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Belinati e a irônica e quase impossível missão de salvar o Sercomtel

Irônica e quase impossível missão a do prefeito Marcelo Belinati: resgatar as finanças do Sercomtel, empresa de telefonia controlada pelo município e Copel e cuja concessão está ameaçada pela Anatel.

Quase impossível porque, cercada de gigantes por todos os lados, a nanica Sercomtel, apesar de prestar serviços além dos telefônicos, tem pouca margem de manobra. Está tecnicamente sucateada e suas finanças, severamente comprometidas – embora o estado não seja tão apocalíptico quanto o pintado por seu ex-presidente Carlos Adati, que exagerou na dose de cicuta e fez disparar o sinal de alarme na Anatel.

Belinati pediu socorro ao sócio rico, mas esse sócio – e por isso enriqueceu – não desperdiça dinheiro. Injeção de capital? Nem pensar! O máximo que a Copel se dispõe é oferecer recursos tecnológicos avançados que barateie e – perdão pelo palavrão – “otimize” os serviços do Sercomtel.

O prefeito está em papas da aranha: endossou o balanço apocalítico de Adati, foi ignorado diplomaticamente pelo sócio e, como recurso desesperado, convoca a sociedade civil para “salvar” o Sercomtel.

O que ele espera dessa convocação? Que ACIL, Sociedade Rural, Sinduscon, igrejas católicas e evangélicas, terreiros de macumba, associação de moradores, restaurantes, bares e similares, ONGs e clubes esportivos abram as burras para socorrer o Sercomtel?

O máximo que pode obter de imediato é sensibilizar os ouvintes para o drama do Sercomtel e incutir-lhes o desejo de se livrar desse problema o quanto antes.

E então esbarramos na ironia da missão de Belinati: o inferno astral do Sercomtel teve início com o desaparecimento dos R$ 150 milhões obtidos com a venda de 45% de suas ações para a Copel em maio de 1998. O valor do negócio foi R$ 36 milhões a mais, mas esse saldo foi utilizado para pagar dívidas da empresa. O dinheiro – equivalente hoje a R$ 500 milhões – desapareceu na administração de seu tio Antônio Belinati, cassado em 2000.

Duas semanas depois de ter vendido parte da empresa, Belinati tio simulou a venda de um lote generoso de ações para o Banestado (tratava-se, na verdade, de um empréstimo, cuja aplicação é uma incógnita e não foi pago). A Justiça o condenou em julho deste ano por improbidade administrativa e ao pagamento de uma multa de R$ 1,8 milhão e determinou a anulação do negócio, que gerou prejuízo (atualizado) de R$ 30 milhões. Ou seja, o Sercomtel terá de devolver esse dinheiro ao Itaú, que comprou o Banestado. Mais uma conta a pagar…

O descalabro que foi o sumiço do dinheiro da venda de parte da empresa levou os eleitores de Londrina a rejeitarem, em plebiscito realizado em 2001, que o sucessor de Antônio Belinati, o petista Nedson Micheleti, vendesse o que restara do Sercomtel, aproveitando as boas condições de mercado, aberto havia pouco ao capital privado (o quê: um petista privatizando uma empresa pública?! Golpista traidor!).

O plebiscito é uma exigência imposta pela Câmara de Vereadores e também motivada pelo desvio de recursos do Sercomtel. Revogá-lo é imperioso para que o município passe adiante a empresa, nascida da mobilização da comunidade sob o comando de Hosken de Novaes (1963-1968). A comunidade que está sendo convocada para acompanhar seu velório.

Será este o caminho desejado por Marcelo Belinati: vender o Sercomtel? Se for, e então a ironia se transformará em predestinação, ele estará concluindo o serviço iniciado pelo tio.

Restará aos londrinenses o consolo de que, se assim for, não haverá desvio de dinheiro. Não apenas por causa da índole honesta de Marcelo, mas porque não sobrará dinheiro dessa venda.

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Enfim, calaram o Boca Aberta

Por 14 votos a cinco, a Câmara de Vereadores de Londrina cassou neste domingo o mandato de Emerson Petriv, vulgo Boca Aberta, por quebra de decoro parlamentar.

Ele foi acusado de usar as redes sociais para levantar dinheiro para pagar uma multa eleitoral dizendo ter sido multado por “defender o povo”.

A Justiça Eleitoral o condenou por usar instalações públicas para fazer campanha.

Estava no primeiro mandato e foi o mais votado em todo o Paraná – cerca de 11 mil votos.

Onze mil votos desperdiçados, pois foram dados a um escalafobético criador de confusões, disposto a tudo para ganhar notoriedade. A tudo. E colecionador de casos com a lei.

Seu mandato se resumiu a isso: a uma sucessão de performances ridículas, agressivas aos colegas, ofensivas ao decoro, desonrosas para a cidade. Uma inutilidade.

A sessão de julgamento arrastou-se por nove horas. Seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, repetiu as mas acusações e artifícios do processo de julgamento – todos rejeitados pela Justiça -, atacou nominalmente os desaftos do cliente na Câmara e fez acusações graves contra o presidente da comissão processante, Rony Alves. Ou seja, aplicou fielmente o ditado de que “a melhor defesa” (já que não havia como defender o cliente diante da robustez das provas) “é o ataque.

A encenação de Boca Aberta ao se defender foi grotesca. Parecia ter ensaiado – e muito mal – para uma cena de filme crash.

Londrina, assim, livrou-se dessa excrecência pelos próximos oito anos, período em que Boca Aberta, agora Boca Silenciada, estará impedido de concorrer a cargo eletivo.

Mas a cidade continuará convivendo com eleitores que, nesse episódio como em outros – notadamente para o Executivo -, demonstram incontida propensão a destruí-la com suas decisões ruinosas.

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50 anos depois, Che sobrevive nas mentes lobotomizadas pelo totalitarismo

Há 50 anos, completados ontem, morria nas selvas da Bolívia o guerrilheiro Che Guevara, parceiro de Fidel Castro na tomada de poder em Cuba e um serial killer que justificava as mortes – que lhe davam imenso prazer – como fundamentais para a consolidação da “Revolução” comunista.

Guevara, o homem, se foi. Resta o mito, ainda cultuado por mentes lobotomizadas pelo fanatismo político, incapazes de compreender que o comunismo é (pois ainda subsiste em Cuba e na Coreia do Norte) o mais totalitário, atroz e ruinoso de todos os regimes.

Viva la libertad!

Muerte a los totalitários!

Hay que endurecer contra ellos sin perder la firmeza jamás!

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A encruzilhada de Doria: administrar ou fazer campanha?

A popularidade do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), está despencando: 41% aprovavam sua administração em julho, 32% agora. E crescem os descontentes com sua obstinada agenda presidencial, pois querem que ele cumpra seu mandato até o fim, ao mesmo tempo em que a maioria dos paulistanos prefere que o governador Geraldo Alckmin empunhe a bandeira do partido na corrida para o Planalto em 2018.

Escrevi aqui, no primeiro dia no cargo de Doria e Marcelo Crivella (PRB), do Rio de Janeiro, que eles davam um sinal de mau agouro ao apelar para o marketing: o paulistano juntou-se a um pelotão de garis e o segundo posou doando sangue.

Adverti: “Os paulistanos não elegeram um gari e os cariocas não escolheram um doador esporádico de sangue para administrar suas metrópoles: eles depositaram a confiança em homens que prometeram resolver seus problemas crônicos, reequilibrar as finanças, promover uma faxina ética e doarem-se integralmente aos cidadãos.”

Crivella recolheu-se a suas funções administrativas e maneirou as ações publicitárias, mas Doria usou e abusou do marketing, sobrepondo às tarefas de um prefeito a de um candidato full time à presidência. Passa mais tempo viajando do que no Anhangabaú.

A preensão de Doria dividiu ainda mais o eternamente dividido PSDB. Seu ataque no domingo ao ex-governador tucano Alberto Goldmann irou ainda mais seus opositores no partido e o distanciou de parte do eleitorado paulistano que reverencia o histórico de vida de sua vítima, que ele chamou de “derrotado”.

Inteligente, vivaz, bem-sucedido financeiramente, João Doria apresentou-se como um outsider e antônimo do lulismo e seu desastroso legado. Foi bem-vindo nesse papel, mas exagerou na dose e distanciou-se de sua base eleitoral. Se não assumir imediatamente a condição de prefeito estará sentenciando de morte sua pretensão eleitoral.

Menos marketing, menos viagens, mais trabalho senhor burgomestre!

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Brasul decide: volta a se integrar ao Brasil ou dá origem a três países?

E no Paraná a população é consultada sobre a formação de seis países derivados do antigo estado. Que poderão ser oito

José Antonio Pedriali
Enviado especial

Sete de outubro de 2027. Dez anos depois do plebiscitou do qual resultou a criação do Brasul, a população desse novo país, formado por três estados sulistas do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -, volta de novo às urnas para decidir pela reanexação ou pela criação de três novos países: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O pretexto para a criação do Brasul foi a disparidade dos recursos enviados por esses ex-estados, industrializados e economicamente fortes, ao governo central, sediado em Brasília, Distrito Federal, em relação ao retorno de investimentos. “Estávamos cansados de financiar o Nordeste, região de gente inculta, atrasada e preguiçosa”, alegava um dos líderes do movimento separatista.

Pois a disparidade na distribuição de recursos é o principal motivo alegado para a reanexação ou criação de três novos países.

“Os paranaenses reclamam porque ajudam a combalida economia do Rio Grande do Sul e os catarinas (que odeiam ser chamados assim) de fornecer embutidos, frangos, marrecos, chucrute e maquinários para os outros entes da federação sulista”, afirma um representante do movimento.

Os catarinenses também se dizem contrariados com o grande afluxo de gaúchos e paranaenses, cujo litoral é pouco atrativo, a suas praias. “Eles são pouco civilizados”, diz um morador de Santa Catarina, que defende a cobrança de uma “taxa turística”, o que somente seria possível após o desmembramento.

Os gaúchos, por sua vez, apresentam um motivo diferente: não aguentam mais as piadinhas que os associam aos veados – palavra politicamente incorreta, da qual paranaenses e catarinenses abusam, para designar um homossexual masculino. E afirmam que “machos de verdade” são eles porque, “bah, os barrigas verdes (catarinenses) e os coxas brancas (paranaenses) é que são moçoilas”.

Independentemente do resultado do plebiscito, afirmam que vão cobrar royalties pelo rodízio de churrasco (ou espeto corrido) e processar criminalmente os que fizerem piadinhas sobre a tendência sexual de seus moradores do sexo masculino. E determinar> só veste bombacha e toma chimarrão quem for gaúcho, tchê!

O fator linguístico também influencia a decisão dos eleitores. “Não era para falarmos a mesma língua?”, pergunta um deles. “Então como explicar que um menino seja chamado de guri, piá e moleque ao mesmo tempo; que cavalo seja tratado por pingo e moça por prenda? E quem é que entende o que dizem os ‘manezinhos da ilha’ (moradores de Florianópolis), que engolem as palavras ao mesmo tempo em que contorcem os lábios. ‘Mofas com a pomba na balaia’. Tente traduzir, tente (te ajudo: é ficar esperando por muito tempo…) O que é, afinal, uma sinaleira, um semáforo e um sinal senão o mesmo dispositivo de controle de cruzamento de ruas? Bituca e guimba? Rotatória e redondo?”

Espera-se grande participação no plebiscito de hoje, apesar do mau tempo em todo o Brasul. Segundo o DataSul-Independente (dissidência do DataSul), a criação dos três novos países deve sair vitoriosa: 99% disseram-se favoráveis, 0,9% defendem a reanexação e o restante não soube ou não quis responder.

Paraná

O Datasul-Independente consultou também os paranaenses sobre a manutenção integral do território do Estado em caso de independência, e a maioria – 99,9% – disse que deveria ser desmembrado em Paraná do Sul (capital Curitiba), do Oeste (Cascavel), Sudeste (Guarapuava), Norte Velho (Jacarezinho), Norte Novo (Londrina) e Noroeste (Maringá).

“Não suportamos mais trabalhar para dar vida boa aos curitibocas”, diz um eleitor do Norte, ao qual responde um morador de Curitiba: “Curitiboca é sua mãe, que veio da Vila Mattos (zona de meretrício da Londrina pioneira), pé- vermelho ignorante e atrasado”..

Os eleitores de Toledo se dizem revoltados com a indicação de Cascavel para sediar o possível futuro Paraná do Oeste e articulam um plebiscito pela independência do Paraná do Carneiro no Buraco. E a população de Foz do Iguaçu defende a criação de um novo país, que incorpore todo o Parque Nacional do Iguaçu e parte do território paraguaio e argentino; o Muamba.”Já tenemos nuestro próprio idioma, o portunhol”, diz um elelitor da região.

(Singela homenagem aos defensores da independência do Sul do Brasil, país que tem um lindo povo forjado pela diversidade cultural e étnica. E um grande, diversificado e produtivo território.)

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Brasul decide: volta a se integrar ao Brasil ou dá origem a três países?

E no Paraná a população é consultada sobre a formação de seis países derivados do antigo estado. Que poderão ser oito.

José Antonio Pedriali
Enviado especial

Sete de outubro de 2027. Dez anos depois do plebiscitou do qual resultou a criação do Brasul, a população desse novo país, formado por três estados sulistas do Brasil – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -, volta de novo às urnas para decidir pela reanexação ou pela criação de três novos países: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O pretexto para a criação do Brasul foi a disparidade dos recursos enviados por esses ex-estados, industrializados e economicamente fortes, ao governo central, sediado em Brasília, Distrito Federal, em relação ao retorno de investimentos. “Estávamos cansados de financiar o Nordeste, região de gente inculta, atrasada e preguiçosa”, alegava um dos líderes do movimento separatista.

Pois a disparidade na distribuição de recursos é o principal motivo alegada para a reanexação ou criação de três novos países.

“Os paranaenses reclamam porque ajudam a combalida economia do Rio Grande do Sul e os catarinas (que odeiam ser chamados assim) de fornecer embutidos, frangos, marrecos, chucrute e maquinários para os outros entes da federação sulista”, afirma um representante do movimento.

Os catarinenses também se dizem contrariados com o grande afluxo de gaúchos e paranaenses, cujo litoral é pouco atrativo, a suas praias. “Eles são pouco civilizados”, diz um morador de Santa Catarina, que defende a cobrança de uma “taxa turística”, o que somente seria possível após o desmembramento.

Os gaúchos, por sua vez, apresentam um motivo diferente: não aguentam mais as piadinhas que os associam aos veados – palavra politicamente incorreta, da qual paranaenses e catarinenses abusam, para designar um homossexual masculino. E afirmam que “machos de verdade” são eles porque, “bah, os barrigas verdes (catarinenses) e os coxas brancas (paranaenses) é que são moçoilas”.

Independentemente do resultado do plebiscito, afirmam que vão cobrar royalties pelo rodízio de churrasco (ou espeto corrido) e processar criminalmente os que fizerem piadinhas sobre a tendência sexual de seus moradores do sexo masculino. E determinar> só veste bombacha e toma chimarrão quem for gaúcho, tchê!

O fator linguístico também influencia a decisão dos eleitores. “Não era para falarmos a mesma língua?”, pergunta um deles. “Então como explicar que um menino seja chamado de guri, piá e moleque ao mesmo tempo; que cavalo seja tratado por pingo e moça por prenda? E quem é que entende o que dizem os ‘manezinhos da ilha’ (moradores de Florianópolis), que engolem as palavras ao mesmo tempo em que contorcem os lábios. ‘Mofas com a pomba na balaia’. Tente traduzir, tente (te ajudo: é ficar esperando por muito tempo…) O que é, afinal, uma sinaleira, um semáforo e um sinal senão o mesmo dispositivo de controle de cruzamento de ruas? Bituca e guimba? Rotatória e redondo?”

Espera-se grande participação no plebiscito de hoje, apesar do mau tempo em todo o Brasul. Segundo o DataSul-Independente (dissidência do DataSul), a criação dos três novos países deve sair vitoriosa: 99% disseram-se favoráveis, 0,9% defendem a reanexação e o restante não soube ou não quis responder.

Paraná

O Datasul-Independente consultou também os paranaenses sobre a manutenção integral do território do Estado em caso de independência, e a maioria – 99,9% – disse que deveria ser desmembrado em Paraná do Sul (capital Curitiba), do Oeste (Cascavel), Sudeste (Guarapuava), Norte Velho (Jacarezinho), Norte Novo (Londrina) e Noroeste (Maringá).

“Não suportamos mais trabalhar para dar vida boa aos curitibocas”, diz um eleitor do Norte, ao qual responde um morador de Curitiba: “Curitiboca é sua mãe, que veio da Vila Mattos (zona de meretrício da Londrina pioneira), pé- vermelho ignorante e atrasado”., reage um curitibano.

Os eleitores de Toledo se dizem revoltados com a indicação de Cascavel para sediar o possível futuro Paraná do Oeste e articulam um plebiscito pela independência do Paraná do Carneiro no Buraco. E a população de Foz do Iguaçu defende a criação de um novo país, que incorpore todo o Parque Nacional do Iguaçu e parte do território paraguaio; o Muamba.”Já tenemos nuestro próprio idioma, o portunhol”, diz um elelitor da região.

(Singela homenagem aos defensores da independência do Sul do Brasil, país que tem um lindo povo forjado pela diversidade cultural e étnica. E um grande, diversificado e produtivo território.)

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Prepare-se, Lula: mais um processo à vista

Na tentativa desesperada de se safar da prisão por causa da cobertura que recebeu da Odebrecht como “agradecimento” por seus serviços prestados à empreiteira, Lula e seus advogados, ladinos como ele, urgiram 26 recibos de aluguel com falhas grotescas.

A acusação é uma das duas que estão em julgamento por Sergio Moro. A outra se refere a um terreno, comprado pela mesma Odebrecht, e destino a sediar o Instituto Lula.

Resultado da malandragem: o Ministério Público enviou os recibos, mais o contrato de aluguel, assinado pela finada Marisa Letícia e confeccionado pelo advogado-chefe de Lula e seu compadre Roberto Teixeira (também encalacrado na questão dos recibos) para serem periciados pela Polícia Federal.

As falhas na elaboração dos recibos são grotescas; datas inexistentes, erros ortográficos em série, formatação idêntica, etc. Não bastasse isso, o “laranja” utilizado na transação, Glaucos da Costamarques, admitiu ter assinado os recibos de uma vez só, quando estava internado num hospital de São Paulo, a pedido de Teixeira. Admitiu jamais ter recebido aluguéis até a prisão de seu primo e mentor de sua inclusão na maracutaia, José Carlos Bumlai, ocorrida em novembro de 2015. Bumlai foi laranja de uma transação fraudulenta que rendeu R$ 12 milhões ao PT e, em contrapartida, um contrato de US$ 1,6 bilhão para o grupo Schain junto à Petrobras.

Tudo incida que a fraude nos recibos e contrato de locação (já que não houve locação e sim mera simulação) será constatada. E, então, a “viva alma mais honesta deste país” juntará à sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, aos seis processos criminais a que responde e às seis frentes de investigação a que está submetido por crimes correlatos, mais este crime: falsificação de documentos, fraude processual e obstrução à Justiça.

E tudo isso à toa, já que sua condenação nesse processo é tão certa como um dia que sucede o outro. O rastreamento que a Polícia Federal fez das duas transações – setor de propinas da Odebrecht e dos laranjas utilizados no esquema e da movimentação bancária e documentos de Lula e Marisa – não deixa dúvida: Lula era o beneficiário do terreno e da cobertura.

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PT se insurge contra “medidas coercitivas” da PF. Por que tal mudança?

Suicídio de aliado do PT leva o partido a se insurgir contra “medidas coercitivas” da PF, comuns nos governos Lula e Dilma

Um dos argumentos falaciosos que o PT utilizou para tentar livrar a barra de sua gangue no início da Lava Jato foi enaltecer as operações da Polícia Federal nos governos petistas.

Alimentado pela central de informações petistas, os blogs financiados pelo partido por vias transversas comparavam as operações da PF – parte delas feita com espalhafato – com as do governo FHC. Contabilizam para FHC 48 operações, número raquítico diante das 2.226 realizadas de 2003 a 2014 (informação da Agência PT).

Filmagem dos detidos algemados e espremidos entre os agentes federais era comum. As “medidas coercitivas” faziam parte da propaganda petista.

Moral da história: que bonzinhos eram esses petistas, que combatiam coim rigor o crime enquanto o até então seu maior adversário FHC, personificação dos tucanos, desdenhara os criminosos!

Bastou o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancillier de Olivo suicidar-se após ser detido pela PF (foi liberado em seguida) e afastado do cargo sob a suspeita de envolvimento num esquema milionário de desvio de verbas federais para o PT e afins se insurgirem contra as “medidas coercitivas” adotadas pela PF!

A deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, notória defensora de assassinos truculentos, quer convocar o diretor-geral da PF para depor sobre tais “medidas coercitivas”.

Por que essa reviravolta? Por que tamanha incoerência?

Porque o ex-reitor (que Deus o tenha amparado nos instantes finais de sua existência) militou na extrema-esquerda durante os anos de chumbo (1964-1985), foi líder de um sindicato controlado pela CUT e era simpatizante do PT. Era um “companheiro”, portanto.

Simples assim!

Os petistas alegam que o ex-reitor foi exposto “à execração pública”. Ora, que moral (com licença, dona Gleisi, para imitá-la), tem o PT para defender a honra do finado se uma de suas especialidades é justamente destruir a reputação de adversários? Os dossiês falsos sobre conta secreta de FHC no Caribe e de propina a José Serra quando ministro da Saúde são apenas dois casos urdidos pela central de infâmias do PT

E com mais esse gesto, o que restou dessa organização criminosa travestida de partido político o torna ainda mais repugnante.

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Eleitores de Aécio e Lula personificam dois Brasis: o da indignação e o do culto ao criminoso

A revelação de que pediu – e recebeu por vias tortas – R$ 2 milhões a Joesley Batista, da J&S, e de que combinou com ele a nomeação de um amigo para a direção de uma estatal poderosa levaram o senador Aécio Neves ao inferno político.

A reação de seus companheiros tucanos foi de perplexidade seguida de um movimento para sua saída (ou expulsão) do partido. A situação ainda não se definiu, mas ele foi obrigado a deixar a presidência do PSDB.

Seus eleitores – foram 51 milhões na disputa presidencial de 2014 – sentiram-se traídos, pois ele dizia personificar a luta contra a corrupção, e lhe voltaram as costas.

Aécio é hoje um dos políticos mais rejeitados do país e não há na linha do horizonte qualquer sinal de que venha a recuperar em médio prazo ao menos parte de sua popularidade. Ressalte-se: nem processado – por enquanto – ele está.

No outro lado do espectro político, o petista Lula, autoproclamado “a viva alma mais honesta deste país” ao mesmo tempo em que está condenado por corrupção, responde a seis ações penais por crimes correlatos e é investigado em outras frentes pela suspeita de malfeitos, desponta como o favorito na corrida eleitoral de 2018.

Como explicar tal disparidade de reações?

Os eleitores de Aécio dispersam-se em todas as classes sociais, mas predominam entre as mais altas e mais escolarizadas. O inverso acontece com Lula, ao qual se acrescenta o carisma e o portfólio de realizações sociais (embora destruídas por sua sucessora e aliada Dilma) que o tucano não possui.

Em relação aos eleitores de ambos, conclui-se que os de Aécio condenam a corrupção, seja quem for que a pratique – e por isso não o poupa -, enquanto os de Lula condenam a prática de forma genérica, mas o absolvem pelas razões alegadas acima.

Quando aos militantes partidários, o procedimento é praticamente o mesmo, com a diferença de que, quanto mais se agrava a situação jurídica de Lula, mais os petistas o cultuam e propagam sua inocência.

Afinal, como desafiou Antonio Palocci, que de cultuado pelos “companheiros” passou a maldito depois que dedurou alguns dos pecados de Lula, o PT é um “partido ou uma seita guiada por uma pretensa divindade”?

O comportamento dos petistas satisfaz a dúvida de forma contundente.

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Os últimos seis meses de Beto Richa. Adeus ou até logo?

Beto Richa inicia os seis meses finais de seu governo, já que, apesar de ele esconder o jogo, será candidato a senador ou deputado (estadual ou federal) no ano que vem.

O primeiro turno das eleições será em 2 de outubro de 2018 – daqui a exatamente a um ano. Como o ocupante de cargo executivo tem de deixá-lo seis meses antes – 2 de abril -, se quiser concorrer, a contagem regressiva dos 180 dias derradeiros de Richa no Palácio Iguaçu está iniciada.

E o encontra num momento de recuperação lenta, porém gradual, de sua imagem, severamente abalada pelo duro ajuste fiscal no início do seu segundo mandato e o fatídico 29 de abril de 2015, quando a Polícia Militar reprimiu a tentativa de invasão da Assembleia por parte de sindicalistas e militantes petistas e afins. E por ter sido citado em três casos de corrupção envolvendo sua campanha à reeleição.

Richa se reelegeu com folga no primeiro turno, batendo o truculento Requião e a esnobe Gleisi Hoffmann, então amparada pelo PT ainda com credibilidade – a Lava Jato não o havia atingido de morte, como agora.

Pois justamente o mandato dos dois – Gleisi e Requião – se esgota no ano que vem e ambos estão severamente feridos. Ela, por sua defesa intransigente do PT e seu envolvimento na Lava Jato, que a ameaça de prisão; ele por associar sua imagem à do PT e criar briga com Deus e o Diabo, e o pior de tudo, com o próprio partido, que lhe voltou as costas e pode até expulsá-lo.

Duas vagas em jogo, seus ocupantes fragilizados e um governador com a popularidade em processo de ascensão de olho numa delas: a equação é favorável a Richa, que recupera sua imagem graças à recomposição fiscal e retomada da economia paranaense em contraste com a pindaíba da maioria dos estados.

Há arapucas pelo caminho, certamente. Uma delas: qual será o desdobramento dos casos de corrupção que o atingem? Estão nas mãos da Justiça e os processos são sigilosos, mas o que veio a público até agora – doações não contabilizadas de empreiteiras e de fiscais da Receita Estadual criminosos e desvio de recursos destinados à construção de escolas para sua campanha – lhe dá o benefício da dúvida, já que em nenhum desses casos ele é apontado como agente recebedor (consciente do crime, portanto) e sim como beneficiário.

Em nenhuma das ações – ressalte-se – Richa é acusado de enriquecimento pessoal, ao contrário dos figurões do PeTrolão, a começar do próprio Lula, a “viva alma mais honesta deste país”.

Richa, portanto, é o favorito para ocupar uma das vagas do Senado. A outra, a quem se destina?

O favorito é o ex-senador Osmar Dias, do PDT, que vacila em concorrer ao Iguaçu ou ao Senado. É cedo para que tome uma decisão, e ela poderá ser influenciada por seu irmão, o senador Alvaro Dias (Podemos), pré-candidato à presidência da República mas estagnado na retaguarda dos pretendentes.
E se Alvaro, diante do eventual encalhe de sua postulação para a presidência, decidir disputar o Iguaçu?

O enredo começa a ficar intrigante…

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