Mês: outubro 2016



Maringá ganha crematório de animais de estimação

Fernanda Bertola

A perda de um animal de estimação é dolorosa para muitas famílias que, de repente, têm esse laço afetivo interrompido. Foi pensando em oferecer auxílio a quem deseja dar um destino digno aos animaizinhos, que nasceu o crematório “Estrelinhas no Céu”.

Foto ilustrativa

Foto ilustrativa

A empresa acaba de inaugurar uma unidade para o adeus aos animais de estimação, em Maringá, na Rua Néo Alves Martins, 1.259, na Vila Operária. A ideia do negócio foi de um grupo de empresários que, dentre as preocupações, apresentaram interesse em colaborar para uma destinação digna e, ao mesmo tempo, ecologicamente correta, inclusive do lixo hospitalar utilizado nos procedimentos.

O crematório nasceu em Arapongas (a 65 quilômetros de Maringá) e o negócio chegou à cidade por causa da demanda apresentada, uma evidência de que a proposta seria bem-aceita pelos maringaenses. “Mesmo sem uma unidade em funcionamento, a cidade representava 20% do nosso faturamento”, afirma a gerente Erika Petereit.

Em Maringá, em uma casa acolhedora, ficará uma sala para os momentos de despedidas. Já o crematório ficará em Arapongas. “Teremos uma sala para homenagens. Depois, haverá o encaminhamento para Arapongas, onde os procedimentos serão feitos de forma individual ou coletiva, à escolha do cliente. Após esse procedimento, realizamos a entrega das cinzas”, explica Erika. A empresa emite certificado assinado pela veterinária responsável.

O óbito é acontecimento incerto e o trabalho do crematório é poder estar presente neste dia de tristeza, orientando e ajudando com muito amor, diz a gerente Erika Petereit  Foto: João Cláudio Fragoso

O óbito é acontecimento incerto e o trabalho do crematório é poder estar presente neste dia de tristeza, orientando e ajudando com muito amor, diz a gerente Erika Petereit Foto: João Cláudio Fragoso

Os serviços oferecidos serão para a cremação de animais de pequeno, médio ou grande porte. De acordo com Erika, vários países da América Latina, América do Norte e Europa já utilizam esses serviços. “O óbito é acontecimento incerto e o nosso trabalho é poder estar presente neste dia de tristeza, orientando e ajudando com muito amor”, ressalta.

Inicialmente, haverá três colaboradores em Maringá. Uma delas é a auxiliar administrativa Thaís Oliveira, que já a postos para atender os interessados antes mesmo da inauguração. A equipe estará disponível para remoção domiciliar ou em clínicas. Também será possível fechar planos preventivos.

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Recanto Somos Todos Irmãos, o braço social da AMEM

2710PLEMENTOS-20I02Como uma das mais antigas entidades da cidade, a Associação Espírita de Maringá (Amem), nascida em 1952, como Centro Espírita Fé, Amor e Caridade, destaca-se também pelo trabalho social que realiza há quase meio século por meio do Recanto Espírita Somos Todos Irmãos (Resti), o braço da assistência social da instituição, que é leva assistência a crianças de famílias carentes, idosos, dependentes químicos e famílias pobres.

De acordo com o presidente da Amem, sociólogo Lannes Boljevac Csucsuly, o Recanto ocupa uma área de meio alqueire na Avenida José Moreno Júnior, em frente ao campus do Unicesumar, e todas as atividades desenvolvidas para o crescimento e progresso de crianças desprotegidas e expostas à vulnerabilidade são realizadas por voluntários e cerca de 10 funcionários.

O Resti nasceu como uma creche mantida somente pelos membros da Associação, mas com o tempo firmou convênio com a prefeitura e os recursos para manutenção vêm de promoções realizadas pela Amem junto à comunidade maringaense. Assim, cerca de 80 crianças carentes dispõem a semana inteira do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, que é ocupação para o período em que não estão na escola, para que não permaneçam nas ruas expostas a situações de risco.
Várias atividades são oferecidas para ocupação das crianças, como futebol, música, pintura, informática, xadrez, reforço das disciplinas escolares, principalmente em Português e Matemática.

As crianças contam ainda com almoço e lanches, que são preparados por Zilda Salu de Souza, uma mulher de 47 anos cuja história tem ligação estreita com a instituição. Ela conta que teve duas filhas, praticamente, criadas pelo Recanto e, agora, tem também neta e sobrinhos que crescem lá. Ela própria é funcionária do Recanto e, assim, está sempre perto das crianças dela. “Saber que os filhos estão sendo cuidados por pessoas de responsabilidade, em um local seguro e ganhando conhecimento e educação deixa qualquer mãe com a tranquilidade para trabalhar”, ressalta.

Alcoolismo

Outro trabalho desenvolvido nas instalações do Resti é o combate ao alcoolismo, por meio do Departamento de Socorro aos Alcoólicos de Maringá (Desam).

Uma média de 27 pessoas participam das reuniões realizadas às quartas-feiras, a partir das 20 horas, onde vítimas do alcoolismo podem receber terapia em grupo, exposição do Evangelho Segundo o Espiritismo, e orientação sobre drogas e álcool. Os participantes podem compartilhar as experiências deles, forças e esperanças, como acontece nos grupos de Alcoólicos Anônimos e outras instituições de ajuda mútua.

O objetivo do trabalho do Desam é a recuperação do fármaco-dependente. Buscar o equilíbrio físico, psíquico, social e espiritual, por meio da terapia adequada. “Despertar o doente para a reforma íntima à luz da Doutrina Espírita e esclarecer os familiares sobre a doença do alcoolismo”, explica Csucsuly.

Panificação

Nas instalações do Recanto, há uma panificadora, que produz os pães utilizados na alimentação do dia a dia das crianças assistidas.
Todos os sábados, sempre a partir das 14 horas, cerca de 50 famílias atendidas pela instituição recebem pães e, uma vez por mês, recebem também uma cesta básica.
Todos os alimentos que fazem parte da cesta são resultado de doações feitas à Amem ou de eventos realizados pela instituição.

 

A força do voluntariado

Para a realização do trabalho social, a Associação Espírita de Maringá (Amem) conta com o apoio de cerca de 300 voluntários, participantes das várias promoções realizadas para a arrecadação de fundos, como o festival de pizzas, que vende cerca de 1,2 mil unidades, e das barracas gastronômicas da entidade na Festa das Nações e Festa da Canção.

O trabalho dos voluntários é visto também em outros eventos da Amem, como os bazares para comercialização de objetos doados pela Receita Federal, resultantes das operações de fiscalização, os bazares de usados, realizados todas as semanas, e a confecção de enxovais para bebês de mães carentes.

Além do voluntarismo de quem cede o tempo para trabalhar pela instituição, o presidente da Amem, Lannes Boljevac Csucsuly, destaca a ação de quem faz doações, tanto de roupas, agasalhos quanto de alimentos. Toda a arrecadação vai para o Recanto Somos Todos Irmãos.

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Francisco, o condutor do padre Emilio Scherer

Francisco e Jesuína estão em Maringá desde que a cidade se resumia ao Maringá Velho     Foto: Kauhê Sanches

Francisco e Jesuína estão em Maringá desde que a cidade se resumia ao Maringá Velho Foto: Kauhê Sanches

A memória que nunca falha é um dos principais patrimônios do pioneiro Francisco Ferreira da Silva, que aos 87 anos é capaz de descrever com detalhes como era o Maringá Velho em 1944, quando chegou com 14 anos, nomes e sobrenomes dos membros das 10 famílias que moravam no lugarejo, o lugar de cada casa, cada comércio, o que aconteceu, como aconteceu quando, onde e porquê aconteceu cada fato da então pequena comunidade.

Ao lado da esposa, a também pioneira Jesuína Artal, com quem está casado há 62 anos, seu Chico se diverte recordando as pessoas e os fatos que ficaram na história de Maringá e dos seus 72 anos aqui vividos. Boa parte destas conversas acontecem dentro do carro do casal, um Fiat Palio que Chico dirige pela cidade que ele viu nascer e crescer. “Não tenho nenhuma dificuldade para dirigir num trânsito como este, muito diferente de quando comecei a dirigir pequenos caminhões em 1944, levando mercadorias para as fazendas, ou quando tirei a carteira quando o Trânsito foi instalado na cidade, em 1949”. Ele foi um dos primeiros maringaenses a fazer carteira de motorista na cidade.

Seu Francisco ainda era Chiquinho quando chegou, com 14 anos. A família morava em Mandaguari e um amigo o convidou para ajudar a abrir uma pensão onde estava nascendo Maringá. O negócio não deu certo, o amigo foi embora e Chiquinho ficou trabalhando de vendedor em uma pequena loja que o comerciante Ângelo Planas estava abrindo no meio do primeiro quarteirão da cidade. Depois, Planas construiu a Casa Planeta, com 11 portas, e Chiquinho trabalhou lá por 10 anos.

O serviço me fez conhecer muita gente”, diz. “Como eu sabia dirigir, era quem fazia a entrega das compras nas fazendas e nas comunidades rurais, conhecia do dono da fazenda ao mais humilde empregado”.

O saber dirigir colocou mais uma glória para Francisco. Era ele o encarregado de buscar o único padre de Maringá, o padre alemão Emílio Scherer, que morava em uma fazenda, para celebrar missas no Maringá Velho, quase sempre em descampados ou em casas dos pioneiros. O padre não falava muito – até porque devia dominar pouco o Português e porque seu país de origem era apontado como o causador da guerra mundial que o mundo vivia naqueles dias -, mas o motorista Francisco foi uma das pessoas mais próximas a ele.

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Walmart anuncia o fim da bandeira BIG no Paraná

D1epois de fechar 20 lojas no Paraná entre o fim de 2015 e o início deste ano, o grupo Walmart – dono das bandeiras Big e Mercadorama – vai investir cerca de R$ 100 milhões nos próximos três anos para reformar todos os hipermercados que possui no Estado. A companhia também vai aposentar a marca Big e passará a chamar as unidades existentes de Walmart. As estratégias buscam simplificar as operações do grupo, conhecido por ter operações inchadas e, em alguns casos, ineficientes.

bigSerão 13 hipermercados no Paraná que passarão por reformas nos próximos três anos, sendo nove Big e quatro Walmart. Os Big passarão a se chamar Walmart assim que as obras forem concluídas. Durante as reformas, as lojas vão continuar funcionando normalmente.

Em Maringá a rede fechou o Big que funcionava no Catuaí Shopping e manteve o da Vila Nova e o Mercadorama, na Avenida São Paulo.

Em Curitiba, o Big Santa Felicidade foi a primeira unidade do estado a passar pela remodelagem. A nova loja será reinaugurada nas próximas semanas, com o logo do Walmart, e passará a ter corredores mais amplos, melhorias na iluminação, gondolas mais baixas, maior variedade de produtos e aumento do número de acessos ao mercado.

A intenção das reformas é melhorar a experiência de compra do cliente e garantir maior rentabilidade ao grupo. “O objetivo é operar por menos e entregar o melhor ao cliente. Queremos ser simples, escaláveis, sustentáveis e rentáveis”, afirma Flavio Contini, presidente nacional do grupo Walmart. Ele também explica que o hipermercado é a maior vocação da rede em todo o mundo, por isso a opção por focar a reestruturação no segmento.

 Reestruturação nacional

As mudanças no Paraná fazem parte de um anúncio nacional do grupo de reestruturação das suas operações. Serão investidos R$ 1 bilhão ao longo dos próximos três anos para reformar todos os hipermercados do grupo no país e unificar as bandeiras BIG e Hiper Bompreço em Walmart.

O proceso começou há três anos, durante a gestão de Guilherme Loureiro, com a integração dos sistemas operacionais das nove bandeiras do grupo. Ao longo dos 21 anos de presença no mercado brasileiro, a companhia norte-americana fez a aquisição de empresas locais, como a Sonae e o Bompreço, mas não havia concluído a integração dos sistemas. O procedimento foi encerrado em julho deste ano, o que permitiu à rede dar início ao plano de remodelagem das lojas.

Após as reformas, a rede espera ganhar rentabilidade e passar a crescer de forma sustentável com operações mais simples. “Nossa maior preocupação é equacionar as operações”, diz Contini. Apesar de ser a terceira maior rede do segmento em operação no país, o Walmart vem perdendo participação de mercado e ficando mais distante dos líderes Grupo Pão de Açúcar e Carrefour.

Melhorias pontuais

O foco do plano de reestruturação do Walmart no Brasil está nos hipermercados, considerado o carro-chefe do grupo. Mas a companhia ainda possui um amplo leque de estabelecimentos considerados menores.

São três bandeiras de supermercado (Bompreço, Nacional e Mercadora), um atacado (Maxxi), um clube de compras (Sam’s) e uma loja de vizinhança (TodoDia). Esses estabelecimentos devem receber apenas melhorias pontuais e não foram contemplados no plano de remodelagem previsto para os hipermercados.

Fechamentos

Os segmentos menores foram justamente os mais atingidos pelo fechamento de unidades no fim de 2015. No Paraná, onde foram fechadas 20 lojas no total, pelo menos sete Mercadorama, dois TodoDia e um Maxxi Atacado encerraram as suas atividades até o início deste ano. No Brasil, o grupo confirma que fechou 60 unidades.

O presidente nacional do grupo Walmart, Flavio Contini, afirma que as unidades que foram fechadas eram deficitárias há anos e que a medida foi necessária para garantir a sustentabilidade do grupo. “Quando você deixa uma loja deficitária impactando a loja boa, você está prejudicando toda a rede”, explica o executivo, que também não descarta novos fechamentos, caso alguma unidade se mostre deficitária.

Lojas

39 é o número total de lojas do grupo Walmart no Paraná, o que representa 8% do total de unidades no país. São 20 Mercadorama, nove BIG, quatro Walmart, quatro Maxx e dois Sam’s. A companhia também emprega 5,5 mil pessoas no estado. Em todo o Brasil, são 485 unidades e 70 mil funcionários.

(Tribuna do Paraná)

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Primeiro jogo noturno de futebol em Maringá aconteceu na Operária

Ainda nos primeiros anos da década de cinquenta do século passado, quando Maringá crescia a olhos vistos, com a chegada de dezenas de famílias a cada dia e parecia um canteiro de obras, com a construção de casas e mais casas, foi realizada a primeira partida noturna de futebol da história da cidade e, possivelmente, do Paraná.

Diferentemente do que se possa imaginar, ela não aconteceu no Estádio Willie Davids, que ainda nem existia, mas no Brinco da Vila, campo de futebol da Vila Operária, que na época não tinha status de estádio e nem nome.

O evento está bem vivo na memória do empresário Iracy Lúcio Mochi, proprietário da Imobiliária Paiaguás, um dos primeiros moradores da Operária e dos primeiros a bater bola no campo de terra batida em meio a um matagal.

O empresário Iracy Mochi é uma das poucas testemunhas do primeiro jogo noturno da história de Maringá

O empresário Iracy Mochi é uma das poucas testemunhas do primeiro jogo noturno da história de Maringá

Os fatos que cercaram a histórica partida não têm mesmo como serem esquecidos, mas Mochi tem um motivo especial para guardá-lo na memória: foi o primeiro jogo do Operária em que ele atuou como titular.

“Foram instalados os refletores, mas vale destacar que na época a cidade ainda não tinha energia elétrica confiável”, lembra. A luz era produzida por grupos geradores e as lâmpadas eram fraquíssimas, “não clareavam nada”, tanto que na época eram chamadas de ‘tomates’.

Pegaram umas folhas de zinco, daquele de fazer calhas, fizeram uns tubos, instalaram lâmpadas por dentro e colocaram no alto de estacas”, lembra.

A partida de inauguração da iluminação foi em um sábado à noite. “Convidaram o São Paulo de Londrina, um dos times mais importantes do interior do Paraná nas décadas de 50 e 60, para jogar contra o Operário e o campo se encheu de gente, talvez não para assistir ao jogo, mas para conhecer a badalada iluminação”.

Mas, nem tudo saiu perfeito. Aliás, nada deu certo. “Só na hora do jogo é que fomos descobrir que a iluminação não clareava nada, os jogadores não viam onde estava a bola e a torcida não enxergava nem os jogadores, de tão escuro que estava”. Iracy da Paiaguás ri ao lembrar que choveu muito naquela noite e os respingos da chuva faziam queimar as lâmpadas quentes, além disto, como o campo era de terra, e a terra roxa de Maringá gruda mesmo, as chuteiras ficavam pesadas de tanto barro e a bola virava uma bola de barro. “O João Segura, que era o presidente do time, toda hora vinha com um balde lavar a bola”.

É fácil lembrar da experiência do primeiro jogo noturno da história de Maringá. Difícil é lembrar qual foi o resultado do jogo.

A vila no mato

Quando Iracy Mochi chegou à Vila Operária o bairro começa a ser ocupado pelas primeiras casas, todas de madeira. A família de Itápolis (SP) foi atraída pela fama da terra roxa, onde se-plantando-tudo-dá. O lugar destinado pela Companhia Melhoramentos para a criação do bairro que abrigaria os operários, ainda estava coberto de mato e o pai de Iracy, João Mochi, construiu a casa no meio do mato.

A igreja São José foi construída em um antigo campinho de futebol

A igreja São José foi construída em um antigo campinho de futebol

A vila ainda não tinha sua famosa igreja católica, a São José e nem escola. As crianças seguiam por caminhozinhos no meio do mato para estudar na Escola Oswaldo Cruz, por caminhozinhos no meio do mato chegavam aos campinhos de futebol que existiam em vários lugares, entre eles o principal, onde foi criado o Brinco da Vila.

Iracy cresceu na Operária, viu o matagal dando lugar a casas e mais casas, os caminhozinhos virarem ruas, o comércio chegando. Já rapazote, viu Maringá deixar de ser distrito de Mandaguari e quando o primeiro prefeito, Inocente Vilanova, também da Operária, tomou posse, ele foi trabalhar na prefeitura, tendo sido um dos primeiros servidores municipais. Depois foi bancário, gerente do Bradesco, até se estabelecer no ramo imobiliário.

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Geraldo Altoé, um dos mais antigos professores de Maringá, morre aos 90 anos

Eu tive a sorte de ter sido aluno de todos aqueles professores maringaenses que ficaram na história, aqueles que iniciaram a Educação na cidade, como Ary de Lima, Aniceto Matti, Walter Pelegrini, Bernardino, Bacarin, Hiran, Renato Bernardi, Dalisbor, Jair, Vitor, entre outros, e um dos que mais me despertou admiração e respeito foi Geraldo Altoé, um mestre com quem tive várias oportunidades de conversar nos últimos anos, eu cheio de curiosidade e ele cheio de projetos.

Ele vai, como foram os outros, mas sua obra fica, seus ensinamentos e exemplos continuam nas mentes de milhares que, como eu, tiveram a honra de ser seus alunos.

É claro que o momento é de tristeza, principalmente para os familiares, mas ele sempre soube que cumpriu o papel que lhe coube neste mundo.

Geraldo AltoéFoto: site angelorigon.com.br

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Capixaba do município de Castelo, Altoé e a esposa, Anna Teresa Sesconeto chegaram a Maringá em 1952 e ele foi um dos primeiros professores do Ginásio Maringá, hoje Colégio Gastão Vidigal, que na época funcionava no prédio onde hoje é o Instituto Estadual de Educação.

Ele fez parte da equipe que deu início à Faculdade de Economia, que marca o início da instalação da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Nos últimos anos ele ainda teve ânimo para desenvolver uma pesquisa sobre os primeiros anos da radiofonia de Maringá, trabalho que resultou no livro “O Rádio em Maringá”.

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A música vai onde as pessoas estão

A Escola de Música Fábio Alencar não se limita ao prédio da Rua Olímpio Toti, na região do Borba Gato, pois ela está também em escolas do ensino fundamental, conta com uma segunda sede e está presente em projetos sociais, como o que leva musicalização e ensino de instrumento a crianças oriundas de famílias carentes.

Flávio Alencar passou por várias bandas e escolas de música antes de criar seu próprio método de ensino de música   Foto: João Cláudio Fragoso

Fábio Alencar passou por várias bandas e escolas de música antes de criar seu próprio método de ensino de música Foto: João Cláudio Fragoso

Segundo o professor Fábio Alencar, fundador e principal instrutor da escola, trabalhar em projetos sociais não dá dinheiro, mas resulta em uma satisfação muito grande por estar levando o aprendizado da música a pessoas que talvez jamais estudariam música por falta de dinheiro.

A experiência começou quando ele foi convidado pelo Abrigo Cristo, Deus de Caridade, que atende mulheres com problemas com álcool e droga. “A entidade presta assistência a estas mulheres, porém não tinha como atender também os filhos delas”, destaca. “Por isto, estava precisando de voluntários que pudessem oferecer ocupação às crianças para que elas não permanecessem nas ruas aprendendo coisas erradas. O que estava ao meu alcance era a música e naquele momento senti que devia compartilhar o que aprendi”. ressalta.

Alencar conta que “o ensino da música era apenas uma justificativa para que eu estivesse ali, ao lado daquelas crianças”. Segundo ele, muito mais do que de ensino, elas necessitavam de atenção, compreensão, carinho, e aquela foi uma oportunidade para que ele exercitasse os sentimentos dele. “Para que eu fosse mais humano. Sinto que cresci muito como pessoa ao trabalhar com aquelas famílias”, acrescenta.
Atualmente, o projeto, que tinha apoio financeiro da prefeitura, está paralisado, mas o professor de música torce para estar logo junto ao grupo.

Fim de turno

Enquanto o projeto social não é retomado, o professor leva o ensino de música a crianças de colégios particulares, principalmente, nas escolas Carlos Demia, Notre Dame, Marista e Paraná. Ele aproveita o espaço entre o fim das aulas nestas instituições e a chegada dos pais que vão levar as crianças para casa. “Estou levando o ensino de violão um dia por semana em cada uma das escolas, sempre a partir das 17h30. Assim, os pais e mães não precisam ter pressa para chegar à escola, pois sabem que o filho não está ocioso, está participando de uma ocupação cultural, aprendendo a tocar um instrumento, envolvendo-se com música de qualidade”, afirma.

Estrutura

Mas, o local de trabalho de Fábio Alencar é mesmo na escola que leva o nome dele, onde junto com outros 15 professores oferece aprendizado em vários instrumentos, formação de bandas e coros, ensino do clássico e do popular.
Antes de criar a dele, Fábio foi professor em várias escolas de Maringá, participou de projetos musicais e integrou várias bandas, o que lhe dá uma experiência profissional de mais de 20 anos.

Ele está envolvido com a música desde os 13 anos de idade, quando começou a aprender violão. Com formação em conservatório de violão popular, erudito e guitarra, ele disse que se sentiu compelido a ter a própria escola. “A qualidade de ensino, trabalho, estrutura e o atendimento diferenciado acabaram me destacando e, assim, começamos a escola de música”, declara.

Para começar, contou com a parceria de Ricardo Confessori, ex-baterista das bandas de power metal progressivo Angra e Shaman, que continua ministrando workshops na escola. “Todo conhecimento de banda, estúdio, turnês nacionais e internacionais, gravação de CDs, DVDs, participação em festivais nacionais e no mundo inteiro, enfim, tudo que um músico profissional almeja, o Ricardo Confessori já fez”, conta.

Hoje, a escola oferece estrutura de 12 salas, 15 professores e estúdios para vários tipos de experiências e trabalha com métodos próprios.

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Lei da Integração deve ajudar criadores e abatedouros

A Lei sancionada em maio dispõe sobre os contratos de integração vertical nas atividades agrossilvipastoris, estabelece obrigações e responsabilidades gerais para os produtores integrados e os integradores, institui mecanismos de transparência na relação contratual, cria fóruns nacionais de integração e comissões para conciliação, respeitando as estruturas já existentes

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A Lei 13.288/2016, que ficou conhecida como Lei da Integração, está sendo vista por criadores de frango pelo sistema integrado no noroeste paranaense como uma grande esperança para se evitar problemas como os que atingem o setor atualmente, onde os criadores mal conseguem cobrir os custos de produção e muitas das empresas integradoras estão fechando ou recorrendo a pedidos de Recuperação Judicial.

Agora, com a Lei, ficam finalmente estabelecidas as obrigações e as responsabilidades das empresas com seu integrado e vice-versa”, disse o criador Altacir Peres Rissato, de Paranavaí. Ele acredita que um dos ganhos com a nova Lei é a fixação de valores mínimos a serem pagos ao produtor.

Para o diretor– executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Nilo de Sá, a produção integrada tem um peso relevante no agronegócio, porém vivia um vazio jurídico. “Esta lei é um marco para o setor. Mas o fato de existir uma Lei não redime os problemas que existem; a lei dá o entendimento de que as duas partes precisam sentar e compor uma condição que seja justa para ambos os lados”, entende.

O advogado Tobias Luz diz que agora abatedouros e criadores pelo sistema de integração passam a ter definidos suas responsabilidades e direitos

O advogado Tobias Luz diz que agora abatedouros e criadores pelo sistema de integração passam a ter definidos suas responsabilidades e direitos

O advogado maringaense Tobias Marini de Salles Luz, do Escritório Lutero Pereira & Bornelli, especializado em agronegócio, membro do Comitê Europeu de Direito Rural e coordenador da Agroacademia, explica que a partir de agora os sistemas de integração passam a ser regidos por uma Lei, específica e clara, diferente do que acontecia antes, quando existiam apenas contratos comuns entre as partes, o que gerava sérias questões jurídicas, que resultavam em problemas tanto para o produtor quanto para a empresa integradora.

Casos muito comuns na região aconteciam nas propriedades em que é feita a engorda de frangos, onde empregados da propriedade ao se demitir ou serem demitidos recorriam à Justiça do Trabalho contra a empresa integradora, no caso, os abatedouros.

O contrato de integração deve conter a finalidade, as respectivas atribuições no processo produtivo, os compromissos financeiros, os deveres sociais, sanitários e ambientais, bem como uma série de requisitos essenciais e obrigatórios”, explica Salles Luz, lembrando queo contrato de integração, sob pena de nulidade, deve ser escrito com clareza, precisão e ordem lógica”.

De acordo com o advogado, são requisitos obrigatórios do contrato de integração, dentre outros, a definição das características gerais do sistema de integração e as exigências técnicas e legais para os contratantes, as responsabilidades e as obrigações das partes no sistema de produção, os padrões de qualidade dos insumos fornecidos pelo integrador e dos produtos a serem entregues pelo integrado, as fórmulas para o cálculo da eficiência da produção, as formas e os prazos de distribuição dos resultados entre os contratantes, o prazo para aviso prévio, no caso de rescisão unilateral e antecipada do contrato de integração, as sanções para os casos de inadimplemento e rescisão unilateral do contrato de integração.

Conciliação

A Lei n. 13.288/2016 prevê a criação dos centros de resolução de conflitos, chamados na lei de Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec), encarregados de promover a conciliação em casos de conflito. Em último caso, o julgamento acontecerá na Justiça comum.

Apesar da existência da comissão de conciliação, funcionamento e previsão contratual tenham se tornado obrigatório, isto não significa, em um primeiro momento, que os produtores integrados serão obrigados a resolver seus conflitos nesta comissão. Isto porque a nova lei estabelece como cláusula obrigatória dos contratos de integração a existência e a instituição da Cadec, a quem as partes poderão recorrer para a interpretação de cláusulas contratuais ou outras questões inerentes ao contrato de integração.

Ao estabelecer que as partes “poderão recorrer” à comissão, criou-se uma faculdade, tanto da integradora quanto do produtor integrado, de escolherem apresentar seu problema nesta comissão ou diretamente ao Judiciário. Esta faculdade, todavia, pode desaparecer se no contrato de integração houver cláusula expressa em sentido contrário. Mas isto será matéria de outro comentário, sobre mediação e arbitragem em contratos.

Contratos antigos continuam

O advogado Lutero de Paiva Pereira lembra que integrados e integradores regidos por contratos antigos podem se adequar à nova Lei, se quiserem

O advogado Lutero de Paiva Pereira lembra que integrados e integradores regidos por contratos antigos podem se adequar à nova Lei, se quiserem

O advogado Lutero de Paiva Pereira, especialista em agronegócio e criador da Agroacademia, que oferece material impresso e cursos online sobre agronegócio, foi um dos primeiros a estudar a nova lei e publicou uma cartilha sobre o assunto.

Segundo Paiva Pereira, as novas medidas estão valendo para os contratos firmados a partir de maio. Os contratos antigos continuam valendo de acordo com as regras anteriores, pois qualquer grande mudança, nesse momento, nos contratos firmados antes da nova lei, poderia provocar custos elevados.

O especialista em direito rural esclarece que, se houver acordo entre integrador e produtor integrado, podem ser feitos adendos no contrato ou feito um contrato novo já dentro do que prescreve a nova Lei.

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Zé Galizé procura uma companheira, de preferência, morena

Fernanda Bertola
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S1ou aposentado… Preciso de uma companheira sincera. Essas são algumas das inscrições que podem ser lidas nos cartazes colocados em frente à casa do aposentado José Ribeiro Maia, 59 anos, conhecido pela vizinhança como “Zé” ou “Galizé”.

Os pedidos estão em todos os lugares da casa de Zé, inclusive no muro e no banco onde sente à espera de um amor   Foto: João Cláudio Fragoso

Os pedidos estão em todos os lugares da casa de Zé, inclusive no muro e no banco onde sente à espera de um amor Foto: João Cláudio Fragoso

Zé se casou aos 18 anos, passou alguns outros casado, mas vive sozinho já faz três décadas e meia. Cansado da solidão, decidiu criar uma campanha em busca de uma parceira, incentivado por uma sobrinha e uma cunhada. Com a ajuda delas, foram confeccionados diferentes “anúncios”, afixados na fachada da casa.

Corações, flores e outros desenhos, sempre em tintas coloridas, traduzem a esperança de Zé em encontrar uma namorada. Não poderia faltar junto do texto o número do celular dele, que está sempre ligado para o caso de uma pretendente tentar contato.

O quintal, com jardim bem cuidado, ajuda com uma dose de charme para a casa simples. Quarto, cozinha e banheiro também são bem organizados e, como a parte externa, recebem uma decoração apaixonada. O clima de namoro conta, ainda, com som ambiente: o rádio está sempre sintonizado na emissora que toca músicas propícias.

Pai de quatro filhos, todos casados, e avô de seis netos, Zé demonstra preferência por mulheres morenas, como mostra um dos cartazes. “Pode ser polaca também! Não tem problema”, diz com um pouco de timidez, mas aos risos, que saem sem esforço.

Dentre outras exigências, a candidata precisa estar disposta a se mudar para a casa dele, no caso de o romance engrenar, porque dali ele não sai. “Tenho meus irmãos aqui perto e estou acostumado nesse lugar”, frisa. Ele também pede que a pretendente tenha 60 anos ou menos. “O que importa é que olhar e achar bonita”, completa.

Enquanto não aparece a parceira ideal, Zé não fica em casa, esperando. Para espantar a solidão, aos domingos coloca o melhor traje e incrementa a aparência, da qual ele já cuida – o corte de cabelo, garante, é sempre moderno. O destino dele é o Clube do Vovô, onde é chamado pelo segurança de Neymar, marrento, entre outros apelidos, em razão do cabelo estiloso e comportamento peculiar. São essas características que rendem danças, boas amizades e até a descoberta de pretendentes.

2010PLEMENTOS-14I01Zé está nessa busca há alguns anos, mas acredita que conseguirá atingir o objetivo. Ele ressalta ser outra pessoa, desde que se separou. Por causa de problemas de coração e pressão, abandonou a bebida e, há alguns anos, leva uma vida tranquila. “É duro, mas eu até rezo. De vez em quando, eu tenho alguns encontros, mas quero arrumar um lance sério. Uma hora dá certo”, declara.

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Vicente Pimentel foi o cara a ser batido nas pistas

Por vários anos da década de 1970, Pimentel era o cara a ser batido no atletismo paranaense. Por anos ninguém andou na frente dele e mesmo os melhores fundistas do Estado só o viram pelas costas. Com ele inscrito em uma prova, os demais se sentiam vitoriosos se fossem vice-campeões.

Hoje, o ex-campeão Vicente Pimentel transmite seus ensinamentos aos atletas jovens  Foto João Cláudio Fragoso

Hoje, o ex-campeão Vicente Pimentel transmite seus ensinamentos aos atletas jovens Foto João Cláudio Fragoso

Para saber quantas vitórias foram Paraná a fora, só contando as medalhas. Mas, para isto será preciso paciência, porque são muitas. Só dos Jogos Abertos do Paraná (JAPs) são 16. Em três edições seguidas ele venceu as provas dos 800 e dos 1.500 metros, mas teve ano que venceu também a dos 5 mil e dos 10 mil metros, como aconteceu na edição disputada em Maringá, em 1972. Foi campeão em três edições seguidas da Prova Pedestre Sussumo Itami, venceu a 28 de Janeiro, de Apucarana, e foi bicampeão nas duas primeiras edições da Corrida de Tiradentes.

O garoto magrelo e alto fez história nas pistas, a ponto de ter uma corrida com o nome dele disputada todos os anos em Maringá. E, com tantas vitórias, era natural que servisse de inspiração para jovens que se iniciavam no atletismo

Só pelo prêmio

Hoje, aos 65 anos, Vicente Pimentel Dias continua envolvido com as corridas. É o coordenador da Associação de Atletismo de Maringá (AAM) e do projeto Centro de Excelência de Atletismo de Maringá, desenvolvido pela prefeitura em convênio com a Caixa Econômica Federal. Não precisa ficar falando de suas vitórias, mas sempre diz aos mais novos que “hoje corridas de rua viraram uma febre, tem muita gente correndo em Maringá, alguns buscando aprimoramento para competições de alto rendimento, outros correndo pelo simples prazer de correr e há ainda aqueles que estão buscando manter a forma, mas na minha época correr era solitário, havia pouca gente treinando, a cidade não tinha locais adequados para treinos e também não contávamos com qualquer tipo de incentivo”. Ele correu em muitas cidades do Paraná, disputou várias provas em outros Estados e até em outros países, “mas nunca tive qualquer ajuda financeira, nunca tive patrocinador e muitas vezes tinha que arcar com as despesas para viajar”.

O único jeito de ganhar dinheiro com as corridas era vencendo para receber o prêmio, mas nem todas as provas tinham prêmio em dinheiro.

Pioneiro no Borba Gato

Pimentel já era uma lenda quando foi morar no Borba Gato. Sua família chegou quando o Conjunto Habitacional Inocente Vilanova Júnior foi inaugurado, há 40 anos, mas sua ligação com o bairro é muito mais do que a de simples morador.

Quando inaugurou o Colégio Tomaz Edison de Andrade Vieira, em 1982, ele já estava lá, como professor de Educação Física e permaneceu até se aposentar, mais de 30 anos depois. Também foi professor no Centro Esportivo do bairro, que leva o nome de sua irmã Edith Dias, que marcou época também como atleta, como professora e diretora do Tomaz Edison, secretária municipal e vereadora em quatro mandatos.

Com os mestres

A história de Vicente Pimentel começa junto com o nascimento do atletismo em Maringá.

Ele era ainda um menino no final dos anos 70 quando mudou-se de Marialva para Maringá e foi estudar no Colégio Gastão Vidigal, onde estava a nata dos professores de Educação Física, sedentos para fazer o atletismo local ganhar corpo.

No Gastão da época, além de espaço e aparelhos para treinamento, o jovem atleta que surgiu como promessa tinha orientação de gente como os professores/técnicos Antonio Yamamoto, Antonio Nakaia, Dalisbor Gomes de Oliveira, Jair Venâncio, Victor Shiguinov e Joaquim Martins Jr, que foram responsáveis pelo surgimento de atletas em várias modalidades, entre eles Vicente Pimentel, que surgiu para o atletismo paranaense nos Jogos Abertos do Paraná e venceu em todos os anos enquanto era estudante.

Ele fez parte da primeira turma do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e como professor deu a jovens talentos as mesmas lições que recebeu de Dalisbor, Shighinov, Venâncio…

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