Política



A capitulação final de Lula: pedir a demissão de um trabalhador!

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical pediu ao patrão que demitisse o empregado.

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical condenou o empregado e elogiou o patrão.

Nuncaantesnahistóriadestepaís se cometeu ação tão vil e em solenidade oficial de um sindicato… de trabalhadores!

Coloquem-se todos os Nuncaantesnahistóriadestepaís que vierem à mente e será pouco para qualificar o que Lula da Silva fez na segunda-feira, em São Paulo, durante “plenária” da CUT – o maior conglomerado de trabalhadores do país e braço sindical do Partido dos Trabalhadores, partido majoritário do governo federal e do qual Lula é presidente honorário.

Associando-se à histeria provocada na seara petista pelo parecer do Banco Santander a correntistas abonados, alertando para a obviedade do risco de agravamento da crise econômica pela eventual reeleição de Dilma Rousseff, Lula cometeu este crime de lesa-trabalhador.

Disse ele, textualmente:

“Ô, Botín é o seguinte, querido: eu tenho consciência de que não foi você que falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, nem do governo Dilma. Manter uma mulher dessas num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim, que eu sei como é que eu falo”. Confira

Menosprezemos o palavrão falado por Lula. Está se tornando corriqueiro nas aparições públicas dele. Além de configurar um comportamento incompatível com o que ele foi e é, expressa o desequilíbrio mental que as pesquisas, cada vez mais desfavoráveis à permanência do PT no poder, estão provocando nele e às suas hostes.

A bajulação ao presidente mundial do Santander, o “querido” Emílio Botin, é a artimanha que Lula, o líder sindical, recorre para pedir que o banqueiro demita a funcionária responsável pelo parecer.

A ética foi a primeira bandeira que Lula e PT queimaram. Outras tantas viraram cinzas – reforma política, reforma tributária, transparência administrativa, etc.. Pedir a demissão de uma trabalhadora é a capitulação final: o líder do Partido dos Trabalhadores trai agora – e publicamente – a categoria que seu partido e seu governo dizem representar.

Requiescat in pace.

E sem choro nem vela.

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Até tu, Brutus Supremum?

O Supremo Tribunal Federal (STF) reproduz hábitos que costumam ser questionados em outros poderes sobre o uso de recursos públicos para despesas com passagens aéreas. Levantamento feito pelo Estado com base em dados oficiais publicados no site da Corte, conforme determina a Lei de Acesso à Informação, mostra que ministros usaram estes recursos, no período entre 2009 e 2012, para realizar voos internacionais com suas mulheres, viagens durante o período de férias no Judiciário, chamado de recesso forense, e de retorno para seus Estados de origem.

 

O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres em quatro anos foi de R$ 2,2 milhões – a Corte informou não ter sistematizado os dados de anos anteriores. A maior parte (R$ 1,5 milhão) foi usada para viagens internacionais. De 2009 a 2012, o Supremo destinou R$ 608 mil para a compra de bilhetes aéreos para as esposas de cinco ministros: Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski – ainda integrantes da Corte -, além de Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Eros Grau, hoje aposentados.

 

O pagamento de passagens aéreas a dependentes de ministros é permitido, em viagens internacionais, por uma resolução de 2010, baseada em julgamento de um processo administrativo no ano anterior. O ato diz que as passagens devem ser de primeira classe e que esse tipo de despesa deve ser arcado pela Corte quando a presença do parente for “indispensável” para o evento do qual o ministro participará. No entanto, o Supremo afirma que, quando o ministro viaja ao exterior representando a Corte, não precisa dar justificativa para ser acompanhado da mulher.

 

No período divulgado pelo STF, de 2009 a 2012, as mulheres dos cinco ministros e ex-ministros mencionados realizaram 39 viagens. Dessas, 31 foram para o exterior.

 

As passagens incluem destinos famosos na Europa, como Veneza (Itália), Paris (França), Lisboa (Paris) e Moscou (Rússia), e Washington, nos Estados Unidos. A lista também inclui cidades na África – Cairo (Egito) e Cidade do Cabo (África do Sul) – e na Ásia (a indiana Nova Délhi e Pequim, na China).

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“Consciência Negra”,o equívoco racialista

José Pires (Jota), jornalista e ilustrador

 

Em Londrina acontece uma polêmica em torno de uma data comemorativa instituída pela Câmara Municipal, um tal de “Dia da Consciência Negra”, o que para mim é um equívoco tipicamente racialista e muito perigoso. Não existe consciência negra, branca, amarela ou de qualquer outra cor. O que existe é consciência humana.

 

A instituição dessa comemoração racialista vem sendo feita em várias cidades brasileiras. É a instalação de um clima de conflito racial em todo o país pelo método de comer mingau: pelas bordas. Em Londrina ocorreu só uma discussão comercial para definir se devia ser um feriado, tese que felizmente não vingou. Se as cidades forem folgar em dia comemorativo criado por vereador, logo mais teremos 365 feriados no país.

 

Essa tal de “consciência negra” vem desse jogo político recente de instalar divisões entre as pessoas na cata de votos. Serve pra tudo: mulheres versus homens, heterossexuais versus homossexuais, e por aí vai. A manipulação de políticos patifes costuma receber a ajuda de militâncias ignorantes, agressivas e certamente minoritárias nos próprios segmentos sociais que pretendem representar com seus discursos que dividem tudo entre o bem e o mal. Evidentemente nesta retórica torta eles estão sempre no lado do bem.

 

Um dos problemas de ter como ponto de vista uma tal de “consciência negra” é que podem surgir grupos que finquem o pé numa “consciência branca”. E aí, como é que fica? Dentro do raciocínio simplista que vem sendo empregado por militâncias racialistas esta dividida consciência exige um corte também na área do pensamento. Ficaríamos então com separações de cores nas estantes, com o pensamento branco de um lado e o pensamento negro do outro? E o Machado de Assis, que era mulato, qual seria a estante desse gênio?

 

Esse tipo de militância vem buscando criar divisões raciais que ao menos no Brasil vínhamos eliminando gradativamente sem a necessidade de conflitos prejudiciais para todos. Não, meus caros, não é a construção de uma harmonia social sem visão crítica. É apenas a organização do debate e da prática sem fazer do outro um inimigo.

 

Com um discurso tão rastaquera esta militâcia desagregadora corre também o risco de ficar na pior companhia histórica, eliminando um gênio como Joaquim Nabuco, que viveu na época da escravidão e era branco, fazendeiro e muito rico, mas que fez mais pela eliminação da escravidão em nosso país do que o negro Zumbi dos Palmares, ídolo racialista que na verdade é apenas um mito criado nesses últimos anos em que o engodo é exposto como se fosse consciência.

 

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Lula e os dois PTs

Editorial de O Estado de S.Paulo

 É temerária a perspectiva de que “se passe a menosprezar o exercício da democracia e se comece a aplicar a ditadura de um partido sobre os demais”. Por outro lado, “você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política”. Um petista desavisado que topasse com essas declarações sobre a política brasileira não hesitaria em atribuí-las à conspiração da “mídia conservadora” para “acabar com o Partido dos Trabalhadores (PT)”. Mas são declarações textuais de Luiz Inácio Lula da Silva, o grande líder do PT. Constam de mais uma publicação destinada a cultivar o mito petista, o livro 10 Anos de Governos Pós-Neoliberais no Brasil: Lula e Dilma, que será lançado dia 13.

 Quem acompanha com um mínimo de espírito crítico a trajetória política de Lula sabe do absoluto descompromisso do ex-presidente com a coerência. Lula fala o que quer, quando quer, movido por notável intuição político-eleitoral e comprovado senso de oportunidade. Não tem o menor escrúpulo de desdizer hoje o que afirmou ontem nem de fazer amanhã o que condenou hoje. Assim, Lula declarar que tem medo da “ditadura de um partido sobre os demais” e reprovar a prática de “relação promíscua para fazer política” não chega a ser surpreendente, mas é de um cinismo de fazer corar um monge de pedra.

 Que dizer, então, do comentário do “principal protagonista” do PT a respeito do polêmico episódio da divulgação da Carta ao Povo Brasileiro? Essa proclamação, de cunho essencialmente eleitoral, cumpriu em 2002 o objetivo de, poucos meses antes da eleição presidencial, tranquilizar os setores da opinião pública temerosos diante da determinação dos radicais lulopetistas de reverter a política econômico-financeira “neoliberal” com que o governo FHC lograra acabar com a inflação, promover a estabilidade e retomar o crescimento social e econômico.

 Eleito, Lula realmente manteve os fundamentos econômicos “neoliberais”, que permitiram a vigorosa ampliação dos programas sociais iniciados por seu antecessor. E agora, num surto de sinceridade, se dá ao desfrute de fazer blague com aqueles acontecimentos: “Eu era radicalmente contra a carta porque ela dizia coisas que eu não queria falar, mas hoje eu reconheço que ela foi extremamente importante”. Teria sido mais verdadeiro se dissesse “útil”.

 De qualquer modo, ao longo das 20 páginas em que o organizador do livro, coadjuvado por outro fiel seguidor do ex-presidente, se empenha em levantar a bola para o entrevistado, Lula faz também uma análise do PT atual a que certamente só se permitiu porque se considera soberano, com direito ao luxo de dizer a mais pura verdade: o Partido dos Trabalhadores está dividido hoje em dois grupos – “o eleitoreiro, parlamentar, o PT dos dirigentes”, e o partido “da base, igualzinho ao que era em 1980”.

 O que Lula não chega a admitir é que, dentro da “democracia petista” – que, de resto, não é muito diferente daquela praticada pelos outros partidos -, quem manda de fato são os “dirigentes”, hoje obcecados em perpetuar-se no poder. A base, “igualzinha ao que era em 1980”, continua, é claro, defendendo as mesmas propostas radicais que fizeram Lula ser derrotado em três pleitos sucessivos. E para os “dirigentes” é muito importante que mantenha esse discurso, para que o PT possa continuar ostentando a aura de partido popular.

 É isso que explica, por exemplo, a presença do disciplinado Rui Falcão no comando formal da legenda. De vez em quando Falcão reúne a tropa, solta algumas palavras de ordem radicais, vocifera contra a “direita”, os “neoliberais”, a “mídia golpista” e vão todos para casa jubilosos de sua militância “revolucionária”.

 Enquanto isso, a nomenklatura petista, refestelada nos altos gabinetes do partido e do governo, cultiva relações cada vez mais promíscuas com as lideranças políticas que combateu durante mais de 20 anos e conspira, nos bastidores do Congresso, para sufocar forças políticas que possam emergir na contramão de seus interesses eleitorais em 2014.

 

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Dilma, Alvaro e Beto lideram pesquisas

De O Paraná

Se as eleições fossem hoje, Álvaro Dias teria uma reeleição tranquila para o Senado. Com margem um pouco menor, Beto Richa também seria reconduzido ao Governo do Paraná. É o que revela levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.

A pesquisa ouviu 1.507 eleitores de 68 municípios paranaenses entre 20 e 24 deste mês, o que confere aos números auferidos um grau de confiança de 95,5%.

ÁLVARO DISPARADO

A pesquisa estimulada para o Senado envolveu dois cenários. No primeiro, Álvaro Dias apareceu com 63,17%, seguido de Orlando Pessuti com 11,35%, André Vargas com 5,84% e Rosane do PV com 5,37%, contra 7,43% de indecisos. No outro, Álvaro obteve 70,34%, Rosane do PV 8,56% e Sérgio Souza 3,32%, e os indecisos subiram para 8,96%.

O senador tucano saiu-se melhor no interior em ambas as sondagens, obtendo índices de 65,57% no primeiro cenário e 73,42% no segundo.

VANTAGEM DE BETO

A pesquisa para governador envolveu três cenários. Na consulta espontânea, Beto Richa apareceu com 12,61%, seguido por Roberto Requião com 3,72%, Gleisi Hoffmann com 3,12% e Osmar Dias com 1,26%.

Na estimulada foram duas sondagens. Num dos cenários, Beto apareceu com 40,61%, Gleisi 28,27%% e Requião 19,71%. No outro, Beto obteve 45,65%, Requião 22,03% e Osmar Dias 18,58%. Já o governo Beto foi aprovado por 71,13% dos consultados.

No primeiro cenário, Beto obteve 43,84% das intenções de voto do interior, contra 33,20% de Curitiba e 34,09% da Região Metropolitana. No segundo, o governador fez 48,21% no interior, 37,89% na capital e 42,73% na Região Metropolitana.

PRESIDÊNCIA

A Paraná Pesquisas também levantou o quadro sucessório para o Palácio do Planalto no Paraná. Na consulta espontânea, Dilma Rousseff apareceu com 17,39%, Lula com 5,31%, Aécio Neves com 2,79%, José Serra com 2,19%, Marina Silva com 1,26% e Geraldo Alckmin 0,40%. Até o ministro Joaquim Barbosa apareceu, mas com apenas 0,20% das intenções de voto. Os indecisos, nesse caso, somaram 65,96%.

Já na consulta estimulada, Dilma fez 50,83%, contra 15,86% de Marina Silva, 13,01% de Aécio Neves e 3,32% de Eduardo Campos.

 

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Agência Brasil expõe dúvidas sobre política econômica oficial

Os petralhas não admitem controvérsia. Julgam-se donos da verdade, e ai daquele que ouse discordar.

É chamado de tucanalha, da “turma que torce contra o Brasil”, udenista,  conservador, reacionário e quejandas. E, em muitos casos, sofre uma campanha de difamação por meio da rede que o partido mantém na internet.

Por isso, os petralhas pretendem censurar a imprensa, sob o nome pomposo de Regulamentação dos Meios de Comunicação.

Devem, portanto, estar furiosos com a matéria da Agência Brasil, porta-voz do governo federal, publicada no sábado, que questiona a eficácias das medidas econômicas adotadas por Dilma Rousseff, Mantega & Cia.

Publico-a na íntegra.

 

Medidas do governo para retomar economia não são unânimes entre economistas

27/04/2013 – 15h48

Economia

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – Com a previsão de crescer 3% neste ano, segundo as instituições financeiras, a economia brasileira dependerá das medidas de estímulo lançadas pelo governo para atingir essa expectativa. Economistas ouvidos pela Agência Brasil, no entanto, divergem sobre a eficácia das ações tomadas até agora pelo governo, voltadas para a redução de impostos para determinados setores da economia e o aumento dos gastos públicos.

 

Para Carlos Eduardo Freitas, ex-diretor do Banco Central, o foco das medidas econômicas está errado. Segundo ele, o Brasil não está crescendo pouco por causa da falta de demanda, mas da baixa taxa de investimento. “Estimular o consumo, como o governo está querendo fazer, só pressiona a inflação, enquanto o real problema está do lado da oferta“, diz.

 

De acordo com Freitas, o baixo crescimento dos últimos anos foi provocado pela baixa taxa de investimento. Para ele, isso se deve à mudança de política econômica do governo, que provocou temor nos empresários em relação ao futuro do país e restringiu os investimentos. “O empresário olha para o futuro na hora de tomar decisões. O grau de intervenção do governo na economia tem assustado o empresariado e o investidor brasileiro e estrangeiro”, diz.

 

Na avaliação do ex-diretor do Banco Central, a taxa de investimentos só voltará a aumentar se o governo voltar a se comprometer com os três pilares que guiaram a política econômica brasileira desde o fim dos anos 1990: superávit primário forte, câmbio livre e cumprimento da meta de inflação.

 

Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves também acredita que as medidas estão no rumo errado, mas por diferentes motivos. Para ele, é necessário estimular a demanda em tempo de crise, mas as medidas devem beneficiar toda a economia, não apenas determinados setores com poder de barganha escolhidos pelo governo.

 

“O empresário só investe se tiver certeza de que terá demanda para seus produtos. Seria muito mais eficaz o governo reduzir o imposto para toda a população, que poderia consumir o produto que quiser”, critica. “O governo só tem reduzido tributos para determinados segmentos da economia, o que transformou a política econômica em um balcão de negócios.”

 

Apesar das críticas, há economistas que acreditam que o governo está no rumo certo. Para Newton Marques, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), as medidas de estímulo têm cumprido o objetivo de evitar que o país caia em recessão. “As desonerações beneficiam setores com contribuição importante para o PIB. Se o governo não tivesse feito nada, o país estaria em recessão, em vez de ter crescido 0,9% no ano passado”, diz.

 

Marques lembra que o governo não tem agido apenas para estimular o consumo e reduzir a folha de pagamento das empresas, mas também tem incentivado os investimentos por meio das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da concessão de rodovias, ferrovias e aeroportos. “O governo tem feito a sua parte. O grande mistério é saber por que os empresários não estão investindo”, diz.

 

Edição: Fábio Massalli

 

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-04-27/medidas-do-governo-para-retomar-economia-nao-sao-unanimes-entre-economistas

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Intriga-me o silêncio da dona Gleisi

Intriga-me o silêncio de dona Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, ministério que preparou e vazou o relatório sobre as andanças nada discretas da primeira-amante Rose Noronha pelos desvãos do reino, repletos de oportunidade$.

O relatório, um marco na administração petista, porque ao menos deu um aspecto de seriedade a uma investigação envolvendo “companheiros(as)”, constrange o ex-presidente de direito e presidente de fato, Luís Inácio Lula da Silva.

Era graças ao relacionamento íntimo que mantinha com Lula que a primeira-amante conseguiu o que conseguiu, para si e sócios de empreendimento.

O relatório compromete Lula por apresentá-lo como dócil atendente dos desejos da companheira de alcova. Mas não se aventura – pelo menos é o que está na parte “vazada” à revista Veja – em pesquisar se Lula sabia ou não das maracutais de Rose.

Intriga-me o silêncio de Gleisi porque, até o momento, não veio a público sua indignação pelo vazamento (o que seria muito mais fácil de acontecer do que o próprio vazamento: bastava uma ligeira perfomance midiática, e pronto: a “indignação” da ministra ficaria estampada nos jornais e correria, célere, pelos porões da tropa de choque do PT na internet.)

Se não veio a público é porque não houve indignação – a ministra nem ao menos fingiu não saber de nada.

Sendo assim, conclui-se que Gleisi autorizou o vazamento. Ou foi a autora do vazamento.

A pergunta que não pode calar é: por quê?

Mesmo que o relatório tenha poupado Lula – repito -, os fatos que registra respingam em Lula. Porque ele foi o fiador de todas as ações subreptícias (pero no mucho) da primeira-amante.

Remember: Gleisi, quando senadora, foi uma das articuladoras da queda de Palocci, oferecendo na mansão que divide com o companheiro e ministro Paulo Bernardo, em Brasília, um amoço para Lula, onde a cabeça, corpo e membros do então ministro da Casa Civil foram o prato principal.

Palocci foi defenestrado em seguida e Gleisi levada para o lugar dele, com a benção do presidente de fato.

E ela agora o apunhala.

A pergunta final – maldosa e fatal: Gleisi estaria agindo assim de olho em 2018 para, em caso de reeleição de Dilma, comprometer a volta de Lula ao poder de direito e viabilizar-se para ocupar a vaga?

 

 

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