Mês: abril 2014



Maringá se despede da pioneira Olívia Poltronieri

Dona Olívia com a filha Heloísa Vecchi e a Neta Izadora

Dona Olívia com a filha Heloísa Vecchi e a Neta Izadora

Foi sepultado no final da tarde desta terça-feira o corpo da pioneira maringaense Olívia Zamprogna Poltronieri, viúva do proprietário do Restaurante Galeto Sulino, Luiz Poltronieri. Gaúcha de Casca, Olívia tinha 84 anos e morava em Maringá desde 1960.

Há alguns anos, publiquei no O Diário uma matéria sobre dona Olívia, que você pode conferir abaixo:

Mesmo em casa, Olívia Poltronieri é daquelas mulheres que dão sempre a impressão de que estão saindo para um passeio. De salto alto, blusa e saia quase sempre de seda, jóias no pescoço e pulsos, cabelos cuidadosamente alinhados e maquiagem básica, sempre que recebe os amigos em casa, na Zona 2, em Maringá, o assunto predileto são as histórias que viveu ou presenciou durante mais de 40 anos em que foi dona de um restaurante que marcou época em Maringá, o Galeto Sulino. Ela ri muito das histórias, mas não tem como disfarçar as lágrimas quando o assunto é Luiz Pedro Poltronieri, o marido, morto há 20 anos.

“O Luiz foi um lutador que saiu do nada para dar uma importante contribuição para a história desta cidade, deixar muitos amigos e uma família bem organizada”, diz ela. Neste ponto, há muita gente concordando com ela, pois ainda hoje, Luiz Poltronieri é citado nas rodas de amigos.

O casal chegou à cidade em dezembro de 1960 para implantar um restaurante em uma casa alugada da Avenida XV de Novembro. Olívia, vinda da abastada família Zamprogna, do Rio Grande do Sul, tinha tudo para se decepcionar: naquela época, Maringá permanecia todo o tempo coberta por uma nuvem de poeira vermelha, camisas e vestidos brancos ficavam encardidos e o povo vivia numa correria típica de quem acaba de chegar e só vê o trabalho. Na chegada, o casal não encontrou casa para se abrigar com os três filhos pequenos e teve que passar os primeiros dias em colchões espalhados no salão em que funcionaria o restaurante.

“Foi um tempo difícil, mas éramos felizes, porque vivíamos a ansiedade de começar um negócio próprio e porque a cidade nos acolheu muito bem. Rapidamente, fizemos muitos amigos”, lembra. No dia 9 de janeiro, quando o Galeto Sulino abriu as portas, foi um estrondo de cara. Foram servidas 43 refeições no primeiro almoço; o sucesso se repetiu na janta e, nos dias que se seguiram, o número de clientes foi ficando cada vez maior.

Em foto de 1964, Olívia em pose com os filhos Luiz Carlos,   Mariza, Heloisa e Daisa; na época, ela estava grávida do filho Paulo Pedro

Em foto de 1964, Olívia em pose com os filhos Luiz Carlos, Mariza, Heloisa e Daisa; na época, ela estava grávida do filho Paulo Pedro

O sucesso dos primeiros dias foi acompanhado de trabalho dobrado. Como Maringá não tinha pessoas com experiência em churrascaria, Luiz teve que trazer de Curitiba churrasqueiros e até garçons. O próprio Luiz tinha que fazer de tudo um pouco e, todos os dias, usando uma bicicleta, cortava as avenidas poeirentas (ou barrentas, se chovesse) até a estação ferroviária para buscar frangos e galinhas que chegavam pelo trem. Enquanto isso, Olívia dava duro na cozinha, tanto orientando as muitas cozinheiras quanto realizando outros trabalhos. “Às vezes, os últimos fregueses saíam tarde da noite e a gente ainda tinha muito o que fazer, inclusive lavar tudo para o dia seguinte.”

Mas a recompensa por tanto trabalho veio logo. Ao final do primeiro mês do Galeto, Luiz pôde trocar a velha bicicleta de buscar frango por uma reluzente caminhonete.

A matriarca Olívia com filhas e netas

A matriarca Olívia com filhas e netas

Quando se fala em Galeto Sulino, muita gente sente água na boca. Desde o primeiro dia de funcionamento, o restaurante apresentou o espeto colocado na mesa, a linguicinha, o frango, a costela e o lombo acompanhados de uma maionese como marcas registradas, sempre iguais nos mais de 40 anos de funcionamento. Além, é claro, da salada e língua no vinagrete. Foi com esse cardápio sempre repetido que a casa dos Poltronieri conquistou uma grande clientela, serviu governadores e todas as autoridades da época. Aos domingos, as famílias vestiam as melhores roupas para almoçar no mais importante restaurante da cidade, que ficou ainda mais interessante depois que o asfalto acabou com a poeira e o barro da XV de Novembro.

Além dos três filhos que trouxe quando abriu o restaurante, Olívia teve outros três, maringaenses. Tem também dez netos. Ela é saudosista e, se pudesse, voltaria no tempo, para viver a Maringá dos primeiros anos, principalmente pela presença do marido, que de funcionário de um curtume no Rio Grande do Sul, descobriu uma cidade ainda nascente e a ela dedicou os melhores anos da vida dele.

Comente aqui


Loteadora que vendeu terreno sem infraestrutura será invadida hoje

Moradores de Sarandi estão se organizando neste momento para fazer uma ‘invasão’ da Construtora Vicky, na área conhecida como Novo Centro, em Maringá.

São famílias que compraram terrenos no Jardim Bom Pastor, loteado pela Construtora e Imobiliária Vicky, de Maringá, há uns 20 anos, porém a loteadora fez a entrega dos lotes sem nenhuma infraestrutura.

Há anos os moradores cobram a infraestrutura que não foi feita, levaram o caso à Justiça e a construtora foi condenada a fazer tudo o que deixou de fazer na época do loteamento, como asfalto, galerias de águas pluviais e outros benefícios.

Porém, apesar da decisão judicial, até agora nada foi feito e ninguém sabe quando a loteadora cumprirá o que foi determinado pela Justiça.

Como a empresa vem enrolando há muito tempo, ganhando tempo com promessas que nunca são cumpridas, os proprietários de imóveis hoje só sairão quando tiverem uma resposta definitiva. Os moradores dizem que não mais aceitarão serem empurrados com a barriga.

4 Comentários


Estudantes de Astorga ganham da prefeitura material e uniforme

Os estudantes da rede municipal de ensino de Astorga (a 50 quilômetros de Maringá) receberam nesta semana os kits escolares para este ano, adquiridos pela prefeitura. Além de materiais que serão usados em sala de aula, os alunos receberam uniformes, mochilas, tênis e meia.

 

Prefeito Bega entrega kits escolares às crianças do distrito de Tupinambá

Prefeito Bega entrega kits escolares às crianças do distrito de Tupinambá

O uniforme completo para cada aluno é composto de duas camisetas, bermuda e um par de tênis, além das meias.

Para a diretora de Educação, Neuza Julião Fortunato, a padronização é extremamente importante para identificar a criança no caso de ela se perder. “O que fizemos este ano é inédito. Além dos materiais entregues todos os anos, as meias e tênis vão tornar nossas escolas ainda mais bonitas e padronizadas. A qualidade de todo material foi minuciosamente avaliada pela Comissão do Departamento de Educação”, disse.

Marcia Cristina Broiani Martioli e Osvaldo Martioli são sericicultores de Tupinambá e têm quatro filhas no ensino fundamental. Para eles os uniformes proporcionam bem-estar físico e igualdade entre os alunos. “Com quatro filhos em idade escolar é complicado pra gente comprar tudo. Estudar com qualidade é muito importante para os nossos filhos e a nossa escola é muito boa. Só temos a agradecer”.

O prefeito Arquimedes Ziroldo, o Bega (PTB), foi pessoalmente ao distrito de Tupinambá para iniciar a entrega dos kits e destacou que, além de igualar o estudantado da rede municipal, os kits dados pela prefeitura significam um gasto a menos para os pais.

Sem categoria
Comente aqui


Maringá veste azul nesta quarta para alertar sobre o autismo


No Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, vários monumentos no mundo inteiro “vestem-se” de azul para alertar as populações para um distúrbio neurobiológico, que se estima afetar cerca de 67 milhões de pessoas, fazendo que seja mais comum em certos países do que o câncer, a diabetes e o HIV juntos.

Alunos, pais e professores da AMA durante a manifestação do Dia Mundial de Conscientização do Autismo no ano passado, em pose em frente à Catedral de Maringá

Alunos, pais e professores da AMA durante a manifestação do Dia Mundial de Conscientização do Autismo no ano passado, em pose em frente à Catedral de Maringá

Neste 2 de abril os alunos, professores, pais de alunos e amigos da Associação Maringaense dos Autistas (AMA) irão às ruas de Maringá para divulgar a luta contra o preconceito com relação às pessoas com transtorno do espectro autista.

A movimentação faz parte das comemorações do Dia Mundial de Conscientização do Autismo e começará na Praça Raposo Tavares, devendo percorrer as ruas e avenidas do Centro.

Manifestações semelhantes estão acontecendo em todo o mundo. Inclusive, nas grandes cidades os principais símbolos, como a Estátua da Liberdade, Empire State Building, as Cataratas do Niágara, Torre Eiffel, palácios de governos e mesmo grandes lojas de departamentos passaram a noite com coloração azul, simbolizando o combate ao preconceito contra as pessoas com transtorno do espectro autista.

Segundo o presidente da AMA, empresário José Antonio Moscardi, ações como a desta quarta-feira ajudam a desenvolver e aumentar o conhecimento sobre o autismo e fornecer mais informação sobre a importância do diagnóstico e intervenção precoce.

autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que causa alteração que afeta a capacidade de comunicação, socialização e comportamento do indivíduo. Segundo a própria organização, é mais comum em crianças do que doenças como AIDS, câncer e diabetes juntos.

2 Comentários