Mês: agosto 2015



Menina não quer voltar à escola onde foi abusada por 6 adolescentes

A Justiça da Comarca de Colorado realizou sexta-feira a última audiência do caso acontecido em Itaguajé (a 112 quilômetros de Maringá), onde seis adolescentes com idades entre 14 e 16 anos assumiram ato sexual contra uma menina de 11 anos dentro do único colégio estadual da cidade, em pleno horário de aula, gravaram o abuso com um telefone celular e depois postaram em redes sociais. Agora começa a fase das alegações finais e possivelmente na próxima semana o juiz anuncie a sentença.

Cinco dos garotos estão apreendidos na unidade do Centro de Sócioeducação (Cense) de Londrina e um foi liberado por falta de vaga, a menina deixou de ir à escola e não sai de casa, envergonhada, enquanto o colégio teve a diretora, professores, funcionários e a equipe pedagógica responsabilizados em uma sindicância realizada pelo Núcleo Regional de Educação de Paranavaí.

Segundo o chefe do Núcleo, professor Pedro Barardi, o setor Jurídico da Secretaria de Estado da Educação abriu um processo administrativo disciplinar contra os funcionários responsabilizados e deve anunciar em breve as penas a serem aplicadas, que podem ir de advertência a afastamento ou mesmo a perda de função pública.

Barardi informou também que uma professora foi designada para ministrar aulas para a menina em casa.

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Morango orgânico muda a fruticultura de Marialva

Produção de Marialva se tornou vitrine para proprietários rurais de outras região que se interessam em investir na nova cultura

Produzido em estufa e com a adubação orgânica misturada à água, o morango semi-hidropônico produz o ano inteiro

morangosUm grupo de 24 pequenos proprietários rurais de Moreira Sales, na região de Campo Mourão, esteve ontem em Marialva para conhecer a produção de morango pelo sistema semi-hidropônico, que já é sucesso entre produtores que até agora tinham a uva como principal alternativa. Além de se mostrar mais rentável do que a uva, a fruta produz o ano inteiro e possibilita ao produtor negociar diretamente com o consumidor.

Na quinta-feira, visitam os produtores estudantes do Colégio Nobel, de Maringá, e esta tem sido uma rotina em Marialva, com gente de várias regiões do Estado querendo conhecer a novidade. Foi assim que o morango semi-hidropônico chegou a Marialva: por iniciativa da Emater, um grupo foi ao Rio Grande do Sul ver como o morango estava mudando a vida de pequenos proprietários rurais da Serra Gaúcha e resolveram seguir o mesmo caminho.

Este é o primeiro ano que Marialva está colhendo o morango semi-hidropônico e, segundo o engenheiro agrônomo Nilson Zacarias Barnabé Ferreira, da Emater, não tem mais volta. “Com as incertezas que rondam cada safra de uva, o produtor de Marialva queria alternativas para diversificar a produção e o morango semi-hidropônico surge como uma excelente opção, primeiro porque não tomar muito espaço, possibilitando ganhar com o morango sem precisar deixar a produção de uva, que é o carro-chefe da agricultura familiar na região”.

Como os morangos amadurecem em poucos minutos, Adilson Gallo tem que colher várias vezes ao dia

Como os morangos amadurecem em poucos minutos, Adilson Gallo tem que colher várias vezes ao dia

Uma prova de que a nova cultura está dando certo é verificada na propriedade de Nelson Tamura, na Estrada Perobinha. Nos 5 alqueires, ele produz de tudo um pouco, como abóbora menina, chuchu e outros legumes, o carro-chefe da chácara são mesmo os 400 pés de uva. “Eu pensei em plantar morango para experimentar, mas já tripliquei a área da fruta”, conta. Primeiro ele construiu uma pequena estufa de 340 metros quadrados, mas, mal começou a colher e já construiu outras duas no mesmo tamanho. Como vende com facilidade toda a produção, Tamura já pensa em aumentar mais a área de morango semi-hidropônico. “Entre a construção das estufas, compra do sistema de irrigação, de bolsas plásticas e mudas, investi cerca de R$ 15 mil, mas logo nos primeiros meses de colheita já recuperei o investimento”.

Hoje, 22 pequenos proprietários de Marialva estão cultivando morango semi-hidropônico e até agora nenhum teve dificuldade em comercializar a produção. “Já rejeitei oferta de grandes redes de supermercados, que se propunham adquirir toda a produção, porque prefiro vender diretamente ao consumidor”, diz

O produtor retira cerca de 300 quilos da fruta por semana e vende a R$ 15 o quilo

O produtor retira cerca de 300 quilos da fruta por semana e vende a R$ 15 o quilo

Adilson Gallo, que planta uva há 30 anos e está satisfeito com o primeiro ano com o morango. Os R$ 15 mil que ele investiu para formar uma estufa de 1 mil metros quadrados, com sistema de irrigação, foram recuperados logo nos primeiros meses de colheita. Afinal, ele e a mulher Iolanda colhem uma média de 300 quilos por semana das variedades Monterrey, Albion e San Andreas. “Além do trabalho meu e da mulher, colhendo e montando caixinhas e bandejas para a venda, gastamos em torno de R$ 500 por mês com os adubos, todos orgânicos”.

Adilson, que vende com facilidade tudo o que consegue produzir, está vendendo a fruta a R$ 15 o quilo, mas se alguém for buscar na propriedade, na Estrada Cooperativa, poderá negociar um preço bem mais em conta.

Problema herdado

O morango semi-hidropônico inicia sua vida em Marialva com o mesmo problema que há anos afeta a cultura da uva, da laranja e a olericultura: a falta de mão de obra. “A colheita tem que ser feita todos os dias e o dia inteiro, mas somente eu e minha mulher temos que fazer tudo porque não conseguimos contratar trabalhadores”, diz Adilson Gallo. A reclamação é a mesma de Tamura e das outras duas dezenas de pioneiros na cultura.

Muita gente tem desistido de plantar uva nos últimos anos por falta de gente para trabalhar e o morango enfrenta a mesma dificuldade”, diz Nilson Barnabé, da Emater. Com tantas alternativas de trabalho na cidade, principalmente na construção civil, não sobra quem queira trabalhar na zona rural, explica.

R$ 3,50
é o preço da bandeja de 250 gramas comprada diretamente do produtor

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Maringaense que raptou o filho é encontrado morto

Erasmo Rogério Tieni   Foto do Facebook

Erasmo Rogério Tieni Foto do Facebook

O maringaense Erasmo Rogério Tieni, que na segunda-feira raptou o filho de 5 anos na porta de uma escola em Campos Novos Paulista-SP, foi encontrado morto ontem na cela onde estava preso em São Pedro do Turvo. Ele tinha se entregado à polícia depois de quatro horas de negociação.

O corpo será sepultado nesta quinta-feira em Maringá. Tieni deixou um bilhete para a ex-mulher. Veja detalhes

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PT expulsa vereador de Paiçandu por “denúncias infundadas”

Diego Sanches ainda não disse a que partido se filiará, mas deverá liderar a oposição ao prefeito Tarcísio dos Reis.

Diego Sanches ainda não disse a que partido se filiará, mas deverá liderar a oposição ao prefeito Tarcísio dos Reis.

O engenheiro Diego Matheus Sanches, que foi o vereador mais bem votado de Paiçandu nas últimas eleições municipais, presidiu a Câmara nos primeiros dois anos da atual legislatura e chegou a presidir o diretório municipal do PT, foi expulso do partido, acusado de “proceder denúncias infundadas contra outros filiados”.

Durante reunião do diretório estadual, a expulsão foi aprovada por 37 votos a 0.

Em sua página no Facebook, o vereador publicou o seguinte post:

“Boa tarde a todos. Venho por meio deste informar a meus amigos, colegas, aliados e a quem mais possa interessar que não faço mais parte do quadro de filiados do partido dos trabalhadores (PT).

No último sábado (01) o diretório estadual do PT por 37 votos a zero autorizou a minha expulsão. Não quero entrar no mérito da questão, mas de forma resumida eu fui acusado de “proceder denuncias infundadas contra outros filiados” no caso o excelentíssimo prefeito municipal. Reforcei em minha defesa que nunca realizei denúncia alguma e que fiz parte da comissão processante pois fui sorteado e não poderia me recusar a cumprir meu papel.

Minha filiação ocorreu a aproximadamente 3 anos. Foi um tempo de grande aprendizado e crescimento, em que tive inclusive a oportunidade de presidir o diretório municipal. Sou muito grato a todos que contribuíram de alguma forma nessa jornada.
Ressalto também o meu repúdio a politicagem baixa que alguns “figurões” praticam e principalmente meu grande respeito a todas as pessoas de bem e honestas filiadas ao partido.

Continuo com o compromisso de fazer um mandato transparente e na defesa dos mais necessitados, mas seguirei outros caminhos a partir de agora.


Mais uma vez obrigado a todos!

Grande abraço!”.

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Paiçandu acaba com secretários paraquedistas

A tentativa de cassação do mandato do prefeito Tarcísio Marques dos Reis (PT) está devidamente sepultada com o arquivamento do processo em sessão especial realizada nesta quinta-feira pela Câmara de Vereadores.

O prefeito foi investigado e a Comissão Processante chegou à conclusão de que ele teve responsabilidade no desvio de pneus que a prefeitura tinha ganhado da Receita Federal. Os pneus foram vendidos para uma empresa de Sarandi e alguém deve ter embolsado a grana, mas, segundo a CP, o prefeito sabia e não tomou providências.

Porém, o inferno astral do prefeito continua: já está na Câmara um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município que pretende criar um artigo proibindo a prefeitura, câmara e autarquias municipais contratarem para cargos comissionados pessoas que não moram no município.

O tal artigo já existia desde que foi criada a Lei Orgânica, porém, quando Tarcísio assumiu a prefeitura os próprios vereadores modificaram a Lei para permitir que o prefeito reforçasse a equipe com gente de outras cidades, principalmente de Maringá.

Mas, o castigo veio a cavalo. Hoje, quase a metade dos secretários da prefeitura são de outras cidades, o que dá a impressão que entre os 40 mil moradores de Paiçandu não há gente capacitada para auxiliar o prefeito na administração.

E o pior – para os vereadores – é que alguns dos tais secretários paraquedistas decidiram abrir guerra contra os vereadores, fazendo críticas aos e vereadores por meio de sites, blogs e redes sociais.

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Os vereadores, mesmo aqueles que são aliados a Tarcísio dos Reis, entendem que tais secretários estão apenas fazendo turismo em Paiçandu. Eles, segundo os vereadores, não gostam da cidade e nem do povo e nem estariam fazendo um bom trabalho, estão apenas para ganhar um bom dinheiro como secretários e quando acabar a gestão nunca voltam a Paiçandu.

Os vereadores se baseiam no fato de eles, os paraquedistas, nem sequer mudaram-se para Paiçandu.

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