Autor: José Pedriali



12 de setembro. O dia em que o PT voltará ao poder

Foi necessário esperar nove anos, mas o plano, urdido e executado com primor de desfaçatez, está na iminência de atingir seu objetivo: devolver o PT ao poder.

José Antonio Dias Toffoli, o funcionário petista que Lula colocou no STF para servir aos seus interesses e do partido – e ele deu mostras inquestionáveis da fidelidade que lhe era exigida – assumirá o comando do Poder Judiciário em 12 de setembro, quando expira o mandato da comedida Cármen Lúcia.

O PT foi apeado da presidência da República, na qual pintou, bordou e roubou sofregamente durante 13 anos e quatro meses, por excesso de volúpia no assalto aos cofres públicos e pela sucessão de desastres – administrativos, políticos e econômicos – cometidos por Dilma Rousseff. Perdeu, assim, o comando executivo da Nação, mas conquistará a primazia sobre os demais poderes por intermédio de Toffoli, (O equilíbrio de poderes é algo que ficou para trás desde que o Judiciário pasosu a atuar como Poder Moderador, condição que o faz superior aos demais).

A volta cabotina do PT ao poder ocorrerá dois anos depois de Dilma descer, abobalhada, a rampa do Planalto escoltada por um Lula de olhar turvo e cabelos revoltos. Lula está preso e inelegível, pois condenado em segunda instância, mas da cela em Curitiba estenderá sua influência ao Judiciário, poder que hoje se limita às agressões e chicanas do PT e, graças a elas, ao estamento político.

Toffoli não estará só: terá ao seu lado, afoitos para demolir o que resta de combate à corrupção, o que resta de pudor no Poder Judiciário, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski, quarteto secundado em questões cruciais por Celso Mello, cada vez mais prolixo, cada vez mais confuso em seus votos. E condescendente, quando se trata de maneirar a barra para os criminosos de colarinho branco.

Caberá a Toffoli conduzir – e ele o fará com sofreguidão, militante que é da causa contrária à prisão em segunda instância – a retomada deste tema pelo plenário da corte, cerca de dois anos depois de reafirmada a jurisprudência (que vigorou por mais de meio século) que a autorizou.

O principal beneficiado pela mudança de entendimento será seu padrinho Lula da Silva. Seu ex-chefe na Casa Civil José Dirceu, este o próprio Toffoli encarregou-se de libertar. Condenado em segunda Instância a trinta anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – e reincidente na prática destes crimes –, Dirceu foi solto sob a alegação de “plausibilidade” de ter sua pena diminuída…

… e liberado tem ter pedido: libertado por iniciativa de Toffoli!

Caberá ao STF julgar o recurso final da candidatura Lula, que será barrada pelo TSE por infringir a Lei da Ficha Limpa. De que lado estarão Toffoli e seus fiéis escudeiros? A resposta é dispensável.

Uma das consequências nefastas do aparelhamento petista que se esperava estancado com o impeachment de Dilma, o controle do Judiciário, assim como ocorre na Venezuela e demais países onde os “companheiros” estão no poder, deverá se consumar tardiamente. Mas antes tarde do que nunca, para gáudio dos petistas.

E Toffoli não faz a menor questão de disfarçar o interesse de se curvar ao desejo dos responsáveis pelo poder que passará a deter. Segundo Lauro Jardim, de O Globo, ele está negociando a contratação de Franklin Martins, ex-secretário de comunicação do governo Lula e coordenador da guerrilha que o PT empreende nas redes sociais, para responder pela comunicação do STF.

Não estranhemos se convocar José Dirceu para secretário-geral, Delúbio Soares para diretor-financeiro, Dilma Rousseff para chefiar o cerimonial e Celso Amorim as relações públicas. E, por fim, quando obtiver a libertação de Lula com a participação de seus pares, se nomeá-lo presidente honorário e vitalício da Suprema Corte e substitua a estátua da Justiça pela de Lula, o “Injustiçado”.

O último parágrafo é mera provocação: Toffoli não precisará nomear nenhum dos citados acima – e os demais petistas encalacrados com a Justiça. Todos serão (in)dignamente representados por ele.

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Cida veta absurdos da lei que incorporou TIDE à aposentadoria de professores

O TIDE (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) é um regime de trabalho dos professores das universidades estaduais do Paraná que estejam envolvidos, além do ensino, com pesquisa e atividades de extensão. Prevê o acréscimo de 55% sobre o salário de professores com carga horária de 40 horas semanais, desde que se dediquem exclusivamente (é óbvio) a elas. No dia 3, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que incorpora integralmente essa remuneração à aposentadoria dos professores que tenham cumprido o regime por mais de 15 anos. Resolveu-se, assim, impasse criado pelo Tribunal de Contas, que em 2016 havia autorizado somente o pagamento dessa remuneração proporcionalmente aos anos em que o regime foi cumprido.

Estava tudo bem até que o projeto chegou para a sanção da governadora Cida Borghetti, que descobriu a inclusão de emendas absurdas contidas no substitutivo aprovado pelos deputados – foram 40 votos a favor e apenas um contrário (o restante se absteve). As propostas mais absurdas, vetadas pela governadora, são duas:

Primeira: permite ao docente ser remunerado, além do salário e TIDE, por atividades extracurriculares até um total de 1984 horas anuais, que, divididas por uma jornada de oito horas, correspondem a 248 dias. Além de ser inviável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, a autorização violenta a essência do regime de TIDE, que é a remuneração extra condicionada à dedicação exclusiva a atividades de ensino, pesquisa e extensão numa jornada semanal de 40 horas.

Segunda: autoriza que o detentor do regime de TIDE desempenhe funções comissionadas em órgãos do estado, acumulando as duas remunerações. “O cargo em comissão”, afirma a governadora, “não pode ser exercido concomitantemente com outra atividade ordinária”, pois (…) está-se diante de dois cargos passíveis de regime de tempo integral e dedicação exclusiva”.

(Abaixo, o parecer técnico que motivou os vetos da governadora)

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Quem resgatará o Brasil da caverna em que se encalacrou?

O mundo acompanhou com apreensão o drama dos 12 meninos e o treinador de futebol que se meteram nas profundezas de caverna alagada da Tailândia e com alívio e admiração ao resgate do grupo.

Foi um dos resgates mais impressionantes da história. As dificuldades aparentemente intransponíveis foram vencidas pelo planejamento, técnica, zelo, ousadia e desprendimento dos mergulhadores – todos voluntários. Um deles morreu na véspera do início do resgate.

O Brasil se meteu numa caverna ainda mais profunda, perigosa e insalubre do que a que quase tirou a vida dos meninos e do técnico imprudente, que os levou além do limite permitido.

Vivenciamos uma crise econômica, política e ética que atinge toda a sociedade e as instituições. Crise deflagrada pelo lulopetismo, que, defenestrado do poder, mantém-se encastelado em corações e mentes de milhões – do pobre nordestino ao empresário bem-sucedido, do estudante de ciências sociais ao desembargador ou ministro do STF – e em constante conflito com a verdade, o ordenamento jurídico, a estabilidade social, a moralidade pública. A prisão do seu líder por corrupção e lavagem de dinheiro e a aproximação das eleições exaspera os membros do Partido dos Trabalhadores, que promovem verdadeira guerra de guerrilhas em várias frentes para impedir ser dizimado pelas urnas.

Para serem retirados com êxito da caverna, os meninos e o treinador foram sedados. Os brasileiros foram dopado pela propaganda massiva do lulopetismo, a ponto de milhões deles nem se darem conta da gravidade do estado em que se encontram.

Estamos a menos de três meses de uma decisão histórica e decisiva, a escolha do novo presidente ra República, que nos retirará da caverna ou nos conduzirá ainda mais para o interior de suas entranhas. E ao que assistimos? A um espetáculo de horrores: um presidiário e inabilitado legalmente a concorrer é o preferido dos eleitores – a camada da população em estado de dopagem mais profunda -, o segundo lugar é ocupado por um ex-militar que pensa e age como zelador da caserna, o terceiro por uma silvícola de pensamento indecifrável, o quarto pelo estereótipo do coronelismo, símbolo do que de mais atrasado pode haver na cultura política nacional. Os políticos ou técnicos com experiência administrativa e ficha limpa são os lanternas na preferência dos eleitores!

O brasileiro pede por mudança, pelo “novo”, mas, como as vítimas da Síndrome de Estocolmo – patologia que induz o sequestrado a criar vínculos afetivos com o sequestrador – querem continuar dependentes daqueles que sequestraram seu presente e ameaçam o seu futuro.

Quem – quando e como – conseguirá livrar o Brasil do estado letárgico em que se encontra para conduzi-lo a salvo – numa ação ainda mais espetacular do que a da Tailândia – para fora da caverna em que se encalacrou?

O tempo urge. As águas turvas da eleição estão se aproximando…

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Os bandidos processam os que impediram o assalto

Teria cabimento uma quadrilha mover ações judiciais contra os agentes da lei e da ordem que impediram a consumação de um ato criminoso praticado por seus membros?

Absurdo se o fizessem, não é?

Mas no Brasil, onde o absurdo tornou-se rotineiro e interpretado como ato banal, isso não seria apenas possível: é o que está sendo praticado pelo PT!

O ato ilegal pretendido pelo partido foi a soltura de seu líder Lula da Silva, que cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Foi condenado em segunda instância, e esmo assim – pois a Lei da Ficha Limpa o torna inelegível – insiste em disputar a presidência da República.

Na dúvida sobre a charge seria mais adequada, usei duas
E foi justamente sua condição de pré-candidato o argumento centra (e furado)l do pedido de habeas corpus impetrado por três deputados petistas e acolhido pelo desembargador plantonista Rogério Favreto, que durante duas décadas militou no partido, do qual se desfiliou por imposição do cargo sem jamais deixar de obedecer, como vimos no domingo, seus postulados e determinações.

A pré-candidatura de Lula foi acolhida pelo magistrado como o “fato novo” gerador de sua ordem “teratológica” (absurda), na expressão da presidente do STJ Laurita Vaz, já que essa condição é pública e notória deste o ano passado. Além do mais, a condenação de Lula esgotou-se no TRF-4, ao qual pertence o desembargador petista, sendo, portanto, os recursos cabíveis somente no STJ. E nunca poderia ter sido concedido por um plantonista, conforme ordenamento desse tribunal de terceira instância.

Os detalhes do episódio são conhecidos. Vamos aos absurdos que se seguiram a este absurdo: o PT promete uma enxurrada de ações contra o juiz Sergio Moro, o desembargador Gebran Neto, relator do processo de Lula, e o presidente do TRF-4, Thompson Flores, que impediram a consumação do golpe jurídico.

O PT promete acionar também o ministro de Segurança Nacional, Raul Jungmann, que, consultado pela PF de Curitiba, ordenou aos agentes que, diante do embate jurídico travado no Domingo da Vergonha (um ato ilegal movido por uma organização criminosa acolhido por um desembargador ideologicamente afinado a ela) aguardassem a palavra final do desembargador Thompson. Para a presidente do PT e ré na Lava Jato Gleisi Hoffmann, a ação do juiz, dos desembargadores, dos agentes federais e do ministro é a prova cabal da existência de um “complô” para impedir a candidatura de Lula, o que, segundo ela, é um atentado ao Estado de Direito!

A atitude da chefa petista comprova, mais uma vez, que o PT pertence a um universo paralelo no qual os códigos e posturas são diametralmente opostos aos do universo real. Quem promoveu um complô contra o Estado de Direito foi justamente o PT, tentando, de forma cabotina e sem embasamento jurídico, libertar um réu condenado em segunda instância.

Não estranhemos que a próxima vítima da fúria do PT seja a presidente do STJ por causa de seu parecer, emitido ontem – e com o qual negou mais um pedido de habeas corpus ao presidiário mor petista -, no qual condena a ação do desembargador petista e elogia à do cada vez mais odiado (pelos petistas) juiz Sergio Moro. Disse ela:

“Causa perplexidade e intolerável insegurança jurídica decisão tomada de inopino, por autoridade manifestamente incompetente, em situação precária de Plantão judiciário, forçando a reabertura de discussão encerrada em instâncias superiores, por meio de insustentável premissa.

Assim, diante dessa esdrúxula situação processual, coube ao Juízo Federal de primeira instância, com oportuna precaução, consultar o Presidente do seu Tribunal se cumpriria a anterior ordem de prisão ou se acataria a superveniente decisão teratológica de soltura.”

Se não for desta, será logo, logo: sua vez chegará, ministra Laurita. Pois a senhora ousou condenar o golpe judicial desferido pela maior organização criminosa de que se tem notícia na história brasileira – a única que ocupou a presidência do país, e o assaltou, por 14 anos e tenta retomá-la todas as formas, principalmente as mais vis.

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O recuo estratégico – e responsável – de Cida

A governadora Cida Borghetti retirou o projeto de lei que concedia reajuste de 1% ao funcionalismo público do Paraná. Aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa, o projeto recebeu mais de 30 emendas que o descaracterizavam – uma delas, propunha aumentar esse índice para 2,7%, igualando-o ao dos servidores dos demais poderes, Ministério Público e Defensoria.

O recuo foi interpretado pelos adversários da governadora como uma derrota em vésperas de iniciar a campanha eleitoral – Cida disputará a reeleição -, mas consolida a imagem de gestora responsável que tem caracterizado os três meses de sua administração, iniciada em abril com a renúncia de Beto Richa para disputar uma vaga no Senado.

Seria eleitoralmente mais confortável para Cida deixar as coisas como estavam – o reajuste salarial estava condicionado por lei à atualização das promoções e progressões do funcionalismo, o que somente seria possível, e olha lá, a partir do ano que vem. A imposição foi feita por seu antecessor. Mas, pressionada por alguns setores do funcionalismo, que não teve reajuste no ano passado, a repor pelo menos a inflação dos últimos doze meses, Cida fez cair essa exigência e ordenou à área técnica que estudasse a viabilidade do pleito. A resposta foi que o índice pretendido comprometia o acordo com o governo federal que permitiu a renegociação da dívida do Paraná. O máximo que se poderia conceder era 1%.

A prudência se impôs na proposta enviada à Assembleia. A prudência se impôs na retirada de pauta do projeto diante da possibilidade de o índice ser alterado pelos deputados, afrontando o compromisso de responsabilidade fiscal. Isso obrigaria a governadora a tomar uma medida ainda mais antipática – vetar o projeto.

O funcionalismo do Paraná ficará, assim, dois anos sem reajuste. Mas sua situação em relação aos servidores dos demais estados é invejável: os salários são pagos rigorosamente em dia e sua defasagem é pequena. O último reajuste – de 10,6% – foi dado em 2016, quando a maioria dos estados congelou os salários, parcelou-os ou simplesmente não teve como pagá-los.

Esse percentual (10,6%) incorpora-se aos quase 84% de reajuste concedido desde 2011, quando Richa tomou posse, ao mesmo tempo em que o IPCA do período foi de 55% – o ganho real, portanto, é flagrante. Os professores foram a categoria mais beneficiada – 146%, considerando-se progressões e promoções.

Cida promete reapresentar o projeto após as eleições. Quem sabe até lá as condições financeiras do Estado permitam um índice maior de reajuste. E, então, ela não poderá ser acusada de demagocia.


Por se tratar de tema relacionado ao governo do Paraná, este jornalista sente-se no dever de informaar que é servidor público lotado na Casa Civil, onde exerce a função de assessor de imprensa.

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Moro se consagra como herói nacional e vilão para os petistas

O juiz Sergio Moro protagonizou ontem um dos embates mais emblemáticos de sua intransigência com os criminosos ao se antepor, mesmo em férias, à decisão esdrúxula do desembargador Rogério Favreto, militante petista sem carteirinha – que abandonou para ocupar o cargo – de soltar o ex-presidente Lula.

O argumento do desembargador, que atendeu ao pedido de três deputados petistas, foi o de ter surgido um “fato novo”, o de que Lula é candidato à Presidência da República e, portanto, tem o direito de ir, vir e falar o que quiser, quando quiser!

Fato novo, como assim, se Lula é candidato em tempo integral desde 1989, tendo usado os dois mandatos e o da sucessora para o mesmo objetivo e com a máquina e recursos públicos sendo utilizados sem pudor?

E a tal Lei da Ficha Limpa, que impede condenado em segunda instância de disputar eleição? O excelentíssimo senhor desembargador esqueceu-se dela?

Favreto recebeu o pedido sexta-feira à noite, meia hora depois de assumir o plantão do TRF-4, o mesmo tribunal que convalidou por unanimidade a condenação de Lula por Moro e aumentou a pena de prisão por lavagem e corrupção em um terço.

O “fato novo” arguido pelo desembargador petista equivale à “plausibilidade jurídica” do recurso do ex-ministro José Dirceu, condenado à prisão pelos mesmos motivos de Lula. A condenação foi reafirmada pelo TRF4, que também aumentou a pena de 20 para 30 anos. Toffoli encontrou na “plausibilidade” de a pena ter sido exagerada o argumento para soltar Dirceu – decisão que nem constava dos pedidos da defesa do presidiário…

Coincidentemente (!), Toffoli, tal qual Favreto, foi militante petista e serviu ao governo Lula (o desembargador estendeu seus préstimos ao governo Dilma).

Ao impedir a soltura de Lula, Moro argumentou que Favreto não tinha competência para aquela decisão, pois o assunto estava sob a jurisdição da 8ª Turma do TRF4. Gebran Neto, relator do processo neste tribunal, referendou a decisão de Moro, enfurecendo Favreto que, numa atitude incomum nos tribunais, insurgiu-se contra a decisão do colega, reafirmando – e dando o prazo de uma hora para a PF acatar a ordem– sua decisão de soltura do ex-presidente.

O imbróglio foi resolvido pelo presidente do TRF4, desembargador Thompson Flores, que desautorizou Favreto.

Os petistas e afins estão furiosos: o golpe engendrado na calada da noite e ainda no clima da Copa do Mundo foi frustrado. Lula continuará preso e, assim, o partido perde a chance de disputar a eleição com força. Para eles, que sempre atribuem aos outros aquilo que fizeram, Moro, Gebran Neto e Thompson, apoiados pelo Ministério Público, que entrou em cena para manter Lula na cadeia, promoveram um “complô” contra o ex-presidente, a Justiça, o Estado de Direito, etc. e tal.

Os autores do pedido indecente – Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira -, mais advogados ligados ao partido prometem denunciar Moro ao Conselho Nacional de Justiça. Alguns vão mais longe: querem sua prisão! Para os petistas, a ação de Moro agrava sua condição de vilão.

Para alguns “especialistas” que se apresentam como “neutros”, Moro de fato foi além dos limites de sua jurisdição ao contestar a decisão de um desembargador, hierarquicamente superior a ele, que é juiz de primeira instância. Para eles, o juiz federal deveria ter acatado a decisão e recorrido às instâncias superiores.

O certo, então, seria permitir a soltura de Lula e tentar revertê-la em seguida?

Juridicamente isso seria possível, e até com certa facilidade – como vimos nas decisões posteriores do TRF4 –, mas uma vez solto, as convenções partidárias batendo às portas, com o PT em transe e o STF com comichões cada vez mais intensos para referendar sua soltura, Lula se deixaria prender como da vez anterior, na qual protagonizou um teatro farsesco de grandes proporções?

Jamais saberemos. O que sabemos é que, tenha ou não extrapolado, Moro impediu um golpe jurídico de difícil reversão e com consequências políticas e sociais incalculáveis.

Foi, para os adeptos da Justiça, que são a maioria esmagadora da Nação, o herói do domingo, 8 de julho de 2018 – o dia em que o PT foi derrotado em mais uma tentativa de subjugar o país a seus delírios criminosos.

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Prendam o desembargador petista. Com urgência!

Ex-servidor dos governos Lula e Dilma , petista por duas décadas e desligado do partido, por obrigação, para assumir o posto no TRF-4 de Porto Alegre (nomeado por Dilma Rousseff), mas fiel aos preceitos do partido em suas posturas jurídicas desde então, o desembargador Rogério Favreto deveria ser preso. E com urgência!

A mesma urgência com que determinou a soltura do ex-presidente Lula, atropelando decisão da corte à qual pertence, a Lei da Ficha Limpa e o ordenamento da Polícia Federal.

Favreto protagonizou hoje um dos atos mais vergonhosos da história jurídica brasileira ao atender reclamação de três parlamentares petistas, liderados por Wadih Damous, e ordenar a libertação do ex-presidente, condenado em segunda instância, por unanimidade, a doze anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

As teses que defendeu no mandato de soltura foram gritantemente absurdas: 1. Que Lula está preso ilegalmente pois não teve o caso tramitado em julgado (a ordem de prisão, que obedece a jurisprudência do STF, foi determinada pelo tribunal em que trabalho), 2. Que a prisão o impede de participar do processo eleitoral e, consequentemente, disputar a presidência da República (a Lei da Ficha Limpa impede que condenado em segunda instância concorra a cargo eletivo) e 3. Determinar que Lula fosse solto IMEDIATAMENTE mesmo sem a presença de um delegado da Polícia Federal, onde cumpre pena, e sem os procedimentos de praxe, que são o exame de corpo de delito, etc.

O desembargador petista – pois só um petista seria capaz de tamanha afronta à Justiça – tem de ser preso COM URGÊNCIA . Pois é uma ameaça latente ao Estado de Direto.

E tenho dito!

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Osmar e os fantasmas do passado e do presente

O ex-senador e candidato em potencial ao governo do Paraná Osmar Dias (PDT) não consegue novos aliados para seu projeto eleitoral. Está só – solito, solito – na disputa. E, com isso, seu tempo no rádio e tevê será ínfimo e sua rede de sustentação nos municípios, raquítica.

Em compensação, os velhos companheiros Lula, Dilma e Gleisi continuam firmes e fortes ao seu lado como fantasmas a povoar seu passado e atormentar seu presente. E comprometer seu futuro.

Lula está preso, Dilma foi defenestrada da presidência e Gleisi está encalacrada na Lava Jato. E nunca se ouviu um pio de Osmar para criticar a conduta criminosa deles.

As fotos de Osmar ao lado do trio em atos petistas vão dar munição de grosso calibre a seus adversários na disputa pelo Palácio Iguaçu. O início da campanha se aproxima. Num Estado em que o PT é rejeitado por cerca de 90% dos eleitores, ser associado ao partido, seus líderes e crimes equivale ao atestado de óbito.

No esforço de viabilizar sua candidatura, Osmar acaba de ressuscitar o defunto Homero Barbosa, ex-prefeito de Londrina pelo PDT. Homero foi cassado em 2012 por corrupção e condenado por corrupção em primeira e segunda instâncias em vários casos cabeludos. É réu em outros tantos processos de igual teor.

O encontro de ambos fecundou a possibilidade de Homero coordenar a campanha de Osmar no Norte do Paraná e revelou o novo visual do ex-prefeito cassado, inspirado no Homem de Neandertal: barba e cabeleira desgrenhados, órbita ocular diminuta, nariz achatado e largo. A barba de Osmar continua farta e branca. Deve ser porque esteja de molho…

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Aécio absolvido. Quem indenizará o país pela farsa?

Aécio Neves fez 51 milhões de votos na eleição de 2014, vencida por Dilma Rousseff por três milhões de votos de vantagem graças ao poder financeiro do PT e sua brutal campanha de difamação contra o senador tucano (antes dele, contra Marina; antes dela, contra o finado Eduardo Campos).

A campanha revelou-se um autêntico estelionato eleitoral, pois tudo o que Dilma tentava ocultar de ruim em seu governo revelou-se verdadeiro e tudo o que prometia jamais executar ela pôs em prática assim que tomou posse do seu segundo e desastroso mandato.

A ofensiva difamatória contra Aécio incluiu a acusação de agressor de mulheres, cocainômano, bêbado e corrupto – acusações que Lula verbalizou em discurso irado na Praça Sete, de Belo Horizonte.

Esta última acusação tinha como ponto central uma denúncia, forjada por um falsário notório e ligado ao PT, de que Aécio teria recebido propina de Furnas por meio de um diretor indicado por ele (o diretor foi nomeado no governo petista, sendo, portanto, difícil conceber que o tucano teria tamanha força junto a seus adversários.)

Laudo da PF afirmando que não pudera atestar a veracidade do documento no qual se baseava a denúncia (e não poderia mesmo, pois era falso) foi incapaz de conter a voragem acusatória dos petistas.

Qual o efeito desta acusação sobre o resultado das urnas? Difícil de aferir, mas certamente contribuiu, associada às demais, para minar o prestígio do tucano.

Três anos depois, conversa gravada entre o diretor da J&S Joesley Batista e Aécio revelou que o tucano lhe pedira R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro, escamoteada em parcelas, foi filmada. Se não havia contrapartida à generosidade, que comprovaria o pagamento de propina, a forma como o dinheiro chegou ao senador e suas desculpas esfarrapadas para justificar a motivação do pedido e o modus operandi da entrega fulminaram sua credibilidade.

Os eleitores de Aécio comportam-se de forma diferente da dos de Lula e demais petistas condenados (desde que não se transformem em delatores): os primeiros o abandonaram assim que surgiu a suspeita consistente de seu procedimento ilegal; os segundos aumentam o fervor do culto ao chefão da organização criminosa e a seus membros ilustres quanto mais proliferam e se comprovam as denúncias contra eles.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, pôs fim na semana passada à suspeita de que Aécio recebeu propina de Furnas: mandou arquivar a denúncia a pedido da PF, que não conseguiu comprovar sua veracidade.

Que a Justiça também se faça em relação aos outros casos cabeludos envolvendo o senador tucano, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela suspeita de ter recebido recursos ilícitos da J&F. Ele também é investigado em mais sete inquéritos, cinco deles baseados na delação de executivos da Odebrecht.

Foram necessários quatro anos para a absolvição de Aécio no caso de Furnas. Justiça tardia não é justiça, pontificou Rui Barbosa. O prejuízo moral – e possivelmente eleitoral de Aécio (e neste caso do Brasil) – jamais será indenizado. Mas a sentença teve o mérito de estabelecer a verdade.

E esta é a essência da Justiça: o estabelecimento da verdade, seja para punir ou inocentar o réu.

Que a Justiça se faça também em relação aos que montaram a propagaram a farsa, que contribuiu para manter na presidência da República o chefe de Estado mais desastroso da história do país, cujo legado compromete praticamente toda uma geração.

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Eles saíram do armário de vez

Não dá mais para colocar panos quentes: o triunvirato que forma maioria na 2ª Turma do STF – Toffoli, Lewandowski e Gilmar – escancarou sua condição de advogados de criminosos de alta linhagem.

Ontem, numa só tacada, libertaram o petista José Dirceu, João Paulo Genu (PP) e Milton Lyra, apontado como operador do MDB, e trancaram a ação penal contra o deputado estadual por São Paulo Fernando Capez (PSDB). E, para coroar a desfaçatez, anularam as provas contra o ex-ministro Paulo Bernardo obtidas no apartamento funcional da senadora petista Gleisi Hoffmann, sua companheira conjugal, refúgio do casal em Brasília. Bernardo é réu em ação desmembrada da Lava Jato que o acusa de ter comandado o desvio de R$ 100 milhões, por meio de uma operadora de crédito consignado, dos servidores federais quando ministro do Planejamento. Quando a operação de busca e apreensão foi feita, Gleisi não era investigada – agora se tornou ré como o companheiro. Somente objetos e documentos pertencentes a Bernardo foram confiscados, segundo os investigadores.

A libertação de Dirceu, por “ato de ofício” (isto é, por iniciativa da Corte) proposto por Toffoli, e a anulação das provas contra Bernardo e Gleisi eram o objetivo principal do triunvirato que, para disfarçar, concedeu indulgência a membros de três outros partidos. A pauta da sessão foi feita por Lewandowski, presidente da Turma. Com exceção de Capez, acusado de receber propina de fornecedores de merenda escolar, os demais são réus (Bernardo e Gleisi) ou foram condenados na Lava Jato.

A aliança de Toffoli – ex-assessor de Dirceu e ex-advogado do PT – e Lewandowski na defesa dos criminosos petistas ficou patenteada no julgamento do mensalão, em que fizeram o diabo para desconstruir a peça acusatória, robusta e impecável, do relator Joaquim Barbosa. À época, Gilmar era um crítico do PT – agora, aliou-se à dupla para reforçar no STF a defesa dos criminosos, seja de que partido for.

Toffoli é o mais desinibido dos três: libertou Paulo Bernardo sem que o pedido tivesse tramitado nas instâncias inferiores, abriu a divergência que resultou na absolvição, na semana passada, do ex-ministro e Gleisi no processo envolvendo desvio de R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado, anulou as provas contra o casal no caso do desvio de recursos dos servidores e propôs o habeas corpus a Dirceu, seu ex-chefe e responsável por sua nomeação como advogado-geral da União. E, depois, para compor o STF.

Tivesse entrado em pauta o pedido de libertação de Lula, ou sua conversão em prisão domiciliar, o triunvirato da vergonha nacional o teria atendido. Não o fez por zelo de Fachin, cada vez mais isolado e que espertamente o encaminhou para análise do plenário – no qual o trio tem como coadjuvante o ministro Marco Aurélio. Os quatro, contrários à prisão após condenação em segunda instância, não se intimidam, sempre que acionados, em contrariar a decisão da maioria da Corte, que a autorizou. Agem como espadachins dos barões da criminalidade em luta permanente contra a Justiça.

A esperança sobre a 2ª Turma recai sobre Cármen Lúcia, rigorosa na punição de corruptos e que em 12 de setembro delega a presidência do STF para Toffoli, assumindo seu lugar nesse colegiado. O combate ao crime será, portanto, fortalecido na Turma, mas, em compensação – e como nunca antes na história desse país – os bandidos terão um defensor incansável e despudorado na presidência da mais alta Corte do país.

E, então, o PT, que nomeou a maioria dos ministros, poderá comemorar: seu projeto de se apoderar da Justiça em seu benefício próprio – com fez com o Executivo e o Legislativo – estará consumado.

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