Mês: abril 2013



Surdocega de Maringá recebe máquina obtida em campanha no Facebook

Juliana Venâncio da Silva e Denise Batalini

Denise viajou mais de 100 quilômetros para entregar a máquina de Braille comprada depois de movimentação pelo Facebook

Graças a uma movimentação realizada por meio do Facebook e outras redes sociais na internet, a surdocega Juliana Venâncio da Silva, moradora em Maringá, recebeu neste sábado uma máquina de datilografia Braille comprada por pessoas que moram em locais distantes, como Alemanha, Inglaterra e no Estado de São Paulo, e nem a conhecem.

A entrega foi feita por Deise Batalini, comerciante moradora em Teodoro Sampaio, que viajou 146 quilômetros até Maringá para entregar a máquina e conhecer a surdocega que sensibilizou tanta gente. Familiares e amigos de Juliana se reuniram na casa da família, no Conjunto Hermann Moraes de Barros, para recepcionar a visitante e participar de um momento tão importante na vida da garota que perdeu a visão e a audição ainda criança.

Juliana sabia que receberia um presente neste sábado, mas não tinha ideia de que tratava-se de uma máquina de Braille. Mesmo sem enxergar, ela própria abriu a caixa, por meio do tato reconheceu que tratava-se da máquina e sozinha colocou o papel e escreveu as primeiras palavras.

Juliana tem 36 anos, mas parece uma menina, que sorri muito e tenta ser agradável com quem está por perto. Mas, por trás da aparência lânguida está uma pessoa com graves problemas de saúde desde os primeiros meses de vida. Aos 10 meses foi diagnosticada com reumatismo no sangue, quatro meses depois perdeu a visão e os médicos preveniram aos pais, os pioneiros Moacir e Rosária Venâncio da Silva, que a menina tinha catarata, glaucoma, artrite e outras doenças. Antes de completar dois anos de idade já tinha passado por cinco cirurgias e praticamente morava dentro de um hospital em São Paulo, para onde foi enviada com a mãe. Aos quatro anos começou a perder a audição e passou por mais cinco cirurgias e oito aplicações. Até hoje está em tratamento, tem pressão alta, diabetes, hipertireodismo, problemas cardíacos e outras doenças.

Como a visão e a audição são os sentidos mais importantes na vida de uma pessoa, por serem os meios que possibilitam o recebimento de informações, a menina foi perdendo o contato com o mundo. Por ter ficado surda, também perdeu a capacidade de falar. Ainda criança, Juliana foi matriculada em escolas especiais, mas os problemas de saúde impediram uma frequência normal.

A entrega da máquina de Braille neste sábado foi o desfecho de uma história que começou quando sua professora, Elizabeth Dumont, postou no Facebook um vídeo em que Juliana aparecia cantando um pedaço de uma conhecida canção do Padre Zezinho. A mulher que não ouvia e nem enxergava, e por isto tinha perdido também a capacidade de falar, surpreendeu os conhecidos, mas o vídeo foi visto em outros países por pessoas quem conhecem Juliana e nem a professora. Muitos quiseram saber como uma pessoa surdocega, com limitações na fala, tinha chegado a esse ponto.

A mudança, na realidade, foi lenta. Já depois de adulta, Juliana passou a receber professores de educação especial em casa e aos poucos foi desenvolvendo formas de comunicação. Hoje, ela conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), domina o sistema Braille tanto para ler quanto para escrever, o Alfabeto das Duas Mãos, Libras Tátil e o Método Tadoma, também conhecido como leitura labial tátil, em que a pessoa surdocega coloca o polegar na boca do falante e os dedos ao longo do queixo, conseguindo entender por meio do movimento das bochechas e lábios e vibração da garganta.

Reaprendendo a falar, Juliana se refere com carinho às professoras que trabalharam com ela nestes anos. Nos últimos quatro anos, seu anjo, como diz, é a professora Elizabeth Dumont, a Betinha, que a incentiva a expressar o que sente por meio da escrita. Ela já conheceu a Catedral de Maringá, sentindo-a com os dedos no concreto das paredes, bancos e imagens, tocou e cheirou flores diversas, mas o que mais a entusiasma é escrever. Depois de colocar no papel o que sentiu em diversas situações, agora Juliana está escrevendo um diário, onde relata tudo o que a envolveu em cada dia, inclusive as dificuldades físicas.

“Conseguimos uma máquina de datilografia Braille da escola e ela se empolgou, passa os dias escrevendo um diário e isto aumentou sua autoestima por estar conseguindo externar aquilo que não podia antes”, diz Betinha. O entusiasmo é tanto que Juliana agora manifesta o desejo de escrever também em letra cursiva. Alguns desenhos ela já consegue fazer e espanta as pessoas ao conseguir retratar coisas que não vê. “Possivelmente sejam resíduos de lembranças do pouco tempo em que conseguiu enxergar na infância”, considera a professora.

 

Juliana Venâncio da Silva

Sozinha, Juliana desempacotou a máquina, colocou o papel e digitou as primeiras palavras

Por usar uma máquina emprestada, sempre que termina o ano letivo Juliana tem que devolvê-la à escola e assim os períodos de férias acabam tornando-se uma tortura para a mulher. “Ela fica sem poder escrever e isto, além de prejudicar seu desenvolvimento, a faz sofrer por não poder se expressar”, diz dona Rosária, a mãe. “Ela fica irritada e as doenças acabam atingindo-a mais do que quando ela está feliz e se realizando”.

Ao postar em seu Facebook Juliana catando “Um barco esquecido na praia”, Betinha acrescentou a informação de que ela era cega, surda e estava reaprendendo a falar, que sabia Braille e produzia um diário em uma máquina emprestada. A professora relatou o problema que significava, para Juliana, o final de ano letivo e que esse transtorno só seria solucionado se ela tivesse uma máquina de Braille própria.

A mensagem da professora causou imediata reação e brasileiros que moram em outros países se propuseram a fazer uma arrecadação para dar uma máquina a Juliana. Denise Batalini Demirhan, uma paulista que mora na região da Bavária, na Alemanha, e Andreia Mendes, que vive em Londres, Inglaterra, que não se conhecem e nem conhecem a surdocega, organizaram a arrecadação com a participação de conhecidos delas que vivem no Brasil. Até festas foram realizadas na região de Teodoro Sampaio para arrecadar fundos. Os participantes sabiam do objetivo, mas também não conheciam a garota que seria beneficiada.

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Paranaenses vão conhecer o negócio da China

O Sebrae/PR realiza entre os dias 16 de maio e 2 de junho uma missão técnica empresarial à China. No roteiro, uma programação intensa nas quatro metrópoles que formam o país: Hong Kong, Shenzhen, Shangai e Beijing.

A ideia é repetir a dose de 2012, quando 25 empresários do Paraná participaram do Global Leadership Program e conheceram a realidade empresarial chinesa, por meio do Sebrae Mais – Programa Sebrae para Empresas Avançadas.

O itinerário prevê visitas técnicas – com tradução simultânea e apoio de consultor especializado em negócios – a universidades, órgãos públicos, centros de pesquisa, empresas e ‘laboratórios’ de startups, dentre outros.

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O que acontece se alguém torcer uma toalha molhada no espaço?

O que acontece quando se torce uma toalha molhada no espaço? Duas estudantes de uma escola do Canadá fizeram essa pergunta e tiveram resposta diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS).

Quem conduziu o experimento foi Chris Hadfield, astronauta também canadense que se tornou comandante da ISS em março deste ano.

Veja clicando aqui.

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Pitbull e fila estraçalham ovelhas em sítio

 

Foto: Camera no Rec

Cães das raças Pitbul e Fila invadiram uma propriedade rural no distrito de Tupinambá, entre Maringá e Astorga e mataram 16 ovelhas neste final de semana. A violência foi tanta alguns animais foram rasgados e despedaçados.

O caso aconteceu na propriedade do pequeno pecuarista José Salvadego, que informou que 14 fêmeas mortas estavam prenhes. Também foram mortos dois machos reprodutores.

Salvadego denunciou o caso à polícia e quer que o proprietário dos cães seja responsabilizado, responda criminalmente e o indenize pelo prejuízo. Segundo ele, quem cria animais tão violentos precisa mantê-los em local que não ofereçam perigo. Assim como foram mortos ovelhas e carneiros, o ataque poderia ter sido contra pessoas, inclusive crianças que moram nos sítios das proximidades.

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Capelas de beira de estrada contam a história dos pioneiros

Hoje isoladas da população, muitas delas cercadas de soja ou milho, as capelas de beira de estrada são marcos da chegada dos desbravadores que derrubaram a mata, iniciaram as cidades e transformaram a região em um dos principais celeiros agrícolas do Brasil.

As capelas, que antes eram chamadas de igreja, eram construídas por pessoas que chegavam para ficar na nova terra, enfrentar as dificuldades da região crua e construir cidades para seus filhos e netos. Eles extraíam da própria mata derrubada o material para a edificação, sendo a obra geralmente era a primeira atividade que conseguia reunir os desbravadores em um mesmo objetivo. Mostra da religiosidade que movia o povo da primeira metade do século passado, as capelas estavam entre as primeiras construções de uma nova comunidade, junto com a primeira venda e bem antes da primeira escola.

Em Maringá, assim como em qualquer cidade da região, as capelas mais importantes foram construídas nas estradas que ligavam o polo principal da cidade, o Maringá Velho, às grandes fazendas de café.

O mundo mudou, os sitiantes e lavradores foram aos poucos procurando o conforto e as oportunidades dos centros urbanos, as vendonas das estradas fecharam e as escolinhas se acabaram depois que os cafezais foram substituídos por culturas rotativas que empregam pouca mão de obra. Comunidades fortes como Venda 200, Santo Maneta, Sapata, Guaiapó e outras, que chegaram a ter até 2 mil moradores, não existem mais, de algumas não sobraram nem ruínas. Mas as igrejas continuam lá, muitas tão vistosas e conservadas quando na época em que foram construídas, há mais de 60 anos.

As igrejas continuam porque ninguém tem coragem de derrubar um local tido como santo”, diz João Batista Marchiori, que há mais de 70 anos mora em um sítio próximo à rodovia PR-444, onde viu nascer, ajudou a reformar e cuidou por décadas de uma capela vizinha à propriedade da família. Segundo ele, essas capelinhas contam a história do povo de um lugar, pois foi nelas que foram batizados e crismados os primeiros filhos de uma região, nelas aconteceram casamentos de pessoas que hoje já são avós e precisam ter referências para contar à sua descendência, nelas aconteceram os velórios de pessoas que chegaram para criar cidades.

Elas precisam ser conservadas, pois são o marco do período em que o norte/noroeste do Paraná nasceu”, enfatiza o agricultor Pedro Sapata, que tem dentro de sua propriedade a capela que marcou o início da localidade de Ivatuba, que virou cidade nos anos 50. Sapata diz que a capelinha de estilo português é a sua mais viva ligação de um período em que viu sua família ajudando a criar uma cidade.

 

Arquitetura alsaciana no meio mata

A Capela São Bonifácio, que fica em uma área rural na região conhecida como Cidade Alta, é o primeiro marco do catolicismo no noroeste paranaense, construída em 1939, quando Maringá ainda não existia. Edificada em estilo alsaciano, a capela fazia da parte da fazenda do padre alemão Michael Emil Clemente Scherer, homem rico e culto (falava seis idiomas) que foi capelão na Primeira Guerra Mundial e fugiu para o Brasil durante a ascensão do nazismo e tornou-se pioneiro da região onde surgiu Maringá, sendo considerado o primeiro produtor de café e primeiro empregador da região.

Tombada pelo Patrimônio Histórico, a capela hoje é mais um ponto turístico do que de encontros religiosos e sua arquitetura causa admiração. A construção foi feita em madeira, com paredes duplas, por fora com as tábuas foram assentadas na horizontal e internamente na vertical. O sistema interno é travado por contraventamentos, estruturas inclinadas que conferem rigidez ao conjunto.

 

Parada no caminho das missões

No alto de um morro de onde se avista toda a cidade de Fênix, a capela construída pelos jesuítas em 1575 é o mais antigo marco religioso da região e lembrança dos tempos em que o Vale do Ivaí pertencia ao governo da Espanha.

A construção aconteceu em uma época em que a comunidade existente onde o Rio Corumbataí se encontra com o Ivaí chamava-se Vila Rica e foi o coração de uma província forte, que já foi destruída duas vezes e sempre renasceu, como a Fênix, pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das cinzas.

Muito da história da igreja se perdeu no tempo, mas como a fênix da mitologia e a própria cidade, também ela renasceu ao ser restaurada duas vezes nos mesmos moldes da original.

Sem atividade religiosa, a igreja é tida como um dos mais importantes itens do acervo histórico do interior do Paraná e registro praticamente único de um período em que a região era caminho natural para quem viajava para o Sul do País, o lendário Caminho de Peabiru – naquele trecho chamado de Sagrado Caminho São Thomé -, usado por bandeirantes, sacerdotes jesuítas, índios e os primeiros brasileiros.

 

Capela que deu origem a uma cidade

A Capela de Nossa Senhora de Fátima, às margens da PR-551, é portuguesa, com certeza. Ela foi construída pela família Sapata, vinda de Portugal, a imagem da santa veio do Santuário de Fátima, que fica em Portugal, e até os sobreiros, avinheiras e outras plantas de seu pátio vieram de além-mar.

Mas, foi uma capela para brasileiros de todos os cantos do País e estrangeiros que ajudaram a colonizar o norte/noroeste do Paraná nos anos 40 e 50. Foi em torno dela que nasceu que viveram os primeiros moradores de Ivatuba. “Antes as pessoas se reuniam para rezar nos armazéns, nos terreirões das fazendas, aí meu pai e minha mãe – José Pereira Sapata e Maria Rodrigues – decidiram construir a igreja”, lembra o filho do casal, Pedro, que aos 66 anos ainda vive próximo à igreja.

“Quando a cafeicultura fraquejou, as centenas de famílias que trabalhavam nas fazendas foram embora, Ivatuba cresceu e nossa comunidade desapareceu”, diz Pedro.

A Capela da Sapata – é assim que ela é chamada – já recebeu até a visita o arcebispo dom Anuar Battisti, mas há quatro anos não é aberta para uma missa.

 

 A capela que abençoa o Pirapó

A Capela de São José é possivelmente a mais conhecida do norte/noroeste do Paraná. Com sua torre e janelas arredondadas, a igreja existe desde que nasceram cidades como Maringá, Mandaguari, Apucarana e fica em uma das margens da PR-444, caminho obrigatório para quem viaja entre Maringá e Londrina.

O pioneiro João Batista Marchiori, de 77 anos, lembra que no final dos anos 40 a região era dominada pelos cafezais e a capela foi construída porque tanto para ir a Arapongas quanto a Mandaguari ficava longe para as famílias que trabalhavam nas fazendas. “As estradas eram ruins e em tempos de chuva era impossível ir à cidade”, lembra.

A construção foi coordenada por um alemão que construiu a primeira barragem do Rio Pirapó (que passa aos fundos da igreja) e os próprios moradores deram a madeira e a mão de obra. As primeiras missas eram celebradas pelo lendário Padre Bernardo, que na época morava em Arapongas e ia até a capela a cavalo.

A capela é muito procurada para fotografias, principalmente para álbuns de casamento e já serviu de modelo para a construção de capelas em fazendas em várias cidades paranaenses.

 

Lembrança de um Pinguim exuberante

As famílias vindas de diferentes regiões brasileiras que transformaram as matas da Gleba Pinguim em cafezais, nos anos 40, se reuniam nas casas para rezar e decidiram construir uma capela de madeira, que foi feita por meio de mutirões nos finais de semana e ficou pronta em 1950 e em volta dela nasceu uma pequena comunidade, com venda, escola e campo de futebol, onde os pioneiros se reuniam nos finais de semana. A imagem de Cristo e o crucifixo que há mais de 60 anos estão no alta foram trazidos de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, pelo pioneiro João Nascimento.

A família Borghi, que está na Gleba Pinguim desde 1946, teve grande importância na história da igreja, participando desde a limpeza do terreno para a construção. “Quando todas propriedades trabalhavam com café, era muita gente morando no Pinguim e a movimentação em torno da igreja era grande”, conta Clóvis Borghi, que aos 70 anos mora há 60 próximo à capela.

Hoje, com a substituição dos cafezais pela soja e dos trabalhadores pelas máquinas, acabaram-se as vendas, o campo e a escola, mas a capela, reconstruída em alvenaria, continua realizando missas e terços, além de ser o palco de uma tradicional procissão na Sexta-feira Santa, que junta fieis de várias comunidades.

Só a capela restou na Venda 200

Com 67 anos de idade, todos eles vividos na comunidade rural por muitos anos conhecida como Venda 200, João Poletto ainda se lembra quando, aos domingos, a família vestia a melhor roupa e embarcava no caminhão do pai, Dante Poletto, um um Ford F-6, para ir à missa onde hoje é o Maringá Velho. Era uma viagem pelo meio da mata, impossível de ser feita em dias de barro.

Todos os moradores da Venda 200 tinham que fazer longas viagens se quisessem assistir missa, batizar ou crismar filho, fazer casamento, por isso, nos anos 50 decidiram construir sua própria igreja.

A Paróquia São Sebastião foi projetada pelo engenheiro Romeu Egoroff e construída com pedras cedidas pela pedreira que existia nas proximidades. A mão de obra foi dos moradores da região.

Cerca de 60 anos depois, a escola da Venda 200 não está mais lá, a venda que deu nome à região também virou ruínas, o time de futebol se acabou e a maioria dos moradores morreu e seus filhos mudaram-se para a cidade. Mas, a igreja continua firme, bem cuidada, com a aparência de recém-construída, com missas todos os domingos e quartas-feiras.

 

Marilá some, mas igreja fica na história

No final dos anos 40, uma das comunidades rurais de Maringá mais desenvolvida era a de Marilá, às margens da estrada de ferro, cortada pelo Ribeirão Bandeirante, nascida em torno da Capela Nossa Senhora das Graças, primeiro templo católico do norte/noroeste paranaense construído em alvenaria.

A comunidade tinha lojas, farmácias e até cadeia, mas devido a problema de registro das terras, desativação da estrada de ferro e construção da PR-323 passando por fora da comunidade, Marilá foi minguando ao passo que Paiçandu cresceu, virou distrito e, depois, município.

Hoje a igreja, que já foi alvo de uma pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e está sendo tombada pelo patrimônio histórico, é o que restou do que foi uma localidade próspera, solitária em meio a uma plantação de soja e só é aberta quando a matriz de Paiçandu realiza sua tradicional caminhada penitencial.

Há dois anos a igreja foi totalmente restaurada e os moradores das fazendas próximas querem que ela volte a ter missas, terços e celebrações.

 

Capela perde a referência sem os pioneiros

A Capela de Nossa Senhora Aparecida, no início da Estrada Guaiapó, já foi um dos maiores templos religiosos de Maringá e quando foi construída era maior do que a Catedral da cidade. O Guaiapó foi uma das primeiras regiões rurais habitadas por Maringá, mas hoje foi alcançada pelo perímetro urbano, está sendo cercado por loteamentos e o pouco que existia da antiga comunidade se resume a algumas casas.

“A capela continua bem cuidada e serve para muitas atividades, inclusive com missas todos os sábados, mas perdeu aquele clima de pioneirismo depois que os moradores antigos foram embora para a cidade”, diz Terezinha Almeida, ministra da Eucaristia e catequista, além de vizinha da capela. Ela e outros fiéis temem que, com a chegada do perímetro urbano a igreja não resista à especulação imobiliária e acabe dando lugar a outra construção. “É importante conservá-la por tratar-se de uma igreja, mas também pela importância histórica que ela tem”, diz a ministra, lembrando que por ali passaram pessoas que hoje fazem parte da história da cidade e foi a capela que atendeu às necessidades espirituais dos pioneiros.

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Exemplo (péssimo) de um pai

Em momento de trânsito intenso no centro de Maringá, um carro e uma motocicleta acabam se tocando em uma rotatória da Avenida Brasil e a moto cai, levando ao chão um homem que trafegava com sua filha na garupa.

O motorista do carro, um homem de 73 anos, desce apressado e tenta socorrer os passageiros da moto, mas o motoqueiro já levantou desferindo socos no rosto do idoso, que caiu e ficou levando chutes até que outras pessoas interviram,  interrompendo o massacre.

Quando a polícia chegou, o motoqueiro violento meteu o rabo entre as pernas e negou que tivesse agredido o velho, contradizendo aquilo que todo mundo viu,

Seria de se perguntar se esse motoqueiro ainda vai olhar a filha nos olhos da mesma maneira. Afinal, ela viu o pai que tem: além de descontrolado, capaz de espancar uma pessoa de idade, ainda mente, negando o que ela também viu.

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Mirna, um dos rostos mais fotografados dos anos 60, desfila nas ruas de Maringá

Mirna Lavecchi

Mirna mostra o álbum onde estão páginas de revistas em que ela aparece como garota-propaganda de variados produtos

As velhinhas que vivem no lar para idosas com mal Alzheimer próximo à Paróquia Cristo Ressuscitado, na Zona 5 de Maringá, terão dificuldades para identificar a mulher que cuida delas, mas certamente em algum canto da memória há a sensação de que conhecem aquele rosto de algum lugar. Com certeza, na mocidade, elas viram dezenas, centenas, quem sabe milhares de vezes aquele rosto nas revistas de grande circulação da época, como Cruzeiro, Manchete, Fatos & Fotos, Cláudia, Sétimo Céu, Ilusão, Contigo e tantas outras, e  sonharam com os penteados, maquiagem, roupas, carros, cozinhas e outros produtos que ela divulgava.

Mirna Michelina Lavecchia, ou simplesmente Mirna Lavec, anda pelas ruas de Maringá, onde vive desde os anos 80, como uma cidadã qualquer e algumas pessoas vão identificá-la apenas como a irmã da cantora Miriam Batucada, mas em São Paulo e no Rio de Janeiro ela ainda transita no ambiente artístico e é lembrada por gente importante, tanto que por sua casa, na Zona 5, já passaram celebridades como Wanderléa, Erasmo Carlos, Jane e Herondi, Juca Chaves, Nathalia Timberg, Jorge Dória, Terezinha Sodré, Luiz Gustavo, Fernanda Montenegro, Juca Chaves e muitos outros, como provam as fotografias cuidadosamente organizadas em pequenos quadros sobre um balcão da sala. A foto com o rei Pelé foi tirada em Paris.

A mulher que aparecia em revistas divulgando grifes famosas de roupas, sabão em pó, móveis de design moderno, colchões, xampus, laquês, batons, óculos de sol e foi exclusiva das propagandas do Modess, primeira linha de absorventes descartáveis do Brasil, entrou para o mundo das celebridades meio por acaso. Ainda menor de idade, ela era secretária em uma agência de propaganda e um dia, na falta de uma modelo para uma foto sem importância, o fotógrafo fez um teste com ela. Um diretor viu o material e a partir daí Mirna não parou mais de ser fotografada e tornou-se uma das modelos mais bem pagas da época.

Mirna Lavec

Na gigantesca sala-cenário há até um palco, onde a dona da casa exibe seus pendores artísticos

Transitou muito também na televisão, que ainda disputava espaço com o rádio, mas já tinha programas de destaque, como os de Flávio Cavalcante, Silvio Santos, Chacrinha, Jota Silvestre, Airton Rodrigues, Hebe Camargo e Blota Júnior.

Depois de dois casamentos e morar na Itália, terra de seus pais, a ex-modelo veio para Maringá acompanhando o segundo marido, gostou a cidade e não saiu mais, mesmo depois que o casamento acabou. Aqui fez carreira como apresentadora da MultiTV – Net, por muitos anos fez um programa em que recebia pessoas na casa dela e ainda hoje apresenta o “Café com Mirna”, gravado em diferentes pontos da cidade. Outro meio de vida é a casa para mulheres idosas com mal de Alzheimer.

“Tive uma vida que é desejável por grande parte das mulheres, convivi com gente famosa, ganhei respeito na minha profissão, mas sinto uma frustração muito grande em não ter a quem contar minhas histórias. Gostaria muito de sentar e contar essas histórias aos netinhos, mas nunca tive filhos e assim não terei netos a quem falar de minha vida”, lamenta.

Sem família, Mirna divide a espaçosa casa com piscina da Zona 5 com o amigo Cidinho, um cãozinho sem raça definida que a acompanhou na rua e conquistou o direito de pular sobre os muitos sofás estilosos e almofadas da sala que mais parece um teatro. Isto mesmo, porque a casa de Lavec é na realidade um cenário de TV, com palco, plateia e ambientes cenográficos, onde nenhum móvel tem jeito comum.

 

O canto da Batucada

Miriam Batucada em uma de seus últimas apresentações

Sempre que recebe amigos, Mirna faz questão de mostrar seu arquivo de fitas, onde estão milhares de entrevistas feitas para a MultiTV – Net, acende as luzes do palco, abre e fecha as cortinas, fala dos quadros de pintores famosos nas paredes. Mas, o ambiente preferido é o bar que fica em um canto da sala e depois de abrir várias das bebidas raras que lá estão, são inevitáveis as brincadeiras no palco, onde renasce a artista de anos atrás. Quando canta, o repertório sempre incluirá os sambas famosos da irmã famosa que conviveu com gente muito famosa, Miriam Batucada, a sambista paulistana que era a favorita do mestre Billy Blanco.

Miriam tem espaço privilegiado no coração, na vida e na casa de Mirna. Afinal, foi Mirna, mais velha e modelo famosa, quem facilitou o início da carreira da mana caçula, que desde pequena revelou um ritmo e um humor raros.

Miriam Batucada

Miriam Batucada com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star

Em um canto da casa-cenário de Lavec há um pequeno museu onde estão roupas, óculos, o batucado violão e muitas fotografias da irmã sambista, sozinha e ao lado de gente igualmente famosa. Em destaque está a foto que foi para a capa do lendário LP “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10”, único álbum lançado pela banda Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, que contava com a participação Raul Seixas, Miriam Batucada, Sérgio Sampaio e do cantor, ator, dançarino, produtor teatral e artista plástico Edy Star, o único dos quatro que ainda está vivo.

Miriam morreu precocemente em 1994, sendo encontrada morta em seu apartamento onde morava só, em São Paulo, por sua irmã Mirna, que já residia em Maringá, 21 dias após ter sofrido um infarto fulminante.

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Eliana deixa o PTB e já controla do PSC de Edmar

A ex-vereadora de Paiçandu Eliana Fuzari, que presidiu comissões do Legislativo que apuraram denúncias de irregularidades na administração do prefeito Vladão da Silva (PMDB), acaba de trocar o PTB pelo PSC e já assumiu a presidência de seu novo partido no município.

Eliana, que foi candidata a vice-prefeita, não incompatibilizou-se com seu antigo partido. A troca foi a convite do deputado federal Edmar Arruda, principal líder do PSC na região. Inclusive agora ela faz parte da equipe de assessores do parlamentar.

A ex-vereadora já iniciou um trabalho para ampliar o quadro de filiados de seu novo partido.

Por enquanto ninguém diz nada abertamente, mas nos bastidores comenta-se que Fuzari deverá ser a candidata à prefeitura de Paiçandu apoiada por Arruda.

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Melhores do poker da região serão conhecidos nesta noite

Serão conhecidos na noite deste sábado os vencedores da 2ª etapa do Campeonato Paranaense de Poker, que está sendo realizada desde sexta-feira no Parque Internacional de Exposições de Maringá.

Eber Coutinho

Jogador e presidente da Liga Maringaense de Poker, Eber Coutinho diz que o ‘esporte da mente’ está aumentando o número de praticantes na região

As competições reune jogadores de diversas regiões. De acordo com o presidente da Liga Maringaense de Poker e organizador do evento,Eber Coutinho, “o esporte da mente vem ganhando uma expressiva proporção, é hoje um dos jogos que mais crescem no mundo”.

Segundo ele, em Maringá é a quarta vez queo evento acontece. O Campeonato é promovido pela Federação Paranaense de Texas Hold’em que realiza anualmente oito etapas, nas principais cidades paranaenses.

Saiba mais sobre a prática do poker em Maringá e região clicando AQUI.

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