronta vai continuar!

Só resta à Justiça uma medida para impedir a afronta de Lula e do PT: enquanto o partido não oficializar a substituição do criminoso, a propaganda eleitoral fica suspensa!

Elementar, meu caro Watson.

(Em tempo: a ministra Rosa Weber recusou dar mais prazo para substituir Lula por Haddad)

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