Estudantes criam robô para automatizar trabalho de impressoras 3D

Robô, que é trabalho de conclusão de curso, pode dar às impressoras 3D função mais industrial

Com a automação, não há necessidade de alguém esperar a conclusão de uma peça para colocar novo material

 

Um robô com dois braços e 25 centímetros de altura, que se desloca sobre dois trilhos de alumínio, foi apresentado nesta semana aos professores do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) como meio de automação do trabalho de impressoras 3D, equipamentos que permitem construir, por meio de sobreposição de camadas, praticamente qualquer coisa, de brinquedos e bonecos até partes de equipamentos industriais, tudo em apenas algumas horas.

Rafael, Guilherme Henrique e João Vitor trabalharam um ano na criação do robô   Foto: João Cláudio Fragoso

 

O robozinho batizado como Moro 1 foi apresentado como trabalho de conclusão de curso dos acadêmicos João Vitor Lesse, Rafael Pagadigorria e Guilherme Henrique Zacarias Vieira, que projetaram e construíram o equipamento sob orientação do professor de Fabricação Mecânica Fernando Rodrigo Moro. O nome Moro 1 é uma homenagem ao professor.

As impressoras 3D são uma revolução, mas o trabalho delas é muito lento, chegando a demorar de 4 a 9 horas para a construção de um objeto”, explica João Vitor. “Por causa desta lentidão, elas não estão sendo usadas industrialmente, mas o problema maior é que alguém precisa ficar a postos para retirar o objeto que ficou pronto e colocar o material para nova construção”.

Segundo o estudante, é justamente aí que entra a necessidade da automação. “Procuramos criar um meio para que não haja mais a necessidade de alguém ficar de babá para as impressoras”, explica Pagadigorria.

Há um ano os três futuros engenheiros mecânicos trabalham na criação do robô que pode automatizar o serviço. Após a elaboração do projeto, eles construíram algumas peças nas próprias impressoras 3D e investiram cerca de R$ 3 mil na compra de pequenos motores, cabos, placas e trilhos de alumínio. Várias tentativas deram em nada até chegarem a Moro 1.

Com o robô, conectado a um computador, o operador vai programar uma lista de todo o trabalho a ser feito no dia, colocar a matéria-prima em um determinado compartimento e a partir daí o robô fará tudo: colocar o material nas impressoas, receber a mensagem da impressora de quando o trabalho foi concluído, retirar e colocar novo material”, diz Guilherme Henrique.

Colocamos o número 1 no Moro porque ele é apenas um protótipo e a partir de seu funcionamento vamos fazer as correções e melhorar o que for necessário”, esclarece Lesse.

Empresa

O robô é continuidade de um trabalho que Lesse iniciou há três anos com o colega de classe João Gabriel Correia, quando, com uma impressora 3D, começaram a fabricar suportes que, com um tablet, um iPod ou iPad, criam centrais multimídia para carros. Os garotos fundaram a T-Holders, uma empresa que atende pedidos de todo o Brasil e até mesmo de outros países.

Foi a partir deste trabalho que os estudantes pensaram um meio de automatizar a produção, buscaram a parceria de outros acadêmicos e o professor Moro coordenou o projeto.

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