Mês: janeiro 2019



Alvaro Dias se apresenta como alternativa a Renan Calheiros

O presidente Bolsonaro deu sinal perde para o PSL aderir à candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara. E se movimenta para endossar a de Renan Calheiros para a presidência do Senado. O porta-voz desta tendência é o Major Olímpio, que afirmou ontem que Renan “acenou a bandeira de paz para o governo”. Foi a resposta à afirmação de Rena, feita no final de semana, de que “se o governo me chamar, eu vou”.

A vitória de Maia está consolidada, pois, com exceção dos tucanos e outros partidos pequenos, os demais aderiram à sua candidatura. Já há mais de 300 votos garantidos – quórum que, se confirmado, definirá a disputa já no primeiro turno.

A candidatura de Renan corre solta nos bastidores, mas poucos são os senadores que a endossam em público. Alvaro Dias vai na contramão da tendência, apresentando-se como alternativa a essa manobra que afronta tudo quanto Bolsonaro prometeu em sua campanha eleitoral.

A “velha política”, que ele prometeu sepultar de vez, terá triunfado sobre a esperança de mais de 57 milhões de eleitores de que ele seria o instrumento de renovação, e limpeza ética, do Congresso.

Afinal, o que adianta renovar as galinhas se os galos continuam cocoricando?

Eis a plataforma do senador paranaense:

– Legislativo independente na esteira da interdependência dos poderes.

– Rejeição a qualquer tentativa de invasão de competência da parte do Judiciário.

– Antecipação aos fatos com agilidade no ato de legislar.

– Devolução de medidas provisórias inconstitucionais e cumprimento rigoroso do calendário de votações.

– Valorização das iniciativas dos parlamentares priorizando-as quando ocorrer coincidência com as propostas do executivo.

– Legislativo reinventado com respeito da sociedade.

– Nenhuma decisão importante será adotada pela presidência da casa sem prévia consulta aos membros da mesa e lideranças partidárias.

– Todas as sugestões serão bem recebidas.

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Aeronaves no solo, bolsonáticos em voo de cruzeiro

A eleição de Jair Bolsonaro foi o antídoto escolhido por 57 milhões de brasileiros para sepultar in saecula saeculorum o nefasto lulopetismo.

Seus eleitores dividem-se em três categorias: os contrariados pela necessidade de votar nele para barrar a volta do PT; os convencidos das qualidades apregoadas pelo candidato, mas prudentes; e os extasiados, que o consideram o Messias – são os bolsonáticos, mistura de fanáticos com lunáticos. Estes só veem qualidades no Mito e acertos em todas as suas afirmações e decisões. E consideram como seus inimigos todos quanto ousam criticá-lo.

Duas semanas depois da posse, e o exército de bolsonáticos continua em êxtase, refém da manipulação dos goebbelianos bolsonaristas, que disseminam, como fizeram maciçamente na campanha, fake news, meias verdades e informações ufanistas sem contato com a realidade.

A mais recente delas (ainda não responsabilizaram Bolsonaro pela prisão de Battisti, ainda), afirma: “Um Comandante da LATAM postou hoje, sábado (12/01), uma mensagem em grupos do WhatsApp afirmando que voa para Brasília desde 2005, e NUNCA tinha visto isso no aeroporto e na base aérea! Toda a frota do Grupo de Transporte Executivo da FAB (GTE), que transporta os ministros e outras autoridades do governo, no chão em pleno sábado! Muda Brasil !!!”

A foto que acompanhava a postagem é reproduzida neste espaço. Observação: não existe Grupo de Transporte Executivo da FAB e sim Grupo de Transporte Especial.

Os comentários que vieram a seguir são os mais extasiados possíveis: todos elogiam a “ação moralizadora” do Bolsonaro e coisas do gênero (“acabou a mamata!”), sem que ninguém tenha se dado ao trabalho de consultar a página da FAB que registra a utilização de aeronaves por autoridades. (http://www.fab.mil.br/voos/index)

Ninguém, exceto este chato que vos escreve, que, ao chamar a atenção dos deslumbrados, recebeu uma enxurrada de críticas, xingamentos, etc. O menos agressivo foi que sou “tendencioso”.

E o que disse?

Que aos sábados, como dita o protocolo da FAB, esses aviões – exceto em casos excepcionais – ficam estacionados em Brasília. Disse ainda que era impossível checar se haviam transportado autoridades na sexta, ou mesmo no sábado, pois o relatório de atividades somente seria divulgado no primeiro dia útil da semana.

O mapa de transporte de autoridades no ano passado comprova que nos finais de semana as aeronaves, salvo as exceções, que são raras, ficam inativas. Não havia, portanto, motivo para atribuir ao governo Bolsonaro a presença das aeronaves em Brasília.

Moral da história: os bolsonáticos continuam deslumbrando-se com fake news, felizes por serem manipulados e dispostos a achincalhar, como lobos famintos, os que clamam para que recuperem a razão – e a visão!

Isso aconteceu ontem com os petistas. Isso acontece hoje com os bolsonáticos. Isso aconteceu nos anos 30 na Alemanha…

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Iapar “será fortalecido”, diz secretário de Agricultura

“Dói no coração? Dói, mas fazer o quê: esperar que o último a sair apague a luz e pendure a chave na porta?”

É com essa figura de linguagem que o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, resume a necessidade de incorporação dos órgãos dedicados à agricultura, pecuária e assistência rural a uma unidade gerencial, processo que, segundo ele, os tornará mais eficientes e reduzirá custos e burocracia.

Esses órgãos, que enfrentam restrições financeiras e redução do quadro de servidores, são o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Emater, Centro Paranaense de Referência em Agroecologia e a empresa de economia mista Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). Eles passarão a ser geridos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná. O nome é provisório, mas a decisão de cortar cargos de direção, definitiva: de 17, cairão para cinco ou seis. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), criada em 1991, é uma referência para o modelo em gestação.

O processo tem o aval do governador Ratinho Júnior e atende ao seu compromisso de campanha de reduzir e tornar mais produtiva a máquina estatal. A incorporação desses órgãos, e como será o relacionamento entre eles, ainda está em fase de estudo e corresponde à segunda etapa do reajuste administrativo pretendido pelo governador, que diminuiu de 28 para 15 as secretarias de governo. Autarquias, empresas públicas e de economia mista deverão se ajustar a essa mudança.

A reorganização administrativa do estado está sendo orientada pela Fundação Dom Cabral, com campus em várias capitais e associados em todo o Brasil. Entre outras atividades, a fundação promove cursos de pós-graduação e presta consultoria empresarial e de gestão pública.

A incorporação mais polêmica é a do Iapar, com quase meio século de existência e resultado de ampla mobilização da sociedade civil organizada de Londrina, onde está sua sede. “Compreendemos a importância histórica do Iapar, mas seu modelo, assim como de outros órgãos, não pode ser mantido para sempre, pois as circunstâncias exigem que seja reinventado”, explica Ortigara.

Londrina continuará sediando o instituto, que manterá sua condição de órgão oficial de pesquisa, com potencial para ser ampliada e aproximando-se da extensão rural e das entidades do agronegócio e agricultura familiar. “O Iapar será fortalecido”, garante o secretário. O curso de mestrado em Agricultura Conservacionista também será preservado. O experiente pesquisador Rafael Fuentes Llanillo, do Iapar, autor de vários livros e consultor da Organização das Nações Unidas, será seu diretor.

Uma das circunstâncias que exigem a “reinvenção” desses órgãos é a impossibilidade de repor os servidores que se aposentam. “Estamos tentando isso desde 2015, mas esbarramos na Lei de Responsabilidade Fiscal”, justifica Ortigara. Economista e técnico agrícola, ele é servidor da Secretaria de Agricultura há 40 anos e foi secretário de Agricultura de 2011 a 2017.

O setor de agricultura, pecuária e extensão rural do Paraná conta com cerca de dois mil servidores. A Emater renovou seus servidores em 2017, substituindo os estatutários por celetistas O processo deverá se estendido ao Iapar e à Codapar por meio de um programa de demissão voluntária. O Centro Paranaense de Referência em Agropecuária é um caso à parte: todos os seus servidores – exceto os cinco diretores – são cedidos por outros órgãos.

“Isso será feito passo a passo”, tranquiliza Ortigara, que se dedicará nesta semana a colher opiniões dos técnicos desses órgãos e na próxima abrirá a consulta aos representantes da sociedade organizada.

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Posse de Bolsonaro é o atestado de óbito do PT

A posse de Jair Bolsonaro na presidência da República representa um novo ciclo político (esperançoso e temeroso ao mesmo tempo), calcado na morte do partido mais corrupto da história: o Partido dos Trabalhadores e seu líder (ambos formam um só elemento criminoso), Lula da Silva.

O PT foi defenestrado do poder – que exerceu com arrogância, sem escrúpulos e só limitado quando houve forte reação das instituições ou popular – com o impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016. Treze anos, quatro meses e vinte dias de descalabros de toda ordem disfarçados por um programa de assistência social copiado do antecessor e ampliado para fins meramente eleitorais.

Dilma destruiu o legado de Lula – estabilidade econômica e inflacionária e um nível de desemprego aceitável, legado por sua vez de Fernando Henrique Cardoso – impondo uma reviravolta estatizante na condução da economia. Sua maior herança foi a recessão mais profunda e prolongada da história.

A corrupção ampla, geral e irrestrita foi a marca mais pronunciada do lulopetismo. Nunca antes na história deste país se roubou tanto e de forma tão organizada – e justamente por um partido que prometia fazer da ética um apanágio da vida pública.

O partido esboroou com a Lava Jato. Seu líder máximo está preso, assim como outros intermediários, e mesmo assim o partido afrontou a legislação eleitoral tentando impor a candidatura de Lula (impedida pela Lei da Ficha Limpa) à presidência da República. A resposta da população se deu nas urnas, com a derrota do interposto Fernando Haddad.

Sobraram para o PT os estados do Nordeste, ironicamente os mais prejudicados com a crise econômica gestada pelo petismo! – e a maior bancada da Câmara dos Deputados. Esses estados têm participação pouco expressiva no PIB nacional e à bancada petista, que decidiu boicotar a posse de Bolsonaro no Congresso, restará esbravejar contra o novo presidente. E boicotar tudo, absolutamente tudo, o que ele vier a propor.

O resultados das urnas foi a sentença de morte do PT, cujo atestado de óbito foi oficializado hoje com a posse de Bolsonaro. O papel agora do partido é o do defunto que se rebela com a morte e tenta adiar ao máximo o enterro.

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