Mês: outubro 2014



Padre vai atender mulher e leva mordida no dedo

Um dos padres do Santuário Eucarístico Diocesano de Cianorte foi atendido hoje no Pronto Atendimento depois de levar uma mordida no dedo.

O nome do religioso está mantido em sigilo, assim como o nome da mulher que deu a mordida.

Pelo que se sabe, o padre foi prestar atendimento a uma família fiel e uma mulher teria surtado e partido para cima do sacerdote. Parece que a mulher tem antecedentes de problemas mentais.

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Morre a pioneira Maria da Silva, aos 69 anos

Morreu nesta segunda-feira a pioneira de Sarandi Maria da Silva, de 69 anos, mãe de mãe de Gisleuza Tavares, a Gis, que por muito tempo trabalhou na refeitório e O Diário e deixou o emprego para cuidar da mãe doente.

Dona Maria foi tema de uma matéria publicada em Diário, sobre os tempos em que o trem de ferro ainda transportava passageiros na região de Maringá. Clique e veja a matéria

Dona Maria e a filha Gisleuza

Dona Maria e a filha Gisleuza

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De Paula e Cida lançam asfalto em bairro que sofre com erosões

Acompanhado pela deputada e vice-governadora eleita Cida Borghetti, o prefeito de Sarandi, Carlos Alberto de Paula Júnior faz nesta sexta-feira o lançamento da pavimentação do Jardim Triângulo. Borghetti atuou na captação de recursos federais para a obra.

O lançamento acontecerá às 9 horas na praça do bairro, em clima de festa.

O Jardim Triângulo – que na realidade é quase quadrado – é um dos bairros de Sarandi que mais sofrem com problemas de erosão, a ponto de algumas das principais ruas ficarem intransitáveis para veículos.

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Imbróglio jurídico entre Sanepar e prefeitura deixa Mandaguaçu sem água

Mulheres levantando durante a madrugada para lavar roupas, limpar a casa e estocar água em baldes e tambores está se tornando uma cena cada vez mais comum em Mandaguaçu, cidade onde o problema da falta de água vem se agravando a cada dia. O problema já atinge toda a área urbana, mas é mais grave nos bairros mais altos, onde a água deixa de chegar às torneiras por volta das 10 horas e só volta na madrugada seguinte.

O problema começou devagar e foi aumentando”, diz Elza Espíndula, moradora do bairro Hiro Vieira, um dos mais altos da cidade. “Agora está faltando diariamente e nos fins de semana não chega nada”. Segundo ela, a água acaba na sexta-feira e só volta às torneiras na madrugada de segunda-feira.

José Rossi é pioneiro em Mandaguaçu e diz que o problema da falta de água está piorando a cada dia

José Rossi é pioneiro em Mandaguaçu e diz que o problema da falta de água está piorando a cada dia    Foto: Douglas Marçal

Dia desses a água acabou quando estávamos com o piso todo ensaboado”, contou Eduardo Henrique, funcionário da Casa de Carne do Preto, na Rua José Ganassin, também no Hiro Vieira. Segundo ele, açougue é ambiente que precisa de muita água, pois além da necessidade de limpeza do estabelecimento, “açougueira tem que lavar a mão a toda hora”.

Para tirar o sabão, proprietários e funcionários do açougue tiveram que buscar água em um posto de combustível ‘na baixada’ e de lá para cá todas as manhãs, antes mesmo de abrir as portas à clientela, os funcionários enchem tambores e baldes de água para passar o dia.

Vizinho ao açougue, o pioneiro José Rossi também enche tambores e baldes. Segundo ele, falta de água não era problema em Mandaguaçu até alguns anos atrás, “mas ultimamente, quem não tiver caixa grande tem que acordar cedo para estocar água em tambores”.

O assunto vem sendo debatido na Câmara há três anos, vários vereadores da legislatura anterior vinham pedindo providências tanto à Sanepar quanto à prefeitura. Atualmente, o vereador que aceitou o caso como empreitada é José Roberto Mendes, o Beto Dentista (PMN), que vem cobrando um posicionamento mais efetivo da administração municipal frente a Sanepar. “A população de Mandaguaçu vem crescendo, surgiram novos loteamentos e só em um conjunto foram entregues 200 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida e outras 200 deverão ser entregues, mas a estrutura de abastecimento é a mesma de 20 anos atrás”.

O vereador cita que muito do atraso deveu-se a um imbróglio jurídico entre a Sanepar e a prefeitura. O contrato de concessão, com validade de 30 anos, terminou em 2004 e a prefeitura não quis fazer a renovação porque o prefeito da época considerava que a prefeitura poderia fazer o abastecimento com um custo menor para a população. A disputa demorou oito anos, tempo em que não aconteceu qualquer investimento no setor.

Vereador Beto Dentista

Vereador Beto Dentista

Beto Dentista diz que a população de Mandaguaçu deve se mobilizar, mostrando a necessidade de um serviço de melhor qualidade. Segundo ele, a Sanepar está desde o início do ano realizando obras de ampliação do sistema de abastecimento, porém não está resolvendo o problema dos bairros que sofrem sistematicamente com a falta de água, como é o caso da parte mais alta da Vila Guadiana, Bela Vista e Hiro Vieira.

Obras e calor

SaneparA Sanepar informou ontem que a falta de água em algumas regiões de Mandaguaçu se deve ao consumo elevado nos dias de maior calor e, principalmente, nos fins de semana. A empresa está realizando, desde abril deste ano, obras no valor de mais de R$ 2 milhões para resolver a situação, entre elas está a interligação de um novo poço com capacidade de 95 mil litros de água por hora e a construção de dois novos reservatórios, um com capacidade de 200 mil litros e outro para 100 mil litros. Também estão sendo executadas melhorias operacionais como setorização do sistema de distribuição e controle de pressão.

A previsão é que as obras sejam concluídas em junho de 2015. A empresa também deve colocar em operacionalização mais um poço no Jardim Atlanta nos próximos 20 dias.

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Barrichello deixa de comentar Fórmula 1 na Globo

O contrato do piloto Rubens Barrichello como comentarista de Fórmula 1 da TV Globo chegou ao final e não deverá ser renovado. A emissora limitou-se a informou que o contrato “se concluiu”. Assim, a partir da próxima corrida, o GP das Américas, nos Estados Unidos, apenas Reginaldo Leme e Luciano Burti farão os comentários nas transmissões ao vivo.

Rubinho, que foi o piloto a permanecer mais tempo na F1, passou a fazer parte de um rodízio de comentaristas na emissora no ano passado e o contrato previa sua participação em um determinado número de provas, de acordo com sua disponibilidade de tempo, já que compete como piloto da Stock Car, principal competição do automobilismo brasileiro.

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Alumiosa, a cidade do Apocalipse, desaparece na plantação de soja

Durante 15 anos, um agricultor que dizia receber ordem de Deus e de almas construiu uma cidade em Colorado que, segundo dizia, seria o único lugar da Terra que não seria destruído pelo fogo do fim do mundo; por falta de consciência de quem não sabe preservar a história, a cidade que hoje poderia ser um ponto turístico, desapareceu

 

Segundo a profecia de Miranda, quem estivesse do outro lado deste portal estaria protegido do fogo que destruiria o mundo

Segundo a profecia de Miranda, quem estivesse do outro lado deste portal estaria protegido do fogo que destruiria o mundo

Homem do sítio, analfabeto, que não gostava de visitas e só ia à cidade quando precisava fazer compras, José de Freitas Miranda se sentiu o escolhido por Deus para salvar algumas pessoas do fim do mundo. Católico fervoroso, ele se via como Noé antes do dilúvio e sabia que, como Noé, seria chamado de louco. Só que desta vez, a ordem não era para construir uma arca de madeira, já que o mundo não se acabaria em água, e sim uma pequena cidade de pedra, único lugar do mundo que não seria consumido pelo fogo divino que exterminaria a humanidade.

Miranda, que ao invés de dormir passava as noites escuras do sítio sentado do lado de fora da casa, com um pano na cabeça, dizia que Deus falava com ele todas as noites, não só Deus mas também Nossa Senhora Aparecida, anjos e almas e o assunto era sempre o fim do mundo. Verdade ou não, as vozes fizeram do lavrador um homem famoso, que foi reportagem nos grandes jornais brasileiros, saiu algumas vezes no “Fantástico” em uma época em que o programa da Rede Globo era dedicado a grandes reportagens, foi tema de teses de mestrado e doutorado e até hoje sua figura enigmática é possivelmente a personagem mais comentada da história de Colorado (a 78 quilômetros de Maringá), onde ele e a família foram fundadores.

Colorado era apenas uma corrutela no final dos anos 50, quando José Miranda decidiu que tinha que obedecer a voz de Deus e deu início à construção da Cidade Aluminosa, nome, segundo ele, escolhido pelo próprio Deus. Durante 15 anos ele trabalhou sozinho na construção da cidade dentro da propriedade da família.

A Cidade Aluminosa foi edificada na Estrada Água do Jupira, a 9 quilômetros da área urbana de Colorado, onde a família Miranda tinha 500 alqueires de terra, plantava café e criava algumas cabeças de gado. José era o mais velho dos 11 irmãos e assumiu o posto de líder da família com a morte do pai, mas como se sentia na missão de construir uma cidade para salvar pelo menos algumas pessoas do fim do mundo, abandonou o serviço e os próprios parentes começaram a tratá-lo como louco.

Na medida em que a Aluminosa foi tornando-se realidade, chamou a atenção dos moradores de Colorado e de quem passava por ali. Chamou tanto a atenção que a curiosidade atraia multidões nos finais de semana. Há quem diga que chegou a receber mais de 1 mil pessoas em um só dia.

 

Lugar de salvação

A torre, com o alto-falante por os anjos anunciariam o fim do mundo, ficava no centro da Lumiosa

A torre, com o alto-falante por os anjos anunciariam o fim do mundo, ficava no centro da Lumiosa

“O comentário de que aquele era um lugar sagrado e que quem estivesse lá dentro na hora em que o fogo consumisse o mundo ia escapar com vida tomou conta da cidade e muitas pessoas começaram a levar a sério”, diz o pioneiro de Colorado Vandir Itamar Villegas, que hoje é presidente da Câmara de Vereadores. “Eu era menino e morava em um sítio na Jupira, próximo à cidade do ‘seu’ Miranda, e pensava comigo mesmo: na hora que o fogo estiver vindo, corro, pulo a cerca da Aluminosa e fico lá quetinho vendo tudo se acabar”. Muita gente que até mangava do profeta misterioso pensava como o garoto Vandir.

JUPIRADM30O vereador lembra que a Cidade Aluminosa tinha uma aparência misteriosa e a cada dia ficava mais estranha. Foram construídas enormes torres de tijolos, portais, gruta, fonte luminosa, capela, santuário e muitas estátuas em tamanho natural, todas com o mesmo rosto e bolas de gude pretas nos olhos. “As estátuas tinham a cara do ‘seu’ Miranda, dizem que ele esculpia os rostos se olhando em um espelho”, conta Vandir Villegas.

No centro da ‘cidade’ foi erguida uma torre com um alto-falante, que seria usado pelos anjos para anunciar o momento final da humanidade, e o “Sino da Alvorada”, que daria as badaladas do momento final.

JUPIRADM33A professora Sirlene de Oliveira Moura, hoje responsável pela Casa da Cultura de Colorado e guardiã de alguns objetos construídos por Miranda, lembra que era criança quando acompanhou o pai, o pioneiro Jaime Ruela, em uma visita à Cidade Aluminosa e conheceu Miranda pessoalmente. “Ele parecia um homem simples, mas, quando começava a falar, era assustador”.

 

Fim com hora marcada

Sirlene conta que a ‘cidade’ chamava a atenção por ser diferente e, ao mesmo tempo, misteriosa. Para todo lado havia inscrições entalhadas em madeira ou nas paredes, “sempre avisos de como seria o fim do mundo”. Miranda nunca estudou, mas conseguia escrever, mesmo com alguns erros, as mensagens que dizia receber durante as conversas com Deus nas noites escuras do sítio da família, quando sentava-se no quintal ou mesmo na cama com a cabeça coberta com um lençol. “Havia inscrições com a data em que o fogo queimaria este mundo: 28 de dezembro de 1999, quatro horas da tarde”. A data e até o horário coincidem com ‘previsões’ de outros profetas milenaristas que fizeram nome mundo a fora, mas Miranda não sabia disto.

JUPIRADM17Havia também inscrições sobre comportamento que deveria ter quem pisasse no solo sagrado da cidade santa. “Canpo dos regulamentos que Deus deixo pra o povo si adivertir”, em seguida alertava que as mulheres não podiam entrar no “mistério” de vestido curto, gola aberta ou calça comprida: “Os vestidos podem ser de qualquer moda (…) mas tem que ter três dedos para baixo dos joelhos”. E alertava mais: se não se vestissem com decência poderiam ficar paralíticas, cegas ou aleijadas.

Foram construídos no centro da Aluminosa dois bancos, um com a inscrição “Deus”, onde o Senhor se sentaria, e o do lado com o nome do construtor, que, como escolhido, teria assento ao lado do Senhor no único lugar do mundo que escaparia da destruição.

A cidade dos mistérios parou de ser construída em 1975, quando José de Freitas Miranda ficou cego. Ele se sentia frustrado por não conseguir obedecer às ordens de Deus, Nossa Senhora Aparecida, anjos e almas e mesmo na escuridão da cegueira percorria as obras com a ajuda de uma bengala de madeira. Ele morreu em 1994 e não ficou sabendo que o mundo não se acabou na data ditada pelas vozes. Também não saberia que a terra que seu pai comprou ainda nos anos 40 seria vendida pelos descendentes dele e de seus irmãos e que a cidade que construiu com tanto sacrifício e obediência seria destruída logo após sua morte para dar lugar a plantações de soja e milho.

O profeta Miranda com a família no início da construção da cidade, em 1962

O profeta Miranda com a família no início da construção da cidade, em 1962

Botton

Os guardadores da história que se perdeu

Marcelo Português, parente do profeta, e Villegas, que queria se esconder na Lumiosa para escapar do fogo do fim do mundo

Marcelo Português, parente do profeta, e Villegas, que queria se esconder na Lumiosa para escapar do fogo do fim do mundo

“O Miranda podia ter problemas mentais, mas o que ele fez deveria ter sido conservado, pois faz parte da história do município e hoje poderia muito bem ser a principal atração turística de Colorado e região”. Quem diz é o administrador de fazenda Marcelo Fernandes da Silva, o Português, de 42 anos, nascido na Água do Jupira e neto de uma das 9 irmãs do profeta milenarista José de Freitas Miranda. A Cidade Aluminosa, ou a Cidade do Fim do Mundo, como chamavam, fez parte de sua infância e adolescência.

Em uma pasta Português guarda alguns pertences da avó Luzia de Freitas Miranda, que morreu aos 92 anos, principalmente as fotografias em branco e preto da família durante a construção da Cidade Aluminosa, desde as primeiras obras até a época em que o construtor ficou cego.

“Os Miranda foram dos primeiros moradores de Colorado, fazem parte da história da cidade, e a construção da Aluminosa fez com que Colorado fosse destaque em todo o Brasil durante muitos anos”, defende.

Hoje, um painel com várias fotos da Cidade Aluminosa e algumas das estátuas esculpidas por José Miranda estão no Museu Histórico de Colorado, instalado no prédio que foi a primeira escola da cidade. Segundo a professora Sirlene de Oliveira Moura, diretora da Casa da Cultura, as fotos serão digitalizadas e copiadas para não sofrerem a ação do tempo e as estátuas serão conservadas. O objetivo é criar no museu um espaço próprio para conservar a história do profeta messiânico e sua cidade de mistérios.

 

Fotos e reproduções de Douglas Marçal

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Sepultamento de Jardo será às 10 horas

Será às 10 horas deste domingo, no Cemitério Municipal de Nova Esperança, o sepultamento do pioneiro Geraldo Silveira, o Jardo, pai da ex-prefeito Maly Benatti. Ele tinha 92 anos e morreu de uma série de complicações decorrentes da idade avançada.

Jardo Silveira, nascido em São Pedro do Turvo (SP), morava em Nova Esperança desde o início da década de 60.

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Marialva pode voltar à Assessoria de Imprensa da UEM

A jornalista Marialva Taques, que ficou famosa como apresentadora da TV Cultura – Canal 8 (RPC), poderá chefiar a Assessoria de Comunicação Social da Universidade Estadual de Maringá (UEM), substituindo Paulo Cesar Pupin.

Ela já ocupou o cargo por longo tempo no passado e teria sido convidada pelo reitor Mauro Baesso para retornar à função. Atualmente Marialva é a responsável pela TV UEM e ainda não respondeu se aceita o convite.

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Curuquerê, a joia da família Ruiz Saldanha há um século

2 de agosto de 2015. Esta data está na agenda de todos os membros da família Ruiz Saldanha, de Maringá, para a comemoração do aniversário do Curuquerê, o mais idoso ‘membro da família’, que estará completando um século de idade. O Curuquerê é tratado como uma joia, um tesouro que as futuras gerações da família terão que continuar conservando e amando.

Seu Zizo apresenta com orgulho o único 'membro da família' mais idoso do que ele     Foto: Ricardo Lopes

Seu Zizo apresenta com orgulho o único ‘membro da família’ mais idoso do que ele      Foto: Ricardo Lopes

Curuquerê é um Ford Bigode que fez parte do primeiro lote de caminhões que entrou no Brasil, no final de 1915, e um dos poucos que continuam existindo um século depois. Exemplares que estão em outros países fazem parte de acervos de museus e ninguém pode tocá-los, mas o que está em Maringá aceita visitação e de vez em quando percorre as ruas do centro da cidade e vira alvo de fotografias, filmagens e comentários por onde passa.

O Ford Model T foi desenhado pelo próprio Henry Ford e sua fabricação, inspirada nos processos produtivos dos revólveres Colt e das máquinas de costura Singer, marca o início da linha de montagem e a produção em série na indústria automobilística. O que está em Maringá saiu da indústria de Ford no dia 2 de agosto de 1915.

O Curuquerê, certamente o carro mais antigo em Maringá e um dos primeiros do Brasil, chegou onde hoje é Maringá em 1942, quando as estradas não passavam de picadas na mata e o desbravador Antonio Ruiz Saldanha e seus irmãos trouxeram a família para abrir uma fazenda na Estrada Centenário, que começa na localidade de São Domingos. Os filhos eram todos pequenos, mas o caminhão a esta altura já tinha quase 30 anos e muita história.

Segundo o empresário José Ruiz Saldanha, o Zizo, filho mais velho do pioneiro, conta que o caminhão Ford Model T chegou ao Brasil, trabalhou no transporte em São Paulo e foi comprado pelo avô José em 1930 para empregá-lo nas lavouras de café, mas no mesmo ano, quando aconteceu a histórica Revolução de 1930, foi confiscado pelo Exército Brasileiro e só devolvido cinco anos depois. Foi no Exército que ele ganhou o nome de “Curuquerê”, palavra indígena que define um tipo de lagarta.

O caminhãozinho foi passando de pai para filho e teve a sorte de estar em uma família que sente prazer na conservação de objetos antigos, principalmente os motorizados. Este prazer também passa de pai para filho e tanto na Multiparafusos, a loja da família na Avenida Brasil, quanto nas casas, podem ser encontrados tratores e carros mais antigos do que os proprietários, todos restaurados com peças e pintura originais, como o tratorzinho Ford ano 1951 conservado dentro da loja, como uma espécie de recepcionista.

 

Tudo original

Saldanha e seus filhos chamam a atenção para o fato de os vários automóveis e tratores antigos da família serem cuidadosamente restaurados, mas o Curuquerê “é totalmente original”, como diz o empresário. Realmente, o que foi trocado nele nestes quase 100 anos foram os pneus dianteiros e a bateria. O resto está como saiu da fábrica.

O veículo que revolucionou a indústria automobilística tem apenas três metros de comprimento e é tão simples que até quem não sabe dirigir pode conduzi-lo, a cabine é toda em madeira e o para-brisas são dois pedaços de vidro comum em uma armação de madeira, que pode ser levantada, presa apenas por duas dobradiças destas bem comuns. As rodas são em ferro fundido com raios de madeira e os pneus, com grossas câmaras de ar, são em um tipo de borracha que nem existe mais. Vale lembrar que o carro não tem chave de ignição. A partida é dada com uma manivela, o que torna impossível ser ligado por apenas uma pessoa.

“O Ford é quase da idade de meu pai e quando eu e meus irmãos nascemos ele já estava na família”, conta José Ruiz Saldanha. “Ele foi fundamental no trabalho de meus pais e tios há mais de 70 anos, tornou-se um membro da família e é amado e cuidado por todos nós”. Segundo o pioneiro, o Ford Bigode continuará sendo cuidado pelas próximas gerações da família. “Meu avô, que trabalhou com este caminhão, morreu há décadas, meu pai, que fez parte da história de Maringá, também já morreu e hoje é nome de avenida, eu, meus irmãos, filhos e netos também um dia morreremos, mas o Ford Bigode vai continuar na família, jamais será vendido, pois não há dinheiro que pague a importância que ele tem para minha família”.

 

2 marchas para a frente e ré, motor de 4 cilindros e potência de 20 cv faziam o Ford T correr a até 75 quilômetros por hora

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Cianorte pode cobrar indenização de R$ 10 milhões da CBF

O clube de futebol de Cianorte derrotou a CBF na Justiça e agora pode cobrar uma indenização de R$ 10 milhões por não ter sido incluído na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano.

O embate judicial vem desde o ano passado e agora o Tribunal de Justiça do Paraná deu ganho de causa ao Cianorte, considerando que, ao ficar de fora da competição, o clube teve prejuízo a partir de sua inatividade forçada, pagamento a atletas e perda de patrocínios.

A decisão ainda cabe recurso.

No final de 2012, a CBF assegurava a presença do clube paranaense na edição seguinte da Série D. Uma reviravolta, no entanto, fez com que a entidade voltasse atrás em seu comunicado e deixasse o time de fora da competição, frustrando tudo que havia sido investido pensando em um calendário cheio.

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