Mês: janeiro 2017



Ex diz que não quer briga, mas dá o troco em prefeito

Geraldo Irineu

O radialista Geraldo Irineu, que foi o assessor de Imprensa da administração Carlos Alberto de Paula, em Sarandi, não teve preocupação em procurar emprego em qualquer emissora de rádio ao final da administração. Ele vai continuar assessorando De Paula, o que significa que o ex-prefeito tem pretensões para as eleições de 2018.

Arquimedes Bega Ziroldo

O ex-prefeito de Astorga Arquimedes Ziroldo, o Bega, tão logo deixou a prefeitura assumiu como administrador do Consórcio Público Intermunicipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbana de Astorga, o Cindast, que já conta com a participação de mais de 80 cidades.

Afinal, ninguém entende mais de consórcios públicos do que ele na região. O Cindast é uma experiência inédita no Brasil e ajuda as prefeituras a asfaltar ruas e avenidas por menos da metade do que pagariam se o trabalho fosse feito por uma empreiteira.

Minas Gerais deve receber mais ‘turistas’ neste ano do que a Torre Eiffel e a Disneylândia. Quase todo mundo que procura as salas de vacina procurando se vacinar contra a febre amarela diz que está se prevenindo porque vai viajar para Minas.

Em Maringá, mais de 70 pessoas por dia têm procurado a sala de vacina da Secretaria de Saúde para tomar a dose, mas o número é muito maior, já que a imunização pode ser feita também em qualquer uma das 35 Unidades Básicas de Saúde.

Prefeito Walter Volpato, de Sarandi

Pensávamos que o trem estava andando. Mas, estava parado e fora da linha”, disse o prefeito de Sarandi, Walter Volpato (PSDB), ao falar na manhã de ontem de um levantamento realizado por sua equipe “para tomar pé” da situação da prefeitura que ele assumiu no início deste mês. “Quiseram nos atrapalhar, mas o povo e a cidade foram os mais prejudicados”.

O prefeito, que não descarta a possibilidade de contratar uma auditoria na prefeitura, disse que o levantamento tinha o objetivo de orientar a nova administração a definir quais áreas seriam prioritárias, mas o que encontrou foi “uma longa lista de problemas que expõe uma casa em desordem e o descaso com o bem público”.

Quatro ambulâncias da Secretaria de Saúde de Sarandi estão paradas por falta de manutenção

Pelo que foi apurado pelo estudo, a Secretaria de Saúde dispunha de apenas uma ambulância funcionando quando Volpato assumiu, embora no pátio estivessem outras cinco sem condições de uso por falta de manutenção. Situações semelhantes ocorriam em todas as secretarias, onde carros estavam encostados por falta de peças ou conserto. A Unidade Básica de Saúde (UBS) Rio de Janeiro não teve as obras concluídas, o Centro de Atendimento Odontológico com equipamentos e instalações em estado de abandono e o número de médicos para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nos postos de saúde era insuficiente.

A Secretaria de Saúde já fez a contratação de novos médicos e outros deverão ser contratados nos próximos dias”, disse o prefeito, afirmando que sua administração procura viabilizar o quanto antes a conclusão de obras não terminadas e melhorias em algumas que estão em estado de abandono, como os ginásios de esportes, Cemitério Municipal, ruas e avenidas que estão esburacadas mesmo tendo asfalto.

Para recuperar a malha viária, uma das questões emergenciais, o prefeito conseguiu aprovação na Câmara de Vereadores para adquirir massa asfáltica por meio do Consórcio Público Intermunicipal de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbana de Astorga (Cindast). A compra pode gerar uma economia de 30% a 40% para o município, segundo ele.

Volpato criticou que o dinheiro público vinha sendo investido em Sarandi sem definir prioridades, de modo que enquanto alguns setores estavam praticamente parados por falta de recursos, o dinheiro era aplicado em áreas sem grande importância para a coletividade. “O estádio municipal foi inaugurado sem estar concluído”, disse o prefeito, reclamando que muito melhor seria aproveitado o dinheiro público se a prefeitura tivesse construído quatro campos simples de futebol em diferentes pontos da cidade, que pudessem ser utilizados por quaisquer cidadãos nos finais de semana. “Está lá uma obra cara, sem terminar, e que a cidade não tinha necessidade no momento”.

Críticas foram feitas também pelo fato de a prefeitura manter um cemitério de sucatas, onde estão restos de 48 veículos, apodrecendo ao relento, sem proteção contra a formação de criadouros do mosquito da dengue. “São pagos R$ 6 mil por mês de aluguel do terreno, mas vamos acabar com esta despesa e com este monte de sucatas”, disse, esclarecendo que já determinou à sua equipe que prepare um leilão das sucatas.

Segundo o prefeito, apesar de ser um município com cerca de 100 mil habitantes, Sarandi tem uma arrecadação pequena “e corre o risco de ficar ainda menor, porque algumas de nossas maiores empresas estão com dificuldades financeiras”. Uma das primeiras alternativas que a nova administração apresenta é a criação de um novo distrito industrial para atrair novas empresas que possam gerar empregos e tributos. “Qualquer loteadora que quiser abrir loteamentos em Sarandi, a partir de agora, terá que investir o equivalente a 30% do valor do loteamento na aquisição de terrenos no distrito industrial que vamos criar na divisa com Marialva.

De Paula, diz que não quer briga, mas dó o troco.

Ex-prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior

Só na Águas de Sarandi deixei R$ 5 milhões em caixa, o que dá para ele comprar duas Hilux zero quilômetro e ainda ter uma sobra de R$ 4,8 milhões”, disse o ex-prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (sem partido), depois de saber das críticas feitas por seu sucessor.

Sem citar o nome de seu antecessor, o prefeito Valter Volpato afirmou que “tentaram dificultar o início de nossa administração” ao referir ao fato de a prefeitura ter cancelado 19 das licitações abertas no final do ano. “Eram licitações importantes para que começássemos a gestão trabalhando, como a para a compra de massa asfáltica, compra de peças para veículos quebrados e até oficinas”.

De Paula respondeu às críticas de Volpato, afirmando que a maioria delas não procede. Com relação às licitações canceladas, por exemplo, explicou que seguiu orientação do setor específico, por questões técnicas e até de tempo.

Com relação a veículos parados, De Paula diz que não justifica as críticas do prefeito, porque “deixei dinheiro em caixa para ele fazer tudo o que for necessário”, e citou R$ 5 milhões na Águas de Sarandi, R$ 4 milhões do Funrebom, R4 3 milhões para a Secretaria de Saúde e mais R$ 3 milhões de Fonte Livre, que podem ser aplicados onde houver necessidade.

Peço desculpas ao novo prefeito se não deixei a frota de veículos 100% funcionando, mas é bom lembrar que eu também recebi a prefeitura com uma série de problemas”.

Segundo De Paula, causou estranheza Volpato reclamar que no Departamento de Águas há duas Toyotas paradas. “Quando eu assumi, a Águas de Sarandi tinha apenas um ou dois veículos e eu comprei oito veículos zero quilômetros, um caminhão pipa, uma retroescavadeira e outros equipamentos. Além disto, estou deixando dinheiro depositado no setor de águas que dá para comprar várias Toyotas Hilux zero quilômetro”.

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Abandonado, Brinco da Vila vira boca de fumo

A Guarda Municipal de Maringá iniciou uma operação noturna para afastar usuários de drogas, traficantes e ladrões que ultimamente ocuparam o Estádio Brinco da Vila, na Vila Operária, e se tornaram um problema para a vizinhança. O trabalho deve se repetir hoje, amanhã, depois de amanhã, até que o histórico espaço esportivo deixe de ser uma boca de fumo.

O Brinco da Vila é um dos últimos campos da época de ouro do futebol amador em Maringá Foto: João Paulo Santos

Segundo o coordenador da Guarda Municipal, Reginaldo Diniz, a situação do Brinco da Vila é o principal motivo de reclamações da comunidade à Guarda nas últimas semanas. “Tanto a Guarda quanto a Polícia Militar têm feito rondas constantes e vários indivíduos foram detidos naquele local, mas agora vamos realizar um trabalho mais constante e efetivo”.

O estádio da Vila Operária, que já foi sede do time que representava o bairro no Campeonato Amador e do Grêmio de Esportes Maringá nas décadas de 1970 e 1980, virou boca de fumo devido a seu estado de abandono.

Há muito tempo que isto aqui está abandonado, o mato cresceu, pedaços do muro caíram e há lixo acumulado em vários pontos”, diz uma dona de casa que mora em frente. Segundo ela, tanto no interior do espaço quando do lado de fora “não há sequer uma lâmpada funcionando, os drogados levaram sofás e passam a noite aí consumindo drogas e ameaçando quem passa na rua”.

Praticamente todas as casas vizinhas já foram furtadas ou assaltadas, algumas mais de uma vez. “Eles levam o que acham pela frente, desde tênis no quintal até celulares e outros objetos dentro de casa, sem contar que muitas pessoas são assaltadas na rua”, relata outra vizinha. “O clima é de muita insegurança, tanto para quem mora perto quanto quem tem que passar pela rua”.

Este estádio tem importância histórica para a cidade, está próximo ao centro e é um patrimônio público”, diz Carlos Alexandre de Oliveira, que também mora vizinho. “É lamentável que as autoridades tratem desta forma um espaço que poderia estar oferecendo ocupação e entretenimento a jovens e idosos”. Ele cita que, devido à presença constante de usuários de drogas, as pessoas evitam frequentar a Academia da Terceira Idade (ATI) existente no local.

Ocupar para conservar

Na prefeitura, ninguém sabe explicar a que secretaria está afeto o Estádio Brinco da Vila. “Ainda nesta semana, vou sentar com o secretário de Assistência Social e Cidadania [Ederlei Alkami] para discutirmos um aproveitamento daquele espaço”, disse o secretário de Esportes, professor Valmir Fassina.

Segundo ele, a secretaria tem planos em desenvolver atividades esportivas no local e sabe-se que a Assistêcia Social também tem um projeto para jovens.

As duas secretarias precisam de espaço para desenvolver algum tipo de trabalho e o Brinco da Vila oferece as condições ideais. Tendo atividades, a comunidade volta a frequentar o ambiente, inclusive a ATI”, diz Fassina.

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Morre o cinegrafista Manoel Vilela, da Rede Massa

Manoel Vilela
21.08.1965 – 14.01.2017

A imprensa de Maringá está de luto com a morte, neste sábado, do cinegrafista Manoel Ribeiro Vilela, de 51 anos, profissional do setor de Jornalismo da Rede Massa.

Manoel tinha um câncer e estava internado desde dezembro.

O velório está acontecendo na capela do Cemitério Parque e o sepultamento está marcado para as 17h30 deste domingo.

Muito querido entre os companheiros de imprensa, Manoel era considerado um mestre entre os profissionais de imagens da Rede Massa.

Ele era irmão de Paulinho, que também foi cinegrafista e morreu jovem.

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Vizinha incômoda não vai deixar saudades

Nenhum defensor do patrimônio histórico se manifestou em favor da conservação do prédio histórico e os vizinhos agradecem pelo seu fim. Como abrigo de drogados e desconhecidos, o velho prédio era visto como uma ameaça à segurança por empresas e moradores das proximidades.

Sinta o nau-cheiro, veja a quantidade de lixo espalhado por todos os lados, olhe que visual mais horrível”, disse o comerciante Malaquias Barbosa de Oliveira, que há sete anos tem uma autopeças nas proximidades. “Em outras cidades, a rodoviária é um ponto de referência, mas em Sarandi a nossa referência é um depósito de lixo a céu aberto, exalando mau-cheiro, criando ratos, baratas, moscas e o mosquito da dengue. Os índios que estavam aqui usavam o pátio e até terrenos vizinhos para atender suas necessidades fisiológicas”.

Para o pioneiro Orlando Bolonho, que participou da inauguração da rodoviária há mais de 30 anos, “para que tenhamos uma história, é importante conservar os prédios que tiverem importância histórica, mas este ficou abandonado e tornou-se um incômodo para a vizinhança”.

Procurado pela reportagem de O Diário, o primeiro prefeito de Sarandi, Júlio Bifon, que construiu a rodoviária em 1985, preferiu não se colocar nem a favor e nem contra a demolição do prédio histórico. Limitou-se a dizer que “quando ela foi construída a configuração de Sarandi era outra, mas hoje ficou tudo diferente, a rodovia foi duplicada e ficou difícil acesso dos ônibus ao prédio, não há mais movimento de passageiros e o prédio ficou obsoleto em uma região da cidade que passa por constantes modificações”.

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Prédio histórico de Sarandi é derrubado pela prefeitura

Construída há 32 anos e desativada há quase 10, usada como abrigo de andarilhos e usuários de drogas, a rodoviária de Sarandi começou a ser demolida ontem por homens e máquinas da prefeitura. No local será construído o novo quartel do Corpo de Bombeiros.

O que um dia já foi rodoviária, nos últimos anos mais parecia um depósito de lixo a céu aberto

O trabalho de homens da prefeitura com pá carregadeira e retroescadeira teve início dois dias depois da saída de um grupo de mais 100 índios da Terra Indígena Ivaí, de Manoel Ribas (a 140 quilômetros de Maringá), formado por homens, mulheres e crianças que tentavam vender artesanatos nas cidades da região. Ontem foram derrubadas as paredes e o trabalho continua agora com a retirada dos entulhos e dos paralalepípedos do pátio.

O vice-prefeito José Aparecido Luiz, o Zé da Gráfica (PR), acompanhou o início da demolição e disse que o terreno foi cedido pela prefeitura, em regime de comodado, ao Corpo de Bombeiros, com a obrigação de entregá-lo limpo para o início da construção do novo quartel.

Segundo a tenente Camila Rodrigues Denes Mahmoud, comandante da Seção do CB, primeiramente serão elaborados os projetos arquitetônico e complementares e em seguida deve ser licitada a obra do quartel. Segundo ela, o local é ideal para os bombeiros por ficar em um ponto que facilita o atendimento tanto na zona norte quanto na zona sul da cidade, especialmente depois que foram construídas trincheiras nos cruzamentos com a BR-376. “Deste ponto fica fácil para uma resposta rápida a ocorrências em qualquer ponto da cidade”.

O prédio construído em 1985 foi uma das primeiras obras da prefeitura, durante a gestão do primeiro prefeito, Julio Bifon. Por alguns anos, foi parada de ônibus intermunicipais cujas linhas passavam pela cidade e o prédio era um ponto comercial importante, com o funcionamento de guichês das empresas de ônibus, lanchonetes, barbearia e outros estabelecimentos.

A decadência começou quando as empresas de ônibus decidiram que algumas linhas não fariam mais parada na rodoviária, já que ela estava a menos de 10 minutos da rodoviária de Maringá. Por algum tempo os ônibus paravam na BR-376 e os passageiros acessavam a rodoviária a pé. Depois, com a duplicação da rodovia, as paradas acabaram.

Os guichês foram desativados e, sem público, também a lanchonete acabou”, lembra o barbeiro Natalino Figueira, que manteve lá sua barbearia desde a inauguração do prédio, em 1985, e permaneceu até 2016, já que tinha freguesia fixa e antiga. Sem manutenção do prédio pela prefeitura, ele mesmo se encarregava de pequenos serviços, como consertos no telhado, na rede elétrica e sanitários.

Depois da saída de Natalino, a energia e a água foram desligadas e o prédio tornou-se abrigo de usuários de drogas e andarilhos. Desde novembro, abrigou centenas de índios que vieiram à área urbana comercializar seus artesanatos.

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CMDCA cobra política para crianças indígenas

Na cultura indígena, as crianças sempre acompanham os pais

Deve chegar ao prefeito Ulisses Maia (PDT) nos próximos dias a Resolução do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) que cobra ações da prefeitura para a promoção da valorização cultural dos indígenas que vêm à cidade para comercializar artesanato. A cobrança tem o intuito de minimizar os impactos gerados por ações de preconceito e discriminação, especialmente com relação às crianças.

Segundo a presidente do Conselho, Márcia de Souza, muito já foi discutido sobre as crianças indígenas, que acompanham seus pais à cidade e permanecem nas ruas, muitas vezes em pontos de trânsito perigoso. “Como muitas solicitações já foram feitas ao poder público, porém como nunca houve qualquer ação das autoridades, o CMDCA, com base nas atribuições que lhe são conferidas por leis Federal e Municipal, realizou sessão plenária em novembro e decidiu pela publicação de uma Resolução no final do ano”.

Márcia de Souza, presidente do CMDCA de Maringá

Como o CMDCA é deliberativo, encarregado por definir a política de valorização da criança, cabe agora à administração municipal cumprir às determinações. O Ministério Público, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, se encarregará de fiscalizar o cumprimento.

Por questões culturais, as crianças indígenas são diferenciadas sob os olhos da Lei e vêm à cidade porque, pela cultura de seus povos, toda a família sai da aldeia junto quando chega a época da comercialização de artesanatos, período que coincide com as férias escolares na aldeia”, diz a presidente do Conselho. Nos finais de ano, a quantidade de indígenas que vem a Maringá é muitas vezes maior do que a capacidade que a Associação Indigenista de Maringá (Assindi) tem de abrigo-las e, assim, centenas de famílias ficam desalojadas, procurando se abrigar em construções, prédios desocupados ou mesmo em barracas que armam em terrenos baldios.

O que o Conselho requer é a participação das populações indígenas em eventos culturais realizados no município para a comercialização de artesanato e apresentações culturais. Também determina que a Secretaria de Cultura (Semuc) encaminhe proposta formal de projeto intersetorial para valorização das culturas indígenas por meio da criação de um Festival Indígena, com feira de artesanato e manifestações culturais.

Publicada por Luiz de Carvalho
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Herradon vai assumir presidência da Amusep de olho nos consórcios regionais

Ao ser escolhido pelos demais prefeitos para presidir a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) neste ano, o prefeito de Floraí, Fausto Eduardo Herradon (PSDB), disse que sua principal meta será a estruturação e fortalecimento dos consórcios regionais e promover a união dos municípios nas lutas por interesses comuns nestes tempos de crise econômica, onde as pequenas cidades são as mais prejudicadas.

Fausto Herradon foi escolhido por unanimidade dos prefeitos da região de Maringá

O prefeito de Floraí encabeça a única chapa que deverá ser apresentada nesta segunda-feira, prazo final para inscrição de chapas para a eleição da Amusep. A data da eleição ainda não foi definida, mas deverá acontecer ainda na primeira quinzena deste mês e a posse dos eleitos em fevereiro.

Herradon, que foi reeleito em Floraí (a 50 quilômetros de Maringá) com mais de 60% dos votos válidos, segundo disse, não tinha pretensão de ser presidente da Amusep. “Em uma reunião informal, os prefeitos escolheram meu nome porque acham que, no momento em que as prefeituras estão mudando seus titulares, o ideal é que a Amusep seja comandada por um prefeito reeleito, que já conhece a entidade e os projetos em andamento”.

Segundo ele, “eu não tinha me preparado para a função, mas estou confiante porque os demais prefeitos estão dispostos a me ajudar e assim ajudar a Amusep”.

O nome de Herradon não era cogitado até a última sexta-feira. Desde o final de outubro, o nome tido como certo para suceder Fábio Chicarolli (PR), prefeito de Lobato, era o do prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo (PP). Porém, surgiram restrições, alguns prefeitos foram contrários e Bovo, para evitar celêumas e cisões na entidade de prefeitos, abriu mão da candidatura, pelo menos por este ano. Ele próprio foi um dos que indicaram Herradon, também reeleito e prefeito de município vizinho ao dele.

Consórcios

O futuro prefeito da Amusep ainda quer se aprofundar nos projetos da instituição, mas diz ter como uma das prioridades avançar na construção da sede própria. A Amusep já dispõe de um terreno e do projeto arquitetônico e é interesse dos prefeitos livrarem-se do aluguel e terem um local onde fazer reuniões e que a equipe técnica possa trabalhar com comodidade.

“Vou me emprenhar muito no fortalecimento do ProAmusep [Consórcio Público Intermunicipal de Gestão da Amusep], que criou quatro consórcios regionais de para buscarem soluções conjuntas para grupos de seis a oito prefeituras”. Segundo Herradon, os consórcios poderão ter grande importância para as pequenas cidades, especialmente em um momento em que a economia do País passa por dificuldades e os pequenos municípios são os mais atingidos.

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Marcos Mello assumiu, mas Colorado pode ter nova eleição para prefeito

O prefeito Marcos Consalter de Mello (PPL) assumiu a prefeitura de Colorado (a 78 quilômetros de Maringá) para seu terceiro mandato, porém a cidade vive clima de incerteza, já que o registro de sua candidatura foi indeferido pela Justiça Eleitoral e ele só foi diplomado e empossado com base em uma liminar do ministro Gilmar Mendes expedida no final de dezembro.

O prefeito Marcos Mello sente confiança de que vai poder cumprir seu terceiro mandato

O recurso do prefeito está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deverá ser julgado até março. Ele pode ser confirmado no cargo, mas se for considerado culpado no processo a que responde Colorado terá que realizar nova eleição, já que a soma dos votos dos outros dois candidatos que disputaram a prefeitura não alcançou 50%.

Mello não quer comentar o caso enquanto não ocorre o julgamento final do recurso, mas disse que isto não vai afetar seu trabalho. Com a experiência de quem já comandou o município em outros dois mandatos, ele iniciou o ano colocando em prática o programa que foi apresentado ao eleitorado durante a campanha eleitoral.

Mesmo evitando fazer comentários, o prefeito não esconde a confiança de que sairá vitorioso neste embate, lembrando que casos semelhantes ao dele aconteceram em outros municípios e os prefeitos foram inocentados. Outro motivo que o deixa confiante é que ele não é acusado de nenhum crime eleitoral e sim de um caso que corre pela Justiça Comum.

A cidade está dividida. O candidato Edimar Oliani, o Nica (PSDC), que foi adversário de Marcos Mello na eleição do ano passado, não descarta a possibilidade de a liminar do ministro Gilmar Mendes ser derrubada, confirmando as decisões da Justiça local e estadual. Já o ex-vereador Valdomiro Zanardi (PSB), que também foi candidato a prefeitura, prefere que Marcos Mello possa dar continuidade ao mandato.

“Ele foi escolhido pelo povo de Colorado e a vontade do povo deve ser respeitada”, defende Zanardi, citando que “se houver a cassação do registro e a cidade tiver que fazer uma nova eleição, o prejuízo será de todos, pois a cidade vaí ficar parada neste período, vai sofrer um atraso muito grande, o que é desanconselhável nestes tempos em que a economia brasileira passa por dificuldades”.

Fantasmas
Marcos Mello foi condenado a 10 anos de detenção e teve os direitos políticos suspensos por 8 anos. A sentença foi proferida pelo juiz da Comarca de Colorado e Mello entrou com recurso. Ele foi denunciado por peculato, primeiro pela Câmara Municipal, depois pela Promotoria de Justiça.

Segundo a denúncia, Mello teria contratado dois servidores para cargos comissionados, porém os dois não cumpriam suas jornadas de trabalho e ainda tiveram os pagamentos mensais autorizados pelo então prefeito.

A sentença proferida se refere à contratação de um dos servidores fantasmas, mas já está na Justiça o caso do segundo suposto fantasma, o que pode aumentar ainda mais a pena. Corre ainda na Justiça uma denúncia sobre a contratação de uma empresa fantasma pela prefeitura. Uma Comissão Processante da Câmara apurou que tal empresa não existia.

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Crise hídrica faz um ano e Sanepar garante que tragédia não se repetirá

Com a subida das águas do Rio Pirapó, a captação da Sanepar ficou inundada

Um ano depois do temporal que provocou enchente no Rio Pirapó, danificou a captação da Sanepar e deixou mais de 300 mil maringaenses sem água durante uma semana, a concessionária dos serviços de água e esgoto garante que não existe mais a possibilidade de a tragédia se repetir, pelo menos naquelas proporções. E, se acontecer, ela, a Sanepar, estará preparada para restabelecer o fornecimento de água em pouco tempo.

Na época, a empresa foi acusada de não ter um plano B para emergências, equipamentos de reservaça e alternativas para reduzir o problema, como poços artesianos em condições de uso e mesmo possibilidade de captação em outros mananciais. “Nós tínhamos um plano B sim, mas naquele caso nem plano C ou D resolveria”, diz o diretor de Operações da Sanepar, Paulo Alberto Dedavid. “Tínhamos equipamentos novos de reserva, mas a inundação foi tamanha que chegou ao quadro de comando e molhou os motores grandes, de 500 cavalos, que precisavam de no mínimo 64 horas para a secagem”.

Paulo Alberto Dedavid, diretor de Operações da Sanepar

De acordo com Dedavid, a empresa aceitou a lição imposta pelo temporal, criou estratégias para o atendimento de emergências e desde aquela época está instalando equipamentos que não sejam danificados por intempéries. É o caso do Centro de Controle Operacional, que foi otimizado e agora consegue fazer a distribuição homogênea da água para toda a cidade, diferente do que aconteceu no ano passado, quando a pouca água disponível escorria para as partes mais baixas e não chegava aos outros pontos.
Também é feito agora, junto com o Instituto Simepar, o monitoramento contínuo de toda a Bacia do Pirapó. Alertas são emitidos com antecedência de até dois dias. “Se tivéssemos esta alternativa no ano passado, os motores seriam erguidos antes que o nível do rio subisse”, diz o diretor.

Quatro novos poços artesianos foram perfurados em 2016

Dentro das medidas adotadas pela Sanepar, foram perfurados quatro novos poços artesianos, que somados aos cinco que já existiam, aumentam a capacidade para abastecer até 30% da população. Antes, os poços existentes podiam abastecer até 15% da população. Também foi construído um novo reservatório para 2 milhões de litros no bairro Cidade Alta.

De acordo com Dedavid, se no ano passado a empresa ficou incapacitada de fazer a captação de água porque os motores foram danificados ao ficarem submersos, de agora em diante isto não mais acontecerá porque os motores adquiridos pela empresa são anfíbios e tanto poderão trabalhar em condições normais quanto dentro da água. São sete bombas subaquáticas, dois motores de 1,5 mil cavalos, três motores anfíbios de 600 cavalos que ficam dentro da estação elevatória e quatro conjuntos de 125 cavalos, que ficarão dentro da água.

Reservatório para 2 milhões de litros construído no bairro Cidade Alta

Para o diretor de Operações, um dos grandes trunfos desta reestruturação é o Eletrocentro, com quatro quadros de comando, que ficará na parte mais alta da captação. Ele foi construído por uma empresa do Rio Grande do Sul e será instalado assim que for concluída a licitação para a contratação de uma empresa especializada.

Fotos dos sites: Sanepar, Ângelo Rigon, Lauro Barbosa e odiario.com

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