Entre a beira do Pirapó e a prefeitura, três igrejas na vida de Batistão

Capela de São Sebastião, na localidade Alto Alegre

Como comerciante e, depois, como prefeito de Mandaguari já segundo mandato, Romualdo Batista já viajou por quase todo o Brasil, conheceu as mais belas cidades, os mais belos pontos turísticos, mas o passeio que mais gosta é em Vitória do Alegre, onde vai sempre, muitas vezes sozinho.

Quase ninguém conhece Vitória do Alegre. Hoje é apenas um nome de uma região a 20 quilômetros de Mandaguari, próximo à PR-444, dominada pelos campos de soja e milho, mas no passado era morada de centenas de famílias que trabalhavam nos cafezais que produziam um dos melhores cafés do Brasil.

Romualdo sempre volta, às vezes só para ficar olhando e rememorando os primórdios de seus dias. Foi lá que ele nasceu no dia 10 de maio de 1962, o filho mais velho do casal Inês e Pedro Batista, dois jovens mineiros que plantavam café às margens do Rio Pirapó.

Durante toda a vida, Romualdo Batista esteve envolvido com igrejas. Aqui, na frente da matriz Nossa Senhora Aparecida, que fica em frente à prefeitura e à casa em que ele mora

É na Vitória do Alegre que está enterrado o umbigo de Romualdo. É também lá que estão as primeiras lembranças do menino que tinha o Pirapó no quintal da casa – quando chovia muito, o rio chegava até debaixo da casa de madeira -, que não precisa ter hora para pescar, para nadar com os amigos que moravam nos cafezais, que caminhava a pé, sempre em grupo de piás, até a Escola General Osório, uma típica escolinha do sítio dos anos pioneiros de Mandaguari; que nos domingos pulava cedo da cama, vestia a melhor camisa, a calça Coringa, calçava o Conga ou um sapatão para ir à missa na Igreja São Sebastião. Da igreja lembra também das quermesses e outras festas, onde tinha música de alto-falante, rifas e a molecada correndo e gritando no meio dos adultos. Também era lá que aconteciam as festas dos santos juninos, Santo Antonio, São João e São Pedro, com aquele cheiro de gengibre e de batata-doce assada no ar, sempre com fogueira, rojões, quentão e a molecada correndo e gritando no meio dos grandes.

Como qualquer menino da roça, Romualdo ajudava os pais em tudo, aprendeu a cuidar dos animais, roçar, capinar, plantar e, o que era muito valoroso naquele tempo, a derriçar café. Só não abanava porque a pineira era maior do que ele.

Vitória do Alegre é só saudade, não somente pelas coisas boas da vida de criança, mas também por alguns dos momentos mais tristes que viveu, como no dia em que, aos 10 anos, ele, o pai e os sete irmãos esperavam com ansiedade o nascimento de mais um irmãozinho e de um momento para outro a alegria virou a maior tristeza. Inês morreu de problemas no parto e o bebê nasceu morto.

Foi um período difícil para os Batista. Pedro, ainda jovem, ficou viúvo com sete filhos pequenos.

Três anos depois, outro desencanto: as geadas da noite de 18 de julho de 1975 transformaram o chamado ouro verde em uma paisagem preta de ponta a ponta do Paraná. A cafeicultura do Estado que mais produzia café no mundo se acabou naquele dia, junto com os sonhos de milhares de produtores e de mais milhares dos trabalhadores que viviam nas colônias das fazendas.

Sem cafezal, o cafeicultor Pedro Batista não tinha mais o que fazer na roça e arrastou os filhos para a cidade.

A única diferença não era o habitat. O cafeicultor virou dono de bar e Romualdo, agora com 13 anos, foi estudar em uma escola de tijolos, grande e com muitos alunos. Trocou também a minúscula igrejinha de São Sebastião da Vitória do Alegre pela Paróquia Bom Pastor, no centro de Mandaguari. Tudo ficou diferente. Não tinha mais as pescarias nem as brincadeiras nas águas do Pirapó. Mas, na cidade tinha cinema. O televisor banco e preto pegava os programas infantis da TV Tibagi e a noite tinha novelas, Tarcísio Meira deixava todo mundo babando pela motocicleta gigantesca que exibia na novela “O homem que deve morrer”, bem mais atraente e ligeira que o cavalo alazão do João Coragem.

Nova vida. Nova forma de encarar o mundo. E Romualdo encarou desde cedo, tanto no bar do seo Batista, quando na escola, onde logo terminou o segundo grau como técnico de Contabilidade, o que lhe deu cancha para ser aprovado como funcionário do Banco do Estado do Paraná, o Banestado assim que voltou de um ano cumprindo o Serviço Militar no 30º Batalhão do Exército em Apucarana. E ser bancário naquele tempo era um status e tanto para um garoto. Ser do Banestado, então…

Na Paróquia Bom Pastor, Romualdo foi palestrante em encontros e cursos

O jovem bancário logo virou também universitário e fez o curso de Administração. Foi na faculdade que ele conheceu Vaine Michelan, uma bela jovem maringaense, e dois anos depois estavam casados.

Batista considera muito importante em sua vida a atuação na Paróquia Bom Pastor, onde não conseguiu ser coroinha, mas foi coordenador de comunidade, coordenador de Liturgia, palestrante em cursos de batismo, em cursos de noivos, cursos de casais.

Paralelo a tudo isto vieram as aventuras comerciais. O jovem que deixou o Banestado fez sola de sapatos com pneus velhos, comprou um caminhão, depois trocou o

As botas e botinas Batistão foram vendidas em vários Estados

caminhão por uma carga de sal, depois trocou o sal por um carregamento de couro, cortou o couro e fez alguns calçados e, pouco depois, tinha das maiores indústrias de botas e botinas do país, vendendo para vários Estados.

A Calçados Batistão chegou a ter 75 funcionários e mudou o nome de Romualdo para Batistão e foi com este nome que ele estreou, vitoriosamente, na política.

O comércio é importante para Romualdo, a política é novidade, mas também é tratada com importância, mas sua paixão é a igreja. Três igrejas são marcantes em sua vida: a São Sebastião da Vitória do Alegre, onde tudo começou, a Bom Pastor, onde já fez de tudo, e a matriz de Nossa Senhora Aparecida, bem na frente da janeira de seu gabinete na prefeitura, único prédio entre o gabinete e a casa em que mora com a mulher Vaine e os dois filhos, a jovem advogada Mariana e o jovem engenheiro ambiental Mateus.

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Dinheiro do FGTS vai turbinar o comércio, preveem comerciantes

O primeiro dia de expediente estendido nas agências da Caixa Econômica Federal para a prestação de informações sobre saques de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi de movimento abaixo das expectativas do banco. A abertura duas horas mais cedo do que o horário normal continua hoje e amanhã e haverá expediente especial das 9 às 15 horas deste sábado, dia 18.

Ana Beatriz fez a consulta pela Internet e evitou a fila no banco        Foto: JC Fragoso

Segundo a Superintendência Regional da Caixa em Maringá, não é possível saber o número de pessoas que procuraram as agências entre as 9 e o horário normal de abertura, às 11 horas, mas sabe-se que mesmo durante o expediente normal muitos trabalhadores procuravam informações se tinham algum dinheiro em conta inativa e como sacá-lo. É o caso do pedreiro Edson Macedo, que ainda não sabia se teria o que sacar, mas se lembrava que há anos deixou um emprego por vontade própria e o FGTS ficou depositado. “Não sei ainda quanto tenho, mas sei o tamanho da necessidade que tenho do dinheiro para regularizar algumas contas”, disse ele. De qualquer forma, como faz aniversário em agosto, Macedo só terá o FGTS em mãos em maio, de acordo com o calendário de liberações estabelecido pela Caixa Econômica, que começa a ser cumprido no dia 10 do mês que vem.

Ana Beatriz da Silva não perdeu tempo em fila de banco. Antenada com as tecnologias modernas, foi direto ao site da Caixa e consultou seu FGTS pela Internet. Em seu primeiro emprego tinha passado 6 anos e meio e saiu para dar continuidade aos estudos. Sabia que tinha direito em conta inativa, só não imaginava que fosse quase R$ 8 mil. “Tudo indica que vou conseguir comprar meu primeiro carro”, vibrou.

Ali Wardani acredita que a liberação do dinheiro em contas inativas vai turbinar o comércio

Esta iniciativa do governo, de liberar depósitos em contas inativas do FGTS, vai dar um gás tremendo na economia”, disse ontem o comerciante Ali Saadeddine Wardani, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sivamar).

A pessoa está trabalhando, tem o seu salário, de modo que este saque será um dinheiro extra, com que ela vai pagar contas e fazer compras de um objeto novo para a casa, para os filhos, uma roupa, fazer uma ampliação na casa. Todos os setores do comércio serão movimentados por este dinheiro novo”, diz Wardani, lembrando que só a região de Maringá terá o ingresso de mais de R$ 500 milhões com os saques do FGTS. “Quando há circulação de dinheiro, todos saem ganhando”.

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Terreno que prefeitura ofereceu ao Tecpar não ficou pronto para a construção

O câmpus que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) pretendia implantar em uma área de 107 mil metros quadrados no Parque Tecnológico/Cidade Industrial de Maringá foi inviabilizado por falta de infraestrutura no local. Pelo cronograma do Instituto, as obras já deveriam estar adiantadas, mas não puderam ser iniciadas porque a prefeitura não conseguiu ainda levar rede de energia para alto consumo, água, rede de esgoto e asfalto.

Maquete de uma das fábricas que o Instituto pretende construir em Maringá

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, professor Júlio Cesar Ribeiro, o projeto prevê a construção de quatro fábricas no câmpus e espaço para, futuramente, novas construções ou ampliações. O investimento na obra seria de R$ 61 milhões, sendo R$ 46 milhões provenientes do Ministério da Saúde e mais R$ 15 milhões do próprio instituto.

A unidade maringaense do Tecpar tem previsão de contratação entre 160 e 200 profissionais com nível superior em diversas áreas e seu principal objetivo é produzir medicamentos de tecnologia avançada, com alto valor agregado e, para isso, precisa de mão de obra especializada.

Esta é uma obra para ontem”, disse Félix, “já teríamos que ter iniciado, pois temos prazos a cumprir e, se não atendermos, o dinheiro retornará ao governo federal”.

Três semanas atrás Félix esteve em Maringá e se reuniu com o prefeito Ulisses Maia (PDT) para tratar sobre o caso e possivelmente na próxima semana o prefeito estará em Curitiba para apresentar alguma solução.

O próprio Maia já disse que é impossível preparar a área do Tecnoparque, junto à quarta etapa do loteamento Cidade Industrial, no tempo que o Tecpar precisa, tanto porque seria necessário um investimento de quase R$ 30 milhões para criar a infraestrutura, que não está no orçamento da prefeitura, quanto porque ainda depende de licenciamentos ambientais. A área não tem aprovados os Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). “Vamos precisar de mais três anos de obras para que se possa construir lá”, disse Maia.

Alternativa

Na conversa inicial com o presidente do Tecpar, Ulisses Maia se comprometeu a encontrar outra área, que já conte com asfalto, esgoto, água e energia elétrica, para ceder ao instituto, considerando a importância que o Tecpar terá para a cidade, tanto pelo investimento de R$ 60 milhões na obra, quanto pelos investimentos na produção de vacinas e medicamentos. Uma das parcerias firmadas pelo Tecpar para a produção de medicamentos para o tratamento de câncer prevê investimentos acima de R$ 50 milhões. E o projeto prevê ainda a construção de uma fábrica de finalização de medicamentos e vacinas, que vai dar suporte à produção da vacina antirrábica. Toda a produção do Tecpar é vendida ao Ministério da Saúde.

Uma fonte da prefeitura informou ontem que a prefeitura já escolheu um terreno, mas vai aguardar a vinda de Júlio Félix à cidade para saber se atende às necessidades do Tecpar.

880 mil m²

é o tamanho do terreno correspondente à quarta etapa da Cidade Industrial

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Ex diz que não quer briga, mas dá o troco em prefeito

Geraldo Irineu

O radialista Geraldo Irineu, que foi o assessor de Imprensa da administração Carlos Alberto de Paula, em Sarandi, não teve preocupação em procurar emprego em qualquer emissora de rádio ao final da administração. Ele vai continuar assessorando De Paula, o que significa que o ex-prefeito tem pretensões para as eleições de 2018.

Arquimedes Bega Ziroldo

O ex-prefeito de Astorga Arquimedes Ziroldo, o Bega, tão logo deixou a prefeitura assumiu como administrador do Consórcio Público Intermunicipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbana de Astorga, o Cindast, que já conta com a participação de mais de 80 cidades.

Afinal, ninguém entende mais de consórcios públicos do que ele na região. O Cindast é uma experiência inédita no Brasil e ajuda as prefeituras a asfaltar ruas e avenidas por menos da metade do que pagariam se o trabalho fosse feito por uma empreiteira.

Minas Gerais deve receber mais ‘turistas’ neste ano do que a Torre Eiffel e a Disneylândia. Quase todo mundo que procura as salas de vacina procurando se vacinar contra a febre amarela diz que está se prevenindo porque vai viajar para Minas.

Em Maringá, mais de 70 pessoas por dia têm procurado a sala de vacina da Secretaria de Saúde para tomar a dose, mas o número é muito maior, já que a imunização pode ser feita também em qualquer uma das 35 Unidades Básicas de Saúde.

Prefeito Walter Volpato, de Sarandi

Pensávamos que o trem estava andando. Mas, estava parado e fora da linha”, disse o prefeito de Sarandi, Walter Volpato (PSDB), ao falar na manhã de ontem de um levantamento realizado por sua equipe “para tomar pé” da situação da prefeitura que ele assumiu no início deste mês. “Quiseram nos atrapalhar, mas o povo e a cidade foram os mais prejudicados”.

O prefeito, que não descarta a possibilidade de contratar uma auditoria na prefeitura, disse que o levantamento tinha o objetivo de orientar a nova administração a definir quais áreas seriam prioritárias, mas o que encontrou foi “uma longa lista de problemas que expõe uma casa em desordem e o descaso com o bem público”.

Quatro ambulâncias da Secretaria de Saúde de Sarandi estão paradas por falta de manutenção

Pelo que foi apurado pelo estudo, a Secretaria de Saúde dispunha de apenas uma ambulância funcionando quando Volpato assumiu, embora no pátio estivessem outras cinco sem condições de uso por falta de manutenção. Situações semelhantes ocorriam em todas as secretarias, onde carros estavam encostados por falta de peças ou conserto. A Unidade Básica de Saúde (UBS) Rio de Janeiro não teve as obras concluídas, o Centro de Atendimento Odontológico com equipamentos e instalações em estado de abandono e o número de médicos para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nos postos de saúde era insuficiente.

A Secretaria de Saúde já fez a contratação de novos médicos e outros deverão ser contratados nos próximos dias”, disse o prefeito, afirmando que sua administração procura viabilizar o quanto antes a conclusão de obras não terminadas e melhorias em algumas que estão em estado de abandono, como os ginásios de esportes, Cemitério Municipal, ruas e avenidas que estão esburacadas mesmo tendo asfalto.

Para recuperar a malha viária, uma das questões emergenciais, o prefeito conseguiu aprovação na Câmara de Vereadores para adquirir massa asfáltica por meio do Consórcio Público Intermunicipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbana de Astorga (Cindast). A compra pode gerar uma economia de 30% a 40% para o município, segundo ele.

Volpato criticou que o dinheiro público vinha sendo investido em Sarandi sem definir prioridades, de modo que enquanto alguns setores estavam praticamente parados por falta de recursos, o dinheiro era aplicado em áreas sem grande importância para a coletividade. “O estádio municipal foi inaugurado sem estar concluído”, disse o prefeito, reclamando que muito melhor seria aproveitado o dinheiro público se a prefeitura tivesse construído quatro campos simples de futebol em diferentes pontos da cidade, que pudessem ser utilizados por quaisquer cidadãos nos finais de semana. “Está lá uma obra cara, sem terminar, e que a cidade não tinha necessidade no momento”.

Críticas foram feitas também pelo fato de a prefeitura manter um cemitério de sucatas, onde estão restos de 48 veículos, apodrecendo ao relento, sem proteção contra a formação de criadouros do mosquito da dengue. “São pagos R$ 6 mil por mês de aluguel do terreno, mas vamos acabar com esta despesa e com este monte de sucatas”, disse, esclarecendo que já determinou à sua equipe que prepare um leilão das sucatas.

Segundo o prefeito, apesar de ser um município com cerca de 100 mil habitantes, Sarandi tem uma arrecadação pequena “e corre o risco de ficar ainda menor, porque algumas de nossas maiores empresas estão com dificuldades financeiras”. Uma das primeiras alternativas que a nova administração apresenta é a criação de um novo distrito industrial para atrair novas empresas que possam gerar empregos e tributos. “Qualquer loteadora que quiser abrir loteamentos em Sarandi, a partir de agora, terá que investir o equivalente a 30% do valor do loteamento na aquisição de terrenos no distrito industrial que vamos criar na divisa com Marialva.

De Paula, diz que não quer briga, mas dó o troco.

Ex-prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior

Só na Águas de Sarandi deixei R$ 5 milhões em caixa, o que dá para ele comprar duas Hilux zero quilômetro e ainda ter uma sobra de R$ 4,8 milhões”, disse o ex-prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (sem partido), depois de saber das críticas feitas por seu sucessor.

Sem citar o nome de seu antecessor, o prefeito Valter Volpato afirmou que “tentaram dificultar o início de nossa administração” ao referir ao fato de a prefeitura ter cancelado 19 das licitações abertas no final do ano. “Eram licitações importantes para que começássemos a gestão trabalhando, como a para a compra de massa asfáltica, compra de peças para veículos quebrados e até oficinas”.

De Paula respondeu às críticas de Volpato, afirmando que a maioria delas não procede. Com relação às licitações canceladas, por exemplo, explicou que seguiu orientação do setor específico, por questões técnicas e até de tempo.

Com relação a veículos parados, De Paula diz que não justifica as críticas do prefeito, porque “deixei dinheiro em caixa para ele fazer tudo o que for necessário”, e citou R$ 5 milhões na Águas de Sarandi, R$ 4 milhões do Funrebom, R4 3 milhões para a Secretaria de Saúde e mais R$ 3 milhões de Fonte Livre, que podem ser aplicados onde houver necessidade.

Peço desculpas ao novo prefeito se não deixei a frota de veículos 100% funcionando, mas é bom lembrar que eu também recebi a prefeitura com uma série de problemas”.

Segundo De Paula, causou estranheza Volpato reclamar que no Departamento de Águas há duas Toyotas paradas. “Quando eu assumi, a Águas de Sarandi tinha apenas um ou dois veículos e eu comprei oito veículos zero quilômetros, um caminhão pipa, uma retroescavadeira e outros equipamentos. Além disto, estou deixando dinheiro depositado no setor de águas que dá para comprar várias Toyotas Hilux zero quilômetro”.

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Abandonado, Brinco da Vila vira boca de fumo

A Guarda Municipal de Maringá iniciou uma operação noturna para afastar usuários de drogas, traficantes e ladrões que ultimamente ocuparam o Estádio Brinco da Vila, na Vila Operária, e se tornaram um problema para a vizinhança. O trabalho deve se repetir hoje, amanhã, depois de amanhã, até que o histórico espaço esportivo deixe de ser uma boca de fumo.

O Brinco da Vila é um dos últimos campos da época de ouro do futebol amador em Maringá Foto: João Paulo Santos

Segundo o coordenador da Guarda Municipal, Reginaldo Diniz, a situação do Brinco da Vila é o principal motivo de reclamações da comunidade à Guarda nas últimas semanas. “Tanto a Guarda quanto a Polícia Militar têm feito rondas constantes e vários indivíduos foram detidos naquele local, mas agora vamos realizar um trabalho mais constante e efetivo”.

O estádio da Vila Operária, que já foi sede do time que representava o bairro no Campeonato Amador e do Grêmio de Esportes Maringá nas décadas de 1970 e 1980, virou boca de fumo devido a seu estado de abandono.

Há muito tempo que isto aqui está abandonado, o mato cresceu, pedaços do muro caíram e há lixo acumulado em vários pontos”, diz uma dona de casa que mora em frente. Segundo ela, tanto no interior do espaço quando do lado de fora “não há sequer uma lâmpada funcionando, os drogados levaram sofás e passam a noite aí consumindo drogas e ameaçando quem passa na rua”.

Praticamente todas as casas vizinhas já foram furtadas ou assaltadas, algumas mais de uma vez. “Eles levam o que acham pela frente, desde tênis no quintal até celulares e outros objetos dentro de casa, sem contar que muitas pessoas são assaltadas na rua”, relata outra vizinha. “O clima é de muita insegurança, tanto para quem mora perto quanto quem tem que passar pela rua”.

Este estádio tem importância histórica para a cidade, está próximo ao centro e é um patrimônio público”, diz Carlos Alexandre de Oliveira, que também mora vizinho. “É lamentável que as autoridades tratem desta forma um espaço que poderia estar oferecendo ocupação e entretenimento a jovens e idosos”. Ele cita que, devido à presença constante de usuários de drogas, as pessoas evitam frequentar a Academia da Terceira Idade (ATI) existente no local.

Ocupar para conservar

Na prefeitura, ninguém sabe explicar a que secretaria está afeto o Estádio Brinco da Vila. “Ainda nesta semana, vou sentar com o secretário de Assistência Social e Cidadania [Ederlei Alkami] para discutirmos um aproveitamento daquele espaço”, disse o secretário de Esportes, professor Valmir Fassina.

Segundo ele, a secretaria tem planos em desenvolver atividades esportivas no local e sabe-se que a Assistêcia Social também tem um projeto para jovens.

As duas secretarias precisam de espaço para desenvolver algum tipo de trabalho e o Brinco da Vila oferece as condições ideais. Tendo atividades, a comunidade volta a frequentar o ambiente, inclusive a ATI”, diz Fassina.

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Morre o cinegrafista Manoel Vilela, da Rede Massa

Manoel Vilela
21.08.1965 – 14.01.2017

A imprensa de Maringá está de luto com a morte, neste sábado, do cinegrafista Manoel Ribeiro Vilela, de 51 anos, profissional do setor de Jornalismo da Rede Massa.

Manoel tinha um câncer e estava internado desde dezembro.

O velório está acontecendo na capela do Cemitério Parque e o sepultamento está marcado para as 17h30 deste domingo.

Muito querido entre os companheiros de imprensa, Manoel era considerado um mestre entre os profissionais de imagens da Rede Massa.

Ele era irmão de Paulinho, que também foi cinegrafista e morreu jovem.

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Vizinha incômoda não vai deixar saudades

Nenhum defensor do patrimônio histórico se manifestou em favor da conservação do prédio histórico e os vizinhos agradecem pelo seu fim. Como abrigo de drogados e desconhecidos, o velho prédio era visto como uma ameaça à segurança por empresas e moradores das proximidades.

Sinta o nau-cheiro, veja a quantidade de lixo espalhado por todos os lados, olhe que visual mais horrível”, disse o comerciante Malaquias Barbosa de Oliveira, que há sete anos tem uma autopeças nas proximidades. “Em outras cidades, a rodoviária é um ponto de referência, mas em Sarandi a nossa referência é um depósito de lixo a céu aberto, exalando mau-cheiro, criando ratos, baratas, moscas e o mosquito da dengue. Os índios que estavam aqui usavam o pátio e até terrenos vizinhos para atender suas necessidades fisiológicas”.

Para o pioneiro Orlando Bolonho, que participou da inauguração da rodoviária há mais de 30 anos, “para que tenhamos uma história, é importante conservar os prédios que tiverem importância histórica, mas este ficou abandonado e tornou-se um incômodo para a vizinhança”.

Procurado pela reportagem de O Diário, o primeiro prefeito de Sarandi, Júlio Bifon, que construiu a rodoviária em 1985, preferiu não se colocar nem a favor e nem contra a demolição do prédio histórico. Limitou-se a dizer que “quando ela foi construída a configuração de Sarandi era outra, mas hoje ficou tudo diferente, a rodovia foi duplicada e ficou difícil acesso dos ônibus ao prédio, não há mais movimento de passageiros e o prédio ficou obsoleto em uma região da cidade que passa por constantes modificações”.

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Prédio histórico de Sarandi é derrubado pela prefeitura

Construída há 32 anos e desativada há quase 10, usada como abrigo de andarilhos e usuários de drogas, a rodoviária de Sarandi começou a ser demolida ontem por homens e máquinas da prefeitura. No local será construído o novo quartel do Corpo de Bombeiros.

O que um dia já foi rodoviária, nos últimos anos mais parecia um depósito de lixo a céu aberto

O trabalho de homens da prefeitura com pá carregadeira e retroescadeira teve início dois dias depois da saída de um grupo de mais 100 índios da Terra Indígena Ivaí, de Manoel Ribas (a 140 quilômetros de Maringá), formado por homens, mulheres e crianças que tentavam vender artesanatos nas cidades da região. Ontem foram derrubadas as paredes e o trabalho continua agora com a retirada dos entulhos e dos paralalepípedos do pátio.

O vice-prefeito José Aparecido Luiz, o Zé da Gráfica (PR), acompanhou o início da demolição e disse que o terreno foi cedido pela prefeitura, em regime de comodado, ao Corpo de Bombeiros, com a obrigação de entregá-lo limpo para o início da construção do novo quartel.

Segundo a tenente Camila Rodrigues Denes Mahmoud, comandante da Seção do CB, primeiramente serão elaborados os projetos arquitetônico e complementares e em seguida deve ser licitada a obra do quartel. Segundo ela, o local é ideal para os bombeiros por ficar em um ponto que facilita o atendimento tanto na zona norte quanto na zona sul da cidade, especialmente depois que foram construídas trincheiras nos cruzamentos com a BR-376. “Deste ponto fica fácil para uma resposta rápida a ocorrências em qualquer ponto da cidade”.

O prédio construído em 1985 foi uma das primeiras obras da prefeitura, durante a gestão do primeiro prefeito, Julio Bifon. Por alguns anos, foi parada de ônibus intermunicipais cujas linhas passavam pela cidade e o prédio era um ponto comercial importante, com o funcionamento de guichês das empresas de ônibus, lanchonetes, barbearia e outros estabelecimentos.

A decadência começou quando as empresas de ônibus decidiram que algumas linhas não fariam mais parada na rodoviária, já que ela estava a menos de 10 minutos da rodoviária de Maringá. Por algum tempo os ônibus paravam na BR-376 e os passageiros acessavam a rodoviária a pé. Depois, com a duplicação da rodovia, as paradas acabaram.

Os guichês foram desativados e, sem público, também a lanchonete acabou”, lembra o barbeiro Natalino Figueira, que manteve lá sua barbearia desde a inauguração do prédio, em 1985, e permaneceu até 2016, já que tinha freguesia fixa e antiga. Sem manutenção do prédio pela prefeitura, ele mesmo se encarregava de pequenos serviços, como consertos no telhado, na rede elétrica e sanitários.

Depois da saída de Natalino, a energia e a água foram desligadas e o prédio tornou-se abrigo de usuários de drogas e andarilhos. Desde novembro, abrigou centenas de índios que vieiram à área urbana comercializar seus artesanatos.

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CMDCA cobra política para crianças indígenas

Na cultura indígena, as crianças sempre acompanham os pais

Deve chegar ao prefeito Ulisses Maia (PDT) nos próximos dias a Resolução do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que cobra ações da prefeitura para a promoção da valorização cultural dos indígenas que vêm à cidade para comercializar artesanato. A cobrança tem o intuito de minimizar os impactos gerados por ações de preconceito e discriminação, especialmente com relação às crianças.

Segundo a presidente do Conselho, Márcia de Souza, muito já foi discutido sobre as crianças indígenas, que acompanham seus pais à cidade e permanecem nas ruas, muitas vezes em pontos de trânsito perigoso. “Como muitas solicitações já foram feitas ao poder público, porém como nunca houve qualquer ação das autoridades, o CMDCA, com base nas atribuições que lhe são conferidas por leis Federal e Municipal, realizou sessão plenária em novembro e decidiu pela publicação de uma Resolução no final do ano”.

Márcia de Souza, presidente do CMDCA de Maringá

Como o CMDCA é deliberativo, encarregado por definir a política de valorização da criança, cabe agora à administração municipal cumprir às determinações. O Ministério Público, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, se encarregará de fiscalizar o cumprimento.

Por questões culturais, as crianças indígenas são diferenciadas sob os olhos da Lei e vêm à cidade porque, pela cultura de seus povos, toda a família sai da aldeia junto quando chega a época da comercialização de artesanatos, período que coincide com as férias escolares na aldeia”, diz a presidente do Conselho. Nos finais de ano, a quantidade de indígenas que vem a Maringá é muitas vezes maior do que a capacidade que a Associação Indigenista de Maringá (Assindi) tem de abrigo-las e, assim, centenas de famílias ficam desalojadas, procurando se abrigar em construções, prédios desocupados ou mesmo em barracas que armam em terrenos baldios.

O que o Conselho requer é a participação das populações indígenas em eventos culturais realizados no município para a comercialização de artesanato e apresentações culturais. Também determina que a Secretaria de Cultura (Semuc) encaminhe proposta formal de projeto intersetorial para valorização das culturas indígenas por meio da criação de um Festival Indígena, com feira de artesanato e manifestações culturais.

Publicada por Luiz de Carvalho
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