Mês: agosto 2017



Manifestação de preconceito contra alunos da Apae revolta familiares de excepcionais

A Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – de Itaguajé está tomando medidas judiciais contra pessoas que manifestaram preconceito contra alunos e professores da instituição em um grupo do WhatsApp.

A demonstração de preconceito foi publicada em um grupo intitulado “Só em 2020”, que faz oposição ao atual prefeito da cidade, como comentário a respeito de uma atividade realizada pela Apae durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência”.

O autor publicou: “Professora da APAE só serve pra lavar o povo com deficiência, lá não se escreve, só baba”.

No sábado, a diretoria da Apae de Itaguajé publicou uma nota em sua página no Facebook, informando que vai processar o autor da manifestação de preconceito.

NOTA

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Itaguajé-Pr, por meio de sua presidência, vem esclarecer e informar que em virtude das ofensas sofridas por seus alunos e corpo docente em ambiente virtual e atendendo aos pedidos dos pais de alunos da nossa instituição, que estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis por meio de nossos advogados, a fim de colocar um ponto final nas ofensas, responsabilizando os envolvidos.
E também, vem manifestar seu veemente repúdio contra as atitudes ofensivas à capacidade cognitiva de nossos alunos, bem como, a qualidade do ensino destinado aos mesmos e a capacidade do nosso corpo docente.
Salienta ainda, que as referidas ofensas provem da ignorância – na melhor acepção da palavra -, porque, a Apae tem um trabalho minucioso e de atenção especial às necessidades de desenvolvimento de todas as funções cognitivas, como a memória, a atenção, a percepção, o raciocínio, a linguagem, coordenação motora. Todo o trabalho é realizado por um grupo de profissionais especializados como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psiquiatras, pedagogos. O ambiente é voltado para que a pessoa com necessidades especiais se desenvolva e esteja pronta para integrar a comunidade, para ser independente ao máximo e poder se inserir também no mercado de trabalho.

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A operária setentona se enobrece e vira bola da vez

Construtoras e imobiliárias dizem que a Operária é a bola da vez para a construção de edifícios residenciais

A vila foi cenário para um filme de Tarzan rodado com atores do bairro e sediou o primeiro jogo noturno de futebol

Vista aérea da Operária na década de 60    Arquivo Maringá Histórica

A Vila Operária, que ocupa toda a Zona 3, está completando 70 anos com motivos de sobra para se orgulhar. A primeira periferia de Maringá, criada dentro do plano urbanístico para ser um local para as moradias dos trabalhadores da Companhia Melhoramentos e das primeiras empresas da nascente cidade, foi o berço do primeiro prefeito e onde nasceu o atual, teve o primeiro distrito industrial, o mais importante estádio da era de ouro do futebol amador, onde aconteceu a primeira partida noturna, foi o único bairro a ter um cinema e foi cenário de um filme. Também na operária foram criadas as primeiras escolas de samba, que competiam entre si nos carnavais maringaenses, teve a sede da Guarda Urbana, que equivalia ao quartel da Polícia Militar, tem um dos maiores e mais antigos hospitais da cidade e o principal jornal do noroeste paranaense. Mas um dos motivos para orgulho é a transformação que o bairro está vivendo. O bairro que nasceu para ser operário, habitado pela camada mais pobre do período da colonização, é o que vive no momento a maior corrida imobiliária, com dezenas de prédios em construção ao mesmo tempo e a valorização dos terrenos.

“Quando decidi montar uma imobiliária na Vila Operária, era forte o preconceito contra esta área de Maringá, muitos amigos me desaconselharam e houve até quem achasse que eu estava fazendo uma loucura”, diz o empresário Daroille Aparecido Huergo, proprietário da Imobiliária Daros, a primeira imobiliária da Vila, em frente a outras duas que chegaram mais tarde. “Na época, 30 anos atrás, a Operária era periferia, ficava ‘longe’ do Centro, era um bairro pobre e com má fama. Hoje, 30 anos depois, é a bola da vez, é a região da cidade em que mais se está construindo edifícios residenciais, alguns de alto padrão, a valorização imobiliária é evidente e esta agitação toda vai fazer da Operária um dos melhores bairros de Maringá”.

O corretor Hemilson Correia Gomes, da Cofibra Imóveis, confirma as previsões de Daros. “Para qualquer lado que se olhe, vê-se dezenas de prédios em construção”. Isto, segundo os dois profissionais do ramo imobiliário, está valorizando os terrenos, mesmo aqueles com casas velhas, de madeira. “Mesmo com a crise, que fez os preços recuarem, os terrenos estão de R$ 700 mil para cima, dependendo da localização”, diz Gomes, lembrando que quando o negócio é feito para a construção de prédios, há permuta e aí o valor da terra sobe ainda mais, podendo passar de R$ 2 milhões.

Filme e jogo noturno

Cine Horizonte, no início dos anos 60, ainda na Avenida Brasil

A Operária tem orgulho de seu pioneirismo em várias áreas. A Avenida Mauá, paralela à Brasil, foi o primeiro parque industrial da cidade, sediando fábricas de carroças, caldeirarias, dezenas de ferros velhos, oficinas mecânicas, seis fábricas de bebidas, fábricas de móveis e várias máquinas de beneficiamento de café, entre elas a que pertencia à Companhia Melhoramentos.

O Cine Horizonte, que inicialmente funcionava em um prédio de madeira na Avenida Brasil – onde hoje é o Supermercado Bom Dia – era o único cinema fora do Centro, que inovou na forma de divulgar seus filmes, tanto por meio de cartazes gigantescos, feitos em compensado e pintados à mão, quanto por um serviço ambulante de alto-falantes e gingle nas rádios.

O proprietário do Horizonte, o pioneiro Antonio Del Grossi, era um sonhador e empreendedor. Na década de 1950, ele comprou uma câmera, juntou seus filhos e um grupo de amigos e filmou, com ele próprio escrevendo roteiro e dirigindo, um filme no estilo Tarzan, com cenas feitas em matagais que ainda existiam na vila.

O campo de futebol, que juntava os moradores do bairro nos domingos e ainda não se chamava Brinco da Vila, protagonizou outro fato histórico. Foi lá que aconteceu a primeira partida de futebol noturna de Maringá, talvez do Paraná e uma das primeiras do Brasil. Foi no início da década de 50, quando Maringá ainda nem tinha luz elétrica.

O pioneiro Iracy Mochi, proprietário da Imobiliária Paiaguás, ainda era menino quando testemunhou o fim de semana em que o time da vila recebeu o São Paulo de Londrina em seu campo de terra batida. “Sempre tem algum maluco capaz de colocar em prática ideias mirabolantes”, conta rindo. “Foram instalados os refletores, mas vale destacar que na época a cidade ainda não tinha energia elétrica confiável”, lembra. A luz era produzida por grupos geradores e as lâmpadas eram fraquíssimas, “não clareavam nada”, tanto que na época eram chamadas de ‘tomates’.

“Pegaram umas folhas de zinco, daquele de fazer calhas, fizeram uns tubos, instalaram lâmpadas por dentro e colocaram no alto de estacas”, lembra.

A partida de inauguração da iluminação foi em um sábado à noite, o campo estava cheio de gente – “não sei se foram ver o jogo ou a iluminação” – .

Mas, nada deu certo. “Só na hora do jogo é que fomos descobrir que a iluminação não clareava nada, os jogadores não viam onde estava a bola e a torcida acho que não via nem os jogadores, de tão escuro que estava”. Iracy da Paiaguás ri ao lembrar que choveu muito naquela noite e os respingos da chuva faziam queimar as lâmpadas quentes, além disto, como o campo era de terra, e a terra roxa de Maringá gruda mesmo, as chuteiras ficavam pesadas de tanto barro e a bola virava uma bola de barro. “O João Segura, que era o presidente do time, toda hora vinha com um balde lavar a bola”.

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Comandante do 4º BPM está moralizado junto ao Comando Geral

O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Enio Soares dos Santos, continua respeitado, moralizado e prestigiado junto ao alto comando da PM paranaense, não devendo sofrer qualquer reprimenda em consequência da discussão que teve quarta-feira com o prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), durante uma reunião na prefeitura em que se discutia a segurança da cidade.

O comandante geral da PM do Paraná, coronel Maurício Tortato, disse ontem a O Diário que “o comandante Enio goza de absoluto respeito e prestígio do Comando Geral, tem sido responsável por aplicar critérios absolutamente técnicos, fundamentados nas estatísticas criminais, analisando dados e estatísticas, atuando de maneira específica quando é necessário”.

O comandante do 4º BPM foi o assunto do dia na quarta-feira por ter usado a frase “Estou preferindo comer uma pizza em casa” durante sua fala na reunião com outros setores da segurança pública, o prefeito e vereadores. “Temos que reconhecer que a frase colocada pelo coronel Enio não foi a mais adequada, mas no contexto ela não esgota todo o valor deste profissional que dedica sua vida à causa da segurança pública e, muito mais do que isto, não desconstitui todo o trabalho da PM, que tem sido muito profíquo para a cidade de Maringá, embora temos consciência de que não podemos parar, porque se paramos teremos retrocesso”.

Para o comandante geral, “no momento em que o prefeito faz as críticas, me parece inadequado, desarrazoado, a partir do momento em que estamos consolidando verdadeiros investimentos na cidade. Acho que o conflito é inevitável, mas não queremos combater. Por vários fatores, entre eles a atuação da PM, Maringá se projeta no cenário nacional e mundial como cidade que oferece qualidade de vida”. Segundo ele, “é muito bacana quando a gente vê que pessoas dissociadas de qualquer contaminação reconhecem o trabalho da PM e do coronel Enio. A gente tem que vencer este momento ruim”.

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Com estiagem, quebra no trigo já chega a 20%

Pelo menos 20% da safra de trigo do noroeste paranaense já estão perdidos em consequência da estiagem que persiste há um mês e meio, mas os prejuízos poderão aumentar, já que a meteorologia só prevê chuvas abundantes em setembro. A quebra da safra vem somar-se à redução que já era prevista devido à diminuição da área destinada à cultura no Paraná, em torno de 8%.

O produtor temia pela geada, que se chegasse em um período em que os grãos ainda estão na fase de enchimento, poderia comprometer a produtividade, mas o que aconteceu foi a seca prolongada, que está matando os perfilhos – ramos que surgem a partir do caule principal da planta”, disse o técnico agrícola Moacir Luiz de Andrade, da Cooperativa Agroindustrial de Mandaguari (Cocari). Com a falta de umidade no solo, as plantas não alcançam porte ideal e as espigas que estão nos perfilhos não obtém bom preenchimento dos grãos.

Adilson José Abrão observa que além das perdas provocadas pela estiagem, agora há o ataque de pulgões         Foto: João Cláudio Fragoso

A lavoura da família Abrão, na Gleba Guaiapó, é um exemplo do que disse o técnico da Cocari. Segundo Adilson José Abrão, que planta junto com o pai, Fausto, e o irmão Alberto, grãos que deveriam estar hoje com cerca de 1 grama, não passam de meio grama e em muitos casos os grãos estão esfarinhando. “As plantas em que os grãos ainda estão na fase chamada de ‘em leite’ não há como o ciclo se completar sem umidade no solo”, disse.

De acordo com Abrão, se nesta semana chover o suficiente para encharcar as raízes, “o prejuízo estanca aqui, mas se a chuva não for suficiente, pode piorar”.

A preocupação dos produtores é que os institutos meteorológicos contratados pelas cooperativas esperam chuvas mais significativas somente a partir de setembro, quando o todo o trigo do Paraná já terá sido colhido, às vésperas do início do plantio do soja da safra de verão.

Contávamos que tiraríamos cerca de 110 sacas por alqueire, mas do jeito que está já prevemos uma média de 80”, diz Adilson Abrão, que já recorreu ao seguro agrícola na certeza de quebra da produção.

Para completar os problemas dos triticultores paranaenses, nesta semana os trigais ficaram infestados de pulgão, uma das pragas mais prejudiciais do trigo. Os danos ocasionados por estes insetos podem ser diretos, por meio da sucção de seiva e do efeito tóxico da saliva, ou indiretos, pela transmissão de espécies de dois tipos de vírus. O tipo e a severidade dos danos diretos variam de acordo com a espécie de afídeo, a intensidade do ataque e o estágio de desenvolvimento da planta no momento da infestação.

Os Abrão iniciam hoje a aplicação de defensivo para combater o pulgão, mas contando que a cada litro do produto (R$ 150) eleva o custo de produção.

O preço do trigo ao produtor vem tendo aumentos consideráveis nas últimas semanas, saindo de R$ 31 no início do mês para R$ 36,50 a saca de 60 quilos ontem na região de Maringá, o que, segundo os produtores, seria um bom valor se a produtividade compensasse, mas ainda longe dos R$ 42 que conseguiram na safra passada.

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