Carta ao Bobo Brasileiro. A história se repete como farsa

A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.

A máxima de Karl Marx mostrou ontem toda a veracidade – e premonição – de seu enunciado: de uma cela na Polícia Federal, onde cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula lançou a candidatura de Fernando Haddad à presidência da República.

Em documento lido por um de seus porta-vozes (nunca um presidiário teve tantos), ele voltou a atacar a Justiça, repetiu o papel desgastado de vítima e atribuiu a Haddad a missão de “subir a rampa do Planalto” em seu lugar, impedido que está de disputar a eleição por causa da Lei da Ficha Limpa.

O documento pretendeu repetir a Carta ao Povo Brasileiro que, em 2002, serviu de passaporte para que chegasse à presidência da República.

Naquele, escrito por Antonio Palocci – condenado por corrupção como ele -, prometia respeitar as regras do jogo democrático e do mercado. Neste – que repete o título daquele – revela um ser amargurado pela derrota moral e política que infringiu a si próprio, revolta com as regras do jogo democrático que o condenaram e promete o impossível, que o Brasil “volte a ser feliz”. Impossível porque o programa de governo de seu partido, concebido por ele, propõe repetir as ações que levaram o Brasil ao desastre.

Quando Lula se elegeu, em 2002, um líder operário fez história (para o bem e para o mal); da segunda vez, por meio de Dilma, tivemos a tragédia; agora, por intermédio de Haddad, o que assistimos é a farsa.

O documento divulgado ontem merece, por seu conteúdo, o título de Carta ao Bobo Brasileiro.

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Um comentário sobre “Carta ao Bobo Brasileiro. A história se repete como farsa

  1. maso 12 de setembro de 2018 17:58

    PT pode entrar no próximo governo como co-ajudante. Que pra presidente vai dar nada não;

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