Com o fim do aterro próprio, Mandaguaçu leva o lixo para Sarandi

Cerca de 20 toneladas de lixo produzidas por dia pela população e empresas de Mandaguaçu estão sendo depositadas em um aterro particular de Sarandi, a 35 quilômetros de distância, a um custo de R$ 84,50 a tonelada e mais a despesa com o deslocamento dos caminhões.

A nova forma de destinação dos resíduos sólidos vai custar cerca de R$ 45 mil por mês para a prefeitura e afetará o valor da taxa do lixo, inserida no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir do ano que vem.

A prefeitura afirma que teve que apelar para esta alternativa porque o aterro da cidade já não tem mais espaço para continuar recebendo resíduos e vinha operando irregularmente, o que poderia resultar em sérios problemas com a Justiça e com os órgãos ambientais.

O prefeito Maurício Aparecido da Silva, o Professor Índio (PSB), disse que os problemas do aterro sanitário de Mandaguaçu eram antigos e o lixo continuou sendo levado para a área de dois alqueires porque a administração anterior firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Justiça, se comprometendo a apresentar uma solução dentro de um prazo determinado. O prazo concedido acabou e não foi apresentado um projeto para solucionar o problema.

Tivemos que recorrer a um aterro em outra cidade porque não temos como construir um novo aterro em Mandaguaçu, primeiro pelo alto custo de implantação, segundo porque não há tempo para que a prefeitura compre uma nova área, elabore um projeto e construa o aterro”, diz o diretor do Departamento de Meio Ambiente, topógrafo Elton Mendes. O mais difícil, segundo Mendes, é conseguir o licenciamento ambiental.

Recuperação

O antigo aterro já não tem mais espaço para receber resíduos

Os dois alqueires que serviram de aterro na Estrada Lopes, na zona rural de Mandaguaçu, estão condenados e agora a prefeitura trabalha para impedir a contaminação do lençol freático. “Esta área está inutilizada, mas vamos abrir uma licitação para contratar uma empresa especializada em serviços ambientais para desenvolver um projeto que impeça que o antigo aterro provoque prejuízos ao meio ambiente”, diz Mendes.

Vamos instalar drenos para a queima dos gases produzidos pela deterioração do lixo, como Metano, Dióxido de Carbono e outros compostos orgânicos, cuja emissão prejudica o meio ambiente e a camada de ozônio, depois faremos o plantio de árvores, de modo que, mesmo a área não podendo mais ser utilizada, pelo menos deixará de ser um lixão para se tornar em um bosque protegido”.

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