Mês: junho 2014



Estudantes conhecem a arte e o pensamento de artista morto em 2011

Lukas DocumentarioUm pouco da vida, pensamento e obra do cartunista Lukas será conhecido por estudantes maringaenses que frequentam as bibliotecas públicas da cidade. O documentário ‘Lukas, perfil’, produzido pelos então estudantes de Jornalismo Gustavo Hermsdorff e Caminha Munhoz, ambos do Cesumar, será exibido nas bibliotecas neste mês em comemoração ao aniversário do cartunista.

Lukas, que nasceu Marcos Cezar Lukaszewigz, foi cartunista de O Diário e marcou a memória do maringaense com seu trabalho criativo e, ao mesmo tempo, crítico da sociedade. O artista morreu em 2011.

Nesta quinta-feira, às 14 horas, o documentário será exibido na Biblioteca Pioneiro Nilo Gravena, no Jardim Alvorada.

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Sérgio Reis passa mal e está internado na UTI

O cantor Sérgio Reis, de 73 anos, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Casa de Saúde, em São Carlos, no interior paulista, depois de passar mal na tarde deste sábado. Ele deverá ser transferido para São Paulo neste domingo.

O ídolo da música sertaneja toma remédio para o coração, mas estava há dois dias sem tomar o medicamento, o que pode ter causado o mal-estar. Ele está em São Carlos acompanhado pelo cantor e compositor Renato Teixeira, que fez o clássico “Romaria” e autor de várias músicas gravadas por Sérgio Reis, entre elas “Tocando em frente”, parceria com Almir Sater. Os dois, que são vizinhos em um condomínio de chácaras, fariam um show em uma festa junino no Clube São Carlos.

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Corpo do doutor Moacyr será cremado neste domingo

Será cremado no Crematório Vaticano, em Curitiba, neste domingo, o corpo do advogado Moacyr Corrêa Filho, que foi procurador-geral da prefeitura de Maringá na década de 1970, nos últimos meses da administração Adriano Valente.

O doutor Moacyr era irmão de Marco Antonio Lourenço Corrêa, que foi presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maringá (Codemar) e candidato a prefeito.

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Prefeitura toma terreno de indústria de móveis no Parque Industrial

Empresa não teria cumprido o protocolo para garantir o terreno, como oferecer emprego e renda

 A empresa Movast Indústria de Móveis, uma das primeiras empresas a se instalar no Parque Industrial Ricieri Resquetti, de Astorga (a 50 quilômetros de Maringá), tem até o final da tarde deste sábado para desocupar o imóvel que lhe foi cedido pela prefeitura há 23 anos. A partir de amanhã, prefeitura está habilitada a fazer todo processo legal de alienação para que uma nova empresa ocupe o espaço.

Para obter o terreno e o barracão de volta, a prefeitura tentou por meio da negociação, recorreu à Justiça e ganhou em todas as instâncias do Judiciário. A última decisão saiu no último dia 10, quando o desembargador Helder Luís Henrique Taguchi, do Tribunal de Justiça do Paraná, manteve a decisão do juiz da Comarca de Astorga.

O caso da Movast é apenas um entre cerca de 40 que estão em negociação com a prefeitura. O problema começou porque o terreno para a implantação do Parque Industrial Ricieri Resquetti foi desapropriado há mais de 20 anos e a prefeitura não pagou parte da desapropriação, o que acarretou cobrança judicial, que terá que ser paga neste ano, no valor de R$ 677 mil.

Diante disto, a administração municipal está tentando fazer a regularização dos imóveis com empresários instalados no local e com aqueles que tenham interesse em instalar novas empresas. Dentro do Programa de Industrialização foi criado um fundo financeiro para o pagamento da dívida com o antigo proprietário da área, o agricultor Silvio Munhoz.

Nos últimos meses, o secretário de Infraestrutura, Almir Matsuoka Correia, e sua equipe estão analisando caso a caso e chegaram à conclusão de que a maioria das empresas que receberam os terrenos gratuitamente não cumpriram os requisitos constantes do protocolo de intenções assinado para que continuassem instalados no parque industrial. Alguns imóveis foram alugados a terceiros e outros chegaram a ser vendidos por meio dos chamados ‘contratos de gaveta’.

O problema que Astorga está vivendo hoje é o mesmo de vários municípios que criaram parques industriais cedendo áreas em regime de comodato e o que estamos fazendo agora é uma regularização que devia ter acontecido há mais de 10 anos”, diz Matsuoka. “O município não tem interesse em tomar o terreno de ninguém, o que queremos é se cumpra aquilo que está no contrato”.

Para conseguir terrenos com barracões no parque industrial as empresas fizeram uma série de compromissos, entre eles o de gerar empregos e tributos. Agora, os empresários que se regularizarem perante o município poderão pagar os terrenos por valor simbólico e ainda conseguirem a escritura definitiva. Quando não houver acordo, o terreno será colocado à disposição de outro interessado.

O prefeito Arquimedes Ziroldo, o Bega (PTB), disse que as ações judiciais, como é o caso da Movast e da Credeal, foram interpostas depois de esgotadas todas as possibilidades de negociação. Assim que o município pagar a dívida de desapropriação, receberá a escritura e será possível regularizar a situação das empresas instaladas.

R$ 8

é o valor simbólico do metro quadrado no parque industrial; cada terreno é de 2 mil m²

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Google terá doodles diários sobre a Copa no Brasil

O doodle do Google apresenta paisagens marcantes das cidades-sede da Copa no Brasil

O doodle do Google apresenta paisagens marcantes das cidades-sede da Copa no Brasil

Os primeiros dias da Copa do Mundo no Brasil serão tema dos ‘doodles’ do Google, o mais poderoso site de busca do mundo. Os desenhos estão sendo produzidos no Brasil por um estúdio de criação que a empresa trouxe da Califórnia, Estados Unidos.

Os ‘doodles’ são usados pelo Google em sua página inicial de buscas geralmente em ocasiões que marcam acontecimentos e datas especiais ou aniversários de personalidades.

Já no primeiro dia do Mundial a página de abertura do site contou com ilustração especial, unindo elementos das paisagens das cidades-sede da Copa, como o Elevador Lacerda, de Salvador, e o Museu de Arte de São Paulo, o Masp.

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Músico cego lança CD em semáforo da Avenida Colombo

Hoje é dia de festa cultural no semáforo do cruzamento das avenidas Colombo e Lauro Eduardo Werneck, em frente a UEM: o cego Dario Daniel Vortoli, um argentino de 37 anos que vende balas de goma nos momentos em que o sinal está fechado, aproveitará para apresentar aos motoristas e passageiros o CD que ele estará lançando ali mesmo no sinaleiro.

Vortoli já foi viciado em drogas e foi libertado desde que começou a frequentar uma igreja evangélica. Violonista e com facilidade para fazer músicas, ele compôs canções que falam das transformações que aconteceram na sua dele. Alguns trabalhos foram selecionados e gravados no CD que estará à venda a partir de hoje.

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PA de Marialva terá estrutura de hospital

O Pronto Atendimento que será construído em Marialva terá estrutura de um pequeno hospital, inclusive dispondo de leitos para internações.

O PA será construído em um terreno de 9 mil metros quadrados destinado pela prefeitura no Jardim Eldorado.

Vale lembrar que Marialva, uma cidade de 30 mil habitantes, não conta com hospital, nem público e nem privado.

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Ministro traz dinheiro para Industrial e Vale Azul

Gilberto Occhi, ministro das Cidades

Gilberto Occhi, ministro das Cidades

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, estará em Sarandi na próxima segunda-feira para assinar um convênio no valor de R$ 11 milhões para obras de pavimentação asfáltica do Distrito Industrial e da avenida principal do bairro Vale Azul.

A assinatura acontecerá às 11 horas no gabinete do prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior e na sequência ele deverá conhecer as áreas que serão beneficiadas. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana.

Segundo o prefeito, com a garantia dos recursos a prefeitura já publicou o edital de licitação que vai definir a empresa que realizará as obras. A licitação acontecerá no próximo dia 16.

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História do Bilacão conta o nascimento da cidade

Com uma apresentação da Orquestra do Cesumar, às 19h30, o Colégio Estadual Olavo Bilac, de Sarandi, comemora meio século neste dia 6 de junho, encerrando uma série de atividades culturais realizadas desde o início da semana para marcar a data. A data se refere à estadualização, pois o estabelecimento já funcionava desde o início da década de 1950, quando Sarandi ainda não existia.

Foto: João Cláudio Fragoso

Foto: João Cláudio Fragoso

A escola foi estadualizada em 1964, três meses após a implantação do regime militar no Brasil, na época em que Sarandi era apenas uma pequena comunidade rural pertencente ao município de Marialva e sua área urbana se resumia à escola, à igreja matriz e poucos estabelecimentos comerciais.

O diretor José Antonio de Oliveira, que trabalha na escola há 27 anos, diz que o Olavo Bilac hoje é um exemplo de colégio estadual, tanto pelo nível de ensino quanto pela estrutura. A escola conta com 40 câmeras de segurança no pátio e nas salas, fato que, segundo o diretor, teve grande influência na melhoria do comportamento dos estudantes.

Oliveira cita que pelo Bilacão, como é chamado, passou boa parte da população de Sarandi, inclusive pessoas que ocupam posição de destaque na sociedade, como o ex-prefeito Cido Spada, o ex-vice-prefeito José Aparecido da Silva, o Zezinho, o empresário e político Valter Volpato, o empresário do ramo imobiliário José Vinhoto, o padre Rildo da Luz Ferreira e tantos outros.

Historiadores consideram que a história do Olavo Bilac tem destaque na história de Sarandi. A tese de mestrado da professora Vitorina Cândida, defendida na Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, mostra que a cidade nasceu e cresceu em torno do colégio e da igreja matriz, localizados um ao lado do outro.

 

A escola do Km 118

Foto tirada no pátio em 1976, quando a escola ainda não se chamava "Olavo Bilac", do acervo particular da professora Marilá Martins

Foto tirada no pátio em 1976, quando a escola ainda não se chamava “Olavo Bilac”, do acervo particular da professora Mildes Romero

Quando aconteceu a estadualização, a escola já existia. Ela foi planejada quando Marialva ainda era distrito administrativo de Mandaguari como uma das muitas que precisam ser construídas na zona rural para atender às crianças das famílias que trabalhavam nas fazendas de café. Enquanto as escolas eram construídas dentro das fazendas, a de Sarandi foi construída em um terreno doado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná no Km 118 da BR-376, na mesma época em que foi destinado o terreno para uma igreja.

Em 1953 começou a funcionar a Escola Isolada Sarandy, que depois passou a chamar Casa Escolar de Sarandy, depois Escola Municipal e quando da implantação do regime militar foi transformada em Colégio Estadual. O nome em homenagem ao poeta Olavo Bilac, patrono do Serviço Militar, foi decidido em 1980.

Já no prédio de alvenaria, visita do então governador Paulo Pimentel e outras autoridades. Em destaque, a diretora da escola, Julieta Romero

Já no prédio de alvenaria, visita do então governador Paulo Pimentel e outras autoridades. Em destaque, a diretora da escola, Julieta Romero

A escola nasceu em uma casinha de madeira, coberta com tabuinhas e, segundo relatos dos primeiros estudantes, era normal alunos de 1ª e de 2ª séries em uma mesma sala. O empresário José Vignoto, um dos primeiros alunos, lembra que naquela época os estudantes iam para a escola de Alpargatas Roda ou sapatões próprios para o trabalho na lavoura. Geralmente eram longas viagens a pé e se chovesse quase sempre não tinha aula porque, com o barro vermelho desta região, era impossível ir da fazenda até a escola.

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Garota que sonhou ser dentista vira sequestradora e morre em confronto com a polícia

Viviane coloca flores no túmulo da irmã morta em confronto com a polícia     Foto: João Cláudio Fragoso

Viviane coloca flores no túmulo da irmã morta em confronto com a polícia Foto: João Cláudio Fragoso

A manicure Fernanda Marin, de 18 anos, moradora em Peabiru (a 75 quilômetros de Maringá), foi morta terça-feira em Penha, no litoral de Santa Catarina, durante ação da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações (Deic) para libertar o garoto Angelo Antonio, de 9 anos, sequestrado cinco dias antes na frente da casa em que morava, em Ilhota, também no litoral. Fernanda e um homem ainda não identificado mantinham o garoto trancado na casa que serviu de cativeiro e os dois foram mortos pela polícia. Segundo a família, a garota recebeu mais de 10 tiros.

O sequestro aconteceu na noite de quinta-feira da semana passada. Segundo o delegado Akira Sato, do Deic, o filho do empresário Jean Carlos de Oliveira estava brincando na frente de casa quando foi levado à força por um casal que estava em um Ford Ka vermelho. Na mesma noite a família recebeu a primeira ligação dos sequestradores, que pediam um resgate de R$ 500 mil em dinheiro vivo.

Chegada dos agentes da Divisão Antissequestro à casa que serviu de cativeiro   Foto: Rafaela Martins / Agência RBS

Chegada dos agentes da Divisão Antissequestro à casa que serviu de cativeiro Foto: Rafaela Martins / Agência RBS

A Divisão Antissequestro entrou no caso considerando que os sequestradores eram inexperientes neste tipo de crime e logo descobriu o envolvimento de Peterson da Silva Machado, de 36 anos, e Rosicleide Rodrigues, 32, que, presos, confessaram que planejaram o sequestro de Angelo Antonio com base em informações sobre a família conseguidas na página do garoto no Facebook.

Peterson confessou que alugou uma casa em Penha e contratou duas pessoas para cuidarem do cativeiro. Uma delas era Fernanda Marin. O outro, um homem de menos de 30 anos, também pode ser de Peabiru e possivelmente fosse conhecido de Fernanda.

Agentes do Deic invadiram o cativeiro, mataram o casal que estava na casa e libertaram Angelo Antonio, que chegou a dizer que não foi maltratado por seus sequestradores.

Sonho era ser dentista

O corpo de Fernanda Marin foi sepultado na tarde desta quinta-feira no Cemitério de Peabiru, cidade em que nasceu, cresceu, estudou, fez amigos e também onde envolveu-se no mundo das drogas, chegando a ser detida por auxílio ao tráfico no ano passado, porém não ficou presa por ser menor de idade na época.

Dezenas de amigos de infância acompanharam o sepultamento e diziam ter dificuldade de acreditar que a garota se envolvesse em um sequestro. “Ela era uma garota divertida, que tinha facilidade em fazer amigos”, disse Rafael, de 18 anos, que foi colega de escola de Fernanda. “Ela morou na minha casa, conheci bem a personalidade dela e não acho que estivesse em seu juízo normal quando se envolveu com bandidos”, disse o entregador de jornais Afonso Nunes Melo, o popular Ceará.

Filha de Ivanir e Mario Soares, Fernanda cresceu em uma pedreira, na área rural de Peabiru, onde o pai trabalha até hoje. Depois a família mudou-se para a cidade, onde ela concluiu os estudos, fez curso de manicure e viveu maritalmente por três anos com um homem. Segundo os amigos, foi depois do fim do relacionamento que ela se envolveu com drogas, chegando ao ponto de trabalhar como ‘entregadora’.

O sonho de Fernanda, de ser dentista, começou a desaparecer quando a jovem envolveu-se com as drogas e terminou no confronto com a polícia    Foto do arquivo pessoal

O sonho de Fernanda, de ser dentista, começou a desaparecer quando a jovem envolveu-se com as drogas e terminou no confronto com a polícia Foto do arquivo pessoal

Ela foi para minha casa para passar alguns dias, mas foi a uma balada e lá envolveu-se com esse casal de marginais”, disse Viviane Marin Soares, a única irmã de Fernanda, que mora em Blumenau. “Ela nem conhecia aquele povo, mas desde aquele dia não voltou mais para minha casa”.

Viviane diz que durante duas semanas recebia mensagens de Fernanda pelo telefone celular, dizendo que logo voltaria, depois passou a dizer que tinha entrado em uma fria. Nos últimos dias, as mensagens eram de desespero. “Acho que ela se arrependeu, queria sair fora, mas não conseguia mais”, disse Viviane.

Segundo os familiares, ao terminar o ensino médio, Fernanda disse que queria fazer o vestibular para Odontologia. “O sonho dela era ser dentista”, disse a mãe.

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