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Requião: candidato ao governo ou à aposentadoria?

O senador Roberto Requião tem fama de doido – daí o apelido de “Maria Louca”.

Quem sou eu, mero jornalista, para avalizar ou contestar este conceito! Resta-me, no entanto, a obrigação de registrar que os fatos reforçam essa avaliação. Comer mamona em reunião com Lula na frente dos repórteres não é coisa de pessoa lúcida. Ameaçar bater em servidor público, e também na frente das câmeras, é outro sintoma preocupante. Confiscar o gravador e entortar o dedo de jornalistas que o entrevistam é deveras preocupante. Mandar manifestantes enfiarem a faixa que o critica “no rabo” é indício de que a coisa é séria. Solidarizar-se com o regime assassino de Nicolás Maduro o põe na portaria do hospício. E defender a inocência de Lula e enaltecer do PT, bem, nesse caso, acho que despirocou de vez.

E despirocou não só pelo fato de defender o indefensável, mas por afrontar o eleitorado do seu estado, majoritariamente contrário a Lula e PT, responsáveis – em conluio com as “elites” das quais se dizem vítimas – por promover o maior saque aos cofres públicos de que se tem notícia.

O mandato de Requião está chegando ao fim. Ele está bem posicionado nas pesquisas, o que praticamente lhe garante uma das vagas. A outra tem vários pretendentes. O mais bem cotado para abocanhá-la é o governador Beto Richa. Esta vaga é ocupada por Gleisi Hoffmann, a petista incendiária, que justamente por ser o que é perdeu qualquer possibilidade de se manter no cargo (e em liberdade, pois são cabeludas as acusações de seu envolvimento com os desvios da Petrobras).

E não é que Requião, da noite para o dia – teria sido o efeito da lua, oculta pelo excesso de chuva em Curitiba? -, anuncia que não vai disputar o Senado e sim a sucessão de Richa!

A coisa muda de figura: não lhe bastam mais os 25% das intenções de voto que teria para o Senado – eleitorado que se resume basicamente ao pessoal de esquerda ou manipulado pela esquerda, como os professores da rede estadual -, mas metade dos votos mais um!

Como ele pretende cooptar o eleitorado que o rejeita por sua associação com Lula e o PT, isso é um mistério. Está mais para alucinação!

Se insistir no desvario, Requião estará assinando sua aposentadoria.

Que insista, portanto…

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Gleisi prega a luta armada para impedir a prisão de Lula

A [email protected] nacional do PT, Gleisi Hoffmann, é extremada em suas convicções, que trata como dogmas, e ai de quem a conteste! Agiu com despudor – e extrema chatice – na defesa de Dilma no processo de impeachment e tornou-se a mais fervorosa advogada de Lula. À medida que o julgamento do recurso de seu guru se aproxima – que poderá torná-lo inelegível e mandá-lo para a prisão –, a TPJ (Tensão Pré-Julgamento) que a acomete a leva a fazer declarações cada vez mais radicais – e criminosas.

No final de semana, em ato público em Porto Alegre para reforçar a candidatura de Lula à presidência, ela afirmou que a “única solução legal é a absolvição de Lula” e que eventual condenação de seu líder não será reconhecida por seu partido. À revelação de que a sede e os desembargadores que julgarão o recurso de Lula estão sendo ameaçados – até de morte – Gleisi reagiu com uma acusação gravíssima: “Estão criando uma cortina de fumaça para ocultar a falta de provas” contra Lula – tese ofensiva e grosseira. E, diante da eventualidade de Lula ter a prisão decretada, ela atingiu o cume da radicalização: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”. Ela fez esta ameaça em entrevista ao site Poder360.

Traduzindo em miúdos: “se para prender Lula (…), vai ter que matar gente”, então haverá resistência armada à eventual ordem de prisão dele. Não há como fugir à lógica. E a lógica estabelece: Gleisi prega a luta armada para impedir a prisão de Lula.

A afirmação é a mais grave de todas feita até agora por Gleisi – e pelos petistas em geral – em relação aos processos penais a que Lula responde. Mostra não apenas sua intolerância (e do partido que preside) com o Estado de Direito, que impõe a observância da lei, mas a disposição de recorrer à violência para impedir sua aplicação.

Gleisi não fala na condição de pessoa física e sim como líder do partido que esteve no comando do país por 13 anos e quatro meses e do qual foi apeado vergonhosa e merecidamente. Sua reação é criminosa, pois embute séria ameaça à segurança pública passível de prisão. Ela incita ao recurso às armas, incorrendo assim em crime contra a ordem pública e social como prevê a lei 1.802/53. Seu crime é ainda mais grave, pois praticando em pleno exercício do mandato de senadora, que impõe – e ela firmou esse compromisso ao ser empossada – respeito à Constituição e à lei. Sua atitude recomenda a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.

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Duas frases que atestam o caráter ditatorial de Gleisi

Intolerância ao contraditório e incapacidade de reconhecer o erro e, portanto, de corrigi-lo são algumas características dos ditadores.

A senadora e [email protected] nacional do PT, Gleisi Hoffmann, cometeu a gafe de interpretar, em postagem numa rede social, uma faixa de apoio a um torcedor ferido num confronto entre torcidas (Forza Luca), exposta durante um jogo na Alemanha, como sendo de solidariedade ao ex-presidente Lula (Forza Lula).

Confrontada com a realidade, apagou a postagem, mas não se deu por vencida: atacou quem havia exposto sua pisada de bola – a Gazeta do Povo. “Sacanagem é esse tabloide virtual de quinta categoria ficar sacaneando (sic). Confundidos são vocês que fazem jornalismo por encomenda!”

Duas frases, apenas duas – e elas atestam, peremptoriamente, o caráter ditatorial de Gleisi Hitlermann!

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Julgamento de Lula expõe violência e cinismo dos petistas

Que cínicos são esses petistas: ameaçam a integridade física dos desembargadores e as instalações do TRF da 4ª Região e acusam o presidente do órgão, Carlos Eduardo Thompson Flores, que denunciou as ameaças, de estar se “vitimizando” e pregando o “ódio”!

Explico: o TRF julgará daqui a dez dias o recurso de Lula à condenação por corrupção e lavagem de dinheiro imposta pelo juiz Sergio Moro, que o sentenciou a nove anos e seis meses de prisão. Com a proximidade da decisão que definirá o futuro político de Lula (e do país) e lhe abrirá as portas da prisão – pois a condenação será mantida -, a pressão sobre os desembargadores que compõem a 8ª Turma está se intensificando.

A pressão foi deflagrada por Lula, que afirmou que “minha condenação será a prova de que não há justiça neste país”. O príncipe dos petralhas José Dirceu convocou seus súditos a “ocupar” Porto Alegre, sede do tribunal, para manifestar seu “ódio”, “revolta” e fúria” e a [email protected] nacional do PT Gleisi Hoffmann afirmou, categoricamente: “Estão (o TRF) fazendo uma cortina de fumaça (ao denunciar as ameaças) para ocultar a falta de provas (contra Lula)”. Para ela, a “única solução legal é a absolvição de Lula”. Se a condenação dele for mantida, “não a reconheceremos”, sentenciou a “Amante”, alcunha de Gleisi no setor de propinas da Odebrecht.

Em encontro com três deputados petistas na sexta-feira, que o reprovaram por ter afirmado que a sentença de Moro é “irretocável” (“ele nem a leu”, desdenhou Gleisi), o presidente do TRF relatou as ameaças que os desembargadores estão sofrendo. Alguns tiraram os filhos do Estado e a segurança do tribunal foi reforçada após as ameaças, segundo ele.

A reação dos petistas foi manifestada no dia seguinte, durante ato (“esvaziado”, segundo a Folha de S.Paulo) em defesa da candidatura de Lula à presidência, chefiado pela “Amante”. “Não basta denunciar, tem de mostrar as provas”, esgoelou-se o ex-ministro Alexandre Padilha ao comentar a denúncia do presidente do TRF.

O cinismo integra a índole petista, composta, entre outras perversidades, pela propensão à mentira, arrogância, incapacidade de aceitar o contraditório, apego desmesurado ao poder e suas benesses e truculência em relação ao adversário. Quando o adversário os denuncia, eles o acusam de “vitimizar-se” e “pregar o ódio” – tal como fizeram com o desembargador Flores.

As ameaças aos adversários são recorrentes e se tornaram uma epidemia no julgamento do mensalão, quando Joaquim Barbosa, relator do processo, tornou-se alvo preferencial da indignação dos petistas por terem sua índole criminosa esmiuçada cirurgicamente pelo ministro. Ele foi agredido verbalmente nas ruas e recebeu uma avalanche de ameaças. Algumas foram identificadas e apontaram seus autores: todos petistas! No decorrer da Lava Jato, as ameaças se voltaram contra os delatores, integrantes da força-tarefa e principalmente o juiz Moro.

No encontro com o desembargador Flores, os deputados petistas advertiram: a petezada estará “de cara limpa” e , se houver violência, será de responsabilidade de “mascarados” e “infiltrados”. Ou seja, já anteciparam o que acontecerá: a petezada vai quebrar o pau quando sair (e sairá) a confirmação da condenação de Lula e culparão os adversários “infiltrados” por ela…

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Novo IPTU cava um abismo sob os pés de Belinati

Os londrinenses estão revoltados com o prefeito Marcelo Belinati: o valor do IPTU, cujos carnês começaram a ser entregues este semana, subiu em média 100% e há casos de mais de 500%. E isso é apenas uma amostra do que vem pela frente, pois a alíquota subirá gradativamente até 2024.

O aumento do IPTU foi acompanhado do da taxa de coleta de lixo. O pátio de atendimento da Prefeitura lotou de contribuintes indignados e em busca de esclarecimento, há protesto programado para amanhã e um grupo, comandado por um candidato derrotado à Prefeitura e com apoio de advogados, busca uma saída judicial.

Ela existe, é claro, e a cidade do Rio de Janeiro é um exemplo, lembra o advogado Eduardo Duarte Ferreira. O Tribunal de Justiça suspendeu liminarmente em dezembro o reajuste da planta de valores sob a alegação de que afronta a crise econômica nacional, que reflete severamente sobre a renda, emprego e qualidade de vida, e a situação de calamidade das finanças públicas do estado e da capital fluminense. O aumento, na opinião dos desembargadores, é confiscatório por ultrapassar a capacidade de pagamento do carioca, ferindo assim o princípio da razoabilidade.

A planta de valores dos imóveis não era reajustada no Rio desde 1997. Em Londrina, desde 2001. Ressalve-se que no caso de Londrina (não tenho informações sobre o Rio), o valor do IPTU vinha sendo corrigido acima da inflação. A taxa de coleta de lixo em Londrina também sofreu forte reajuste. A Prefeitura alega que subsidiava o o serviço e resolveu dar um basta na sangria.

O caminho jurídico, portanto, está aberto e o caso carioca estimula a ser trilhado. A atual administração forneceu, sem querer, um forte argumento para sua adoção: no ano passado, e ainda com os valores antigos, recorreu ao Profis diante da enorme inadimplência desse tributo. Ou seja, o contribuinte já demonstrava incapacidade de pagamento.

O prefeito Belinati abriu um abismo sob os seus pés. O contribuinte julgou-se enganado, pois o processo de votação do reajuste da planta de valores pela Câmara de Vereadores, feito em regime de urgência, não teve a transparência exigida para casos como esse. Nem os vereadores tiveram acesso às projeções sobre o efeito do reajuste sobre o valor venal do imóvel e consequente tarifa do IPTU (o sistema da Prefeitura coincidentemente travou). Estão de cabelos em pé, pois estão na linha de tiro, e pressionam o prefeito para recuar, em vão. Para não se mostrar de todo insensível, Belinati acena com a possibilidade de fazer um retoque aqui, outro acolá – mas com vigência somente a partir do ano que vem.

Se o caminho jurídico é viável, o político também – e este talvez mais eficiente que o primeiro. Se se efetivar a ameaça, que ganha corpo entre os contribuintes, de um boicote coletivo ao pagamento, não restará alternativa a Belinati: ele terá de ceder por meio de um Profis generoso ou pela revogação da lei.

Seja qual for a decisão, o abismo continuará aberto sob seus pés. Belinati cometeu o mais grave dos erros: traiu a confiança dos eleitores, que agora se somam a seus desafetos.

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Um sábado agourento para Lula e o PT

O PT realizou hoje em todo o país atos em defesa da candidatura de Lula à presidência como parte da estratégia de pressionar o TRF da 4ª Região a absolvê-lo no dia 24, quando julgará o recurso da defesa do ex-presidente contra sua condenação à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

A mobilização do PT foi um fiasco de Norte a Sul, Leste a Oeste.

Em Porto Alegre, epicentro do movimento por ser a sede do TRF, a [email protected] nacional do partido, Gleisi Hoffmann, desfilando com seu modelito prêt-à-porter descontraído porém impecável e elegantérrimos óculos de sol, deu a senha: “A única solução do ponto de vista legal (para o recurso de Lula) é sua absolvição”. Ela antecipou, assim, que seu partido não reconhecerá a eventual (e certa) reiteração da condenação do ex-presidente.

O fracasso da manifestação em Porto Alegre foi registrado pela Folha de S.Paulo. O jornal não estimou o número de participantes do ato público, afirmando apenas que foi “esvaziado”, mas em Maringá, uma das principais cidades do Paraná, o PT passou vexame, registra o portal de O Diário. Ato realizado na Câmara de Vereadores reuniu 400 petistas & afins. Para marcar a dicotomia desse grupo em relação à sociedade, opositores de Lula promoveram uma manifestação a poucos metros dali, na Catedral. A PM estimou que 1,5 mil pessoas se manifestaram contra Lula – quase quatro vezes mais que seus apoiadores.

Moral da história: a “narrativa” mentirosa que o PT construiu sobre a “caçada judicial” a que seu líder se diz vítima só é aceita por seus obtusos seguidores. Este sábado, que o PT e Lula esperavam apoteótico, revelou-se premonitório do desastre que se aproxima…

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Não soube, senhor Belinati, do desastre que se deu?

Ao prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, dedico esta singela e nada original poesia*, na esperança de que seu espírito cristão o induza a rever o aumento estapafúrdio do IPTU, que começa na faixa dos cem por cento; a partir daí o céu é o limite…

Não soube, senhor prefeito
Do desastre que se deu?
O IPTU saiu do seu jeito
E o povo todo se f…

Seja rico, remediado
O pobre principalmente
Todos foram esfolados
Pelo imposto inclemente

Não era só para corrigir
As injustiças da Palhano?
O pagamento vai consumir
A economia de todo o ano

Ainda há tempo de anular
Essa dura, cruel taxação
O povo vai comemorar
E o senhor ter a reeleição

Mas se disser que não
E na cobrança persistir
Saberemos que há uma pedra
No lugar do seu coração.

* Inspirada na poesia do vereador Mario José Romagnolli destinada a cobrar do prefeito Hugo Cabral (1947-51) que tapasse um buraco de rua no qual havia morrido um trabalhador:

Não soube, senhor prefeito
Do desastre que seu deu?
No buraco de uma rua
Um pobre homem morreu

O homem era bem pobre
Lutava com sol, com chuva
Deixa filhos e filhas
E uma pobre viúva

Tudo isso pode se dar
O destino é sempre certo
Não justifica porém
É deixar o buraco aberto

Se outra morte acontecer
Por falta de sua atenção
Saberei que existe uma pedra
No lugar do seu coração.

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Lula desiste do que nunca pretendeu: ir a Porto Alegre

O ex-presidente Lula, a “viva alma mais honesta deste país”, não irá a Porto Alegre acompanhar, no dia 24, o julgamento de seu recurso contra a sentença de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção imposta pelo juiz Sergio Moro.

A informação é atribuída pelo Estadão ao líder do PT na Câmara, o gaúcho Paulo Pimenta. Segundo ele, como o TRF não respondeu aos dois pedidos da defesa de Lula para que ele possa depor durante o julgamento – pedido mais que esdrúxulo, pois depoimentos e coleta de provas fizeram parte da etapa anterior -, “não tem sentido ele ficar lá olhando”, resumiu candidamente o deputado.

A verdade, senhoras e senhores, companheiros e companheiras, é bem outra. Os pedidos para Lula depor integram a estratégia de constranger a Justiça e martelar a tecla de que o ex-presidente é vítima de uma “caçada judicial” (lawfare) para que não possa retomar o comando do país, e assim “devolver os direitos retirados dos trabalhadores pelo governo golpista”, etc. etc. A velha cantilena de sempre, agora com uma camada extra de óleo de peroba.

Lula nunca pensou em ir ao julgamento de seu recurso, convenhamos. Pois, se a sentença de Moro for convalidada – e será -, ele estará na iminência de ser preso. Se a decisão dos desembargadores for unânime, a ordem de prisão poderá ser dada ali, na presença dele. Nem morto ele correria esse risco – de sair do tribunal e ir direto para a prisão -, mesmo que sua condenação esteja sujeita a uma série de recursos. Aconteceria com ele, nessas circunstâncias, o mesmo que a José Dirceu, “guerreiro do povo brasileiro”: condenado em primeira instância, foi para o xilindró, onde aguardou mais de um ano para obter liberdade condicional. Seu recurso ao TRF foi negado, mas ele continua em liberdade (com tornozeleira), enquanto aguarda a definição dos recursos.

Ele não poderia, pelo menos, como fez em Curitiba após depor diante de Moro, promover um comício em praça pública? Ora, ora, nesse caso ele também estaria sujeito a ser algemado caso a decisão dos desembargadores for unânime.

A ida de Lula a Porto Alegre não passou, portanto, e desde quando passou a ser aventada, de mais um capítulo da enciclopédia de sua autoria que resume sua vida: “A arte da malandragem”.

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A ousadia de Alvaro Dias aos 50 anos de vida públilca

O senador Alvaro Dias está completando 50 anos na vida pública. Nesse período, quando não exerceu mandato eletivo, ocupou alguma função pública (acho que isso aconteceu apenas uma vez, e por pouco tempo, quando presidiu a extinta Telepar).

Começou como vereador em Londrina, eleito em 1968, foi deputado estadual, federal, governador por um mandato, senador reeleito. Na última eleição, fez 77% dos votos. Um massacre! Começou no MDB, hoje está no Podemos depois de colecionar siglas partidárias. A anterior foi o PSDB.

Alvaro escolheu o 50º aniversário de vida pública para atingir a meta mais ambiciosa de sua carreira: a presidência da República.

Haja ambição nesta meta!

Currículo, disposição (tem 72 anos e corpinho de 50), oratória, senso de oportunidade e exposição pública não lhe faltam. Não lhe falta também o quesito considerado o mais importante pelo eleitorado (exceto o disposto a votar em Lula) para um candidato: a ficha limpa. Nunca recebeu qualquer condenação por improbidade ou corrupção. O PT, do qual o senador é um adversário ostensivo, fez o diabo para manchar sua biografia. Em vão.

Falta-lhe, no entanto, apelo popular. Sua (pré-)candidatura foi lançada há cerca de um ano, desde então ele vem percorrendo o país, expondo-se na mídia o mais que pode e… não passa, quando muito, dos 5% das intenções de voto.

OK, a disputa – talvez a mais antecipada de todos os tempos – está polarizada entre Lula, a “viva alma mais honesta deste país”, e Jair Bolsonaro, que trocou a farda pelo terno de deputado sem jamais se despojar do comportamento militar e do espírito autoritário. Outros pretendentes à presidência, como Geraldo Alckmin, enfrentam o mesmo problema (embora o tucano tenha se apresentado para o desafio há poucas semanas). Os candidatos ditos “de centro” amargam o purgatório enquanto os “extremistas” Bolsonaro (representante da direita radical) e Lula (neste caso, da extrema corrupção, mentira e cara de pau) fazem voo de cruzeiro.

O voo de Lula será interceptado no dia 24, quando o TRF convalidar a sentença do juiz Sergio Moro, que o condenou à prisão por corrupção. Esta será a data da largada oficiosa da campanha eleitoral deste ano, que, além da mais antecipada, será também a mais sórdida, pois a candidatura de Lula, a depender do que bradam os petistas, será mantida mesmo assim. Mesmo que ele vá a prisão! Teremos, assim, pela primeira vez, um presidiário disputando o poder máximo da nação. Que maravilha: o homem que ascendeu à presidência em 2002 prometendo uma cruzada implacável contra a corrupção estará condenado por corrupção e tentando, de todas as formas, reaver o poder que utilizou criminosamente para enriquecer e aos aliados. Só mesmo no Brasil!

O abate de Lula dará mais autonomia e impulsão ao voo de Bolsonaro? Eis a questão: Lula estará eleitoralmente morto e, enquanto a Justiça Eleitoral não emitir o atestado de óbito, passará aos eleitores a ideia de que está saudável. Os estertores de Lula, sim, darão alento à candidatura de Bolsonaro, mas em que medida? E em que medida outros candidatos serão beneficiados por essa situação esdrúxula, surreal, digna de um roteiro de filme trash?

As candidaturas alternativas a esses extremos tenderão a crescer após a decisão do TRF, seja quais forem as ações de Lula para retocar suas feições cadavéricas. É nisso que Alvaro deposita a esperança, quando, então, terá que se impor – e as dificuldades serão muitas, a começar pela fragilidade do seu partido – aos que disputam com ele a condição de “centrista”. Centro contra o centro, centro contra os extremos, extremos contra todos, Lula contra a Verdade e a Justiça: 2018 será um ano inesquecível!

Há 50 anos, quando Alvaro deu o primeiro passo na vida pública, o Brasil vivia num regime militar e sob a ameaça dos grupos armados de extrema esquerda. Hoje, sua maior ameaça é vir a ser governado por um saudosista do regime militar e defensor público da tortura ou pelo chefe da maior organização criminosa de que se tem notícia.

A missão de Alvaro, assim como dos demais pretendentes à presidência, é impedir essa tragédia. Amém.

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2018: o ano do Juízo Final

2017 foi um ano histórico: a jararaca Lula da Silva levou a pancada na cabeça com a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro; Aécio Neves, que quase se elegeu presidente da República baseado numa plataforma anticorrupção, teve a máscara rasgada pela delação da JBS; os brasileiros se espantaram com os R$ 51 milhões encontrados no apartamento de Geddel Vieira Lima, símbolo da prostituição da classe política; alguns ministros do STF encarnaram a função de legisladores, outros (ou os mesmos) despiram-se da toga para vestir a sunga de lutadores de MMA.

Foi também o ano do início da recuperação econômica do país – os indicadores econômicos são contundentes -, arrasado por Dilma Rousseff sob as bênçãos de Lula e do PT para permanecerem no poder e enriquecer a si e aos aliados da “elite”. O ano em que o presidente mais impopular da história, Michel Temer, sepultou dois pedidos de investigação, auxiliado pela fragilidade da acusação, e, no mais desbragado fisiologismo, tenta levar adiante as reformas estruturais imprescindíveis à reconstrução nacional.

2018 será o ano em que o Brasil decidirá se quer ir adiante ou retroceder. Essa oportunidade será dada em outubro, quando elegeremos o presidente da República (além de governadores, senadores, deputados federais e estaduais). As eleições serão decisivas. As mais importantes dos últimos 60 anos, a contar da posse de Juscelino Kubitschek, em 1956.

Tamanha responsabilidade esbarra no dilema que o alvorecer do Ano Novo nos apresenta: os dois líderes mais populares no momento são justamente os que personificam o passado. Lula – um ciclo de governo nefasto que legou uma pesadíssima herança maldita, pautado pela traição aos princípios, o relativismo moral, a corrupção, a mentira, a ineficácia administrativa. O ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro – um regime marcado pela truculência, o autoritarismo, a inapetência ao diálogo e conciliação.

Os crimes, no entanto, conspiram contra o projeto político de Lula: o Tribunal Regional Federal deve reafirmar sua condenação, o que não apenas o inviabilizará eleitoralmente como lhe abrirá as portas da cadeia. A isso se somarão outras condenações no decorrer do ano – ele responde seis ações penais. Lula deve fazer uso de todos os instrumentos para retardar esse desfecho, mas seu destino está selado. Enquanto isso, deambulará pelo país como um cadáver rebelado contra a morte, posando de vítima da Justiça, perorando contra as “elites” com as quais se acumpliciou e prometendo as mesmas medidas que arruinaram o país.

Tomara que os recursos que venha a impetrar o mantenham na disputa até o segundo turno para que experimente a mais dolorosa das derrotas – as urnas. Mas, ao que tudo indica, Lula assistirá à proclamação do vencedor numa cela da Papuda, talvez em companhia de Paulo Maluf, inimigo no passado, aliado no presente. E esse desfecho, além da derrota pessoal de Lula, será a do seu partido, corrupto como ele, mentiroso como ele, inescrupuloso como ele. Agigantado com a conquista do poder, o PT sairá desse embate como um anão ferido e desnorteado.

Bolsonaro encanta os jovens que não conheceram o regime militar e os adultos que sentem saudade da “ordem e progresso”. O regime militar fez vultosos investimentos em infraestrutura e seus programas sociais, entre eles o Fundo de Garantia, contribuíram, ao bafejo da expansão econômica, para uma sólida ascensão social e melhoria na qualidade de vida da população. Melhoria expressa, entre outras conquistas, pela disseminação do ensino superior e acesso a bens de consumo, como os automóveis e eletrodomésticos. Isso tudo, no entanto, esboroou com a crise do petróleo e o custo da dívida necessária para financiar os investimentos, que deflagrou a hiperinflação e a corrosão das finanças públicas. A ignorância e inapetência administrativa e econômica de Bolsonaro o distanciam do lado positivo do regime militar; seu discurso e ações o associam ao que de mais obscuro esse regime promoveu: a censura, a perseguição, o atropelo dos direitos civis, enfim.

O passado assombra o presente e se projeta no futuro por meio desses dois líderes. Um está inabilitado para comprometer o futuro, outro é uma ameaça latente que deverá esmaecer quando – e finalmente – surgir um candidato que galvanize as aspirações da maioria da população: ordem e progresso, sim, mas com liberdade e respeito ao contraditório. Esse candidato, evidentemente, terá de apresentar um currículo sem nódoas e uma plataforma modernizante que contemple as reformas estruturais, entre elas do Estado mastodôntico – uma das heranças malditas do PT -, e a racionalização e eficácia dos gastos públicos. Aventureiros surgirão aos montes para assumir essa condição, e os eleitores terão a responsabilidade de separar o joio do trigo.

Teremos, assim, um ano em que julgaremos definitivamente o passado, condenando-o ou absolvendo-o. 2018 será, portanto, o ano do Juízo Final.

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