Mês: novembro 2016



Crânio de pioneiro ia ser usado como peça de decoração

O crânio de um falecido morador de Cruzeiro do Oeste virou objeto de decoração.

A cabeça foi encontrada pela polícia em poder de um morador do Jardim Alto da Glória, que disse que achou a ossada próximo ao cemitério da cidade.

O homem informou que pretendia envernizar a caveira usá-la como peça de decoração em casa.

A Polícia Militar foi ao cemitério e encontrou vários túmulos violados, mas não teve como comprovar quem seria o autor. Mesmo assim, o homem foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos.

O crânio apreendido deverá passar por um exame de DNA para identificação, afim de a polícia saber para qual dos túmulos deve voltar.

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Cianortenses choram a morte do ídolo Danilo

Fotos: João Cláudio Fragoso

A pacata Rua Francisco Tourinho, na Vila 7, que passa na lateral da Igreja Sagrado Coração de Jesus, ontem passou o dia com o trânsito impedido e centenas de pessoas em frente a casa número 207, com muitas pessoas chorando a morte do goleiro Marcos Danilo Padilha, uma das vítimas da queda do avião que transportava o time da Chapecoense para o início da sua primeira decisão de título internacional, em Medeln, na Colômbia.

Laíde é confortada por conhecidos no momento da confirmação da morte do filho

Laíde é confortada por conhecidos no momento da confirmação da morte do filho

A casa onde mora o casal Alaíde Celine Padilha e Nilson Padilha, pais do goleiro, mais a irmã Daniele, esteve cercada por antigos conhecidos da família, amigos de infância, jogadores e ex-jogadores que atuaram com Danilo no Cianorte Futebol Clube, onde o atleta esteve nas equipes de base e depois teve duas passagens como profissional. Também integrantes da imprensa passaram o dia diante da casa, inclusive representantes de grandes veículos de comunicação, como as redes Globo, Record e SBT.

O clima era de muito sofrimento, pois além da morte do ídolo do bairro, informações desencontradas só pioravam a situação. A mãe e o pai do jogador, Alaíde e Nilson Padilha, receberam a primeira informação da queda do avião ainda durante a madrugada, mais tarde ficaram sabendo pela televisão e internet que Danilo havia sido resgatado com vida e por volta das 10 horas chegou a notícia de que ele não resistiu aos ferimentos, mas até por volta das 14 horas várias informações desencontradas tumultuaram a ponto de o casal decidir que só aceitaria informações se fossem oficiais, dadas pela diretoria da Chapecoense. “É uma notícia diferente a cada minuto. Meu coração está despedaçado. Eu jamais achei que passaria por esse momento. Não consegui assimilar. Não está sendo fácil. Não temos notícias concretas. Cada um fala uma coisa. Vamos aguardar a confirmação para saber se foi dada a morte dele mesmo. Ninguém falou ainda: ‘seu filho, foi'”, disse Alaíde, funcionária de uma emissora de rádio de Cianorte.

A comunicação definitiva só chegou no final da tarde, motivo de desespero para a família e para as pessoas que tinham levado seu apoio.

Nilson (de camisa vermelha) foi o último membro da família a falar com Danilo, horas antes do acidente na Colômbia

Nilson (de camisa vermelha) foi o último membro da família a falar com Danilo, horas antes do acidente na Colômbia

O último membro da família a falar com Danilo foi o pai, Nilson, por volta das 14 horas da segunda-feira. “Sempre que ia viajar, ele telefonava, falava comigo e com a mãe. Na segunda-feira só eu estava em casa na hora, conversamos um pouco e eu desejei a ele que continuasse fazendo aquelas defesas marivilhosas, como as que levaram a Chapecoense à final da Copa Sul-Americana”, disse.

Luto por 6

O prefeito Claudemir Bongiorno decretou luto oficial de três dias no município pela morte não somente de Danilo, mas também do técnico Caio Júnior e os jogadores Thiaguinho, Gimenez, Marcelo e Ailton Canela que também atuaram na cidade. Três deles ainda tinham contratos vigentes com o clube da cidade.

Caio Júnior sempre esteve em alta na consideração do torcedor do Cianorte, pois conseguiu levar o clube a uma final e a uma participação histórica na Copa do Brasil, quando derrotou o Corinthians por 3 a 0 em partida realizada no Estádio Willie Davis, em Maringá. O Cianorte Futebol Clube suspendeu suas atividades por tempo indeterminado.

Menino da Vila

Ainda menino, Danilo já era destaque como goleiro em equipes infantis, como mostra a foto divulgada por amigos em redes sociais

Ainda menino, Danilo já era destaque como goleiro em equipes infantis, como mostra a foto divulgada por amigos em redes sociais

Danilo é ídolo da Vila 7, onde os moradores não se furtam em demonstrar admiração pelo garoto que viram crescer no bairro, a ponto de em um dos bares mais frequentados da vila estar exposto um banner gigantesco com a foto do goleiro fazendo uma de suas defesas históricas.

Nestes últimos jogos da Copa Sul-Americana, cada vez que ele tinha uma grande atuação, no outro dia só se falava no Danilo, o povo daqui tinha muito orgulho dele”, comentou o aposentado Hélio Bodezan, vizinho da casa em que o goleiro cresceu e seus pais e a irmã Daniele continuam morando.

Desde cedo todo mundo sabia que o Danilo ia ser um grande goleiro”, comentou o agricultor Antonio Geraldo Segatini, que também foi vizinho e há muitos anos é amigo da família. “Os times eram de garotos, mas ele era diferenciado, mostrava uma categoria acima dos demais e tinha personalidade”.

Quando alguém falava do garoto que surpreendia por suas defesas, apontava para o campo de futebol que fica do outro lado da rua, bem em frente a casa em que Danilo Padilha cresceu. “A gente só cruzava a rua, o campo estava à disposição da gente o tempo todo”, disse o amigo Sérginho Feitosa, que estava com vários rapazes que também foram amigos de infância e de bola de Danilo. “Nós tivemos que trabalhar, mas ele se destacou também no futsal e logo chegou aos times de base do Cianorte. Da base para o time titular foi um pulo”.

Lorenzo, aos dois anos, se espelha no pai e também quer ser goleiro

Lorenzo, aos dois anos, se espelha no pai e também quer ser goleiro

Profissionalizado, Danilo foi reserva, depois titular do Leão do Vale, esteve emprestado no Arapongas, depois no Operário de Ponta Grossa e acabou voltando ao Cianorte, onde trabalhou com o técnico Cláudio Tencatti, que depois o levou para o Londrina. Desde 2013 o goleiro estava na Chapecoense, onde tornou-se ídolo, casou-se e é pai do garoto Lorenzo, de dois anos, que sempre o acompanhava nos treinos e até batia bola com os profissionais do clube.

O gol em que o garoto começou a mostrar seu talento está exatamente na frente da casa em que cresceu

O gol em que o garoto começou a mostrar seu talento está exatamente na frente da casa em que cresceu

Segundo o amigo Serginho, desde bem pequeno Danilo já estava definido que seria goleiro. “Ele nunca quis outra posição, sempre jogou no gol e logo mostrou que debaixo do travessão era seu lugar”.

O atleta sempre nos finais de ano passava alguns dias de Cianorte com a mulher e o filho e aproveitavam para bater bola como nos velhos tempos. Segundo o fotógrafo Adalto Santana, amigo do pai do goleiro e que acompanhou o início de sua carreira, “ele nunca mudou, continuou sendo uma pessoa simples, que dava atenção a todo mundo e não esqueceu os velhos amigos”.

Museu

Danilo e o goleador Bruno Rangel, também morto no acidente, exibem as camisas 100

Danilo e o goleador Bruno Rangel, também morto no acidente, exibem as camisas 100

A casa de madeira da família Padilha guarda muitas lembranças da carreira do filho ídolo, como bandeiras dos clubes onde ele atuou, troféus e a famosa camisa número 100, da Chapecoense, que ele usou em sua centésima partida pelo clube catarinense. A 150 também já chegou e só não está exposta porque o pai do goleiro, Nilson, mandou colocá-la em uma moldura e ainda não a recebeu de volta.

O desejo do craque era que seus pais guardassem suas relíquias para que no futuro, depois que ele encerrasse a carreira, transformasse um dos cômodos da casa em um pequeno museu que contasse a história de sua carreira.

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Uva está mais doce e paga melhor o produtor

José Carlos Rolla foi um dos primeiros a colher na nova safra e se surpreendeu com o teor de açúcar de suas uvas   Foto: João Cláudio Fragoso

José Carlos Rolla foi um dos primeiros a colher na nova safra e se surpreendeu com o teor de açúcar de suas uvas         Foto: João Cláudio Fragoso

Desde a semana passada, a uva fina de mesa de Marialva já pode ser encontrada nos supermercados e feiras da região e, para a alegria do produtor, apresenta o mais alto teor de açúcar dos últimos cinco anos. O preço pago ao produtor é outro ponto favorável: média de R$ 6 o quilo, a melhor renda das últimas safras.

A produção de uva vinha acumulando safras ruins há uns quatro ou cinco anos, algumas por excesso de chuva na fase de preenchimento dos frutos, outras por falta de chuva e houve caso em que praticamente todas as parreiras do município foram danificadas por geadas ou chuvas de granizo”, diz o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Valdinei Cazelato, também produtor, que cita que outro problema enfrentado nas últimas safras foi a concorrência de uva de outras regiões brasileiras, sobretudo do Nordeste.

Neste ano o inverno foi bastante rigoroso, fazendo com que as parreiras produzissem menos. A previsão dos técnicos e dos produtores é de que a produtividade ficará entre 15 toneladas e 18 toneladas por hectare, ao passo que uma safra considerada normal alcança 20 toneladas por hectare. Em contrapartida, a combinação de frio, seguido de chuva e depois um período longo de sol forte ajudou a melhorar o teor de açúcar.

A julgar pelas primeiras uvas colhidas, vamos ter a safra mais doce dos últimos anos”, diz o produtor José Carlos Rolla com sua experiência de 24 anos, com 48 safras colhidas. Ele foi um dos primeiros a colher, ainda na semana passada, e só ouviu elogios à qualidade da fruta.

Apenas alguns produtores começaram a colher e eu mesmo fiz apenas uma experiência”, diz Rolla, explicando que o grosso da colheita começa na primeira semana de dezembro e prossegue até janeiro. “Tudo leva a crer que esta safra de verão – há uma colheita também em junho/julho – será muito boa para o produtor de Marialva, primeiro porque está vindo uma uva de primeira, segundo porque há pouca uva na região e isto vai ajudar a conseguirmos um preço bem superior ao das últimas safras”.

No início de dezembro acontece uma reunião dos técnicos da Emater, Secretaria Estadual da Agricultura e prefeitura para avaliar a safra, quando será possível estimar quantas toneladas de uva Marialva vai colher neste ano.

Diversificação

A Emater e a prefeitura continuam com um projeto de diversificação da produção agrícola em Marialva, uma estratégia para que os produtores não fiquem na dependência apenas da uva e dos humores do clima. Desde o ano passado, cerca de 30 pequenos proprietários rurais incluíram a produção de morango semi-hidropônico em suas propriedades, outros, além da uva, estão produzindo hortaliças e alguns se dedicam também à produção de flores.

Em dezembro, um grupo de 20 produtores inicia o plantio também de goiaba. “Acho que vai ser uma experiência interessante, porque a goiaba produz bem no nosso tipo de solo, depende pouco das mudanças do clima e quase não precisa de defensivos”, diz Nelson Tamura, um produtor tradicional de uva que aderiu ao morango, cultiva também hortaliças e agora vai experimentar a goiaba.

550

é a quantidade de hectares ocupados por parreiras no município de Marialva

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Paróquias oferecem atendimento psicológico gratuito a famílias carentes

Imagem meramente ilustrativa

Imagem meramente ilustrativa

Nunca antes na história da Arquidiocese de Maringá tantos psicólogos se voluntariaram para oferecer, gratuitamente, atendimento psicológico a pessoas de baixa renda. Só na Catedral Nossa Senhora da Glória cerca de 70 profissionais participam da Ação Psicológica da Pastoral Social, atendendo de um a quatro pacientes por semana, trabalho que acontece também em outras paróquias. Antes, eram de 15 a 20 os psicólogos da Catedral.

Magnéia Rocha, coordenadora da equipe de psicólogos que atende na Catedral

Magnéia Rocha, coordenadora da equipe de psicólogos que atende na Catedral

Com este trabalho estamos ajudando pessoas, às vezes famílias inteiras, que não teriam como pagar por atendimento em uma clínica, mas ele é importante também para o profissional, que aprende muito com a experiência”, diz a coordenadora da Ação na Catedral, psicóloga Magnéia Rocha. “É uma doação que os profissionais estão fazendo, que não custa nada para eles, mas é de grande valia para quem precisa”, completa a também psicóloga Rosemary Parras Menegatti, que lidera a equipe que atende na Paróquia Bom Jesus de Praga/São Francisco Xavier, no Jardim Novo Horizonte.

A diarista Jacyra M., moradora no Conjunto Ney Braga, diz só ter a agradecer pela existência da assistência psicológica na igreja católica. “Minha família está passando por certos problemas, que estão afetando as crianças, inclusive na escola. Foi a escola que encaminhou meu menino para uma psicóloga da igreja e já nos primeiros encontros percebi a mudança, para melhor, é claro, no comportamento dele, que agora vai bem na escola também”.

Segundo Jacyra, ela não teria como pagar por sessões em uma clínica. “Este é um trabalho que pode trazer grande alívio a quem está com problemas e não tem como pagar”, diz ela.

Segundo Magnéia Rocha, o trabalho na Catedral é a menina dos olhos do padre Virgílio Cabral dos Santos, que deu início à Ação ainda quando trabalhava na paróquia de Jandaia do Sul. “Está dando tão certo que sempre estão surgindo mais psicólogos dispostos a ceder um pouco de seu tempo para ajudar quem precisa”, explica, lembrando que a equipe conta com o apoio também de psiquiatras, nutricionistas e fonoaudiólogos.

Na Paróquia Bom Jesus de Praga/São Vicente Xavier o trabalho está passando por uma reestruturação, com um projeto que envolve o padre Nelson Molina, a ex-coordenadora Alessandra de La Torre e a nova coordenadora, Rosemary Menegatti. “O atendimento começou há 16 anos, por iniciativa dos padres Pedro Ryô Tanaka e Sidney Fabril, e estamos reestruturando para direcionarmos melhor a quem realmente precisa de nosso apoio”, diz Menegatti.

Rosemary Menegatti, coordenadora da ação na Paróquia Bom Jesus de Praga/São Francisco Xavier

Rosemary Menegatti, coordenadora da ação na Paróquia Bom Jesus de Praga/São Francisco Xavier

Segundo ela, a procura nunca esteve tão grande quanto ultimamente. A maioria dos casos é de crianças encaminhas pelas escolas, donas de casa em processo depressivo, pessoas que ficaram viúvas ou estão se separando de seus cônjuges, pessoas que sofreram perda de algum ente querido, além de quem recebeu dianóstico de alguma doença grave.

Na Paróquia São Miguel Arcanjo, no Jardim Aeroporto, o trabalho também já é antigo e a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Esperança, vai oferecer o serviço em breve.

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Morre o craque Haroldo, bicampeão pelo Grêmio Esportivo Maringá

O craque Haroldo no gramado do Willie Davis em dia de treino

O craque Haroldo no gramado do Willie Davis em dia de treino

Morreu em Ilhéus, na região cacaueira da Bahia, o ex-jogador do Grêmio Esportivo Maringá Haroldo dos Santos Jarra, de 79 anos, que foi bicampeão paranaense pela equipe de Maringá.

Haroldo atuou pelo Grêmio nas temporadas de 1963, 64, 65 e 66, depois jogou pelo Atlético de Apucarana e pelo Metropol de Criciuma, em Santa Catarina.

Antes de vir para Maringá ele jogava na Portuguesa, clube paulistano que na época fazia frente a Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos.

Foi na Lusa que ele iniciou a carreira no futebol, jogando ao lado de craques como Djalma Santos, Ipojucã, Edmur, Julinho, Juths, Ocimar, Nena e Noronha, que integrou a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950.

haroldojarranogremiomaringaO craque casou-se com a irmã de outro jogador do Grêmio, o atacante Luiz Roberto, e encerrou a carreira atuando pelo Flamengo de Ilhéus. Após pendurar as chuteiras, continuou morando na cidade baiana.

E entrevista ao historiador Marcelo Dieguez, o craque citou quais jogos considerava mais importantes em sua carreira. “Um contra a Seleção da Rússia, com o lendário Yashin no gol. Ganhamos no Willie Davis por 3 a 2 dessa mesma seleção que havia ganhado da Seleção Brasileira, ocasião

Foto de Haroldo tirada no ano passado, com Reginaldo Aracheski

Foto de Haroldo tirada no ano passado, com Reginaldo Aracheski

em que fui considerado um dos melhores em campo. Outro jogo foi contra o Rapid de Viena, também no Willie Davis, que ganhamos com folga e fui considerado o melhor em campo. O terceiro foi uma belíssima vitória contra a Seleção da Romênia. O time do Grêmio Maringá era muito bom”.

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Professor Paulinho inspira músicos


Com mais de 30 anos de experiência, mestre ensinou centenas de alunos, entre eles o cantor Luan Santana

Raíssa Vaz
Especial para O Diário

Como professor, Paulinho coleciona muitas histórias ao longo da carreira    Foto: João Cláudio Fragoso

Como professor, Paulinho coleciona muitas histórias ao longo da carreira Foto: João Cláudio Fragoso

Com mais de trinta anos passando conhecimentos de música, Paulo Lima, o professor Paulinho, como é chamado pelos conhecidos e alunos, já inspirou, ensinou e aprendeu. Ele conta que, desde criança, sempre gostou de tocar e cantar. Em 1998, depois de treze anos ensinando em várias escolas, decidiu montar uma própria, com cursos de bateria, violão, guitarra, baixo, violino, viola caipira, teclado, além de aulas de técnicas vocais e preparatórias para vestibular de Música.

Na escola, localizada na Avenida Paissandu, na Vila Operária, o professor Paulinho diz colecionar histórias lindas e emocionantes de alunos. Inclusive, o astro da música brasileira, o cantor Luan Santana, teve aulas com ele.

Dentre os momentos emocionantes, Paulinho destaca ter ensinado um senhor de 82 anos. Durante seis meses, ele estudou a aprendeu a tocar violão. Para o professor não existe impedimento para aprender a tocar ou cantar. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode realizar o desejo, desde que queira e esteja disposto a treinar, ensaiar e vivenciar de verdade a música.

A escola, que permanece no mesmo endereço ao longo desses 18 anos, atrai alunos não são só do bairro, mas também de cidades vizinhas, como Paiçandu, Paranavaí, Sarandi, entre outros.

O diferencial que o professor afirma ter é que as turmas são muito diversificadas, o que ao final, provoca uma troca muito boa. Os próprios alunos desenvolvem as próprias técnicas deles, que facilitam a aprendizagem.

De acordo com ele, a aptidão para a música é fácil de ser adquirida. “Muito se fala que as pessoas precisam ter o dom para a música, para tocar um instrumento ou para cantar. Eu acredito que vai além. A determinação em aprender um instrumento e a vontade de cantar são mais que fundamentais para adquirir essa aptidão”, opina.

Para o professor, o grande prazer de dar aulas é ver o reconhecimento dos alunos e o crescimento deles não só na música, mas como pessoa.

Paulinho declara que a música é um dos grandes prazeres da vida e quem aprecia é mais feliz e leve. Engajado com projetos sociais, ele garante que a música é um grande aliado para males, como depressão, solidão e ansiedade, um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade hoje em dia. Com visita a asilos e comunidades carentes, o professor afirma que tenta levar um pouco de alegria e conforto, “aos mais necessitados”, por meio da música.

Ele acrescenta que as crianças e jovens, que são incentivados, desde cedo, a aprenderem algum instrumento, apresentam uma evolução, “que floresce”. Ele diz que eles passam a apresentar um melhor desempenho escolar, social e até mesmo profissional, pois, além de estimular sentidos e aptidões, a música é um disciplinador.

Para os que cantam, é preciso ter cuidado com a voz, alimentação e bem estar, para ter um bom desempenho vocal, além do estudo. Para quem toca, é preciso ensaios, dedicar tempo “tirando música” e ensaiando, para que consigam, de fato, ter o conhecimento aprimorado e memorizado.

Paulinho afirma que a técnica e as aulas também são fundamentais para que se possa conhecer estilos, notas, acordes, potências vocais , além de desenvolver estilo e preferência. Para ele, tudo é válido para aprender, e conhecimento e aptidão só são atingidas com muito treino, tempo, dedicação e vontade.

Hoje, a escola reúne mais de 120 alunos, que frequentam os cursos oferecidos. Outros cem, participam dos projetos sociais, como música nas empresas, igrejas e entidades assistenciais. Ao todo, oito professores se revezam, de segunda-feira a sábado, no comando das aulas.

Ao menos, duas vezes por ano, a escola promove uma apresentação dos alunos. Os recitais são abertos às famílias, amigos e público em geral. “É um momento de eles mostrarem o que aprenderam”, frisa Paulinho.

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Papai Noel já está chegando e o comércio espera o melhor Natal dos últimos anos

Os comerciantes podem se preparar, porque vamos ter o melhor Natal dos últimos três anos”, disse ontem o presidente do Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar), Ali Saadeddine Wardani (foto), com base em 50 anos como lojista em trecho nobre da Avenida Brasil, a poucos metros da Praça Napoleão Moreira da Silva.

Ali Saadeddine WardaniWardani adianta seu otimismo com relação às vendas deste Natal mesmo sem esperar a divulgação do resultado de duas pesquisas encomendadas pela Associação Comercial, uma com a expectativa do comércio e outra feita diretamente com o consumidor. Porém, está de acordo com pesquisas realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais que mostram que, com o aumento do nível do emprego e da renda, pagamento do 13° salário, aliados ao estímulo das promoções, descontos, alongamento dos prazos e outras formas de crediário, o comércio lojista esperando um crescimento 11% superior ao Natal do ano passado.

Este ano não foi fácil para o comércio, o movimento do ano inteiro ficou represado devido às incertezas na economia e na política, mas agora, com a chegada a novembro, já podemos notar uma diferença”, explica o presidente do Sivamar. “Está acontecendo uma movimentação maior e o nivelamento, a estabilidade que está se dando nos últimos meses, está sendo muito benéfico porque o consumidor está em bom nível de confiança, ele já percebeu que os preços não disparam mais nos supermercados e assim consegue fazer um planejamento das compras que pretende fazer no final do ano”.

g_cuca1A Associação Comercial também está confiante em um Natal melhor do que os dois anteriores. “O 13º salário, que começa a ser pago nos próximos dias, vai injetar quase meio bilhão de reais na economia de Maringá, mas levamos em conta também que o período natalino vai abrir cerca de 350 empregos temporários e o dinheiro que for ganho também ser gasto no comércio local”, diz o presidente José Carlos Valêncio, o Cuca (foto). “A economia está longe de ser a ideal, aquela que os comerciantes gostariam, mas já dá para sentir que teremos um Natal com boas vendas”.

 

Chega o Papai Noel

Maringá inicia o mês de novembro com preparativos adiantados para o Natal, comparando-se com anos anteriores. Neste domingo, o shopping Maringá Park abre o Natal 2016 com a chegada do Papai Noel e diversas atrações a partir das 17 horas, com shows de teatro, música e mágica. A chegada do bom velhinho no shopping está marcada para as 19 horas. Ele sairá de carro antigo da praça da prefeitura, às 18h30, e seguirá em carreata com o grupo do Carro Antigo em direção ao Maringá Park, onde haverá uma festa para recebê-lo. O trajeto será animado pela fanfarra de Paiçandu.

Os outros shoppings, inclusive os atacadistas, já estão anunciando promoções natalinas e prêmios que serão oferecidos aos clientes, que vão de vale-compra a carros.

A Genko Calçados é a primeira a iniciar a decoração natalina

A Genko Calçados é a primeira a iniciar a decoração natalina

Uma das mais antigas lojas de Maringá, a Genko, já ergueu sua árvore de Natal, colocou papais noéis em vários pontos e outros adereços. O passo seguinte será colocar os enfeites natalinos nas vitrines. “Estamos começando cedo porque prevemos que neste ano as vendas serão boas e compensarão as dificuldades que comércio teve no decorrer do ano”, disse o gerente de Loja Rodrigo Monteschio Teles. “O consumidor readquiriu confiança na economia e vai voltar a comprar sem medo”.

Segundo Teles, como ainda se fala em crise e o nível de empregos não voltou ao normal, “certamente as pessoas ainda farão economia, ao invés de comprar dois pares de calçados talvez comprem só um, quem vai comprar para a família inteira talvez escolha artigos mais baratos, mas estamos certos que vamos vender acima de 10% do que no Natal passado”.

 

Natal Maringá

Casa do Papai NoelO Natal Maringá, antigo Natal Ingá, neste ano vai contar com a Vila dos Presépios, no Centro de Convivência Renato Celidônio, com um concurso de presépios e atividades artísticas. Na Praça Napoleão Moreira da Silva será instalada a tradicional Vila do Papai Noel e atividades artísticas relativas ao Natal acontecerão em vários pontos da cidade e dos distritos.

Por enquanto a programação do Natal Maringá ainda está em elaboração, sob a coordenação da secretária de Cultura, Olga Agulhon, a presidente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), Luiza Pupin, e a gerente de Turismo, Ivana Murad, e deverá ser divulgada na próxima semana. O objetivo é, além da Vila do Papai Noel e Vila dos Presépios, oferecer pelo menos 160 atividades artísticas, além de decoração de ruas e avenidas e praças. O que já está certo é que o Papai Noel oficial do município chegará no dia 26 deste mês, um sábado.

De acordo com Agulhon, outras secretarias da prefeitura também participarão da elaboração e execução do projeto. “O Natal maringaense já se tornou uma atração turística, pessoas de toda a região vêm a Maringá para ver as atrações natalinas e muitas acabam comprando no comércio local”.

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