Ave Marisa, cheia de álibis

Ave Marisa
Cheia de álibis
O Lula é convosco
Bendita sois vós entre os petistas
Bendito é o fruto do vosso ventre:
(ai, Jesus!)

Santa Marisa
Intercedei por nós
Caluniados
Agora e na hora
Da nossa prisão
Amém!

Não me interpretem mal, por favor. Não é blasfêmia o que escrevi acima (assim espero), mas paródia inspirada na utilização por Lula da finada esposa para seus objetivos pessoais.

Marisa cedeu-lhe o caixão como palanque para o mais funéreo e desrespeitoso discurso de um líder político. Ao lado do corpo da esposa, Lula responsabilizou a Lava Jato por sua morte ao acusá-la de cumplicidade com os crimes atribuídos a ele (e confirmados por Sergio Moro, que o condenou à prisão no caso do tríplex por corrupção e lavagem de dinheiro).

Marisa morreu há pouco mais de um ano em decorrência de um AVC. Era hipertensa, fumante e sedentária.

Ao depor ao juiz, Lula atribuiu a Marisa a responsabilidade pelo interesse no tríplex e pela reforma e mobiliário sob medida providenciados pela OAS (e processou a Veja por estampar na capa esta torpeza, perdendo na Justiça). E sua defesa alegou, ao entregar intempestivamente os “recibos de aluguel” de um apartamento em São Bernardo atribuído a Lula, que estavam entre as coisas da finada, esquecidas em algum desvão.

E agora, com a prisão decretada, Lula negociou sua detenção para depois de uma missa, arranjada de última hora, em homenagem à data de nascimento da finada.

Assim, Santa Marisa opera o milagre de retardar sua entrada no xilindró.

Ave, Marisa
Cheia de álibis…

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Dezessete horas. E Lula não se entrega

Acaba de vencer o prazo para Lula se apresentar à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba para começar a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Há pouco mais de meia hora, o ministro Félix Fischer, do STJ, sepultou a última esperança de Lula se manter em liberdade, negando a liminar contra a decisão do TRF4 que determinou seu encarceramento.

E agora, José?

A Polícia Federal mantém um avião de prontidão em São Paulo para a eventualidade de Lula entregar-se por lá.

Por enquanto, não há nenhuma manifestação do ex-presidente, confinado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, que está cercado por milhares de apoiadores.

Se não se apresentar, será levado à força.

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Resistir ou se entregar? O dilema de Lula

O juiz Sergio Moro determinou que Lula se apresente à Polícia Federal de Curitiba até as 17 horas de hoje para iniciar o cumprimento da pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Se não o fizer, será levado coercitivamente pela polícia, mas sem uso de algemas e de camburão. Isso, em consideração à dignidade do cargo de presidente da República que ocupou por dois mandatos – e desonrou com seus crimes.

Entregar-se ou resistir?

O dilema enfrentado por Lula baseia-se no não “reconhecimento” da condenação, proclamado por ele e seus seguidores – cada dia mais histéricos, cada dia mais desorientados, cada dia mais perplexos diante da possibilidade de perder a única boa de salvação de se manterem vivos politicamente, que é o líder condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e à espera de (por enquanto) outros seis veredictos.

Apesar da profusão de provas (no caso do tríplex em que já está condenado e nos demais a que responde), Lula se diz inocente e vítima de uma “caçada judicial” para impedi-lo de retomar a presidência da República. Tudo lorota para enganar os incautos, manter viva a chama dos fanáticas seguidores e fornecer um contraponto a história que o sentenciará como um dos líderes políticos mais deletérios da história brasileira.

O papel de “prisioneiro político” que pretende encarnar após ser trancafiado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, primeira etapa de seu confinamento compulsório, não permite que ele se entregue. Obriga que resista o maior tempo possível à prisão.

Nenhum “perseguido” ou “preso político” comparece livremente para cumprir uma sentença “injusta”. Tem de ser levado à força. De preferência algemado e num camburão, acessórios cenográficos que Moro, o cruel, não lhe concederá.

Resistência, companheiros, até a última gota de esperança! Para o bem do povo oprimido! Pela democracia! Pela Justiça!

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STJ, última (e vã) esperança de Lula

Comento a informação no pé desta postagem)

Após o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresente ‘voluntariamente’ à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira, 6, a defesa dele entrou com mais um pedido de habeas corpus para evitar a prisão.

De acordo com o corpo de advogados que representa o ex-presidente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) antecipou a possibilidade de execução da pena antes mesmo de o Supremo Tribunal Federal (STF) publicar o acórdão do julgamento do habeas corpus.

A votação terminou nesta quinta-feira, 5, por 6 a 5, e negou a possibilidade de Lula continuar em liberdade ate o final do julgamento em última instância.

Ainda não se sabe quando o novo pedido de habeas corpus da defesa será julgado pelo STJ. Ainda ontem, um advogado de São Paulo pediu um outro HC ao STJ, que será analisado pelo ministro Felix Fischer, da Quinta Turma da Corte.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de reclusão na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá.(O Globo)

Comento: a liminar não tem a menor possibilidade de prosperar, pois se apega a um argumento falacioso apresentado a uma corte que negou por unanimidade a concessão de habeas corpus preventivo ao ex-presidente: a falta do acórdão do STF que autorizasse a decretação de prisão. Quando, em 26 de março, o STF concedeu liminar provisória a Lula, acatando pedido verbal de sua defesa durante a sessão do julgamento, a decisão foi comunicada ao TRF4 por ofício eletrônico. E o condenado, a defesa e seus apoiadores não protestaram por falta da publicação do acórdão! Além do mais, a ultima investida do ministro Marco Aurélio para preservar a liberdade de Lula, feita após a proclamação do resultado da sessão de quarta-feira que negou o habeas corpus, foi solicitar que ele se mantivesse em liberdade até a publicação do acórdão. O pedido foi negado pela presidente Cármen Lúcia – que, portanto, liberou o tribunal de segunda instância a determinar ao juiz Sergio Moro que expedisse a ordem de prisão.

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Decisão de Moro fulmina a estratégia do petista

Os petistas decidiram hoje – e na presença de Lula -, como reação à recusa,pelo STF da concessão do habeas corpus ao ex-presidente, cercar o prédio dele para evitar sua prisão, pressionar a corte para rever a decisão sobre prisão após condenação em segunda instância e manter sua candidatura à presidência da República.

A decisão do juiz Sergio Moro, de decretar hoje sua prisão – o que era esperado somente na semana que vem – pegou a todos de surpresa.

A mobilização em torno do apartamento de Lula em São Bernardo está mantida, mas, em vez de atenuar, agravará a situação do ex-presidente. Moro determinou que Lula se apresente até as 17 horas de amanhã na sede da PF em Curitiba; do contrário, será levado coercitivamente (mas sem uso de algemas e camburão).

Se ele não for por bem e os petistas bloquearem a entrada da polícia em seu apartamento, Lula poderá ter a pena agravada por resistência à prisão. E o PT, que determinou a resistência em reunião realizada hoje na sede do Instituto Lula, poderá ser processado por obstrução à Justiça. E seus líderes idem, pois gravaram mensagens nas redes sociais.

Resta ao condenado e aos seus seguidores esperar pela mudança de entendimento do STF sobre prisão em segunda instância. Mas, até lá, dure o tempo que durar, Lula permanecerá trancafiado.

Quanto à sua candidatura, se ela for mantida equivalerá lançar um defunto às chamas.

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Justiça se fez (ufa!): Lula, o corrupto, vai para a cadeia

A presidente do STF, Cármen Lúcia, desempatou a votação sobre a concessão de habeas corpus ao condenado Lula da Silva, rejeitando-a. Placar: 6 X 5.

A Justiça se impôs ao criminoso, apesar das pressões de toda ordem do condenado, do PT e seus cúmplices. Apesar da articulação de alguns ministros do STF, despudoramente favoráveis à manutenção da liberdade do condenado por unanimidade em segunda instância a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Votaram pela rejeição do pedido, além de Cármen: Fachin, Barroso, Moreira, Fux e Rosa Weber – esta, na condição de fiel da balança.

Votaram pela continuidade da liberdade ao ladrão: Mendes (que, mais uma vez, mudou o entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância), o decano Celso Mello, Marco Aurélio e Lewandowski, que se indignaram com a posição de Rosa, e Tóffili, autor do enunciado e voto mais confusos.

As portas da prisão se abriram para Lula. A ordem da execução da sentença competirá ao juiz Sergio Moro, após sinalização do TRF4, que avalizou sua sentença e ampliou a pena do criminoso.

“Agora é guerra”, ameaça um dos líderes do MST, Alexandre Conceição, segundo a Folha de S. Paulo. Ele promete ocupar “todos os prédios públicos” e “todas as terras”.

Farão confusão aqui e ali, e logo se comprovará que este é mais um blefe do braço armado do PT!

Assim – salvo incidente de última hora, comum neste Brasil enlouquecido pelos 13 anos e quatro meses de governo petista -, estamos na iminência de presenciar a prisão, pela primeira vez na história, de um ex-presidente da República.

Prisão para Lula, liberdade para o Brasil!

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4 de abril: teremos Justiça ou Lulisprudência?

Este 4 de abril – três dias após a comemoração do Dia da Mentira – será um dia decisivo não apenas para o STF, mas para o Brasil: veremos se a Justiça será feita ou se curvará aos interesses de um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Não um simples condenado, mas o homem que governou o país por dois mandatos, elegeu como sucessora um desastre em constante evolução de nome Dilma Rousseff e capitaneou o maior saque aos cofres públicos de que se tem notícia.

Condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão, Lula teve o pedido de habeas corpus negado por unanimidade pelo STJ (assim como por unanimidade a sentença foi confirmada e ampliada pelo TRF4) e, apesar de jurisprudência em sentido contrário do STF (Súmula 691), teve seu pedido acolhido pelo plenário desta corte, que hoje decidirá se o concede ou não.

Se pisoteou sua própria jurisprudência ao conhecer o pedido de Lula, por que não fará o mesmo hoje, outorgando-lhe o salvo conduto à revelia do entendimento em vigor de que, uma vez condenado em segunda instância, o réu pode ter antecipada a execução da pena enquanto recorre às instâncias superiores. Instâncias que, ressalvemos, não terão mais capacidade de reverter a condenação – a não ser casos extremos da ocorrência de atropelo legal nas instâncias inferiores, e este não é o caso de Lula.

O respeito à Justiça está nas mãos dos 11 ministros, oito deles nomeados por Lula e sua sucessora desastrosa. A pressão sobre todos eles, principalmente sobre esses oito, feita por petistas estrelados – como o ex-chefe de gabinete e amigo do condenado, Gilberto Carvalho – foi intensa. Sabe-se lá a que nível essa turma chegou.

A pressão das ruas (e, desde ontem, também dos quartéis) é forte, mas feita republicanamente, como assistimos ontem. Para que, ao contrário do que exigem os petistas, a jurisprudência se aplique e seja observado o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei.

Conceder a liberdade a Lula será um retrocesso no combate à corrupção, com graves reflexos sobre a segurança e o ordenamento jurídicos, a condução da política – estamos em ano eleitoral, e o condenado quer retomar o comando do país -, e a convivência social, esgarçada desde que o PT chegou à presidência da República.

Veremos se a mais alta corte do país é republicana ou bolivariana. Saberemos se seus ministros agem com independência ou sob a batuta dos padrinhos petistas e demais criminosos.

Saberemos se temos Justiça. Ou se as ameaças dos criminosos conduzirão o Supremo à maior aberração de sua história: a Lulisprudência*.

* Termo emprestado (à revelia) do professor Itamar Nascimento, da Universidade Estadual de Londrina, que me dá a honra de ser meu leitor.

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Milhões pedem a prisão de Lula. Duzentos, sua liberdade…

Milhões de brasileiros foram às ruas ontem à noite para pedir que o STF rejeite o habeas corpus preventivo pedido por Lula para escapar da prisão.

A decisão será hoje.

As maiores manifestações aconteceram em São Paulo (oito quarteirões da Paulista) e Rio de Janeiro (orla de Copacabana, lotada). E proliferaram país afora.

Enquanto isso – e esta foi a maior manifestação de apoio ao criminoso condenado em segunda instância -, partidários de Lula concentraram-se no início da tarde em frente ao seu apartamento em São Bernardo do Campo.

Segundo os organizadoras, havia… havia… havia… tchan- tchan- tchan- tchan: 200 participantes!

Vou repetir, e a “Folha de S.Paulo” avaliza: 200 participantes. Du-zen-tos-tos!

Bastou uma garoinha e… a debandada foi geral.

Diante do fiasco, só restou ao PT orientar sua milícia armada, o MST, a ameaçar o “abril mais violento da história” caso Lula tenha negado amanhã seu pedido de habeas corpus. Uma ameaça a mais entre tantas não cumpridas não fará a menor diferença, ora pois!

Lula, que se intitula a “viva alma mais honesta deste país”, atestou esta noite que é a “viva alma” mais solitária deste país.

Nem posso (e quero) imaginar o que esteja passando em sua cabeça – sobretudo em suas vísceras – nesta véspera de decisão do STF.

Coisa boa não deve ser.

Mas se sua prisão for adiada sine die (ou eternamente, a depender do esgotamento de todos os recursos), as manifestações de hoje anunciam sua mais temida punição: o vexame nas urnas. Que o sepultará para a eternidade.

Amém!

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Suprema responsabilidade

Mais de cinco mil juízes, promotores e procuradores de Justiça pedem ao STF que mantenha o entendimento sobre a possibilidade de prisão após segunda instância.

Três mil e quatrocentos advogados fazem pedido oposto.

Ambos os pedidos foram protocolados ontem, antevéspera da decisão histórica que decidirá se Lula, condenado em segunda instância a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, permanecerá em liberdade até esgotar as quatro instâncias do Judiciário.

O número dos que pedem a prisão agora – já que não há mais como desconsiderar as provas – é maior do que os que defendem que Lula, e criminosos como ele, sorvam a liberdade até o último gole.

A superioridade dos primeiros sobre os segundos é o de menos. O que vemos nesse embate são duas visões da Justiça: os que querem sua aplicação o quanto antes, desde que cumpridos os procedimentos legais, e os que desejam retardá-la o máximo possível, pois só consegue adiá-la os que têm dinheiro – muito dinheiro – para bancar seus advogados.

Reportagem do Globo reproduzida aqui mostra que a razão pende para os primeiros. O caso do assassino Omar Coelho Vitor, que em 2009 ensejou a mudança de entendimento do STF, de liberação para proibição da execução da pena após segunda instância (o que viria a ser mudado em 2016), é emblemático: por poder pagar bons advogados, ele enrolou, enrolou, enrolou e conseguiu arquivar o processo por prescrição de prazo.

Conceder o habeas corpus a Lula neste momento, contrariando o entendimento atual do Supremo, implodirá o que resta de segurança jurídica, causará um estrago colossal nos esforços da Lava Jato e igualará o Brasil à Venezuela bolivariana.

O destino está nas mãos do Supremo. Suprema responsabilidade!

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Curitiba promoveu o maior protesto contra Lula. Desprezou-o

Lula escolheu a capital do Paraná para encerrar sua campanha eleitoral pelo Sul disfarçada de “caravana”. E o seu local mais icônico, as escadarias da Reitoria da UFPR que se debruçam sobre a Praça Santos Andrade. O mais simbólico, pomposo e amplo espaço livre de Curitiba.

E este espaço estava vazio. Nem seus opositores estiveram lá – neste caso, não por livre e espontânea vontade, mas por ação da PM que bloqueou a passagem deles. E quem eram eles? Um grupelho de bolsonaristas, nada mais, dispostos a jogar ovos no o ex-presidente (que, convenhamos, os merece).

Era para ser a apoteose, e resultou num convescote de companheiros e companheiras, que mal preenchiam o espaço entre as escadarias da universidade e a praça.

O que havia lá: mil, duas mil pessoas? Que fossem três mil, sendo generoso com os petistas: um fiasco retumbante diante do homem que se faz passar pela “viva alma mais honesta deste país”, rótulo com o qual pretende reconquistar a presidência da República. Rótulo que tenta, sem conseguir, esconder o condenado por lavagem de dinheiro e corrupção e à espera de novas condenações que se fazia passar de vítima, mártir, coitadinho – e, para isso, fez lotar o palco de crianças e segurou uma delas no colo, numa versão canastrona do “Lulinha paz e amor”.

A Caravana do Criminoso Condenado (obrigado pela definição, Leonardo Henrique dos Santos) começou escorraçada pela população de Bagé, seguiu sendo admoestada pelos gaúchos, foi “ovacionada” – bombardeada com ovos – pelos catarinenses, continuou sob protestos e bloqueios de rodovias dos paranaenses e recebeu três tiros mais que suspeitos no território dominado pelos sem-terra entre Laranjeiras do Sul e Quedas do Iguaçu.

Lula, o mártir, esperava em Curitiba uma multidão para recepciona-lo, consolá-lo, animá-lo a continuar sua cruzada delirante de retomar a presidência. Foi recebido com desprezo, a mais letal manifestação de repúdio e vingança.

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