Mês: maio 2014



Produtores jogam uva fora por não compensar vender

Joel Rocha amontoou toneladas de uva Brasil e Itália para porcos e galinhas    Foto: Douglas Marçal

Joel Rocha amontoou toneladas de uva Brasil e Itália para porcos e galinhas     Foto: Douglas Marçal

Quem percorrer as estradas rurais de Marialva poderá se deparar com montes de uva madura às margens da pista, à disposição para quem quiser apanhar. Nos fundos de algumas propriedades rurais, montanhas de cachos de uva são dados a porcos e galinhas e mesmo debaixo das parreiras é difícil caminhar sem pisar em cachos e mais cachos espalhados pelo chão.

Vários produtores estão jogando uva madura fora por não ter como vender. Os preços oferecidos por compradores nas últimas semanas variam entre R$ 0,70 e R$ 0,90 o quilo, valor bem abaixo do custo de produção, que, segundo os viticultores, passa de R$ 1. O problema acontece menos de um ano depois de duas geadas comprometerem seriamente os parreirais da região, a ponto de impedir a safra de verão, que deveria ter sido colhida em novembro e dezembro do ano passado. “Na verdade, este é o terceiro desastre seguido”, diz Joel Oliveira da Rocha, que cultiva um parreiral de 7 mil metros há 12 anos e diz que nunca viveu uma situação tão crítica quanto a de agora.

“Primeiro foi a geada, depois tivemos prejuízos com compradores que compraram uma safra e ‘deram os canos’ nos produtores, com a crise deste inverno alguns de nós estão há um ano sem lucro algum”, diz Rocha, dizendo que mesmo sem ganhar nada os produtores tiveram muitos gastos. “Estou devendo R$ 8 mil de defensivos agrícolas e tem ainda as pequenas despesas que ainda não computei”.

O produtor, que autorizou “quem quiser” pegar os cachos de uva de sua parreira, passou os últimos dois dias derrubando cerca de 7 toneladas de cachos de uva madura. “A situação está tão crítica que o produtor não tem dinheiro para levar o produto para a cidade, para doar a entidades, por exemplo, e nem mesmo para transportar os cachos derrubados para um local apropriado”. Por isso, a uva é dada às criações ou amontoadas na beira de estradas para quem quiser pegar.

Antonio Carlos Rochinski está com parte de sua produção ainda na parreira, esperando chegar ao ponto de colheita, e torce para que os preços mudem nos próximos dias. “Parte de minha produção foi vendida no início do mês e já naquela época senti a mudança”. Segundo ele, as primeiras vendas foram a R$ 4 o quilo, depois caiu para R$ 3 e as últimas uvas foram vendidas a R$ 2. Se os preços não subirem, ele vai derrubar os cachos, mas não venderá.

Nas margens das estradas, montanhas de uva madura ficam à disposição de quem quiser pegar; motoristas param e levam o quanto podem   Foto: Douglas Marçal

Nas margens das estradas, montanhas de uva madura ficam à disposição de quem quiser pegar; motoristas param e levam o quanto podem    Foto: Douglas Marçal

Técnicos da Secretaria da Agricultura de Marialva, Emater, produtores e vendedores se reuniram ontem para discutir a situação, mas não conseguiram entender o que está acontecendo. A hipótese mais aceita é a de que o mercado está saturado de uva com o início da safra do Nordeste brasileiro, principalmente da região do Vale do São Francisco, na Bahia. Os produtores baianos, organizados em cooperativas, produzem para exportação, mas quando não conseguem exportar colocam o produto no mercado interno, provocando uma queda nos preços.

 

70%

é o total estimado de uva da safra de inverno comercializado antes do preço ao produtor ficar abaixo de R$ 1

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Mandaguaçu quer mostrar suas belezas naturais durante caminhada

O trajeto passa por córregos, matas e pequenas quedas d'água

O trajeto passa por córregos, matas e pequenas quedas d’água

A terceira edição da Caminhada Internacional na Natureza – Caminhos de Mandaguaçu, que estava marcada para domingo passado e foi adiada devido às fortes chuvas que atingiram a região, foi transferida para este domingo, 1º de junho.

A comunidade rural Onze Irmãos, às margens da PR-552 próximo à divisa com Ourizona, será mais uma vez o final da Caminhada e onde será servido o almoço aos participantes. O local está preparado para o descanso dos caminhantes e servirá almoço no estilo roceiro, preparado em fogão a lenha.

Neste ano a caminhada organizada pelo Departamento Municipal de Turismo, Emater, Sindicato Rural e Secretaria da Agricultura, espera a participação de mais de 300 caminhantes, repetindo o sucesso das duas edições anteriores. “As caminhadas de Mandaguaçu são bem conceituadas, são aguardadas por quem gosta deste tipo de atividade e estão atraindo pessoas de fora”, diz o diretor do Departamento de Turismo da prefeitura, Luiz Carlos Volpato. Segundo ele, além de uma atividade saudável, a caminhada possibilitará aos participantes conhecerem recursos naturais de Mandaguçu, pois o roteiro cruza rios, passa por matas ciliares, atravessa plantações e passa por casas de sitiantes, onde poderão ser conhecidos e adquiridos produtos da agroindústria familiar, como doces, compotas, pães, biscoitos, queijos, salames, sucos de fruta integral, mel e outros.

“Além de proporcionar uma caminhada gostosa aos participantes, o objetivo é também dar visibilidade à zona rural e à agroindústria familiar”, diz Volpato.

Os participantes se reunirão às 7 horas no ginásio de esportes Barbosão, no Conjunto Hiro Vieira, onde professores de Educação Física comandarão atividades para aquecimento e alongamento antes da saída para a trilha.

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Produção de azeitonas é experimentada na região de Maringá

O empresário Arlei José Luize, proprietário de uma empresa de representação de alimentos, aguarda com ansiedade a chegada do inverno, quando deverão surgir as primeiras flores em sua plantação de oliveiras em uma propriedade na Estrada Atlantic, em Mandaguaçu. Ele acredita que no início da primavera poderá colher as primeiras azeitonas, embora considere que a safra “verdadeira” só acontecerá na primavera do ano que vem.

OliveirasO empresário plantou 3 mil oliveiras em 5,5 hectares de sua propriedade a título de experiência, mas está disposto a dobrar a área de plantio se o primeiro resultado for o esperado.

Esta variedade que plantei é própria para a produção de azeite e estou certo de que venderei todo azeite que puder produzir”, diz, baseando-se no fato de quase 100% do azeite consumido no Brasil se importado de outros países. Os brasileiros consomem 70 mil toneladas de azeite de oliva por ano e, segundo dados do Conselho Oleícola Internacional, o consumo aumentou duas vezes e meia na década anterior. “As primeiras experiências brasileiras na produção de azeite, no Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mostraram que o azeite brasileiro está entre os melhores do mundo”.

Segundo Luize, o clima ameno, aliado à terra fértil da região, proporciona condições ideais para a produção de azeitonas na região e ele se propõe a fazer a primeira experiência. “Vários proprietários de terras e mesmo as grandes cooperativas da região têm grande expectativa com o resultado que terei, pois já chegamos à conclusão de que a azeitona poderá ser uma excelente alternativa para as pequenas propriedades, poderá ser cultivada junto com outras culturas e vai ajudar a fixar o homem no campo”.

O produtor aguarda o resultado da primeira colheita para decidir os futuros investimentos. Está em seus planos a aquisição de um moinho para a extração do azeite e o convencimento de outros agricultores da região para que também busquem na oliveira alternativas de renda.

 

R$ 25 mil

foi o investimento de Arlei Luize na plantação dos 3 mil pés de oliveira em sua propriedade

 

1,5 mil

é a quantidade de hectares plantados com oliveiras no Sul e Sudeste brasileiros, todos ainda em experiência

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Ong de Maringá luta para garantir o direito de nascer

Entidade que nasceu em Maringá é única no País e está servindo de modelo para criação de similares em outros Estados

 O ato de ser mãe, descrito pela maioria das mulheres como o momento mais sublime de suas vidas, para algumas pode ser o momento de maior aflição. Abandonadas pelo companheiro ou quando a gravidez não é aceita pelos familiares, a mãe sofre e o bebê, ainda no ventre, enfrenta seus primeiros momentos de rejeição, que podem se estender pela vida inteira. Não é raro que nesses momentos de desespero a mãe pense em interromper a gravidez.

Foi com o objetivo de evitar abortos, dar conforto às mães em situação de risco e segurança ao bebê que em agosto de 1987 um grupo de 57 pessoas se reuniu para criar em Maringá o Lar Preservação da Vida, uma organização não governamental e sem fins lucrativos que nestes anos já auxiliou centenas de mães e garantiu a vida de crianças que possivelmente não teriam nascido ou viriam ao mundo como um peso para suas mães.

Sasc“Neste quarto já nasceram 960 crianças e em mais alguns meses nascerá o bebê de número mil do Lar”, diz Helena Carmem Bressan, uma auditora da Receita Federal aposentada que há 27 anos juntou um grupo de pessoas para criar o Lar, foi sua presidente e até hoje trabalha todos os dias ajudando mães e bebês e coordenando a equipe que trabalha na entidade. O quarto a que ela se refere é uma maternidade com cinco camas, onde mães e bebês ficam as primeiras semanas após o parto. “Na verdade as crianças nascem no hospital, mas é aqui que começam suas vidas”.

Mas, nem todas as crianças atendidas pelo Lar são as que nasceram lá. Muitas foram acolhidas pela entidade depois de nascidas e receberam a assistência necessária. Ao todo já são mais de 1,5 mil mães/bebês atendidos pela instituição. “Mesmo depois que mãe e filho vão embora, eles continuam recebendo Larassistência, o Lar acompanha a vida dessas pessoas”, conta a ex-presidente da instituição Maria de Fátima Cavalcante de Oliveira Sato.

“Eu tinha 15 anos quando fiquei grávida pela primeira vez e minha família não queria aquela gravidez”, disse a cozinheira Daiane Silva Almeida. “Não sei o que teria acontecido comigo e com meu filho se o Lar Preservação da Vida não me socorresse naquele momento tão complicado”.

Quem visita a instituição vai encontrar mulheres com sorriso no rosto, vivendo como se estivessem em suas próprias casas, com segurança e tranquilidade para viver a gravidez. Mas, a situação de cada uma delas era muito diferente antes de chegarem à entidade. É o caso de L.I.S., uma menina de 16 anos que deu à luz uma menina dois meses atrás e continua sob os cuidados do Lar. Moradora em uma cidade da região, filha de uma mulher viciada em drogas, sem marido e sem assistência da família, ela foi levada para a entidade porque não tinha paz para viver o período da gravidez e não sabia o que fazer com a criança após o nascimento. “Ainda não sei como será meu futuro, como vou criar minha filha, mas recebi apoio moral e material para ter minha filha em um clima de segurança”.

T.M., de 17 anos, está grávida de 4 meses e está no Lar por questão de segurança. A vida da menina corria perigo porque ela vinha sendo ameaçada pela família do homem casado que a engravidou.

Há também casos de gestantes viciadas em drogas, de mulheres espancadas pelos companheiros, meninas expulsas de casa após ficarem grávidas. “As histórias podem ser diferentes, mas o sofrimento é o mesmo”, diz Bressan.

Depois do abandono, um lar

Janete voltou ao Lar, mas agora para trabalhar e ajudar outras garotas que vivem o mesmo drama que ela conheceu há mais de 20 anos. Ela diz que tem uma dívida eterna com Helena Bressan e com o Lar

Janete voltou ao Lar, mas agora para trabalhar e ajudar outras garotas que vivem o mesmo drama que ela conheceu há mais de 20 anos. Ela diz que tem uma eterna dívida de gratidão com Helena Bressan e com o Lar

Ao ficar grávida sem ter marido, Janete de Brito viveu os piores momentos de sua vida, principalmente depois que acabou expulsa da casa dos pais. “Ser mãe solteira é muito complicado, naquela época era ainda pior, mas tudo fica pior quando não podemos contar com a colaboração da família”, diz ela.

A gravidez mudou a vida de Janete, mas diferente do que podia ser, não foi para pior. Por meio de uma amiga, ela conheceu Helena Bressan, que na época trabalhava na criação de uma entidade para combater o aborto. “A Helena me deu guarida, a entidade ainda não estava pronta, mas mesmo assim fui acolhida e pude dar à luz meu filho com certa tranquilidade”.

Assim, Janete tornou-se a primeira mãe do Lar Preservação da Vida e o bebê que lá nasceu, Lucas, hoje é um pai de família que vai sempre visitar, junto com os dois filhos, o lugar onde nasceu, com o orgulho de ter tido um ‘lar’ desde o começo da vida.

Depois do nascimento de Lucas, Janete recebeu apoio de Bressan e do Lar para construir uma pequena casa em um terreno da família, recebeu acompanhamento psicológico e nunca se afastou da entidade. Hoje ela trabalha no lugar onde nasceu o filho, onde faz de tudo um pouco e se empenha em ajudar as mulheres que chegam na mesma situação em que ela estava mais de 20 anos atrás.

Boa vontade garante o funcionamento

Doações, principalmente de artigos para bebês, são aceitas pela entidade

Doações, principalmente de artigos para bebês, são aceitas pela entidade

O Lar Preservação da Vida é a primeira organização não governamental criada no Brasil para evitar o aborto e preservar a vida e recebe gestantes de todos os Estados brasileiros. Seus diretores são convidados para proferir palestras em todo o País e isto está estimulando a criação de instituições similares.

Somente com o trabalho dos voluntários e apoio financeiro de pessoas e empresas, o Lar construiu instalações próprias na Vila Marumbi, com berçário, refeitório, vários quartos e um belo jardim. A entidade tem capacidade para abrigar até 20 mães e seus bebês de cada vez.

Helena e Fátima, que já presidiram a instituição, divulgam o modelo do Lar Preservação da Vida em outros Estados

Helena e Fátima, que já presidiram a instituição, divulgam o modelo do Lar Preservação da Vida em outros Estados

O Lar foi reconhecido como entidade de utilidade pública federal, estadual e municipal, tem registro nos conselhos municipal e federal de Assistência Social e está classificado de acordo com a Política Nacional de Assistência Social como Proteção Especial de Alta Complexidade, atendendo em regime de acolhimento institucional e familiar. Porém, como no começo, continua dependendo da colaboração da comunidade para dar prosseguimento a seu trabalho.

Sem fazer alarde, o Lar recebe contribuições, como leite em pó, cereais, mamadeiras, chupetas, produtos de higiene, sobretudo fraldas, lenços umedecidos, creme dental, papel higiênico, produtos de limpeza e roupas. Também aceita doações em dinheiro e quem preferir doar anonimamente pode fazê-lo direto na conta bancária da entidade.

Lar de Preservação da Vida
Rua Pion Alberto Biazon, 222, Vila Marumby, Maringá – PR
Fone: 3226-2123

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Médico de Campo Mourão assume a presidência da AMA, em Maringá

O médico Hasan Fahmi Hasan Juda, morador em Campo Mourão, será eleito neste domingo para a presidência da Associação Maringaense dos Autistas (AMA), entidade que atende cerca de 70 portadores da síndrome do autismo e similares.

Hasan Juda é pai de um garoto autista

Hasan Juda é pai de um garoto autista

Juda encabeça a chapa AMA Unida, única inscrita para a eleição. Ele é pai de um menino de 10 anos que viaja todos os dias, de segunda a sexta-feira, de Campo Mourão a Maringá para frequentar a AMA, única entidade do gênero no Paraná.

A votação acontecerá das 9 às 12 horas na sede da instituição, no Jardim Real (fundos do Hospital Universitário), e pais ou responsáveis de todos os matriculados têm direito a voto. O mandato da diretoria a ser eleita será de dois anos.

O médico mourãoense vai substituir o empresário e jornalista José Antonio Moscardi, que preside a AMA há quase 20 anos porque nas eleições anteriores nenhum outro pai ou mãe de autista aceitou assumir a presidência. Também desta vez os pais queriam a continuidade de Moscardi no cargo, mas, como ele não aceitou, Juda se propôs presidir a entidade, desde que haja um envolvimento maior dos outros pais, o que acontecia em uma escala muito pequena até agora.

Moscardi, que é fundador da entidade, assumirá como um dos conselheiros e disse que tanto ele quanto seus familiares continuarão trabalhando pelo fortalecimento da AMA.

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Mandaguaçu convida para caminhar no mato

A comunidade rural Onze Irmãos, às margens da PR-552 próximo à divisa com Ourizona, será mais uma vez o final da 3ª Caminhada Internacional na Natureza – Caminhos de Mandaguaçu, que será realizada na manhã do próximo domingo. O local está preparado para o descanso dos caminhantes e servirá almoço no estilo roceiro, preparado em fogão a lenha.

caminhada mandaguaçu 020Neste ano a caminhada organizada pelo Departamento Municipal de Turismo, Emater, Sindicato Rural e Secretaria da Agricultura, espera a participação de mais de 300 caminhantes, repetindo o sucesso das duas edições anteriores. “As caminhadas de Mandaguaçu são bem conceituadas, são aguardadas por quem gosta deste tipo de atividade e estão atraindo pessoas de fora”, diz o diretor do Departamento de Turismo da prefeitura, Luiz Carlos Volpato.

Segundo ele, além de uma atividade saudável, a caminhada possibilitará aos participantes conhecerem recursos naturais de Mandaguaçu, pois o roteiro cruza rios, passa por matas ciliares, atravessa plantações e passa por casas de sitiantes, onde poderão ser conhecidos e adquiridos produtos da agroindústria familiar, como doces, compotas, pães, biscoitos, queijos, salames, sucos de fruta integral, mel e outros.

“Além de proporcionar uma caminhada gostosa aos participantes, o objetivo é também dar visibilidade à zona rural e à agroindústria familiar”, diz Volpato.

Os participantes se reunirão às 7 horas no ginásio de esportes Barbosão, no Conjunto Hiro Vieira, onde professores de Educação Física comandarão atividades para aquecimento e alongamento antes da saída para a trilha.

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Cachecóis artesanais de Nova Esperança serão vendidos durante a Copa

A Cooperativa dos Produtores de Artesanato de Seda Artisans Brasil, sediada em Nova Esperança (a 47 quilômetros de Maringá), iniciou ontem o envio de peças produzidas nos últimos meses para serem expostas e comercializadas nas cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de futebol. A cooperativa que agrega 36 mulheres da zona rural foi uma das quatro instituições do Sul do País escolhidas para produzir artigos especialmente para atender turistas brasileiros e estrangeiros atraídos pela Copa, dentro de um programa do Sebrae para prestigiar e fortalecer instituições familiares.

As mulheres da Artisans confeccionaram os cachecóis sem deixar de fazer os serviços de casa e da propriedade rural

As mulheres da Artisans confeccionaram os cachecóis sem deixar de fazer os serviços de casa e da propriedade rural

Cachecóis tricotados em seda pura estão sendo encaminhados para o Instituto Vale da Seda, uma incubadora tecnológica que atua nos 29 municípios do vale dos rios Pirapó e Bandeirantes, região que mais produz casulo do bicho-da-seda no Ocidente. O instituto, em Maringá, embala os produtos e faz o envio para as praças que terão jogos da Copa.

Nossa preocupação agora é dar ao produto uma apresentação de alto padrão, que atenda às exigências dos estrangeiros que estarão no Brasil no mês que vêm e certamente vão querer levar lembranças para eles mesmos ou para presentear”, diz o professor João Berdu, criador do Vale da Seda e da Artisans. As caixas foram confeccionadas com sobras das indústrias de embalagens, contam com informações sobre o produto em sete idiomas e os cachecóis contarão com etiquetas com Código QR, um tipo de código de barros bidimensional que possibilita, com o uso de um computador, tablete ou mesmo um telefone celular com câmera, fazer o rastreamento da peça, desde a produção do casulo até a venda.

O rastreamento vai possibilitar ao comprador informações sobre o produto, como o tipo de fio e tintura, além do processo de produção”, diz Berdru, lembrando que em muitos países há a preocupação em prestigiar produtos que sejam feitos à mão, que o material empregado seja natural e que em nenhuma etapa da produção tenha sido emprego trabalho escravo.

João Berdu, do Instituto Vale da Seda, se preocupou em dar ao produto um acabamento a nível de exportação

João Berdu, do Instituto Vale da Seda, se preocupou em dar ao produto um acabamento a nível de exportação

O material que será oferecido nas praças que terão jogos da Copa é o maior volume já produzido pela cooperativa desde sua criação. Nas 12 cidades da Copa serão instalados displays com aproximadamente 100 peças. “Trabalhamos muito e certamente teremos retorno financeiro, mas levamos em conta também a visibilidade que nossos produtos vão ganhar”, diz a presidente da Artisans, Dirce Gonçalves dos Santos, que dividiu seu tempo entre tricotar cachecóis, cuidar de sua criação de bicho-da-seda e ainda cuidar da família. Segundo ela, a cooperativa foi criada justamente para possibilitar que as mulheres da agricultura familiar possam ganhar dinheiro com artesanato sem a necessidade de se afastarem de suas atividades normais. Tanto que as mulheres fizeram os cachecóis em suas próprias casas.

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Mais uma UBS começa a ser construída em Sarandi nesta semana

O Jardim Rio de Janeiro, na zona norte de Sarandi, ganhará uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ainda neste ano.

Maquete virtual

Maquete virtual

O prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior assina a ordem de serviço nesta terça-feira, às 9 horas, no local da obra, na Avenida Rio de Janeiro, e a construtora vencedora da licitação deve começar os trabalhos ainda nesta semana.

O município deverá construir 7 UBS. O dinheiro vem do governo federal, com contrapartida do Estado e da prefeitura. No Jardim Verão e no Jardim Social há UBSs em construção.

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Cubo Mágico de Rubik faz 40 anos e é homenageado pelo Google

O site de busca mais poderoso do mundo, o Google, está homenageando hoje o Cubo de Rubik, aqui no Brasil conhecido como Cubo Mágico, aquele quebra-cabeças cheio de quadrados coloridos que se tornou uma febre nos anos 80.

O Cubo Mágico de Rubik tem fãs em todo o mundo e é utilizado como exercício para o cérebro

O Cubo Mágico de Rubik tem fãs em todo o mundo e é utilizado como exercício para o cérebro

Ele está completando 40 anos e já vendeu mais de 300 milhões de peças, tornando-se um brinquedo extremamente popular. Se for levado em conta a quantidade de cubos pirateados, o número vendido é incalculável.

O cubo foi criado pelo professor Erno Rubik em 1974 para fazer com que os seus alunos se dedicassem aos estudos.

Para comemorar o feito, o Liberty Science Center, em parceria com o Google, lançou displays interativos e uma exposição, que estará em Nova Jersey e passará por outras cidades do mundo.

A exposição inclui alguns detalhes fascinantes, como abelhas robô que explicam os algoritmos necessários para resolver o brinquedo e um Rubik de 2.300 Kg que mostra as mecânicas internas do cubo aos visitantes. As crianças pequenas podem explorar um monte de exposições interativas para testar as suas habilidades de resolução de problemas.

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Cianorte questiona secretário sobre duplicação da PR-323

A Parceria Público Privada (PPP) que o governo do Paraná está firmando com um consórcio de empreiteiras para a duplicação de um trecho de 207 quilômetros da PR-323, entre Paiçandu e Francisco Alves, será debatida pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o Pepe Richa, com empresários e líderes comunitários nesta sexta-feira em Cianorte.

O convite havia sido feito ao governador Beto Richa, que não poderá estar presente devido a outros compromissos agendados para a data. Além disto, a duplicação é de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura.

O debate, organizado pela Superintendência Noroeste do Departamento Estradas e Rodagem (DER), acontecerá às 10 horas no auditório da Associação Comercial e será aberto a qualquer interessado.

A duplicação da rodovia está orçada em R$ 7,7 bilhões. A obra deverá ser executado pelo Consórcio Rota 323, formado pelas empresas Odebrechet Transport, Tucuman Engenharia, Goetze Lobato Engenharia e América Empreendimento. A seguradora Berkley Internacional Seguro do Brasil ficará responsável pelo seguro fiança.

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