Mês: dezembro 2016



Se dizendo policial federal e da equipe de Moro, mulher é presa por racismo

Embriagado, motorista causa acidente e depois ainda tenta agredir policiais que atenderam a ocorrência. A mãe dele chegou pouco depois ainda mais descontrolada, dizendo ser policial federal e da equipe do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Abusando das palavras de baixo calão, a mulher ainda xingou um policial de macaco e porco e acabou presa e agora vai responder por crime de racismo. O pior para ela e o filho não foi só terminar o dia de Natal na cadeia: uma platéia enorme acompanhou o espetáculo, fotografou e filmou tudo.

Veja aqui os detalhes

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Postos de saúde de Maringá têm a maior nota do Paraná

O objetivo do selo é promover o fortalecimento do vínculo entre a equipe do Saúde da Família e os moradores da área atendida

Unidades mantêm agenda de consulta, mas abrem exceções para casos urgentes e atendem em casa pacientes com dificuldades de locomoção

Representantes da Secretaria Estadual da Saúde virão a Maringá na próxima terça-feira para certificar as cinco primeiras Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Paraná a alcançarem o Selo Prata de Qualidade, referente à segurança assistencial do paciente. Três das unidades homenageadas são de Maringá, uma de Astorga e outra de Munhoz de Mello, todas na área da 15ª Regional de Saúde e que no ano passado foram destacadas com o Selo Bronze e a partir de agora pleiteiam o Selo Ouro.

O selo é um reconhecimento às unidades que alcançaram resultados satisfatórios no projeto de Tutoria do Apsus – que é o programa de qualificação dos profissionais que atuam nos municípios, porta de entrada do Sistema Único de Saúde – na atenção primária à saúde, o que significa que os profissionais que atuam nas unidades atenderam uma série de exigências que atestam a qualidade dos serviços prestados à população. Segundo o secretário Michele Caputo Neto, a intenção é valorizar o trabalho de excelência desenvolvido pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF).

Esta é uma estratégia motivacional”, diz o secretário, explicando que o projeto de tutoria dá continuidade ao processo de educação permanente dos profissionais da saúde para a melhoria do atendimento na rede pública. “Obras e equipamentos são importantes, mas o que realmente faz a diferença é a equipe de saúde, aquela que recebe as pessoas na unidade, que vai aos pacientes estratificados, que se dedica incansavelmente para o bem-estar das pessoas”.

A médica Denize Batilane e a enfermeira Marcielle Cordioli atendem a gestante Girlene Cardoso, paciente de alto risco

A dona de casa Girlene Morais Cardoso, grávida de cinco meses de seu terceiro filho, tem a gestação acompanhada de perto pela equipe do Programa Saúde da Família da UBS Céu Azul, a primeira de Maringá a ter tutoria e receber certificação já no ano passado, quando recebeu o Selo Bronze. Considerada paciente de alto risco por ter problemas na tireoide, ela está na agenda de consultas da UBS e, quando não pode ir à unidade, é visitada em casa pela equipe chefiada pela médica Denize Sutil Batilane.

Equipe comemora o Selo Prata

Ontem Girlene estava agendada para atendimento na UBS, compareceu, fez todos os exames e saiu elogiando a atenção da equipe e a facilidade para ser atendida. Segundo ela, isto acontece desde o nascimento de seu primeiro filho, há três anos, cuja gravidez coincidiu com a inauguração da UBS Céu Azul.

Nossa unidade tem estrutura para duas equipes do Saúde da Família, mas com apenas uma conseguimos atender um contingente de aproximadamente 5 mil pessoas do Jardim Céu Azul e bairros vizinhos, 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz a enfermeira Marcielle Cordioli Deringer da Silva.

De acordo com a enfermeira, em sua área de abrangência a equipe procura formar vínculo com os pacientes, com acompanhamento principalmente de gestantes e pacientes estratificados, aqueles que, pela gravidade de seus casos, precisam receber atendimento em domicílio, como hipertensos graves, pessoas que sofreram derrames, acidentados, idosos, deficientes físicos ou qualquer outra razão que comprometa o acesso à UBS. “Temos uma agenda de consultas, mas qualquer caso de urgência, como uma crise renal, elevação de pressão, o atendimento é imediato, podendo o paciente ser encaminhado por nós à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em busca do ouro

O vínculo entre a equipe e a comunidade foi o motivo da conquista do Selo Prata

Quando Maringá entrou no programa de tutoria do Apsus, o objetivo era motivar as equipes do Programa Saúde da Família a melhorar a gestão de seu trabalho e, com isto, proporcionar um atendimento ainda melhor à população”, disse a gerente de Saúde da Família da Secretaria de Saúde de Maringá, enfermeira Andreia Medeiros Maruiti. “A tutoria acompanha a prática do dia a dia na UBS e fora dela, o trabalho dos membros da equipe, a gestão da qualidade e os resultados.

Segundo ela, primeiramente a tutoria verifica a situação da unidade, como a estrutura, o acesso, as condições de trabalho, o que garantiu a três unidades o Selo Bronze no ano passado. Para chegar ao Selo Prata, foi verificado a manutenção dos critérios analisados no ano passado, mais o comprometimento da equipe. “O comprometimento vai desde a zeladora e o vigia, até o médico”, explica.

Maruiti explica que neste ano, as UBS Céu Azul, São Silvestre e Jardim Universo foram tutoriadas, além da Unidade Piatã, que recebe acompanhamento da tutoria, mas ainda não tem resultado.

Maringá tem 35 UBS e, segundo a gerente do SF, o objetivo é que os critérios que levaram três à certificação sejam aplicados em todas. “Agora, vamos para o nível mais exigente e certamente daqui a um ano estaremos comemorando o Selo Ouro, que nunca foi obtido por nenhuma UBS no Paraná”.

Mais uma vez, Maringá é evidenciada pelos bons serviços prestados à população. Saímos do Selo Bronze, conquistamos o Selo Prata e somos um dos primeiros municípios a alcançar excelência em saúde pública”, comemorou o prefeito Roberto Pupin (PP).

A cerimônia de certificação das três UBS de Maringá, mais a Tancredo Neves, de Munhoz de Mello, e Vitória Régia, Astorga, acontece no dia 20, às 9 horas, no auditório do Edifício Aspen.

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entre as 1,8 mil UBSs paranaenses, participam do projeto de tutoria

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Cantor sertanejo é preso por não conseguir pagar pensão da filha

Thiago Servo, da dupla Thiago e Thaeme, é maringaense

Thiago Servo, da dupla Thiago e Thaeme, é maringaense

O cantor e compositor sertanejo Thiago Servo, integrante da dupla Thiago e Thaeme, continua preso na carceragem da Delegacia de Polícia de Jacareí, no interior de São Paulo. Ele foi preso quando realizava um show em uma boate local.

Segundo a assessoria de imprensa do cantor, ele deve R$ 800 mil de pensão alimentícia para a filha mais nova, de 4 anos, fruto de um relacionamento com uma mulher de São Paulo.

A assessoria disse que há má fé no pedido de prisão do cantor. “Inclusive o Thiago foi proibido de visitar a criança. A mãe sempre exagerou nas exigências. Quando a criança nasceu, ela contratou uma babá que custava R$ 7 mil por mês. A pessoa quer manter um padrão muito alto e o Thiago não consegue arcar”, informou a porta voz de Thiago.

Thiago iniciou a carreira em Maringá. Ele é filho do falecido Nilton Servo, que foi presidente do Grêmio e candidato a prefeito de Maringá e de Nova Esperança.

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Morre médico Leandro Luz no dia em que completava 95 anos

Foi sepultado nesta sexta-feira o corpo do pioneiro Leandro Luz, morto na quinta-feira aos 95 anos. Ele foi um dos primeiros médicos a chegar em Maringá e até dois anos atrás ainda clinicava, só parando devido ao avanço da idade.

Uma semana antes do falecimento, tive uma conversa com o médico, que apesar da idade avançada e dos vários problemas físicos, continuava lúcido, falante e bem humorado. Veja o texto publicado há uma semana em O Diário.

95 de idade, 70 de Maringá e milhares de curas

Dos moradores do começo da história de Maringá não há (ou não houve) quem não tenha conhecido o doutor Leandro Luz. Afinal, por algum tempo ele foi o único médico ativo do lugar e continuou trabalhando até bem pouco tempo atrás, quando decidiu fechar sua clínica devido ao avanço da idade. Aos 95 anos, dos médicos pioneiros, é o único que está vivo e com disposição e boa memória suficientes para contar como eram os primeiros dias do lugarejo no meio da mata que deu origem à cidade.

“Era um período muito complicado para um médico, pois vinham pacientes de toda a região, das fazendas, das derrubadas de matas, e não havia estrutura para oferecer um bom atendimento”, lembra o baiano que chegou ao Maringá Velho em 1946, pouco depois de se formar em Medicina pela Universidade Federal da Bahia.

Quando o doutor Leandro chegou, o médico que já estava em Maringá era Laffayete Tourinho, que tinha um pequeno hospital no Maringá Velho, mas não estava trabalhando. Depois, o também pioneiro Gerardo Braga, que clinicava no Maringá Velho, construiu um hospital no Maringá Novo, na Avenida Abolição, hoje Avenida Cidade de Leiria. “Mas, eu fiquei independente, tinha meu próprio consultório, bem no centro da cidade”, recorda.

Dr. Leandro, com a mulher Marilene Foto: João Cláudio Fragoso

Dr. Leandro, com a mulher Marilene Foto: João Cláudio Fragoso

Na verdade, o objetivo do doutor não era Maringá. Ele saiu da Bahia atraído pela propaganda que a Companhia Melhoramentos fazia do norte do Paraná para trabalhar em um hospital de outra cidade da região (que ele prefere não dar o nome para evitar constrangimentos), mas se assustou quando viu que o hospital de Madeira tinha debaixo do assoalho uma criação de porcos. No susto, saiu imediatamente da cidade e veio parar em Maringá, de onde nunca mais saiu.

“Muitas vezes chegavam trabalhadores feridos na derrubada de matas e precisavam de cirurgia urgente, tínhamos que fazer tudo sem as instalações ideais, mas sempre dava certo.”

O doutor Leandro era considerado uma das pessoas mais cultas da cidade e participou de quase tudo que aconteceu no desenvolvimento local, como o surgimento das primeiras entidades e clubes de serviço. Na década de 1950, ele presidiu o Aero Clube, o clube social pioneiro, que reunia a sociedade nos principais eventos.

Às vésperas de completar 95 anos, com dois filhos médicos, um advogado e outro trabalhando também na área da saúde, Leandro diz sentir-se realizado, tanto profissionalmente, quanto como cidadão de uma Maringá que ele viu nascer no meio da mata, crescer e se tornar uma das melhores cidade do Brasil.

Marilene

A mulher do doutor Leandro, Marilene Scramin Lopes, também é pioneira. Ela é filha de José Fernandes Lopes, um dos primeiros contadores da cidade, e Antonieta Scramin, sobrinha do comerciante Napoleão Moreira da Silva, que foi vereador na primeira legislatura. Marilene é do tempo da Maringá em que as aulas aconteciam nas casas das professoras, cresceu junto com a cidade, se formou na primeira turma da escola normal e depois no Colégio Gastão Vidigal.

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