Morre o artista plástico maringaense Julio Albuquerque

Julio Albuquerque em seu ambiente de trabalho

Morreu neste domingo, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, em Maringá, o artista plástico Júlio Albuquerque, de 56 anos, respeitado como retratista, com obras espalhadas por vários países. Ele seria submetido a uma pequena cirurgia na segunda-feira da semana passada, mas sofreu um choque anafilático após tomar a anestesia e entrou em coma, não saindo mais.

Julio Manuel Laires Albuquerque deixa esposa, a professora de Inglês Cláudia, e dois filhos. Ele nasceu em Moçambique, viveu muitos anos em Portugal e há cinco anos mudou-se para o Brasil, fixando residência na Rua Oswaldo Cruz, na Zona 7, onde mantinha seu attelier de pintura e dava aulas de Inglês.

O artista especializou-se em retratos e atendeu encomendas de pessoas de vário países. Segundo outros artistas plásticos, os trabalhos de Albuquerque eram de alto nível, com o uso de técnicas ainda desconhecidas por muitos pintores brasileiros.

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Abel, o sanfoneiro de um braço só, apesar de tudo, alegre por natureza

Publicado em O Diário em 02.12.2012

Abel é o sanfoneiro mais conhecido da feira-livre de domingo na Avenida Mauá, mas não por tocar ou cantar bem.

Bate o pé no chão, não para marcar o ritmo, mas sim para ajeitar a sanfona que está sempre caindo, já que por ter apenas um braço não consegue mantê-la próxima ao peito.

Abel Barbosa da Silva talvez não seja o melhor músico, mas com certeza é o mais animado. Canta, solta gritos, chacoalha o corpo para lá e para cá… Anima mesmo o ambiente. O chapéu, no chão e com a “boca” para cima, vai enchendo de moedas e algumas notas.

Foto: Douglas Marçal

Quando começa uma música, a velha Scandalli de 80 baixos está em pé, mas na medida que vai tocando ela vai escorregando. Por falta do braço para segurá-la, ele tenta ajeitá-la com a perna. Quando termina a música, a sanfona está deitada.

Quem vê tanto ânimo não imagina que talvez aquela alegria toda seja para escamotear os sofrimentos que marcaram a vida do tocador. Baiano que chegou a Maringá quando a cidade estava ainda começando, considera-se um sobrevivente, pois de onde veio “era normal” crianças morrerem ao nascer ou poucos dias depois.

Vem de uma família na qual alguns dos irmãos têm problemas mentais ou cegueira, e por fim, sobreviveu a um choque elétrico em uma rede de alta tensão que lhe custou o braço direito – e que por pouco não lhe tirou a vida.

“Toco porque gosto, sempre gostei de música, e na feira eu me realizo, encontro velhos conhecidos, me sinto artista e ainda ganho um trocadinho para complementar a magra aposentadoria”, diz o sanfoneiro, alegando que tocando se esquece das amarguras, da vida dura quando criança e dos problemas de família.

“Eu gosto das músicas antigas, aquelas de melodia bonita e letras que contam uma história, mas meu toque é limitado. Faço apenas os fraseados com a mão esquerda e deixo de fazer a baixaria por não ter o braço direito.”

Abel viveu a mocidade na Vila 7, morou com os pais e oito irmãos nos fundos de um casarão de madeira na Rua Jangada, onde viviam várias famílias com muitos filhos. Em um salão na parte da frente, funcionava a Escola Santa Maria Goretti.

Ele nunca foi protagonista na família, pois os irmãos estavam entre as pessoas mais conhecidas do bairro. José, o mais velho da casa, era deficiente mental, e fez história nos anos 60 e 70 como “Zé Bobo”. Valdemar, um dos caçulas, era cego, mas percorria sozinho toda a cidade, conhecia casa por casa da Vila 7 e era bem recebido em todas. Tinha também uma irmã com deficiência mental, mas esta não saía de casa.

Analfabeto, Abel passou parte da mocidade em subempregos, até que aos 21 anos conseguiu um trabalho na Copel. Logo no começo da carreira, a animação quase lhe custou a vida. Ele subiu em um poste apressadamente e acabou tocando a rede de alta tensão. Foi atirado longe. Acordou tempos depois, em um hospital. Quando tentou mover-se, viu que não tinha mais o braço direito.

Abel não sabe quantos anos tem, já que onde nasceu os pais deixavam os filhos crescerem, para depois registrá-los, mas calcula que esteja por volta dos 80 anos.

“O que menos me preocupa é a idade verdadeira. O que vale é que criei meus filhos e tenho disposição para continuar tocando na feira ainda por muitos anos”.

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Identificado autor de perfil falso que difamava pessoas em Nova Esperança

A Polícia Civil de Nova Esperança (a 45 quilômetros de Maringá) identificou a pessoa que vinha usando um perfil falso nas redes sociais para fazer ataques, geralmente infundados, a políticos, empresários e outros moradores da cidade. Com a identificação, o delegado Leandro Farnese Teixeira concluiu o Inquérito e o encaminhou ao Ministério Público, que deve fornecer denúncia à Justiça. O responsável poderá sofrer condenação de dois a cinco anos de cadeia.

O inquérito foi rápido porque o Facebook quebrou o sigilo do caluniador e forneceu à polícia o IP (Internet Protocol) do computador em que foram feitas mais de 300 postagens. Com isto a polícia chegou ao endereço do proprietário do computador, no Jardim Santo Antonio, e, por meio de mandados de busca e apreensão, recolheu uma CPU, três notebooks, quatro telefones celulares e pendrives, que foram periciados e neles encontrado material que comprovava a autoria dos ataques difamatórios.

O perfil falso era em nome de “Antonio Esperança” e a foto que aparecia na página era a da famosa máscara de “V”, personagem das histórias em quadrinho e do filme “V de Vingança”. A página foi criada no Facebook dia 1º de janeiro, mesma data em que o empresário Moacir Olivatti (PPS) tomava posse como prefeito de Nova Esperança.

Já nas primeiras postagens, “Antonio Esperança” destilava veneno contra o novo prefeito, seu vice, vereadores recém-empossados, ex-prefeito, ex-vereadores e empresários, principalmente o industrial Eduardo Pasquini, proprietário de uma das maiores indústrias da cidade, a Fecularia Amidos Pasquini.

Em seus ataques, “Esperança” afirmava que a prefeitura de Nova Esperança há muitos anos vinha sendo usada para lavar dinheiro do tráfico de drogas. E citava um empresário como grande traficante que estaria usando os prefeitos, vereadores e secretários para lavar dinheiro.

Se a pessoa tinha realmente alguma informação verdadeira sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, poderia ter procurado a polícia”, disse o delegado Teixeira. “Faríamos a investigação, que é o papel da polícia, mas a pessoa preferiu usar a internet para fazer ataques a pessoas, sem provar nada”.

O autor do perfil falso – cujo nome será preservado até que o MP forneça denúncia – deve ser denunciado por crime contra a honra, injúria, calúnia e difamação em nome das sete vítimas que registraram queixas na polícia. Outros atingidos ainda poderão fazer bolentins de ocorrência, se quiserem.

As pessoas ofendidas pelas postagens poderão pedir indenização por danos morais.

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Parque, shows musicais e gastronomia nas festas da região

O mês de junho começa com festa em Floresta, que pela oitava vez vai servir seu prato típico, leitoa grelhada dupla face, que normalmente atrai moradores de várias cidades da região. Na sequência vem a Festa das Nações, de Floraí, o Carneiro de Sol ao Fogo de Chão, de Itambé, e por aí vai. Veja mais

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Produtividade do milho surpreende no primeiro dia da colheita

O agricultor Waldir Tonietti, de Floresta, aproveitou o fim de semana de sol para abrir a colheita de milho safrinha no noroeste paranaense e os primeiros números o deixaram bastante satisfeito. Mesmo plantando em um pedaço de terra arrendado próximo ao distrito de Floriano, que até o ano passado era ocupado por eucalipto, ele conseguiu uma produtividade média de 300 sacas por alqueire, mesma média alcançada ontem por Reginaldo Aparecido da Silva, o Nardo, em sua fazenda em Floresta. Já em Itambé, Valdir Edmar Fries, conseguiu no primeiro dia a média de 350 sacas por alqueire e ele acha que em alguns talhões vai colher acima de 380.

Na fazenda de Valdir Fries, em Itambé, a média é de 350 sacas por alqueire, mas produtor acredita que a média vai subir mais

Acompanhando a tendência do Estado, o noroeste deverá colher a maior safra de milho dos últimos anos. A área ocupada pela cultura nesta safra é apenas 0,84% maior do que a da safra de inverno passada, porém espera-se uma produção 47% maior. No Paraná, a área plantada em 2016 foi de 2,2 milhões de hectares e este ano ocupa 2,3 milhões. A previsão de produção no Estado é 32% maior, passando de 10 milhões de toneladas colhidas na safra anterior para 13,5 milhões.

Os 237 mil hectares destinados ao milho safrinha em 2016 na região de Maringá mantiveram uma média de produção de 3,8 mil kg por hectare. Nesta safra, a expectativa de produção fica entre 5,4 mil e 5,9 mil kg por hectare. Os primeiros números da colheita estão dentro da expectativa, mas os agricultores acreditam que a média subirá na medida em que a colheita avançar.

O milho de Toniette é, na realidade, uma antecipação do que ele pretende colher. “Até agora eu só colhi um milho meio verão, meio inverno, pois plantei no início de janeiro em uma terra que eu não sabia se daria alguma coisa, pois tinha acabado de tirar o eucalipto e ali nunca tinha sido plantado grão”. A continuidade da colheita, para ele, será em uma propriedade em Floresta, onde pretende começar o ano que vem. “Em Floresta está ainda mais bonito, acho que vai passar das 300 sacas por hectare”.

“No início do segundo semestre do ano passado, estávamos todos preocupados com o fenômeno climático La Niña, que poderia mexer no clima e prejudicar as safras do verão e a deste inverno, mas, ao contrário do que temíamos, o clima está sendo muito equilibrado. Além de ter ajudado a colhermos uma excelente safra de soja, agora está ajudando o milho safrinha”, comentou o técnico Moisés Barion Bolonhez, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, em Maringá. “As chuvas dos últimos dias chegaram em um momento ideal para a cultura, quando o milho está granando ou frutificando”, disse. “E as temperaturas baixas também contribuem”.

Além das 350 sacas por alqueire no primeiro dia de colheita, Fries tem outro motivo para sorrir a toa: enquanto a saca era entregue ontem a R$ 20, ele festejava o fato de ter vendido um terço de sua produção antecipadamente, a R$ 30 a saca.

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Bolsonaro: Temer ficou sem moral para continuar

Aos 62 anos, Jair Bolsonaro está na Câmara dos Deputados há 26 e colecionou mais de 30 ações na Justiça por falar o que pensa – ou falar sem pensar. Já desagradou companheiros de parlamento, políticos de todas as linhas, principalmente os da esquerda, negros, índios, gays e até mulheres. Mas, se orgulha porque nenhuma das ações na Justiça são por corrupção.

Jair Bolsonaro diz que as hostilidades contra sua pessoa estão desaparecendo

Em um momento em que o Brasil acompanha a maior onda de denúncias de corrupção da história, o deputado mais bem votado do Rio de Janeiro ganhou destaque por estar em uma posição em que pode disparar suas palavras ferinas por todos os lados. Muito mais gente passou a ver que ele tem razão no que diz e a popularidade cresceu, principalmente com a força das redes sociais.

“Por muito tempo, eu seria hostilizado ao comparecer a uma universidade. Hoje, chego, sou ouvido e saio aplaudido”. Segundo ele, o tempo contribuiu para que as pessoas o conhecessem melhor e pudessem comparar seu perfil com o de políticos de renome que hoje estão afundados em denúncias, muitos deles já nas garras da Operação Lava Jato.

O polêmico político hoje causa histeria por onde passa. Tanto pelos simpatizantes quanto pelos adversários, que já perceberam que ele é o homem a ser batido. Na sexta-feira, sua barulhenta passagem foi por Maringá, onde, ao final da programação, conversou demoradamente com O Diário.

 

O DIÁRIO.— Este Jair Bolsonaro que o povo está conhecendo agora, com a língua ferina, é verdadeiro ou um personagem?
JAIR BOLSONARO — Quem me conhece há mais tempo sabe como sou. Ninguém conseguiria passar tanto tempo vivendo um personagem só para dar Ibope.

O giro pelo Brasil já é campanha eleitoral?
Não posso dizer que sou pré-candidato para não ferir a Lei Eleitoral, mas estou me preparando para esta possibilidade. Se houver oportunidade, serei sim candidato.

Em Maringá a plateia de Bolsonaro foi formada por jovens

Em Maringá e em Londrina um público jovem o aplaudiu com entusiasmo. O senhor acredita que suas ideias estão convencendo a juventude?
Até algum tempo atrás, eu seria hostilizado em uma universidade, hoje fui bem recebido em uma e o público jovem entendeu minha mensagem. É uma mensagem que o Brasil precisa ouvir.

Por que o senhor era hostilizado?
A hostilidade sempre existiu e vai continuar existindo e eu era hostilizado principalmente por causa das mentiras contadas pela esquerda sobre o Brasil.

E como mudou?
Muitos dos que eram contra mim, vendo toda esta carga de informações, vendo seus ídolos na política sendo acusados de corrupção, vão se envergonhando de fazer manifestação contra minha pessoa e às vezes enxergam que pretendo fazer diferente do que estão fazendo com o País. Com o tempo, isto vai mudando, as pessoas foram vendo o que era verdade e o que era mentira, que não sou o bicho-papão que pintavam.

Que análise pode ser feita do Brasil atual?
O momento político do Brasil é o pior possível. A crise não é apenas política: é ética, moral, econômica e política. Mas, o Brasil tem potencial para sair desta situação.

Como chegamos a esta situação?
É o loteamento. O que leva à corrupção é a ineficiência do Estado. E enquanto tivermos este loteamento que vemos e ganhou muito destaque com as últimas denúncias. Enquanto o governo for loteado, a corrupção vai continuar.

E vai sair disto?
Vai ter que sair. Se não, temos que comprar lote no cemitério. E ir para o cemitério não está nos meus planos.

O senhor acha que o governo Temer respira por aparelho?
Michel Temer representa o que é a política tradicional brasileira, nunca preocupado com o futuro do País e sim com seu grupo. Agora, o que vai acontecer no curto prazo depende dele mesmo, num primeiro momento, depois do TSE, no início de junho. Não quero botar lenha na fogueira, mas a situação dele está muito complicada e o Brasil merece um quadro diferente do que tivemos nos últimos anos.

Na sua opinião, ele deveria se afastar?
A renúncia é uma atitude pessoal dele. Logicamente que para o bem do Brasil seria melhor ele se afastar. Fica difícil, fica comprometida a credibilidade dele ao aceitar receber, nos porões do Jaburu, pessoas que a sociedade já sabe que estão comprometidas diante da Justiça. Fica complicado, depois de um gesto destes, para uma pessoa que está na condução dos destinos do Brasil.

Em uma eventual saída ou cassação de Temer, qual será o caminho?
Se ele vier a cair por um motivo qualquer, teremos eleições indiretas pelo Parlamento. Esta é a regra do jogo .

Numa eleição direta, o senhor pensa em concorrer?
De forma alguma. Neste caso, quem vota são os deputados e senadores e este é um tipo de eleitorado que não quer Bolsonaro no comando do País. Em uma eleição indireta, as chances ficam com os grandes partidos e com os acordos que serão firmados. Certamente, alguém que seja eleito em uma situação destas não terá como levar em frente o combate à corrupção.

A Operação Lava Jato está em perigo?
Sim. Existe a possibilidade ela se acabar. Agora mesmo dois ministros do Supremo Tribunal Federal querem reinterpretar a prisão após a condenação em segunda instância. Querem passar para a terceira instância. Basicamente isto será um golpe mortal na Lava Jato, porque, no mínimo, levaremos 20 anos para que o STJ [Superior Tribunal de Justiça] venha julgar e punir os culpados em episódios como os que estamos vendo e que envergonham e revoltam o Brasil.

O senhor tem criticado os projetos de reformas do governo. Que defeito tem o projeto que muda a Previdência?
Meu pai já dizia que algumas coisas são como remendo novo em roupa velha. Este é o caso do projeto para a Previdência. Ele está sendo muito focado na questão da idade e isto não pode ser generalizado. Eu estive no Piauí e lá a expectativa de vida de um trabalhador é de 69 anos, segundo o IBGE. É desumanidade fazer levar uma pessoa a só se aposentar no fim da vida. Este projeto de reforma não tem meu apoio, apesar de reconhecer que alguma coisa precisa ser feita.

E a reforma trabalhista?
Eu votei favorável porque ela não suprimiu nenhum direito até porque tudo o que se fala, décimo terceiro salário, Fundo de Garantia, entre outros direitos, estão previstos no artigo sétimo da Constituição. E o que nós votamos foi um projeto de Lei. A classe empregadora tem dito que a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] tem que ser reformada, afinal, é um país de muitos direitos e poucos deveres e perdemos a competitividade com o resto do mundo.

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70 autores para contar 70 anos

Em 65 anos, o reitor da Unicesumar, professor Wilson de Matos Silva, estudou, começou a trabalhar e criou um dos dez maiores grupos educacionais do Brasil, com mais de 90 mil alunos, mais de três mil funcionários e presente em 140 cidades. Neste tempo, viu Maringá sair da prancheta do urbanista Jorge de Macedo Vieira e tornar-se uma das melhores cidades do País.

Matos e Maringá têm muito a ver um com o outro. Os dois nasceram no mesmo ano e o reitor há muito alimenta o sonho de colocar em um livro o que viu da história de Maringá. Mas, viu muito e chegou à conclusão que era história demais para um contador apenas. Por isto, precisou de mais gente para contar a história e no ano em que os dois completam 70 anos finalmente o livro sai, com mais de 70 autores.

“São os últimos dos primeiros, costumo dizer, pois o livro foi feito com base nos depoimentos de pessoas que chegaram para abrir a mata, construir as primeiras casas, implantar as primeiras lavouras e as primeiras empresas”, diz Matos, que desde o ano passado vem coordenando a elaboração do livro “Maringá 70 Anos”. Foram convidados para o projeto pioneiros de Maringá que atuaram em onze diferentes áreas, como comércio, indústria, educação, agronegócio, política, artística, comunicação, entre outras.

Além dos pioneiros que testemunharam e fizeram a história, o organizador contou com a colaboração de gente que há tempos se dedica a contar a história de Maringá, como os jornalistas Antonio Roberto de Paula, Dirceu Herrero Gomes, Rogério Recco e Miguel Fernando, todos autores de livros sobre fatos e pessoas de Maringá.

A equipe ficou completa com o historiador e radialista Gilson Aguiar, âncora da Rádio CBN-Maringá, e Loide Caetano, diretora do Museu Unicesumar.

“Maringá 70 Anos – A cidade contada pelos que viveram sua história” ficará completa no segundo semestre, quando será lançado o segundo volume, totalizando quase 800 páginas de história.

A obra, ricamente ilustrada em papel couchê e capa dura, é a mais completa já publicada sobre a história de Maringá e, segundo Matos, será importante agora e importantíssima no futuro. Ela confirma a paixão do autor pela história da cidade em que chegou com os pais e oito irmãos quando tinha 5 anos de idade. Ela se junta ao Museu Histórico que ele criou em seu Centro Universitário.

 

Visionário que acreditou em Maringá

O livro coordenado pelo reitor Wilson Matos foi lançado no último dia 19, no Excellence Centro de Eventos, durante a cerimônia em que o autor era homenageado pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) com a Comenda Américo Marques Dias, a mais alta honraria concedida pela entidade.

Reitor Wilson Matos recebe a comenda do empresário Jefferson Nogaroli

Segundo o homenageado, o título é uma motivação para continuar contribuindo com a cidade. “Isto é história”, diz ele. “Neste momento da vida, receber o reconhecimento de uma entidade como a Associação Comercial de Maringá, como fruto do trabalho e dedicação à comunidade, é muito satisfatório. Todos os segmentos são importantes para a cidade e nós, que trabalhamos com Educação por entendermos que ela é um importante agente de transformação das pessoas, também damos nossa contribuição”.

O prefeito Ulisses Maia (PDT) disse que a comenda “é uma justa homenagem a um empreendedor visionário, que sempre acreditou na cidade”. O empresário Jefferson Nogaroli, ex-presidente da Acim que também já foi homenageado com a Comenda Américo Marques Dias, compareceu para homenagear Wilson de Matos, além de vários empresários de todos os setores da economia maringaense.

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Com tubulões transparentes, Cianorte oferece os melhores pontos de ônibus

Faça chuva ou faça sol, usuários do transporte coletivo urbano de Cianorte podem dar-se ao luxo de aguardar o ônibus sentados, em local protegido, iluminado, que oferece até tomadas para o carregamento de telefones celulares, baterias de notebooks e tabletes.

Os novos pontos de ônibus, que ganharam o apelido de tubulão, seguem padrão parecido com as estações tubo de Curitiba, com paredes em policarbonato e sustentação em ferro, rampas de acessibilidade e espaço para a tabuleta com as linhas e horários de passagem dos ônibus. O objetivo da prefeitura é implantar o novo modelo em todos os pontos de maior fluxo de passageiros.

Estas estações serão capazes de oferecer toda a comodidade necessária, ainda mais durante este período de inverno e de chuvas que se aproxima. Isso sem contar a facilidade que irá dispor ao oferecer as tomadas, frequentemente necessárias para carregar nossos equipamentos eletrônicos”, diz o prefeito Claudemir Bongiorno (PMDB). Segundo ele, outro ponto positivo é que os tubulões são fabricados na cidade.

Os primeiros, disposto no Centro e no bairro Cianortinho, foram implantados em regime de teste, para a análise do material e da aceitação da população ao sistema. Com todas as avaliações consolidadas, nos sentimos aptos a implantar este modelo futuramente também em outros locais da cidade”, aponta o arquiteto da prefeitura, Marcos Vinicius Fabricio.

Na praça do Santuário, tubulão terá 10 metros de comprimento e poderá acomodar 30 pessoas sentadas

O prefeito está tão entusiasmado com os tubulões que encomendou um especial que será instalado na praça em frente ao Santuário Eucarístico Diocesano/Paróquia Nossa Senhora de Fátima, com 10 metros de comprimento e capacidade para acomodar até 30 pessoas sentadas. O ponto é um dos mais movimentados da cidade, usado principalmente por passageiros que embarcam para o distrito de Vidigal.

Apesar de aprovado pelas autoridades e usuários, o modelo do tubulão não poderá ser implantado em todos os pontos da cidade por conta do alto valor, restringindo-se apenas aos locais de grande fluxo. A prefeitura, entretanto, preocupada em proteger aqueles que esperam o transporte público, está orçando 20 abrigos que contarão com as laterais transparentes fabricadas em policarbonato, bancos, iluminação, tomadas, rampas de acessibilidade e local reservado para inserir um mapa com os horários das linhas.

Instalamos os primeiros no ano passado como teste, mas com a aprovação dos usuários, decidimos implantá-los nos pontos de maior movimento de passageiros”.

Marcos Fabrício, arquiteto da prefeitura

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Richa diz que duplicação da PR-323 começa no próximo semestre

Ainda neste ano começam as obras de duplicação da PR-323, de Paiçandu até Francisco Alves, na região de Umuarama. O anúncio foi feito ontem pelo governador Beto Richa durante a solenidade, no pátio da Sanepar, em Maringá, em que assinou a liberação de R$ 230 milhões para obras de saneamento em 55 municípios do noroeste paranaense.

Segundo o governador, a duplicação já deveria ter sido iniciada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), mas o consórcio vencedor da licitação foi inviabilizado pelo fato de sua maior empresa ficar sem crédito para a contratação de financiamento para a obra. O contrato entre a PPP e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) será rescindido por determinação do governador e o Estado fará uma nova licitação.

Segundo ele, o Estado já dispõe dos recursos e a obra deverá fazer parte do pacote de obras de duplicação que está sendo lançado pelo governo e inclui também a PR-317, entre Maringá e Iguaraçu.

Mais água e esgoto

O governo do Estado prevê que pelo menos 1,2 milhão de moradores do noroeste paranaense serão beneficiados pelos investimentos que a Sanepar está fazendo em sistemas de água e de esgoto. Ao assinarem com os prefeitos a liberação de R$ 230 milhões, o governador e o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche, destacaram que, com estes investimentos, o índice de atendimento com rede de esgoto na região subirá dos atuais 62% para 64,7% até o ano que vem.

Os recursos empregados no noroeste fazem parte do total de R$ 1,5 bilhão para obras em todo o Estado. Depois de liberar dinheiro para a região de Curitiba, ontem Richa fez o mesmo na região de Ponta Grossa, Cascavel, encerrando o dia em Maringá. Hoje os contratos serão com os municípios da região de Londrina.

“Entre os 11 municípios com melhores índices de saneamento do Brasil, cinco do Paraná e Maringá é uma delas”, disse o governador com base nos índices do Instituto Trata Brasil. “Fazemos investimentos sistemáticos em saneamento no Paraná, porque isto contribui para o desenvolvimento do Estado e a saúde da população”.

Maringá é um dos municípios que recebem maior volume nesta etapa de investimentos, aproximadamente R$ 16 milhões, mas há menos de um mês assinou contrato com a Sanepar para obras de rede de esgoto no Jardim Alvorada III, implantou um novo Eletrocentro em sua captação, no Rio Pirapó, abriu dois novos poços artesianos e construiu um reservatório novo no bairro Cidade Alta. “É muito importante para evitar crise de abastecimento, como a que a cidade viveu há dois anos”, explicou o prefeito Ulisses Maia (PDT).

Do montante liberado para o noroeste, 38,5% serão para Paranavaí, quase R$ 90 milhões, que serão empregados na melhoria do sistema de captação de água e ampliação da rede de esgoto. “Acredito que mais de 20 mil pessoas serão beneficiadas com a apliação do esgoto e a captação de água vai beneficiar toda a cidade, de mais de 90 mil pessoas”, afirmou o prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes, o delegado Caíque (PSDB).

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Livro de maringaense conta a vida de pintora famosa

Odilla Mestriner em uma de suas últimas fotos

A pintora brasileira Odilla Mestriner, que morreu em 2009 aos 80 anos, deixando obras nos principais museus brasileiros e mesmo em outros países, tem sua vida contada no livro “A saga de Odilla Mestriner”, que traz um catálogo com mais de mil trabalhos da artista, indicação de onde se encontram seus quadros e roteiro das exposições realizadas.

Contando a vida forma cronológica, com detalhes que só alguém muito íntimo poderia conhecer e com sumário em Inglês, “A saga” é escrito pelo médico ginecologista e obstetra maringaense Antonio Mestriner, irmão de Odilla que mora em Maringá desde 1964 e foi sócio de alguns dos mais importantes hospitais da cidade, como o Santa Cruz, Maringá e Santa Helena. O irmão autor faz fluir lembranças contidas dentro de si, derramando-as em camadas, organizadas cronologicamente.

O volume em capa dura foi editado pela Editora Coruja, de Ribeirão Preto, e já pode ser encontrado nas livrarias de Maringá.

Prefaciado pelo escritor Laurentino Gomes, autor dos best sellers “1808” e “1922”, o livro é mais um instrumento para a preservação da história e obra de Odilla. Já existe um instituto com o nome da artista e ela é destaque em vários canais de divulgação das artes brasileiras, entre eles o Itaú Cultural.

“Este livro levou o nome de ‘Saga’ porque a vida de Odilla realmente foi uma saga”, conta o autor. “Ela era uma artista do interior, sempre viveu em Ribeirão Preto, autodidata que teve que concorrer com os grandes nomes da pintura do pós-modernismo, mesmo assim foi uma vencedora, com participação em sete Bienais Internacionais, ganhou o respeito de artistas e críticos do Brasil e de outros países, teve suas obras em importantes exposições e está presente nos principais museus de artes do Brasil”.

Antonio Mestriner, testemunha da vida da artista

O testemunho de quem conheceu e conviveu com a artista desde a infância, viu o talento despertando na criança que pintava com materiais rústicos em papel de embrulho e ainda menina retratava a mãe, o pai, irmãos, frutas e flores, é ricamente ilustrado com algumas das mais importantes obras de Mestriner.

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