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A pré-estreia melancólica de uma campanha eleitoral

A campanha eleitoral começa oficialmente daqui a três dias, e descontando-se os movimentos antecipados do PT, que está em campanha o tempo todo, desta vez sob o manto de um presidiário, tivemos uma prévia do desempenho dos principais candidatos na quinta-feira passada, quando a Bandeirantes transmitiu o primeiro debate entre os presidenciáveis.

Dos 13 pretendentes, sete preencheram as condições determinadas pela legislação eleitoral – quantidade de deputados federais – e o oitavo, Marina Silva, foi acolhido por estar na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto.

E o que vimos naquela noite? Um quadro desalentador.

Marina foi o mesmo do mesmo: sempre em cima do muro, sempre inconclusa, hiperbólica em seus comentários que saem de lugar nenhum para chegar a lugar algum.

Ciro Gomes parecia sob o efeito de marijuana tal a sua propensão à ironia – coisa rara em seu comportamento – e o feroz ex-capitão Bolsonaro aparentava estar também dopado (vai aí um Rivotril (?), talvez o único recurso para mantê-lo dentro das normas de civilidade.

O bom comportamento de ambos, no entanto, foi incapaz de permitir que apresentassem alguma proposta decente para o país. Ciro parecia uma cartomante prometendo limpar o nome de milhões de inscritos no banco de maus pagadores e Bolsonaro… o que foi mesmo que ele disse, além de anunciar seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes, economista que prega exatamente o contrário do que sempre defendeu o candidato?

Outro que antecipou a nomeação de um ministro foi Alvaro Dias, que tascou Sergio Moro na Pasta da Justiça. Até parecia piada de mau gosto: um juiz severo e promissor como o que preside os processos da Lava Jato deixar um cargo do qual somente por razões gravíssimas pode ser deposto (e ainda com aposentadoria integral) para aceitar outro que depende das circunstâncias políticas e do humor do mandatário de turno!

Dias, o “refundador” da República, foi uma decepção do início ao fim do debate!

Boulos é a reencarnação física e mental de Lula, sem o carisma do primeiro e com o peso da trajetória deste sobre sua biografia de líder de invasões de domicílios. Em 1989, quando disputou a presidência pela primeira vez, Lula apresentava-se como a esperança de renovação política. Vinte e nove anos, dois mandatos depois e mais um e meio por intermédio de Dilma Rousseff, o presidiário petista mais notório é a frustração de todos os sonhos, a materialização do oposto da cruzada ética que pregava.

Ex-deputado federal e três vezes governador de São Paulo, Alckmin é, seguramente, o mais experiente em termos administrativos, o que melhor parece compreender a gravidade da situação do país e o que tem as melhores propostas para enfrenta-la. Apresenta, no entanto, uma falta de carisma medonha e sua monotonia emocional é um poderoso sonífero. Resta o consolo: ruim na forma, bom no conteúdo. Meno male.

Henrique Meirelles, experientíssimo em matéria financeira – foi, além de presidente do BC e ministro da Fazenda, presidente mundial do Banco de Boston -, estaria melhor como comediante de stand-up: não precisaria falar nada, apenas expressar-se com olhos e bocas e amuos e gestos para arrancar gargalhadas da plateia.

E o Cabo Daciolo, com seu gestual e vozeirão de comandante de pelotão de recrutas, o que esperar desta personagem histriônica? Nada mais do que roubar votos de Bolsonaro, que, para seus seguidores mais radicais, “fraquejou” em sua estreia eleitoral.

O melhor de tudo, mesmo, foi a ausência de um representante do PT, o que não acontecia desde que Lula iniciou sua jornada desastrosa – para ele, seu partido e principalmente para o país, há quase três décadas. A ausência de um petista foi um alívio, que vai durar até que caia a ficha do PT de que é um suicídio (além de uma afronta à legislação) insistir numa candidatura impossível. E, então, teremos a presença de Fernando Haddad encarnando Lula da Silva, o presidiário que quer voltar a assaltar a nação – desta vez, por meio de um cúmplice com pinta de mocinho.

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Aleluia: Requião faz, enfim, um gesto de amor

Quem diria: o senador Roberto Requião (MDB de filiação, petista de coração) fez, pela primeira vez em sua vida pública – pautada pela traição aos companheiros e por palavras e ações duras contra quem lhe cortar o caminho -, um gesto de amor: ajudou a governadora Cida Borghetti (PP), líder da coligação em que estão seus principais antagonistas, a começar pelos tucanos, a ganhar tempo e enfrentar um segundo turno.

A entrada na disputa pelo Palácio Iguaçu de seu sobrinho, o deputado federal João Arruda, também emedebista, formalizada domingo à noite, ocupa o vazio deixado pelo ex-senador Osmar Dias (PDT), que renunciou abruptamente à candidatura.

Osmar ocupava a segunda posição nas pesquisas de intenção de voto> O deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) está consolidado na liderança e com folgada vantagem sobre Cida. Osmar era considerado decisivo para empurrar a disputa para o segundo turno.

Cida começou a projetar seu nome ao assumir o governo do Paraná, em 6 de abril, com a renúncia de Beto Richa para disputar uma vaga no Senado, enquanto Ratinho está em evidência desde que obteve a segunda colocação na disputa pela Prefeitura de Curitiba, em 2012, fazendo em seguida a maior votação para um deputado estadual da atual legislatura.

Ratinho foi secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano por no governo de Beto Richa, função que lhe deu, além de visibilidade, condição de articular apoio de prefeitos, vitais numa disputa para o governo estadual. Cida assumiu como vice-governadora em 2014 e, como tal, manteve-se à sombra do titular. Ela teve, portanto, pouco tempo para se apresentar ao eleitor. Uma eleição em apenas um turno seria fatal para ela. O prolongamento da campanha e o embate com um único adversário – e este tende a ser Ratinho – muda radical e positivamente suas perspectivas.

E aí é que entra Requião. Foi ele o articulador da candidatura do sobrinho, que catalisará os votos da esquerda e centro-esquerda, insuficientes, no entanto, para levá-lo ao segundo turno (ressalve-se que a matemática e a lógica costumam ser as vítimas principais das urnas…). Será, assim, um instrumento valioso para Cida.

Ressalve-se também que o gesto de amor do senador não é altruísta. Visa, acima de tudo, à sua reeleição, pois tendo Arruda como cabeça de chapa formou a terceira maior coligação (o PDT do finado Osmar é um dos partidos que a integram). Há duas vagas em disputa no Senado, e do outro lado da trincheira de Requião estão Richa e o deputado federal Alex Canziani, ambos da coligação de Cida, os mais fortes rivais do emedebista numa plêiade de 14 pretendentes ao cargo.

O combate vai ser duro para Requião. E decisivo: aos 77 anos, a derrota sentenciará sua aposentadoria.

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Paraná: Arruda tende a levar a disputa para o 2º turno

O deputado federal em segundo mandato João Arruda (MDB) entrou na corrida pelo governo do Paraná no vazio deixado pelo ex-senador Osmar Dias, que, na sexta-feira, véspera da convenção do PDT, renunciou à candidatura e à direção do partido. E à possibilidade de se candidatar a qualquer cargo.

Osmar estava na segunda colocação, e seu gesto – comparável à debandada de um cavalo xucro ao ver assombração – deixou seus companheiros atônitos. Foi necessária a intervenção do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, para apaziguar os ânimos. À revelia do que pretendia o candidato-fujão, o PDT pegou garupa na montaria chamada Roberto Requião.

(Foto: Wikipedia)

Pois é o veterano senador, candidato à reeleição, que vai conduzir Arruda, seu sobrinho, pelas tortuosas trilhas de uma campanha eleitoral. Parte dos votos de Osmar devem migrar para o deputado – habilidoso no trato e na articulação -; a outra parte sabe-se lá a quem vai beneficiar, tendendo a ser compartilhada pela governadora Cida Borghetti (PP), candidata à reeleição e donatária da maior coligação, e pelo deputado estadual Ratinho Júnior (PSD), segundo no quesito mas na dianteira da corrida e lançando poeira na retaguarda.

A entrada em cena de Arruda na enésima hora – sua candidatura foi confirmada domingo à noite – acena para a definição da disputa em segundo turno, já que ele, além de receber parte dos votos do renunciante, será o caudatário dos votos do tio. E os votos do tio vêm da centro-esquerda e esquerda, que têm alguns pretendentes ao Palácio Iguaçu, mas sem chance alguma de vitória. Entre eles, e principalmente, o ex-deputado federal petista Dr. Rosinha, cuja rejeição ultrapassa 50% e as intenções de voto patinam nos 2% – podendo matematicamente ser negativas, se aplicada para menos a margem de erro de 3% da maioria das pesquisas.

A sorte – ou azar – está lançada: dos nove pretendentes ao governo do Paraná somente três são eleitoralmente viáveis: Ratinho e Cida – obedecendo-se à posição nas pesquisas – e o novato Arruda, ainda uma incógnita. Mas em tempos de sobressaltos como os que estamos vivendo, todo palpite é mero palpite.

CANDIDATOS

Cida Borghetti (PP, governadora)

Doutor Rosinha (PT, ex-deputado federal)

Geonísio Marinho (PRTB, presidente estadual do partido)

Ivan Bernardo (PSTU, professor)

João Arruda (MDB, deputado federal)

Jorge Bernardi (Rede, ex-vereador de Curitiba)

Professor Piva (PSOL, ex-vereador de Almirante Tamandaré)

Ratinho Jr. (PSD, deputado estadual)

Ogier Buchi (PSL, apresentador de TV e advogado)

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Dezesseis anos depois, só restou ao PT oferecer um criminoso para governar o país

“O combate à corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes do meu governo. É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade que prevalece em certos setores da vida pública. Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”

Acima, trecho do discurso de posse de Lula na presidência da República, em janeiro de 2003.

Abaixo, trecho do parecer, formulado no início da semana, da procuradora-geral da República Raquel Dodge sobre o pedido (mais um) feito pela defesa do ex-presidente ao STF para que Lula, que cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – e responde a seis processos penais pelos mesmos crimes ou correlatos – seja posto em liberdade:

“Luiz Inácio Lula da Silva, valendo-se do seu cargo assim como da sua posição no cenário político nacional, não apenas orquestrou todo o esquema de arrecadação de propinas oriundas da Petrobras por diversos partidos, como também atuou para que seus efeitos se perpetuassem, nomeando e mantendo em cargos de direção da mencionada empresa estatal pessoas comprometidas com atos de corrupção e que efetivamente se corromperam e se omitiram em seu dever de ofício de impedir o resultado criminoso”.

Dezesseis anos e quatro mandatos depois – o último interrompido, para o bem geral da Nação, por causa da absoluta incapacidade gerencial de Dilma Rousseff – só restou ao PT oferecer para governar o país, o país que o PT lançou numa profunda crise política, econômica e ética, um presidiário que traiu os compromissos que o fizeram chegar aonde chegou.

E os demais líderes do partido? Estão presos ou em vias de.

Nunca antes na história deste país um partido ousou tanto. Nunca antes na história deste país um partido se mostra disposto a continuar violando a lei, pois o lançamento da candidatura de Lula, feita hoje em São Paulo, é uma afronta à Justiça. Sua condição de condenado em segunda instância – e por unanimidade – faz dele um ficha-suja. Está, portanto, inelegível, de acordo com a lei que ele próprio sancionou quando presidente.

O PT demonstra, assim, que nada aprendeu com os erros que não admite ter cometido e que está disposto a voltar a cometê-los sem o menor escrúpulo.

Nunca antes na história deste país…

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O homem público Osmar Dias está morto; Causa mortis: suicídio

“Reorganizar o Estado, acabar com o loteamento de cargos, romper com um modelo de governo em que impera o compadrio, a nomeação de pessoas sem qualificação, sem capacidade, libertá-lo dos vícios do patrimonialismo e combater com rigor a corrupção que contaminou as instituições públicas, recuperando o respeito e a confiança da população nas autoridades.”

Assim o ex-senador Osmar Dias (foto) iniciou sua carta-testamento, a carta que deixou para justificar seu suicídio político, divulgada sexta-feira, quando, ao mesmo tempo, renunciou à candidatura ao Palácio Iguaçu e a qualquer cargo eletivo e à presidência do PDT.

A decisão de Osmar provocou um rearranjo das forças políticas, ainda inconcluso, a poucas horas do fim do prazo das convenções partidárias. O PDT ficou num mato sem cachorro, e o MDB perdeu um aliado precioso para catapultar a candidatura do senador Roberto Requião à reeleição.

Que Osmar estava em maus lençóis era público e notório diante de sua incapacidade de formar alianças (esnobou Requião e foi esnobado por todos quantos assediou), e até se especulava que jogaria a toalha. Mas a saída de cena dessa forma abrupta e melancólica, e na véspera da convenção de seu partido, apanhou a todos de surpresa.

O homem público Osmar Dias acabou!

E acabou justamente por contrariar o que afirmou no início de sua carta, pois o que propunha era justamente o contrário do que havia praticado nos últimos anos. Aliara-se ao PT após perder, em 2006, a disputa pelo governo do Paraná, partido que aparelhou a administração pública com pessoas incompetentes (não é o caso dele, que foi vice-presidente do Banco do Brasil). Partido que mais corrompeu as instituições e que promoveu o maior saque aos cofres públicos de que se tem notícia. Ele jamais emitiu um pio sobre isso!

Lula insiste na tese falaciosa de que é inocente e que sua prisão e a impossibilidade de disputar novamente a presidência da República por causa da Lei da Ficha Limpa fazem parte de um complô para impedir que retome os programas sociais que “tiraram o país da miséria” e combata os privilégios das “elites” (que forneceram bilhões ao PT e seus cúmplices e ao próprio Lula e líderes petistas).

Osmar arranjou a desculpa, entre outras, de que “o sistema político sem reformas não aceita na prática o discurso de mudança que todos os políticos pregam em época de eleição.” E esbravejou: “Não aceito fazer parte disso!”

Na tentativa de posar de injustiçado para justificar a renúncia ao que jamais seria – governador do Paraná -, Osmar equiparou-se a Lula, arquétipo do homem público inescrupuloso e corrupto.

Requiescat in pace.

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Até Alvaro abandona Osmar. Ó dor!

O ex-senador Osmar Dias (PDT) rejeitou o único partido que se dispunha a apoiá-lo na disputa pelo Palácio Iguaçu, o MDB do raivoso, chavista, petista e lulista Roberto Requião. Preferiu dar razão ao princípio de que “antes só do que mal acompanhado” e experimentou o sabor amargo do fel ao ser preterido pelo PSB, que julgava boa companhia, e – ó dor! – pelo irmão Alvaro Dias, pré-candidato do Podemos à presidência da República.

Alvaro fechou a aliança com o PSC, que lhe indicou o economista Paulo Rabello de Castro como vice, partido controlado pelo deputado estadual Ratinho Junior (PSD), líder na corrida pelo Iguaçu. O irmão mais velho (Alvaro) não pode ser acusado de ter traído o mais novo, pois o primeiro nunca lhe prometeu, sequer acenou apoio nesta disputa, e o segundo vive a criticá-lo.

Se as coisas não estavam fáceis para Osmar, agora estão péssimas: terá tempo ínfimo na propaganda eleitoral e recursos idem. Idem também para a chapa para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Senado, então, nem falar!

Resumindo: a candidatura dele ao governo do Paraná está inviabilizada. Só lhe resta, se quiser mesmo um cargo eletivo, pedir arrego a quem se dispuser a conduzi-lo à Câmara ou Senado. E, mesmo assim, a caminhada será árdua.

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PT convoca jejum nacional. Acredite quem puder

O PT pretende convocar um jejum nacional para o dia 4, quando será realizada a convenção que vai oficializar a candidatura presidencial de Lula. O ato será em solidariedade aos militantes que farão greve de fome pela liberdade do ex-presidente.

Haverá um pedido para que os petistas levem alimentos a famílias das periferias do país dizendo que “foi Lula quem mandou entregar”.

O PT produziu 1 milhão de folhetos para convocar militantes de todo o país para o ato de registro da candidatura de Lula no TSE, dia 15 de agosto. O partido acredita que pode reunir de 30 mil a 40 mil pessoas em Brasília. (Painel – Folha de S.Paulo)

O blog comenta: a proposta petista é do tipo pedir para apanhar – insere-se desde já na crônica de um fracasso anunciado, pois 1: sem mortadela e tubaína na convenção, não haverá pelego disposto a comparecer; 2. Seus opositores – maioria absoluta da nação – aproveitarão a deixa para se fartarem de comida. Dia 4 será um sábado: e tome churrasco com cerveja!

E mais: a tal distribuição de alimentos em nome de um candidato (e ainda por cima um candidato ficha-suja) fere a lei eleitoral.

Para finalizar: a autora desta ideia escalafobética deve ser a presidentA Gleise Hoffmann, a mesma que convocou as mulheres para fazer greve de sexo para impedir o impeachment de Dilma Rousseff.

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Emparedaram o Bolsonaro. E ele fuzilou seus algozes

O Roda Viva de ontem à noite foi o mais eficaz cabo eleitoral de Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República.

O ex-capitão do Exército e deputado federal pisou na bola algumas vezes. Por exemplo: ao duvidar que Vladmir Herzog foi assassinado (e foi!), ao se embaralhar em relação ao auxílio-moradia que recebe apesar de ser proprietário de um apartamento em Brasília, etc.

Mas o nível de meus colegas jornalistas, incluindo o mediador Ricardo Lessa, foi abaixo do sofrível: perguntas mais que óbvias (extraídas de manuais petistas?), mal formuladas e sem retaguarda (opa, isso é termo militar!) para a réplica ou tréplica, conforme as circunstâncias.

Emparedaram Bolsonaro, do início (com uma pergunta idiota, se ele instituiria a tortura se ganhasse a eleição) ao fim.

Emparedaram mesmo. E foi ele quem fuzilou seus algozes.

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Delazari, mais um fantasma no caminho de Osmar

Se não bastassem os fantasmas de Lula, Dilma, Gleisi, Paulo Bernardo, André Vargas – do exército de petistas encalacrados com a justiça, enfim, aos quais Osmar Dias se alinhou nos últimos anos – eis que surge outro a ameaçar seu projeto de conquistar o Palácio Iguaçu: Fernando Delazari
.
O ex-secretário de (in)Segurança Pública do Paraná – o título é inspirado no desastre que foi sua presença no comando da Pasta na administração Requião– é o espectro que o senador Roberto Requião quer como vice de Osmar caso o pedetista resolva rumar para o patíbulo, que é a aliança com o MDB.

Delazari bateu de frente com as polícias civil e militar, teve a demissão exigida pela Assembleia Legislativa (foi preservado por obstinação do então governador) e, como era promotor público, desafiou determinação do Conselho Nacional da categoria para afastar-se da Secretaria de (in)Segurança. Por isso, foi exonerado. Em 2010. o sucessor de Requião, Orlando Pessuti, o demitiu. Seu padrinho o acolhe desde então em seu escritório político.

Quando disputou o governo do Paraná em 2010, sendo derrotado por Requião por dez mil votos, Osmar provou o sabor amargo de um vice complicado. Sua derrota é atribuída ao companheiro de chapa Deril Donin, ex-prefeito de Toledo, que acumulava processos na Justiça.

Se disser não a Delazari, vai para o vinagre a aliança com o MDB – ruim por um lado, por somar à rejeição de Osmar e seus companheiros petista a de Requião; boa por outro, por agregar tempo de rádio e tevê, grana e uma coligação proporcional robusta.

Para Requião, a presença do ex-secretário e advogado particular na chapa de Osmar é a garantia de que o pedetista será vigiado de perto – e cobrado – para manter os acordos que permitirão a eventual aliança eleitoral. Mais do que um vice, portanto, Delazari será o fiscal das ações de Osmar. Um buldogue treinado para morder seu pescoço a um simples comando de Requião.

Que presente de grego!

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Por que os petistas têm fascinação pelo ânus? Explico

A socióloga Márcia Tiburi é a aposta do PT na disputa para o governo do Rio.

Ela se tornou a intelectual queridinha do partido com o declínio de Marilena Chauí provocado por suas desastrosas declarações contra a classe média. “Eu odeio a classe média”, esbravejou Marilena, porque esse estamento social é “retrógrado, conservador”, etc. e tal.

Foi ovacionada pela plateia. Estava ao lado de Lula, que a aplaudiu.

A nova estrela do partido afirma que o assalto é uma reação natural do oprimido contra o opressor; os defensores da prisão e Lula têm problemas sexuais – e bolo da cereja – “o cu é uma coisa muito boa na vida das pessoas”.

Ela fez a afirmação em encontro literário no ano passado e, para dar um ar de intelectualidade a este disparate, acrescentou: “O cu sobretudo é laico, é das coisas mais laicas que há nesse mundo”. Socióloga que é, encontrou a fundamentação para o conceito: “Nesse país em que tudo está ‘ultraneofundamentalista’, neopentecostal, neoliberal, o cu é precioso. A gente tem que libertar o cu”.

Foi nesse sentido de “libertação” que um grupo de “atores”, homens e mulheres, apresentou em 2015 a performance “Macaquinhos”, que se limitava a rodopiarem nus enfiando o dedo do ânus do companheiro da frente. O “espetáculo” escatológico foi financiado com recursos da Lei Rouanet – teve o aval, portanto, do Ministério da Cultura no (des)governo Dilma Rousseff. Mas não pensem que o objetivo dos atores era simples tara anal. O objetivo do “espetáculo” era “ensinar que existe ânus, ensinar a ir para o ânus e ensinar a partir do ânus e com o ânus”. Ah, bom!

E eis que, na investida mais recente, os cultuadores do ânus – próprio ou alheio – promovem a exposição “O cu é lindo”, patrocinado pelo governo da Bahia, comandado – puxa, que coincidência – por um petista, o Rui Costa. O governo da Bahia gastou R$ 131 mil com essa coisa (daria para comprar uns 50 mil litros de leite), cujo objetivo é “retratar a jornada de aceitação e cura do corpo de um homem gay que venceu o preconceito e lutou contra violências físicas.”

Esses fatos atestam com eloquência a fixação que os petistas têm pelo órgão excretor, do qual, aliás, saiu grande parte de suas “realizações” quando no governo. E prenunciam o temor – e ao mesmo tempo servem de consolo psicológico – de que venha a acontecer com eles, e as eleições estão batendo às portas, o mesmo que praticaram com os brasileiros nos 13 anos e quatro meses em que estiveram no poder.

Lula, Zé Dirceu, João Vaccari Neto, André Vargas que o digam!

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