Mês: outubro 2015



Mandaguaçu muda o trânsito do centro inteiro

O trânsito de Mandaguaçu (a 32 quilômetros de Maringá) sofre no próximo domingo sua maior mudança na história, quando 23 ruas da área central passam a ter sentido único, a avenida principal ganha dois novos semáforos e o tráfego de caminhões, ônibus e tratores passa a ser proibido no centro.

tb_221015090354_pmm_transito_2_jpg

Trata-se da primeira etapa do Projeto Mandaguaçu Sete Vias, que começou a ser elaborado há dois anos, passou por discussões com comerciantes da zona central, motoristas, associações de moradores e autoridades, passou por modificações e finalmente será implantada por decreto do prefeito Ismael Fouano (PTB). A escolha pelo dia 1º de novembro foi por coincidir com um domingo, dia de pouco movimento de veículos.

Vários comerciantes mostraram descontentamento com as mudanças, mas o prefeito disse estar confiante que todos vão ficar satisfeito quando perceberem que o trânsito vai fluir melhor com as alterações. Segundo ele, as mudanças estão sendo impostas pelo crescimento da frota de veículos na cidade.

O engenheiro Nivaldo Martelosso, da prefeitura, disse que o trânsito na área central está conturbado porque todas as vias da cidade são de pista única, com dois sentido e estacionamento nos dois lados da pista. Além disto, caminhões, ônibus, tratores e outros veículos de grande porte disputam espaço com os automóveis.

O projeto viário de Mandaguaçu, sem cruzamentos com a avenida principal, é bom, mas ficou superado diante do crescimento da frota de veículos nos últimos anos”, diz Martelosso, afirmando que as mudanças fazem parte do desenvolvimento. Segundo ele, também em Maringá e outras cidades da região as mudanças no trânsito no começo geraram críticas, depois a população percebeu que elas vieram para melhorar.

Um dos pontos do projeto que encontrou oposição foi a proibição do tráfego de caminhões, ônibus, máquinas pesadas e carroças ao longo da Avenida Munhoz da Rocha. Fica permitida a passagem destes veículos somente para carga e descarga entre 6h30 e 9 horas, no trecho entre o trevo de saída para Maringá até a segunda rotatória do entroncamento das ruas Gastão Vidigal, Antônio Batista Ribas e Presidente Vargas e também no trecho compreendido entre o trevo de saída para Paranavaí até a Rua Custódio Perioto.

Nova mão

As ruas com novo sentido a partir de domingo são a Sete de Setembro, Duque de Caxias, Ruy Barbosa, Santos Dumont, Juventino Beraldi, Antonio Batista Ribas, Rocha Loures, Bernardino Bogo, 14 de Dezembro, Benício Niza, da Saudade, Heróis de Monte Castelo, São Lourenço, Dr. Dimas da Rocha, Presidente Kennedy, Paraná, Luis Lonardoni, São Vicente, Castro Alves, Gastão Vidigal, Tibiriçá e Bahia.

11.922

é o número de veículos licenciados no município, segundo o Detran do Paraná.

Sem categoria
Comente aqui


Católicos de Sarandi comemoram o Dia de São João Paulo II

São João Paulo IIA comunidade católica de Sarandi se reúne hoje à noite para comemorar o Dia de São João Paulo II, às 20 horas, no Parque Ecológico que leva o nome do papa falecido há 10 anos.

Sob a coordenação do padre José Miranda, as quatro paróquias da cidade convidaram seus fiéis para a missa.

O Dia de São João Paulo II foi instituído pelo papa Francisco no dia 22 de outubro por representar a data em que Karol Wojtyla celebrou sua primeira missa como Pontífice, em 1978, dando início ao seu pontificado de 27 anos.

Sem categoria
Comente aqui


Morre pioneiro Jordão Maio, dono do Depósito Pinheiro, vítima de acidente em escada

Jordão Maio era visto como um homem simples, mas muito participativo     Foto do site "Angelo Rigon"

Jordão Maio era visto como um homem simples, mas muito participativo Foto do site “Angelo Rigon”

Morreu na noite desta terça-feira no Hospital Santa Casa o pioneiro maringaense Jordão Maio, de 84 anos, que estava internado desde o final de agosto. Proprietário do Depósito Pinheiro, empresa de materiais de construção que fez história em mais de 50 anos na Avenida Colombo, ele morava em Maringá desde 1953.

“Seu” Jordão, que trabalhava sozinho no depósito, se feriu ao cair de uma escada no final de agosto, foi internado em estado de coma e depois de mais de um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não resistiu.

O corpo está sendo velado na capela do Prever do Cemitério Parque e o horário do sepultamento ainda não foi definido.

Sem estudo, Jordão chegou a Maringá como empregado e com o tempo tornou-se empresário de sucesso, frequentador dos eventos da sociedade maringaense, fundador e sócio de algumas das mais importantes instituições, como o Rotary Club, o Clube Teuto Brasileiro e o Clube de Caça e Pesca. Sua paixão durante quase toda a vida foi jogar bola, esporte que praticou até com idade avançada.

No começo da década de 1950 Maringá ainda nem tinha energia elétrica e foi por isto que Jordão se mudou para cá. Ele já tinha sido servente de pedreiro, marceneiro, carpinteiro, trabalhou em farmácia, fábrica de carroças, mas veio para Maringá porque uma empresa de Arapongas abriu um depósito de madeiras em Maringá e não achava ninguém para tomar conta.

Jordão, sem estudo e sem profissão definida, aceitou e se deu bem. Vendeu muita madeira na Avenida Mauá e nas horas de folga fabricava ‘cadeiras preguiçosas’, o que permitiu fazer um pé-de-meia e sonhar em ter seu próprio negócio. Botou na cabeça que ia comprar um terreno para montar um depósito de materiais de construção na Avenida Colombo, na época conhecida como ‘Oficial’, que o governo federal acabava de abrir para possibilitar a chegada do café e o algodão do Paraná aos portos de Santos e Paranaguá, devendo servir ainda para o escoamento das safras do Mato Grosso, que na época incluía também a parte que hoje é o Mato Grosso do Sul.

A Oficial passava por fora da cidade, mas o prefeito João Paulino queria levar para lá o comércio próprio de beira de estrada, como postos de combustíveis, oficinas, auto peças. “A cidade ainda não tinha sequer um palmo de asfalto e a Oficial era por onde os caminhões entravam na cidade ou passavam em direção a Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão ou seguiam para o Mato Grosso ou em direção a Cascavel. Era um poeirão no céu o tempo todo e as mercadorias dos poucos estabelecimentos ficavam cobertas de pó. Nos dias de chuva, o que se via eram caminhões atolados, automóveis sem poder passar. Só os jipes e os caminhões com correntes nos pneus passavam, mas era difícil”, lembra o pioneiro.

Jordão Maio com o amigo Leo de Paula em evento da Associação dos Pioneiros de Maringá    Foto: Tabajara Marques

Jordão Maio com o amigo Leo de Paula em evento da Associação dos Pioneiros de Maringá                        Foto: Tabajara Marques

Jordão foi um dos primeiros compradores de terrenos na Colombo, na virada dos 50 para os 60, quando os terrenos ainda eram vendidos pela Companhia Melhoramentos. A compra foi uma aventura, porque o terreno que ele escolheu tinha vários pretendentes, todos oferecendo mais. A negociação foi feita com doutor Alfredo Nyffeler, o todo-poderoso gerente da Melhoramentos. “Ele duvidou que eu pudesse pagar e me deu uma hora para arranjar o dinheiro”, conta. Na mesma hora, Jordão vendeu uma casa na Vila Operária e pagou o terreno.

Construir um barracão foi outra luta. O prefeito João Paulino só admitia construção em alvenaria, a Colombo não tinha telefone, nem água, nem luz, mas a partir daí a sorte o ajudou. A poderosa Madeireira Phillips ofereceu exclusividade ao pequeno Depósito Pinheiro para vender 1 mil alqueires de pinho, o que coincidiu com a abertura de novas vilas e assim Jordão e seu depósito venderam a madeira para a maioria das casas construídas na época.

“Trabalhava a semana inteira até a noite e no sábado e domingo pegava um caminhão e ia comprar madeira na região de Campo Mourão. Trabalhei tanto que fui internado oito vezes em dois anos, cada vez ficava até 15 dias no hospital”.

7 Comentários


Reunião emergencial decide se região implanta o Samu Regional ou desiste de vez

Representantes do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, coordenadoria estadual do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além do Ministério Público, estarão em Maringá na próxima terça-feira, dia 20, para uma reunião com os 30 prefeitos das cidades que integram a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) e se buscar uma decisão para a regionalização do Samu Regional, emperrada há anos. Hoje, a região de Maringá é a única do Paraná que ainda não regionalizou o atendimento móvel.

A reunião será a portas fechadas em local e horário que ainda não foi decidido. Amanhã, durante a reunião ordinária que a Amusep realiza no Salão Social de Flórida (a 47 quilômetros de Maringá), a partir das 15h30, os prefeitos deverão ter conhecimento dos detalhes do encontro.

Comente aqui


Eleição para o Conselho Tutelar de Cianorte é anulada após denúncias de irregularidades

Durante reunião nesta terça-feira, o CMDCA decidiu que vai marcar a data da nova eleição

Durante reunião nesta terça-feira, o CMDCA decidiu que vai marcar a data da nova eleição

Por unanimidade, os membros da Comissão Eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Cianorte determinaram em reunião, realizada na manhã de hoje, a anulação do pleito que elegeu no dia 4 de outubro os cinco representantes do Conselho Tutelar no município. Os motivos alegados pela comissão estavam ligados às cédulas de votação e à listagem que constava os nomes dos eleitores.

De acordo com a presidente da comissão eleitoral e do CMDCA, Suelen Galhardo, a lista de eleitores, proveniente do Cartório Eleitoral, estava desatualizada, deixando muitas das pessoas que estavam habilitadas a votar sem o seu direito. Outra das causas foi que algumas das cédulas de voto, consideradas na apuração, não apresentarem a rubrica, obrigatória, de todos os membros da comissão eleitoral.

Além dos motivos alegados para o cancelamento, foram constatadas diversas denúncias de candidatos realizando ‘boca de urna’, transporte de eleitores e compra de votos. Também foram levantadas questões como o tumulto nos locais de votação, decorrente do insuficiente número de urnas e colégios eleitorais pequenos para acolher os mais de 5 mil eleitores que compareceram nos locais de votação em Cianorte, São Lourenço e Vidigal. Segundo a promotora de Justiça, Elaine de Lima, se “elegêssemos pessoas, que agiram desta maneira, sem contestar, estaríamos prestando um desserviço ao Conselho Tutelar”.

A chefe da Divisão dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Cristina Bertoli Pires, disse concordar com a anulação. “Diante do processo nós somos a favor da posição tomada. Precisamos de pessoas dignas na função e de condições plenas para garantir o direito dos eleitores nas urnas”, disse. Na próxima semana haverá uma reunião extraordinária na qual o CMDCA proporá uma nova data para eleição, bem como definirá possíveis mudanças no pleito. (Assessoria)

1 Comentário


Crise das prefeituras afeta a Amusep

A crise financeira das prefeituras está tão crítica que a maioria delas não conseguem pagar as mensalidades das associações de municípios a que estão ligadas.

Na região de Maringá, a Amusep realiza uma reunião hoje à tarde com os prefeitos para deixar claro que sem a contribuição mensal de cada prefeitura a entidade não terá como arcar com despesas como o aluguel do prédio, pagamento de funcionários, telefone, internet e outras.

Vale lembrar que a Amusep tem um corpo técnico que auxilia os prefeitos na elaboração de projetos que ajudam a trazer dinheiro dos governos estadual e federal.

redball

 

Sem categoria
Comente aqui