Mês: junho 2013



Yassunaka, o homem que ‘inventa’ orquídeas em Marialva

Kozo Yassunaka, produtor de Orquídeas - Marialva

Amor pelas flores, bom gosto e paciência são algumas características para quem quer cultivar orquídeas, diz Kozo Yassunaka Foto: Douglas Marçal

No dia em que resolveu cultivar flores para ter uma alternativa a mais em sua chácara dedicada à cultura da uva, há 15 anos, Kozo Yassunaka não imaginava que um dia as flores seriam o carro-chefe da propriedade e nem que ele seria reconhecido como um dos maiores produtores de orquídeas do Paraná, com prêmios recebidos em diferentes pontos do Brasil. Hoje ele se dedica principalmente à criação de novas orquídeas e se prepara para disponibilizar mudas para outros produtores.

Na chácara próxima ao Clube dos 30, em Marialva, Yassunaka executa todas as etapas da cultura, desde a coleta de sementes, formação de mudas, passagem para os vasos e, por fim, a comercialização. Além dos vasos que podem ser encontrados a R$ 10 ou R$ 20 nos grandes supermercados, feiras e exposições, o produtor dispõe de espécimes raros que chegam a custar milhares de reais. Recentemente ele vendeu um tipo raro de Cattleya walkeriana por R$ 5 mil a um colecionador que mora na Venezuela, conheceu a planta pela internet e não resistiu.

Kozo Yassunaka - Marialva - Orquídeas

No laboratório, a produção de mudas e a criação de híbridos são passos decisivos no trabalho de Yassunaka

“Este é um bom negócio e pode ser melhor quando o produtor está aparelhado para executar todas as etapas da produção”, diz ele. “É um trabalho prazeroso, mas exige muita dedicação”. Yassunaka evita falar em dinheiro, mas diz que, assim como a uva, a orquídea também tem seus bons e difíceis momentos. A propriedade, além da flor nobre, continua cultivando uva e uma parte foi destinada a uma horta cuja produção é comercializada na Feira do Produtor, em Maringá.

Nem sempre a orquídea foi a estrela da propriedade. Yassunaka, filho do casal de pioneiros Haruji e Hatsue, que chegaram quando a região de Marialva era só mata, há quase 80 anos, nasceu e cresceu em fazenda de café, foi para Curitiba estudar Engenharia Agronômica e depois passou mais de 10 anos em Minas Gerais, gerenciando fazendas de café. Foi nos morros de Minas que ele conheceu plantações de flores e ao voltar para Marialva, há 15 anos, se empolgou com o sucesso da uva.

“Comprei esta propriedade para produzir uva, mas procurei alternativas porque a uva vai muito bem em um ano, nem tão bem em outro e algumas vezes tem anos muito ruins”. Mas a orquídea virou paixão e hoje é o que ocupa o chacareiro, a mulher, Ilde, e o filho Anderson, técnico agrícola que cuida também da organização da empresa e da parte de comercialização.

Hoje, os 3 mil metros quadrados de estufas ao lado da moradia dos Yassunaka alojam mais de 40 mil vasos prontos para comercialização, com variedades distintas que transformam o ambiente em um mundo de cores e formas que encantam os visitantes. “Vamos vender quando estiverem floridos”.

Para o produtor, que participa de eventos em vários Estados, um dos fatores positivos é o fato de Marialva estar transformando-se em um centro produtor de flores, com boa parte dos chacareiros cultivando rosas, crisântemos, gerbera e outras como alternativa, sem precisar abandonar a uva, que fez a fama e a economia da cidade.

 

 

Dos milhares de vasos com orquídeas grandes, pequenas, miúdas, vermelhas, azuladas, amarelas, o que mais chama a atenção de Kozo Yassunaka é um vasinho preto e envelhecido com uma planta sem flores. É que nele está uma planta resultado de cruzamento feito pelo próprio produtor, usando duas orquídeas raras no Brasil, mas que ainda não deu flor.

“Como conheço o ‘pai’ e a ‘mãe’, posso imaginar como será a filha, mas faz oito anos que plantei e ela ainda não floriu. Estou ansioso e todos os dias venho conferir se há algum sinal de floração”.

O produtor já fez vários cruzamentos e tem no berçário uma orquídea que em todo o mundo só ele tem, já que foi ele quem a ‘inventou’ e as sementes e mudas ainda não foram comercializadas.

Foi por se dar tão bem com os cruzamentos que o produtor decidiu investir na implantação de um laboratório, matrizeira e berçário. No laboratório há cerca de mil frascos germinando novas mudas. “Este é um processo lento, que exige muita paciência. Da chegada das sementes ao laboratório ao ponto de comercialização vão sete ou oito anos”.

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Cidade paga a quem vai à escola

O projeto Paraíso Alfabetizado, implantado há três anos, poderá guindar a cidade de Paraíso do Norte (a 98 quilômetros de Maringá) à condição de Município Limpo de Analfabetismo dentro de três anos, situação rara entre os municípios brasileiros. O principal incentivo para isto é um auxílio financeiro oferecido pela prefeitura a quem frequentar os cursos de alfabetização e aos professores que evitarem o êxodo de alunos.

O projeto municipal funciona em parceria com o programa Paraná Alfabetizado, do governo estadual. No primeiro ano, 30 pessoas se matricularam, mas muitos desistiram após alguns dias de aula, o que levou a prefeitura a oferecer incentivo financeiro a quem permanecer no curso. Hoje, 147 pessoas de diferentes idades frequentam as aulas regularmente.

“Se levarmos em conta que uma média de 8,5% das pessoas não são alfabetizadas, veremos que em uma cidade do porte de Paraíso do Norte, que tem cerca de 12 mil habitantes, são mais de 800 cidadãos que não sabem ler e escrever”, diz o secretário municipal de Educação, professor Roberto Raimundo Lima. Segundo ele, a maior dificuldade de levar o programa no início foi a desistência dos alunos. Como a maioria é de pessoas que trabalham durante o dia, quase sempre em serviço pesado, muitos preferiram descansar do que ir à escola.

“A administração aceitou o desafio de resgatar uma dívida histórica que possuímos com estas pessoas que não tiveram acesso aos bancos escolares”, diz o prefeito Beto Vizzotto (PT). “Criamos o auxílio para estular a ficarem na escola, aprender a ler, ler a vida, tirar a carteira de motorista, Título de Eleitor”.

A bolsa auxílio deu resultado. No ano passado 80 pessoas frequentaram as aulas e neste ano são 147. Cada aluno recebe mensalmente R$ 80 e os professores, que recebem R$ 280 do Paraná Alfabetizado, recebem da prefeitura mais R$ 250, quase dobrando seus ganhos. “O professor também precisa estar estimulado e assim ele se preocupa em realizar um trabalho que motive seus alunos”, diz Vizzotto.

A Unesco considera como Limpo de Analfabetismo o município com no máximo 5% de sua população analfabeta. “A meta é erradicarmos o analfabetismo em 5 ou 6 anos, mas poderemos chegar à condição de Limpo de Analfabetismo em 3 anos”, considera o secretário de Educação.

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Falcão inaugura escolinha de futsal em Maringá

Eleito quatro vezes como o melhor jogador de futsal do mundo, Alessandro Rosa Vieira, 35 anos, mais conhecido como Falcão, estará em Maringá na próxima sexta-feira, dia 21, para participar da inauguração do Centro de Treinamento (CT) Falcão 12 AFMM Maringá, uma franquia de escolinhas de futsal que utiliza o método de ensino do craque.

O centro de treinamento acolherá crianças de 5 a 17 anos e funcionará na Associação dos Funcionários Municipais de Maringá (AFMM), na Avenida Morangueira, Jardim Alvorada.

A inauguração está prevista para as 16h30 no próprio Ginásio de Esportes da AFMM e será aberta ao público.

Inicialmente, cerca de 40 crianças filhos de associados alunos da escolinha de futsal da AFMM, unidade que aderiu à iniciativa, serão beneficiados pelo CT, mas o curso também se estenderá aos demais interessadas, que deverão arcar com mensalidade avulsa no valor de R$ 80.

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Nova interdição no centro cirúrgico do hospital mais problemático da região

Impedido desde a semana passada de realizar cirurgias de baixa e média complexidade devido à interdição de seu centro cirúrgico, o Hospital

Foto: Ricardo Lopes

Momento em que os representantes do MP, 15ª Regional de Saúde e Vigilância Sanitária deixavam o hospital    Foto: Ricardo Lopes

Municipal São José, de Paiçandu, passou ontem por uma vistoria do Ministério Público, Vigilância Sanitária e 15ª Regional de Saúde. Um relatório, que deverá ser entregue até sexta-feira ao preciso Tarcísio Marques dos Reis (PT), apontará as exigências para que o hospital continue funcionando.

O São José é o hospital público que mais sofreu interdições nos últimos anos no noroeste do Paraná e em 2010 a Câmara chegou a aprovar uma autorização para que fosse repassado a uma instituição particular, mas a iniciativa não vingou porque ninguém quis assumi-lo.

A auditoria foi uma iniciativa do MP e deverá continuar hoje, quando funcionários do hospital deverão ser ouvidos, assim como pessoas que denunciaram a precariedade à Promotoria da Saúde.

A promotora de Defesa da Saúde, Stella Maris Sant’Anna evitou fazer comentários sobre o trabalho, mas fontes do próprio MP informaram que a visita às instalações foi motivada por denúncias de pessoas que alegaram ter esperado até 6 horas para conseguir uma consulta no São José e outras garantiram não terem sido atendidas por falta de médico.

O prefeito Tarcísio Marques e a secretária de Saúde, Silvanir Pereira de Araújo, foram até o hospital para responder aos questionamentos dos auditores, como, por exemplo, as razões para demora no atendimento, contratação de médicos, o porque de não ter sido instalado um aparelho de raios-X que está há meses no hospital e o que está sendo feito para melhorar as instalações.

A secretária explicou que o centro cirúrgico foi interditado porque o equipamento utilizado para fazer a esterilização de roupas utilizadas nas cirurgias está quebrado. “Desde que o autoclave apresentou problemas que a esterilização das roupas ficou a cargo de uma empresa, fora do hospital, mas a Regional de Saúde não aceita que seja assim e decidiu interditar até que o equipamento volte a funcionar”.

Segundo o prefeito, o Hospital São José enfrenta problemas estruturais há mais de 20 anos e a atual administração ainda não teve como solucionar todos os problemas. Ele disse que já foram contratados médicos e outros deverão ser contratados nos próximos dias, que a instalação do raios-X depende somente da conclusão de uma sala específica. “É importante que seja feito este relatório por órgãos que sabem as reais necessidades, como a Regional de Saúde e a Vigilância Sanitária, pois com base no que eles apontarem teremos um diagnóstico mais claro e poderemos fazer o que realmente precisa ser feito”. Marques disse que “vamos depositar toda a força da administração para atender ao que for apontado no relatório”

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População Municipal quer mais firmeza da Câmara

O grupo que se intitula População Municipal, formado por cerca de uma dúzia de pessoas, entregou ontem à Câmara de Vereadores um documento cobrando uma postura mais firme do Legislativo diante de alguns problemas da cidade, como a deficiência na limpeza pública, na área de saúde e na segurança. Uma das reivindicações é que a Câmara apure possíveis irregularidades na prefeitura, algumas delas já denunciadas ao Ministério Público e investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco).

Uma denúncia feita ao MP pelo fotógrafo Osvaldo dos Santos, mais conhecido como Perna, diz respeito a notas pagas pela prefeitura relativas a compras que teriam sido feitas em uma empresa fantasma. No endereço da empresa que teria vendido R$ 300 mil de mercadorias para a prefeitura, , constante na documentação, na realidade funciona uma oficina de motocicleta.

O prefeito Tarcísio Marques dos Reis (PT) disse que todos seus assessores colocados sob suspeita foram afastados das funções até que terminem as investigações. Na Câmara, ao receber o documento das mãos do radialista Alan Veronezzi, o presidente Diego Matheus Sanches (PT), disse que o momento é de grande reflexão, pois não se pode permitir que interesses de certos grupos políticos acabem prejudicando a cidade e sua população. Segundo ele, muitas das cobranças feitas pelo População Municipal são de problemas antigos, deixados por outras administrações. “A Câmara de Paiçandu está aberta a qualquer manifestação da população e vai analisar com cuidado para tomar suas decisões”, disse.

Duas comissões já foram criadas na Câmara para investigar possíveis irregularidades na administração, mas mesmas denunciadas ao MP.

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Ex-prefeito e ex-secretária são responsabilizados por erro que pode custar o emprego de 80 servidores

O ex-prefeito de Mandaguari, Cyllêneo Pessoa Pereira Júnior (PP), e três pessoas que ocuparam cargos de confiança em sua administração estão sendo responsabilizados pelos erros que ocorreram no processo de um concurso público realizado em 2006, o que levaram o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE) a determinar o desligamento dos 80 servidores municipais admitidos na época.

Os quatro vão responder a processo administrativo que será aberto hoje pela prefeitura, após a conclusão da sindicância interna que apontou os responsáveis pelos erros. A sindicância e o processo administrativo, porém, não resolvem o problema, pois de 2006 a a 2011 o TCE fez vários alertas à prefeitura e, como não houve correção dos erros, foram perdidos todos os prazos recursais. Não há garantia de que o Tribunal volte atrás em sua decisão e aceite a permanência dos servidores contratados por meio do concurso público realizado em 2006.

De acordo com a procuradora Jurídica da prefeitura, Andréia Cristina Marques Campana, com o resultado da sindicância a prefeitura vai protocolar uma rescisória junto ao TCE, numa tentativa de reverter a determinação de demitir os servidores. “O prefeito (Romualdo Batista, PT) já esteve com os conselheiros, explicou que os funcionários não devem ser punidos por um erro que não foi deles e prometeu que todas as providências seriam tomadas o mais rápido possível, o que foi feito. Agora, torcemos para que os servidores não sejam penalizados, pois não tiveram qualquer responsabilidade neste problema”, diz a procuradora.

Campana diz que o clima de insegurança continua entre os funcionários admitidos no concurso de 2006, “mas eles estão acompanhando de perto que tudo está sendo feito para corrigir o problema”.

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Baptista será eleito para o sexto mandato na presidência do CEPO

O empresário Luciano Pereira Baptista será eleito neste domingo para seu 6º mandato na presidência do Centro Português de Maringá e terá como principal missão coordenar a organização da festa do cinquentenário do clube, no ano que vem. Atual presidente e candidato único, ele contará com outros ex-presidentes a seu lado, a exemplo de Fernando José de Faria Ferraz e Edalvo Garcia.

Centro Português de Maringá

Baptista com Cesar Carvalho, diretor de O Diário, Ferraz e Edalvo Garcia

A votação começa às 9 horas e somente os sócios patrimoniais terão direito a voto. “Mas toda a família do Centro Português está convidada a participar”, diz o presidente. Após a contagem dos votos, haverá um coquetel de confraternização.

“Houve consenso entre os sócios para que a chapa atual continuasse por mais um mandato, principalmente porque no ano que vem o clube completará meio século e as comemorações precisam ser organizadas com bastante antecedência”, disse Baptista.

Baptista assumiu a presidência do clube pela primeira vez em 1991 e está no quinto mandato. Seu atual e futuro vice-presidente, Fernando Ferraz, foi presidente em dois mandatos.

Na chapa “Jubileu de Ouro” estão ainda pessoas como Eduardo Bárbara, Mauro de Oliveira, Emanuel Marques, Carlos Matias, Paulo José da Silva, Milton Mazieiro, Cláudio José Jorge, Adilson Paulino, Marcos Antonio Gonçalves, Alfredo de Jesus Fernandes, Luiz Carlos Fonseca e Gislene Faustino Marquart.

A eleição faz parte das atividades do clube para seu 49º aniversário, na segunda-feira, quando se comemora também o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

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‘Morte’ de Zé Ramalho surpreende até ele mesmo

Zé Ramalho

Zé Ramalho fez show neste sábado em Ilhéus, na Bahia, onde falou sobre a notícia de sua morte

Os boatos da morte do cantor se espalharam por redes sociais durante a manhã deste sábado e o cantor ficou sabendo de sua ‘morte’ quando os amigos começaram a telefonar para saber como ele morreu. Várias postagens de fãs e pessoas próximas ao cantor foram deixadas na página oficial dele na rede social.

“Ninguém faz matéria de jornal para dizer que você está ótimo, que está super bem de saúde após a cirurgia, que está cantando melhor do que nunca, que bateu todos os recordes e expectativas dos médicos… . Mas são capazes de inventar e espalhar, criminosamente, uma matéria mentirosa, alegando que você está no hospital, ou que se foi…”, diz a postagem no Facebook.

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Ex-reitor da UEM será sepultado neste domingo

Rodolfo Purpur

Foto de Rodolfo Purpur quando recebeu título de Cidadão Benemérito de Maringá

Está sendo velado na Capela do Prever do Cemitério Parque o corpo do ex-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e ex-presidente da Associação Comercial Rodolfo Purpur, que será sepultado neste domingo às 10h30. Purpur tinha 80 anos e morreu neste sábado depois de duas semanas internado em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC).

Purpur era advogado e na UEM lecionou Direito Financeiro e Tributário, assumindo a Reitoria em 1974 até 1978. Antes mesmo da criação da universidade ele foi presidente da Associação Comercial e foi candidato a vice-prefeito de João Paulino em 1968, quando foi eleito Adriano José Valente.

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