Mês: julho 2015



Recomeçam os pesadelos do prefeito

Se o prefeito de Paiçandu já vinha perdendo o sono por causa da tentativa de cassação de seu mandato, agora ele fica até sem sono para perder.

A sessão em que será votado o relatório da Comissão Processante da Câmara que aponta que o prefeito Tarcísio Marques dos Reis (PT) foi negligente e omisso ao não punir imediatamente os responsáveis pelo desvio de pneus que a prefeitura recebeu como doação da Receita Federal, recomeça nesta quinta-feira, às 9 horas.

A sessão começou quinta-feira passada, mas enquanto era lido o processo de mais de 400 páginas chegou uma determinação da Justiça para que o prefeito apresentasse sua defesa. A sessão foi interrompida e a Comissão Processante ficou de notificar o prefeito para que ele apresentasse sua defesa dentro de cinco dias.

A continuidade da sessão ficou marcada para o dia 27, mas os vereadores decidiram antecipá-la para esta quinta-feira.

A notificação ao prefeito?

Bem, ela não aconteceu, pelo menos de forma direta. A Comissão notificou o advogado de defesa de Tarcísio.

A defesa? Também não foi apresentada, pelo menos até agora. O prefeito ou seu advogado deverá fazer a defesa durante a sessão de quinta-feira.

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Em sessão tumultuada, câmara vota pedido de cassação de prefeito de Paiçandu

Com gritos e cartazes, munícipes pedem que os vereadores deixem o prefeito trabalhar

Com gritos e cartazes, munícipes pedem que os vereadores deixem o prefeito trabalhar

Com as dependências da Câmara lotadas, muitas pessoas do lado de fora e gritos de protesto, começou às 9 horas a leitura do processo sobre possível responsabilidade do prefeito de Paiçandu, Tarcísio Marques dos Reis (PT), no desvio de pneus doados à prefeitura pela Receita Federal. Ao final, os vereadores votarão o pedido de cassação do mandato do prefeito, recomendado pela Comissão Processante que investigou o caso.

Plenário da Câmara está lotado por pessoas com faixas, cartazes e pintura no rosto em defesa do prefeito, mas há também algumas faixas pedindo a cassação.

A leitura das mais de 400 páginas do processo deverá entrar a tarde e na sequência Tarcísio Marques terá duas horas para fazer sua defesa oral. Só depois os vereadores votarão o pedido de cassação.

O pedido de cassação é resultado de uma denúncia protocolada na Câmara por um munícipe, que apontou que ele teve responsabilidade na venda de pneus doados à prefeitura. Parte dos pneus teria sido negociada com uma empresa de Sarandi e o prefeito foi responsabilizado por não ter tomado providências para punir o responsável pelo desvio dos pneus.

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Fausto Abrão testemunha e vive a história de Maringá há mais de 70 anos

Mais antigo morador de Maringá hoje tem dificuldade para andar pela cidade que ele viu nascer

Primeiro no trem, depois em um caminhão, o Turco trouxe de tudo de Minas Gerais, até um cavalo

Do ponto mais alto da Estrada Guaiapó, onde ela encontra a Estrada Caetê, Fausto José Abrão tem uma visão privilegiada de Maringá, podendo enxergar no mesmo quadro desde o Maringá Velho até o antigo aeroporto. As centenas de prédios formam uma paisagem muito diferente da floresta que via quando seu pai derrubou perobas gigantescas para erguer, de madeira lascada, aquela que foi a primeira moradia da imensa cidade que ele vê hoje.

Em seu sítio, onde planta soja, trigo e milho, Fausto Abrão acompanha o crescimento da cidade que ele viu nascer    Foto: João Paulo Santos

Em seu sítio, onde planta soja, trigo e milho, Fausto Abrão acompanha o crescimento da cidade que ele viu nascer Foto: João Paulo Santos

Fausto tem 80 anos e mora em um ponto da Guaiapó de onde não se vê a cidade, mas isto não lhe faz falta porque já não se sente bem na cidade que viu nascer. Não que tenha deixado de amar Maringá, mas, como homem que passou a vida na zona rural, tem dificuldades para conviver com a metrópole, principalmente por causa do trânsito. “Não tenho dificuldades para dirigir no trânsito de hoje, mas é terrível não ter onde estacionar”, diz.

Não há ninguém que viva em Maringá há tanto tempo quanto Fausto Abrão. Ele é o único filho vivo do desbravador José Jorge Abrão e chegou onde hoje é Maringá em 1944, quando a única construção existente era a pensão do Zé Maringá (José Inácio da Silva), construída pela Companhia Melhoramentos para receber os interessados em comprar terras na região. Casa de família, mesmo, a primeira foi a de José Jorge Abrão, o Turco, onde foi aberta a Avenida Brasil.

“Nós viemos de trem e ficamos em uma pensão em Apucarana enquanto papai veio para cá derrubar as árvores do lugar onde ia construir a casa”, conta Fausto. Ele era o caçula dos oito filhos do Turco e lembra bem como foi vir morar no meio da floresta, uma mata tão alta e fechada como ele nunca tinha visto. “Todo mundo e a mudança em um caminhãozinho por uma estrada no meio da mata. Papai trouxe tudo que precisava para começar o trabalho, ferramentas, enxadas, foices, facões, até um cavalo ele trouxe de Minas (Gerais)”.

A primeira de Maringá, não era bem uma casa, mas um barraco com madeira que o Turco tirou da própria floresta, mas pouco tempo depois José Jorge e os filhos construíram uma casa de verdade e depois abriram os primeiros estabelecimentos comerciais para atender às centenas de famílias que foram ocupando as matas da região, trabalhando em derrubadas e plantando café.

“Logo foi chegando mais gente, construindo casas e comércios e em pouco tempo já estava formado o que hoje é o Maringá Velho, o centro comercial que atendia as fazendas e patrimônios que iam sendo formados na região”.

O adolescente Fausto, terceiro da esquerda para a direita, com amigos na porta do cinema em que trabalhou depois que o pai vendeu o cine da família (Arquivo da família)

O adolescente Fausto, terceiro da esquerda para a direita, com amigos na porta do cinema em que trabalhou depois que o pai vendeu o cine da família (Arquivo da família)

O Turco era empreendedor e logo seus filhos tinham estabelecimentos comerciais que iam desde vendas a máquina de beneficiamento de cereais. Também foi da família o cinema que nos finais de semana atraía centenas de moradores da zona rural, que vinham à ‘cidade’ fazer compras e traziam os filhos para assistir as comédias de Oscarito, Três Patetas e os primeiros filmes de Mazzaropi.

O pioneiro ainda guarda rolos dos filmes que exibia no cinema da família há quase 70 anos

O pioneiro ainda guarda rolos dos filmes que exibia no cinema da família há quase 70 anos

Enquanto boa parte da criançada dos primeiros dias podia viver pelas ruas, visitando sítios e nadando nos rios, Fausto, como é normal para os filhos de árabes, trabalhou desde cedo nos comércios da família, frequentou as primeiras aulas, geralmente nas casas das professoras pioneiras, mas guardou na lembrança os primeiros acontecimentos da futura cidade, como as chegadas da jardineira lotada de gente, malas e até animais – o ponto ficava em frente a casa dele, os homens “viajando” para Mandaguari ou Londrina para fazer compras, que chegavam em lombos de burros, torneios de futebol aos domingos, missas na rua, construção da primeira capela, crentes fazendo cultos nas esquinas, ruas ocupadas por carroças, carroções e carruagens polacas, os turcos de mala na mão batendo de porta

O Cine Primor, de José Jorge Abrão, protagonizou o primeiro incêndio da história de Maringá.

O Cine Primor, de José Jorge Abrão, protagonizou o primeiro incêndio da história de Maringá.

em porta, o lamaçal quando chovia, as primeiras brigas em bares, o primeiro homicídio, o primeiro gay (“na época a gente chamava de veado o cara que andava meio rebolando”) e a tragédia na própria família: “eu ajudava meu irmão Geraldo como projetor no cinema do meu pai e estava rebobinando um filme, a película resvalou na lata e fez fogo. Se eu e meu irmão não fôssemos rápidos, teríamos morrido queimados. Por sorte não era hora de sessão e o cinema estava vazio”. O Cine Primor, todo de madeira, foi consumido pelas chamas em poucos minutos e protagonizou o primeiro incêndio da história da cidade.

No álbum de fotografias antigas, Fausto e dona Vita reveem as fotos dos amigos que já se foram

No álbum de fotografias antigas, Fausto e dona Vita reveem as fotos dos amigos que já se foram

Desde 1956, quando se casou com Vita, também de família pioneira, Fausto comprou terras na Estrada Guaiapó, onde plantou café e hoje cultiva soja e trigo. Foi lá que nasceram os cinco filmes do casal. Na época, a fazenda ficava longe da cidade, mas foram surgindo bairros e mais bairros, a Estrada Guaiapó teve vários de seus quilômetros tornados em avenida e hoje há loteamentos até próximo às terras de Fausto. “Estou olhando a cidade chegando e quando ela encostar nas minhas terras, vendo tudo para fazer loteamentos e vou comprar terras para criar gado no Mato Grosso. A vida é assim mesmo, a gente precisa ter sempre projetos para se sentir vivo”.

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Maringaense deixa o comando do Jornalismo da RPC depois de 15 anos

Wilson Serra é o caçula de uma família de jornalistas    Foto: Matéria-Prima

Wilson Serra é o caçula de uma família de jornalistas Foto: Matéria-Prima

O Jornalismo da RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, está sob nova direção. Luciana Marangoni assume o cargo deixado pelo jornalista maringaense Wilson Serra, que permaneceu na diretoria por 15 anos e, a partir de agora, passa a ser consultor do Conselho Editorial do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).

Serra que é irmão dos também jornalistas Elpídio e Ismael Serra, já trabalhou na TV Globo e foi um dos responsáveis pela reformulação dos telejornais de rede nacional como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal Hoje.

Já Luciana Marangoni está na casa há 16 anos e passou por várias funções no jornalismo da principal emissora paranaense. Desde março deste ano, Marangoni já vem acompanhando a nova rotina de gestão, em um processo de transição.

“Estou em casa! Assumi este novo desafio com muita coragem e vou continuar o trabalho que tem sido feito, o qual eu já vinha acompanhando e fazendo parte. Sinto que os alicerces estão bem sólidos para toda a equipe. O nosso foco será pela busca diária de um jornalismo que estimule a sociedade, que seja atraente e cada vez mais participativo”, afirma Luciana.

Wilson Serra conta que sai tranquilo e que o jornalismo está em boas mãos. “A Luciana dará continuidade ao nosso trabalho, mas claro, com muito mais pegada e energia”, diz.

Na noite da última terça-feira, a direção do GRPCOM e os colegas de trabalho fizeram uma homenagem, dando o nome do mestre do Jornalismo à redação da RPC. Durante sua passagem pela emissora, Serra comandou todo o processo de amadurecimento de repórteres, produtores, editores, repórteres-cinematográficos e técnicos. Foram realizadas grandes coberturas, debates com mediação local, produção completa de várias edições do Globo Repórter e, mais recentemente, o ‘Núcleo Lava Jato’. Além disso, novas emissoras foram estruturadas, sucursais, criação de novos programas, o processo de digitalização, e também os ‘Diários Secretos’, série exibida na rpc, na Globo e publicada na Gazeta do Povo –  o mais importante trabalho de toda a história do grpcom, importância chancelada pelos principais prêmios nacionais e internacionais que já  recebeu.

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Evandro Araújo pede mais prazo para pequenos emitirem nota eletrônica

O deputado estadual Evandro Araújo (PSC) protocolou nesta quarta-feira (8 de junho) um requerimento na Comissão de Indústria e Comércio, da Assembleia Legislativa, solicitando que essa busque junto à Secretaria de Estado da Fazenda a prorrogação de prazo para que os pequenos comerciantes do Paraná se adequem à resolução que estabeleceu as datas limites (entre julho de 2015 e janeiro de 2016) para os empresários começarem a emitir Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica.

O deputado de Marialva pediu ainda que a secretaria apoie a transição do modelo antigo para o novo para tranquilizar os comerciantes.

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Cantora Neném se casa sem a presença da família da noiva

Foto: Ego.Globo

Foto: Ego.Globo

A cantora Neném, de 40 anos, que ficou famosa ao fazer dupla com a irmã Pepê, se casou segunda-feira com Thaís Baptista em cerimônia íntima em um buffet em São Paulo.

A família da noiva não compareceu ao enlace por ser contra a união.

Ainda na ocasião especial, Pepê e Neném celebraram o aniversário de 40 anos delas. Elas nunca tinham tido uma festa de aniversário.

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Ex-vereador é ordenado padre

Padre ClaudineiO ex-vereador de Kaloré Claudinei Martins Romão, formado em Ciências Biológicas e especialização em Meio Ambiente, viveu na semana passada sua ordenação presbiterial presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de Maringá, dom Anuar Battisti.

A cerimônia, realizada em Kaloré, cidade em que Claudinei nasceu, contou com a presença de diversos seminaristas, párocos, freiras e da comunidade em geral, não só de Kaloré, mas de toda a região e até de Nova Esperança, onde ele estava como diácono e retornou como vigário.

Clique AQUI e veja os detalhes em matéria de Lilian Nariai

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Relatório do planeta Terra

O texto abaixo está sendo divulgado pela Agência de Notícias Net For Winners e, por achá-lo interessante e ter autorização para publicá-lo, estou compartilhando com os leitores do blog.

Relatório do Planeta Terra

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 pessoas,
poderia observar-se a seguinte distribuição:

57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul)
08 Africanos
52 mulheres
48 homens
70 pessoas de cor
30 caucasianos
89 heterossexuais
11 homossexuais
06 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições
70não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 passariam fome
01 morreria
02 nasceriam
01 teria um computador
01 (apenas um) teria instrução escolar superior

Quando olha para o mundo nessa perspectiva, consegue perceber a real necessidade de solidariedade, compreensão e educação?

Pensa também no seguinte:

Esta manhã, se acordar com saúde, então é mais feliz do que 1 milhão de pessoas que não vão sobreviver até ao final da próxima semana.
Se nunca sofrer os efeitos da guerra, a solidão de uma cela, a agonia da tortura, ou fome, então é mais feliz do que outros 500milhões de pessoas do mundo.
Se pode entrar numa igreja (ou Mesquita) sem medo de ser preso ou morto, é mais feliz do que outros 3 milhões de pessoas do mundo.
Se tem comida na geladeira, tem sapatos e roupa, tem uma cama e teto, é mais rico do que 75% das outras pessoas do mundo.
Se tem uma conta bancária, dinheiro na carteira e algumas moedas num moedeiro, pertence ao pequeno grupo de 8% de pessoas do mundo que estão bem na vida.

Se está lendo esta mensagem, é triplamente abençoado, pois:

1.Alguém lembrou-se de você.
2.Não faz parte do grupo de 780 milhões de pessoas que não sabem ler.
3.E tem um computador!

Agência de Notícias do NetForWinners

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