Mês: dezembro 2018



Obrigado, São Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências

Ufa! Foi um alívio para todos nós, eleitores de primeira hora de Jair Messias Bolsonaro e defensores intransigentes de sua honestidade, assim como de sua família, a entrevista de Maurício Queiroz, o ex-assessor de Flavio, o filho “02” do presidente eleito, sobre a “movimentação atípica” detectada em sua conta bancária pelo Coaf.

Em primeiro lugar, a observação que não quer, não pode calar: onde estava o Coaf durante os governos Lula e Dilma em que se praticou o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia? Por que só agora, às vésperas da posse do maior adversário de todos os tempos do PT e do maior presidente que o Brasil teve e terá, é que surge essa denúncia? Por que apontam como “movimentação atípica” a merrequinha de R$ 1,2 milhão, enquanto Lula, sua família e o PT movimentaram bilhões, trilhões de origem criminosa?

Obrigado, Queiroz. Você foi firme, convincente, seguro ao explicar que a maior parte do dinheiro em sua conta é derivada da compra e venda de carros usados. Puxa, que dinâmico você é! Com toda a razão, intitulou-se “um cara de negócios, um fazedor de dinheiro”. Parabéns!

E um negócio pra lá de informal, pois dispensa o registro em seu nome dos veículos negociados, que têm os documentos de um dono transferidos para o outro sem que você entre na história para fins de imposto de renda. Eureca!

Parabéns por dedicar-se a este ramo, que exige ir pra cá, ir pra lá, ver um carro aqui, outro ali, levar ao mecânico para avaliar, comprar, mostrar a um, dois, três, vários clientes, vender… e reiniciar o processo. E ainda no Rio de Janeiro, que, além de imensa e de trânsito caótico, é uma das cidades mais violentas do mundo. Você é um herói, garoto!

E tudo isso enquanto trabalhava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como assessor, motoristas, segurança, faz-tudo do “02”. Que disposição! Um herói duplo, portanto!

Sua entrevista ao SBT é um cala-boca nos adversários do nosso presidente, pois não deixou pedra sobre pedra das maldades que andam ventilando por aí contra o mito e sua pulcra família. Até alguns dos nossos deixou-se contagiar pela desconfiança de que a sua conta seria uma lavanderia de dinheiro dos Bolsonaro. Obrigado, Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências!

Além de servidor legislativo exemplar e negociante de primeira grandeza, você é um homem extremamente desapegado. A personificação da magnanimidade! Movimentou tanto dinheiro, e o que possui? Uma casa feia na periferia e um apartamentozinho em construção que está pagando a perder de vista! E olha que não é apenas você que trabalhava para os Bolsonaro, mas a esposa e duas filhas, obtendo uma renda familiar – mais que merecida! – de R$ 40 mil por mês.

Você é um anjo, Queiroz (um dia, quando sua humildade permitir, conte-nos a que instituições de caridade você doou a fortuna movimentada em sua conta). Continue, mesmo não tendo mais vínculos profissionais, cuidando dos nossos Bolsonaro. Eles, e sobretudo o Brasil, precisam de um cara eficiente, dinâmico, fiel e desapegado como você.

Obrigado, São Queiroz!

Ah, sim, não dê bola para essa turma do MP que quer colher seu depoimento só para fazer média com a galera e posar, depois da caça aos petistas, de “isentona”. Envie a gravação da entrevista. Tá tudo lá. E vá cuidar de sua saúde, companheiro.

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Marco Aurélio afonta o Supremo e escarra na Nação

Estava demorando para Marco Aurélio aprontar a dele.

Avesso à prisão após condenação em segundo instância, contra a qual se rebelou várias vezes, constrangendo seus colegas do Supremo, o ministro Marco Aurélio acatou hoje pedido do PCdoB e mandou soltar todos os presos nessa situação.

O que o PCdoB quer é a soltura de Lula – que poderá acontecer no bojo dessa decisão esdrúxula, caso não seja revertida.

A decisão do ministro é uma afronta ao Supremo, um tiro no peito da Lava Jato e uma escarrada na Nação (com exceção da nação petista, que deve estar em transe!).

Seu ato remete ao do desembargador Rogério Favreto, que em julho mandou soltar Lula a pedido de deputados petistas. A decisão, revogada pelo TRF-4, foi tomada durante o recesso do Judiciário. A de Marco Aurélio acontece na véspera do início do recesso do Judiciário…

Não bastasse ser a prisão em segunda instância um dos esteios da Lava Jato, a autorização para que isto ocorra foi tomada pelo plenário do STF. E é a decisão do plenário que prevalece.

É inadmissível que um ministro ordene algo que contraria a decisão do plenário. De todos os atos vis praticados por alguns ministros da atual composição do STF, este é o mais sórdido.

Ao se insurgir contra os pares, Marco Aurélio se tornou indigno da toga. E apto de ocupar o lugar daqueles que mandou soltar.

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TRE exige que Barbosa Neto devolva o que arrecadou para campanha

O Tribunal Regional Eleitoral desaprovou as contas do ex-prefeito cassado de Londrina Homero Barbosa Neto como candidato a deputado federal pelo PDT – obteve pouco mais de 15 mil votos.

Barbosa, condenado em primeira e segunda instâncias em vários casos de corrupção em sua passagem pela Prefeitura de Londrina, terá que devolver ao Tesouro Nacional todo o dinheiro entregue pelo partido, no valor de mais de 130 mil reais corrigidos. O valor de 45 mil reais gastos no posto da família Carajás/Petrosan e Gasosan em Cambé (Bruno Farah Santaella e Thiago Farah Santaella) e no Petrofive no Jardim Leonor, foi esmiuçado pela Procuradoria da República pelo volume de combustível comprado e o pequeno número de carros (três) usados na campanha.

Eis a decisão do TRE:

PRESTAÇÃO DE CONTAS (11531) – 0602722-75.2018.6.16.0000 – Curitiba – PARANÁ

RELATOR(A): JEAN CARLO LEECK

RESPONSÁVEL: ELEICAO 2018 HOMERO BARBOSA NETO DEPUTADO FEDERAL REQUERENTE: HOMERO BARBOSA NETO
Advogado do(a) RESPONSÁVEL:
Advogados do(a) REQUERENTE: LUCAS ARAUJO PUNDER – PR73984

EMENTA – ELEIÇÕES 2018. PRESTAÇÃO DE CONTAS. ATRASO NO ENVIO DOS RELATÓRIOS FINANCEIROS. OMISSÃO DE DESPESA. RECOLHIMENTO DO SALDO NÃO UTILIZADO DO FEFC PARA O PARTIDO. ARRECADAÇÃO DE VALORES SEM EMISSÃO DE RECIBO. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS EM QUANTIDADE INCOMPATÍVEL COM O NÚMERO DE VEÍCULOS DECLARADOS. DESAPROVAÇÃO.

1. O atraso na entrega dos relatórios financeiros de campanha, por si só, não impede a verificação da movimentação financeira dos candidatos. Sendo de pequena monta, não justifica a rejeição das contas.

2. Sendo obrigatório o acompanhamento da movimentação financeira por profissional habilitado em contabilidade desde o início da campanha, a ausência de registro de gastos com assessoria contábil configura irregularidade. Inteligência do § 4º do artigo 48 da Resolução TSE nº 23.553/2018.

3. Omissão de despesa, identificada por meio de circularização, configura irregularidade. Impacto de 1,8% do total de gastos.

4. Os valores não utilizados do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – FEFC devem ser recolhidos à União mediante GRU. Recolhimento em desacordo com essa diretriz implica a obrigatoriedade de ser repetido pela forma adequada. Hipótese em que o candidato recolheu o valor ao partido em que filiado. Embora ínfimo o montante – R$ 4,68 – deve ser recolhido na forma disciplinada.

5. A arrecadação de receitas estimáveis em dinheiro implica a obrigatoriedade de emissão de recibo eleitoral, a teor do inciso I do artigo 9º da Resolução TSE nº 23.553/2017. Impacto de 3,34% no total de gastos.

6. Despesas com combustíveis em valor incompatível com o número de veículos declarados como utilizados na campanha podem ensejar a desaprovação das contas face à omissão de registro de outros veículos presumidamente utilizados, quando a discrepância é muito significativa, seja a omissão a título de receitas estimáveis em dinheiro ou de gastos com locação. Ressalva de posicionamento do Relator.

7. Contas desaprovadas, com determinação de recolhimento de valores ao Tesouro Nacional.

Despesas com combustíveis incompatíveis com o número de veículos registrados

A Procuradoria Regional Eleitoral aponta, no seu parecer, a existência de outra irregularidade, não referida no Parecer Conclusivo: a realização de despesas com combustíveis que seriam, na sua ótica, incompatíveis com o número de veículos registrados na campanha.

Nesse ponto, antes de adentrar à discussão em si, registro que não se trata de hipótese que exija a abertura de vista ao candidato, uma vez que, como precisamente realçado pelo Parquet, houve o arrolamento da inconsistência no Relatório de Diligência (id. 1132866) nos seguintes termos:

Identificou-se a nota fiscal nº 16422-1 datada de 04/09/2018, relacionada ao fornecimento de combustíveis pela empresa Auto Posto Gasosan LTDA – CNPJ 08.667.756/0001-09, no valor de R$ 40.000,00, referente a 6.631 litros de óleo diesel comum e 6.512 litros de etanol, constando 3 veículos declarados na prestação de contas.
Identificou-se a nota fiscal nº 341-1 datada de 19/09/2018, relacionada ao fornecimento de combustíveis pela empresa Petrofive Comércio de Combustível LTDA – CNPJ 08.966.205/0001-38, no valor de R$ 5.000,00, referente a 671 litros de gasolina comum e 743 litros de etanol, constando 3 veículos declarados na prestação de contas.
[não destacado no original]

O candidato foi regularmente intimado a manifestar-se (id. 1153516 e 1153616), tendo permanecido inerte (id. 1324166), de sorte que não há prejuízo ao contraditório, no particular.

Prosseguindo, o órgão ministerial considerou que essa inconsistência seria suficiente para a desaprovação das contas, aduzindo que:

Apesar de não ter constado do Parecer Técnico Conclusivo, o relatório preliminar apontou a realização de despesas com combustíveis na ordem de R$ 45.000,00, contudo apenas 3 veículos foram registrados na prestação de contas.
Importante registrar que a campanha eleitoral arrecadou R$ 130.000,00, ou seja, o gasto com combustíveis representou 34,61% do total dos recursos de campanha.
Ainda que o Setor Técnico tenha emitido parecer pela aprovação das contas com ressalvas, observa-se, a partir das impropriedades acima elencadas, que o prestador possui irregularidades em 34,61% do total dos gastos realizados com a campanha. Não é possível tomar por verdade que apenas três veículos consumiram no curto período de campanha eleitoral 6.631 litros de diesel, 7.255 litros de etanol e 671 litros de gasolina.
Assim, a desaprovação das contas é medida que se impõe, nos termos do artigo 77, III, da Resolução TSE nº 23.553/2017.

Com efeito, em um cálculo simples, observa-se que teriam sido consumidos no total 14.557 (catorze mil, quinhentos e cinquenta e sete) litros de combustíveis diversos. Dividindo esse montante pelos três veículos declarados e pelos 45 dias de campanha, chega-se à incrível média de 107,8 litros de combustível por dia por veículo, quantidade que é obviamente impraticável.

Ainda assim, dada a inexistência de prova de que havia outros veículos à disposição do candidato, não se tem propriamente uma irregularidade neste ponto, mas apenas um indício, insuficiente para a desaprovação e, inclusive, para a aposição de ressalvas.

Obiter dictum, mister anotar que se tem aqui um indício de outros ilícitos, que podem eventualmente demandar, a critério exclusivo do Ministério Público Eleitoral, a apuração – inclusive na seara criminal – de eventual omissão dolosa que possa configurar falsidade ideológica para fins eleitorais, mesmo porque o julgamento das contas eleitorais “não afasta a possibilidade de apuração por outros órgãos quanto à prática de eventuais ilícitos antecedentes e/ou vinculados, verificados no curso de investigações em andamento ou futuras”, como expressamente consignado no artigo 78 da Resolução TSE nº 23.553/2017.

Todavia, na sessão de julgamento, ponderando as pertinentes considerações dos pares, inaugurada pela e. Desembargador Gilberto Ferreira, que, por esmagadora maioria entenderam ser esses indícios, dada a sua magnitude – novamente destacando o uso de 107,8 litros de combustível por dia por veículo – suficientes para conduzir à desaprovação das contas, aderi ao posicionamento da maioria formada, acompanhando o Colegiado na conclusão de desaprovação das contas.

Conclusão

Sintetizando as considerações expedidas, havendo falhas que afetam sua regularidade e confiabilidade, adiro ao posicionamento do Colegiado e voto pela DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS, com determinação de recolhimento de valores ao Tesouro Nacional, na forma da fundamentação.

Curitiba, 7 de dezembro de 2018.

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Lula e Bolsonaro, os sacaneados pela mídia

O ex-presidente Lula virou réu ontem mais uma vez!

Agora sob a acusação de ter recebido um milhão de reais para intermediar negócios com o governo da Guiné Equatorial.

Ele já responde a nem sei quantos processos por corrupção e outros crimes. Perdi a conta.

E já foi condenado também. Condenado pela ninharia de um tríplex que não é dele (coisa do Moro, que fez isso para ganhar um ministério no governo Bolsonaro).

Lula é vítima da mídia golpista, que inventou um monte de mentiras sobre ele. E se cala sobre os milhões, bilhões desviados por Aécio Neves de Furnas e FHC da Petrobras.

Jair Bolsonaro está sob a artilharia da mídia esquerdopata por causa de uma “movimentação atípica” de irrisório R$ 1,2 milhão na conta de um ex-assessor do filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

O Coaf, antro de petistas que fecharam os olhos para os crimes praticados pelos chefes do partido, e poupou também os tucanos, apontou que a mulher de Bolsonaro recebeu um cheque de R$ 24 mil do tal assessor.

O que são um milhão de reais e um tríplex (que nunca foi dele) que teriam sido destinados a Lula diante de tanto bem que ele fez ao país?

O que são os R$ 24 mil reais depositados na conta de Michelle Bolsonaro comparados aos bilhões que o PT e os tucanos roubaram e do que Bolsonaro vai fazer de bom para o país?

Injustiçados ambos, pois de nada sabiam!

A mídia, golpista ontem, esquerdopata hoje, não poupa os que fazem sacrifícios de toda ordem, a começar por suas reputações, para melhorar a vida dos pobres e permitir um futuro melhor para todos os brasileiros!

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O desvio sem volta de Beto Richa

O ex-governador Beto Richa protocolou hoje no TRE a renúncia ao comando do PSDB no Paraná.

Coincidentemente, três meses atrás eram presos Richa, seu irmão Pepe, a esposa Fernanda, o assessor Ezequias, herdado do velho pai José, que foi deputado federal, prefeito de Londrina, governador e senador e teve papel decisivo no processo de redemocratização do país após o regime militar.

Presos também foram seu ex-chefe de Gabinete, secretário de Comunicação e pau para toda obra Deonilson Roldo. E o empresário Jorge Atherino, amigo de Beto.

Todos caíram no âmbito da investigação de pagamento de propina no programa Patrulha do Campo – aluguel de máquinas para manutenção de estradas rurais -, mais um capítulo da série de acusações que recaem sobre o ex-governador e seu entorno, que inclui o “primo distante” Luis Abi Antoun.

Com exceção de Deonilson e Atherino, os demais estão livres e soltos – por enquanto, pois a PGR recorreu – graças à incontinência do ministro Gilmar Mendes em libertar presos notórios.

O rol de acusados de corrupção inclui Maurício Fanini e Nelson Leal, “amigos” do ex-governador que fecharam acordo de delação. Tony Garcia, outro “amigo”, delatou o esquema da Patrulha do Campo.

Não bastassem as coincidências, no dia em que Beto foi preso seu pai completaria 84 anos.

José Richa construiu uma biografia brilhante como homem público. Beto, que tinha tudo para ser maior que o pai, perdeu-se pelo caminho, é o que indicam as investigações. O desvio que tomou, se confirmado, não tem volta.

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Investigar os Bolsonaro, o primeiro desafio de Moro

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) constatou “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2017, quando ele assessorava na Assembleia Legislativa do Rio Flavio Bolsonaro, o filho “01” de Jair.

PM aposentado, Queiroz demitiu-se em 15 de outubro e no mesmo dia sua filha, que trabalhava no gabinete do deputado Jair Bolsonaro, também pediu exoneração. O PM era íntimo dos Bolsonaro e sua mulher e outra filha também também trabalharam para a família.

“Movimentação atípica”, esclarece o Coaf, não equivale a dinheiro sujo, mas a movimentação irregular. No caso de Queiroz, muito acima de seus rendimentos no período.

Chama a atenção, no entanto, que um cheque de R$ 24 mil emitido por Queiroz tenha sido depositado na conta de Michelle, esposa do presidente eleito. Bolsonaro explica: trata-se de pagamento de parte de um empréstimo que ele, Jair, fez ao PM no valor de R$ 40 mil. Empréstimo que, segundo Bolsonaro pai, foi quitado em dez parcelas.

Como assim, dez parcelas, se o cheque detectado equivale a seis parcelas? E por que na conta de Michele? Bolsonaro pede desculpas à futura primeira-dama por envolvê-la na história. E se penitencia: “Se errei, arco com as consequências”. Uma delas será explicar ao Fisco porque omitiu o empréstimo ao ex-assessor do filho, sobre o qual deveria pagar imposto.

Flavio, por sua vez – ele se elegeu senador -, disse confiar plenamente” no ex-assessor e que ele deu “explicações plausíveis” sobre a origem do dinheiro. Seu irmão Eduardo sentenciou: “Ninguém sabe o que aconteceu” com a conta do ex-assessor.

Detalhes à parte – entre eles a utilização da conta como “casa da mão joana” por outros assessores de “01” -, é inevitável que se investigue a origem e a destinação do dinheiro movimentado por Queiroz.

Como diz o ditado, “a mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. Um presidente que se elegeu prometendo uma cruzada contra a corrupção não pode permitir que se duvide de sua conduta e de sua família. Pois o episódio permite temer que conta do ex-assessor era uma lavanderia de dinheiro dos Bolsonaro!

Eis o primeiro grande desafio – e missão – de Sergio Moro quando assumir o superministério da Justiça, que terá sob seu controle o Coaf: usar toda a sua expertise no combate à corrupção e lavagem de dinheiro para investigar a conta do ex-assessor.

O Brasil, que tanto padeceu sob o governo corrupto do PT, não pode conviver com essa dúvida cruel!

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E onde está a solidariedade dos petistas aos cubanos?

Artistas cubanos estão sendo presos por se rebelar contra decreto do governo que submete apresentações públicas à autorização do governo (ver detalhes abaixo).

O decreto é de julho.

E até agora Chico Buarque e Caetano Veloso não fizeram nenhum show em solidariedade aos colegas cubanos. E nem o PT emitiu qualquer nota de repúdio à censura prévia imposta pelos companheiros cubanos…

E o Boulos, a Manuela D’Ávila, por onde andam?

Só para lembrar: os petistas caíram de pau, impedindo-a de falar, e até de se movimentar livremente, quando a blogueira Yoani Sanchez veio ao Brasil, em 2013, para defender a liberdade de expressão em Cuba.

ARTISTAS CUBANOS SÃO DETIDOS

Vários artistas foram detidos em Havana ao tentarem organizar um protesto contra um novo decreto que, segundo eles, poderá restringir a criatividade e aumentar a censura da cultura em Cuba. A artista Tania Bruguera (foto), conhecida internacionalmente por suas instalações e performances públicas, foi detida por agentes ao sair de casa na manhã de segunda-feira. Segundo a mãe dela, Argelia Fernández, a detenção ocorreu antes de a filha ir ao Ministério da Cultura do país, local marcado para a manifestação.

Publicado em julho, o texto proíbe artistas, sejam eles músicos ou pintores, de “oferecer os seus serviços” em espaços públicos, incluindo casas de espetáculo privadas, sem autorização governamental. Tania, que já havia sido detida no passado por criticar publicamente o governo socialista, foi liberada na noite de segunda-feira, segundo Fernández. A artista decidiu ir direto para o ministério em protesto contra a detenção de colegas.

“Tudo o que posso fazer é mostrar solidariedade”, escreveu Bruguera no Facebook ao posar para um foto com uma camisa de estampa: “Não ao Decreto 349”. “Se me detiverem, entrarei em greve de fome e sede.”

A artista foi detida novamente na noite do mesmo dia, segundo Iris Ruiz, atriz e coordenadora da campanha contra o decreto, um dos primeiros textos legislativos a serem assinados pelo sucessor de Raúl Castro no comando de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que assumiu o poder em abril.

“À noite Tania publicava esta mensagem. Pouco tempo depois, era presa por policiais a poucos passos do Ministério da Cultura de Cuba. Não sabemos onde (ela) se encontra. Começam a passar reportagens na televisão nacional a 72 horas de implantar como lei o Decreto 349 e, da mesma maneira, começam os atos difamatórios contra os artistas que discutem esse decreto. Seguem sem dialogar e seguem os artistas presos”, lê-se em publicação na rede social de Tania. (O Globo com agências)

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Socorro: dormi “fascista” e acordei “comunista”!

Este blog está para completar onze anos de existência*, o que acontecerá no final de janeiro

Passei esse tempo recebendo todo tipo de xingamento dos petralhas por causa de minhas críticas ao partido e seus líderes – que estão recebendo a merecida punição da Justiça, e o que temos até o momento é apenas o começo. Livrei-me dos xingamentos porque ou eles me excluíram (atitude que agradeço por ter me poupado trabalho) ou excluí.

Entre os xingamentos publicáveis estavam os de “coxinha”, “golpista” e por fim “fascista” por tomar posição contra a candidatura de Haddad, marionete de Lula.

Os xingamentos impublicáveis são aqueles que encontramos em portas de banheiro de rodoviária.)

(Abro parêntese para registrar que não foram somente xingamentos que recebi dos petralhas, mas ameaças e perseguições no trabalho.)

E eis que a vitória de Bolsonaro me proporcionou novos epítetos porque tenho ousado – ó crime inafiançável, ó blasfêmia, ó pecado mortal! – criticar algumas de suas posturas e de seus filhos boquirrotos: agora sou “esquerdopata” e “comunista” (os xingamentos não publicáveis são os mesmos das portas de banheiro).

Muitos dos que agem assim comigo agora são os mesmos aplaudiam calorosamente minhas críticas ao PT.

O Brasil saiu de um drama doloroso, que foi o lulopetismo, temporariamente sem a menor perspectiva de retomada do poder (alvíssaras!), o que fez os ânimos exaltarem. Os petistas refugiaram-se na sua versão mentirosa dos fatos. Parte de seus opositores encontraram reciprocidade na destemperança verbal de Jair Bolsonaro – que chegou à presidência numa campanha sem precedentes no método e conteúdo, pois vioilentou todos os manuais de marketing político e até agora não sabemos o que ele pretende fazer quando assumir.

A esperança de dias melhores, da qual compartilho, está em sua equipe de governo, gente de primeira qualidade, com as exceções de praxe.

Voltando ao tema: livramo-nos do jugo de um grupo sectário que cultua incondicionalmente Lula e seus métodos e caímos sob o patrulhamento do grupo sectário que cultua sem restrições o “mito” Bolsonaro” e se dispõe a linchar os que o contestam ou criticam seus atos.

Fernando Henrique, oiado tanto por petralhas como por bolsonalhas – ódio recíproco do qual passo a partilhar -, afirmou que não há mais espaço no Brasil para a “sensatez”. De fato, não há mais liberdade de pensar com a própria cabeça. De emitir opinião sem ser agredido (por enquanto, apenas com palavras…) De contestar com argumentos.

Socorro!

* Refiro-me ao blog original, acessível em www.josepedriali.com.br

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Os adoradores do “mito” e uma bolsa de colostomia

Os discípulos do “mito” Bolsonaro imitam o procedimento dos petralhas em relação ao seu líder Lula quando criticado: atacam sem dó quem ousa fazer qualquer ressalva ao presidente eleito e seus filhos boquirrotos.

E tudo o que o “mito” faz ou deixa de fazer, recebe elogios ardorosos desse exército de deslumbrados. Assim como fazem os petralhas com Lula.

A ida de Bolsonaro a um caixa eletrônico (coisa que fez três vezes numa só semana pouco depois de ter sido eleito), óh, merece elogios orgásmicos da turma à sua “simplicidade” – quando o correto seria manifestar preocupação, pois o eleito demonstrou incrível incapacidade de previsão orçamentária ou de controle de gastos,. Um lanche, servido na garagem de sua casa ao assessor de segurança do presidente Trump, com um cardápio simplório e disposição caótica sobre a mesa, e óh, como ele é “maravilhoso”, “espontâneo”, “despojado”.

Seus filhos podem falar as maiores asneiras, que essa turma se encanta com a “sapiência” dos brothers. O filho mais velho usou nos Estados Unidos boné de apoio à reeleição de Trump? Que “maravilha”: Trump é dos nossos, e o filho do presidente eleito, mesmo contrariando a tradição diplomática brasileira, DEVE expressar o apoio do papai a um candidato de país soberano… Além do mais, que “boné mais bonitinho” O filho mais novo disse que a “morte do pai interessa a pessoas próximas”, meu Deus, é verdade, o “mito” está cercado de traíras!

Do jeito como o encantamento desse pessoal está evoluindo (ou involuindo), não é de se estranhar que, quando o “mito” retirar a bolsa de colostomia, disputem a relíquia a tapa (ou a tiro, pois esta parece ser a preferência deles na solução de conflitos) para sorver seu conteúdo como o “néctar dos deuses”.

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