Obrigado, São Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências

Ufa! Foi um alívio para todos nós, eleitores de primeira hora de Jair Messias Bolsonaro e defensores intransigentes de sua honestidade, assim como de sua família, a entrevista de Maurício Queiroz, o ex-assessor de Flavio, o filho “02” do presidente eleito, sobre a “movimentação atípica” detectada em sua conta bancária pelo Coaf.

Em primeiro lugar, a observação que não quer, não pode calar: onde estava o Coaf durante os governos Lula e Dilma em que se praticou o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia? Por que só agora, às vésperas da posse do maior adversário de todos os tempos do PT e do maior presidente que o Brasil teve e terá, é que surge essa denúncia? Por que apontam como “movimentação atípica” a merrequinha de R$ 1,2 milhão, enquanto Lula, sua família e o PT movimentaram bilhões, trilhões de origem criminosa?

Obrigado, Queiroz. Você foi firme, convincente, seguro ao explicar que a maior parte do dinheiro em sua conta é derivada da compra e venda de carros usados. Puxa, que dinâmico você é! Com toda a razão, intitulou-se “um cara de negócios, um fazedor de dinheiro”. Parabéns!

E um negócio pra lá de informal, pois dispensa o registro em seu nome dos veículos negociados, que têm os documentos de um dono transferidos para o outro sem que você entre na história para fins de imposto de renda. Eureca!

Parabéns por dedicar-se a este ramo, que exige ir pra cá, ir pra lá, ver um carro aqui, outro ali, levar ao mecânico para avaliar, comprar, mostrar a um, dois, três, vários clientes, vender… e reiniciar o processo. E ainda no Rio de Janeiro, que, além de imensa e de trânsito caótico, é uma das cidades mais violentas do mundo. Você é um herói, garoto!

E tudo isso enquanto trabalhava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como assessor, motoristas, segurança, faz-tudo do “02”. Que disposição! Um herói duplo, portanto!

Sua entrevista ao SBT é um cala-boca nos adversários do nosso presidente, pois não deixou pedra sobre pedra das maldades que andam ventilando por aí contra o mito e sua pulcra família. Até alguns dos nossos deixou-se contagiar pela desconfiança de que a sua conta seria uma lavanderia de dinheiro dos Bolsonaro. Obrigado, Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências!

Além de servidor legislativo exemplar e negociante de primeira grandeza, você é um homem extremamente desapegado. A personificação da magnanimidade! Movimentou tanto dinheiro, e o que possui? Uma casa feia na periferia e um apartamentozinho em construção que está pagando a perder de vista! E olha que não é apenas você que trabalhava para os Bolsonaro, mas a esposa e duas filhas, obtendo uma renda familiar – mais que merecida! – de R$ 40 mil por mês.

Você é um anjo, Queiroz (um dia, quando sua humildade permitir, conte-nos a que instituições de caridade você doou a fortuna movimentada em sua conta). Continue, mesmo não tendo mais vínculos profissionais, cuidando dos nossos Bolsonaro. Eles, e sobretudo o Brasil, precisam de um cara eficiente, dinâmico, fiel e desapegado como você.

Obrigado, São Queiroz!

Ah, sim, não dê bola para essa turma do MP que quer colher seu depoimento só para fazer média com a galera e posar, depois da caça aos petistas, de “isentona”. Envie a gravação da entrevista. Tá tudo lá. E vá cuidar de sua saúde, companheiro.

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4 comentários sobre “Obrigado, São Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências

  1. maso 28 de dezembro de 2018 4:45

    Duas hipóteses = 1- A situação ainda está meio embaçada para Bolsonaro Filho. 2- O COAF é órgão aparelhado pelo PT.

  2. Jonatas 28 de dezembro de 2018 10:40

    Ironico ou verdadeiro?

  3. João Pedro dos Reis 8 de janeiro de 2019 17:28

    Simpatia viralizada no final de ano: Dê 17 saltos sobre as ondas do mar e mentalize: Queiroz, Queiroz…não esqueça o deposito para nós…

  4. Robson Coelho Filho 20 de janeiro de 2019 10:19

    Acho graça querer achar um culpado pelo vazamento dos fatos constatados pelo COAF. Parecem que isso vale só para um lado político. Se houve corrupção deve haver punição. Ou, melhor ainda: pai que bate em Chico deve bater em Francisco, também. Ehhhh vesguice…

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